Cucina con Cacau

Cucina con Cacau

  • Fim de Ano...

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    Depois de um ano difícil para nosso país, entramos em 2017 com a esperança renovada, afinal, não dá pra começar o ano de baixo astral. Mas todos sabemos que a comida é um grande comfort food para a alma. Então, vamos caprichar nas Ceias de Fim de Ano!!!

    Essa é a nossa última receitinha do ano, pois faremos um intervalo porque além das férias, vamos dar uma repaginada no nosso blog! Eu e o William Máximo temos muitos planos para 2017, então aguardem!

    Enquanto isso, vejam que receitinha mara para arrasarem no fim de ano:

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    E para harmonizar com esse prato, a sugestão é o grande vinho da Luis Cañas  hiru 3 Racimos, 100% Tempranillo, proveniente da região do Rioja Alavessa (Espanha), apresenta cor rubi retinta, borda violácea. Explode no nariz com frutos negros, grafite, caixa de especiarias, além de tostados e café da barrica. Concentrado, equilibrado, com taninos de fina expressão.

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    Desejamos à vocês um fim de ano cheio de sentimentos bons, de muita reunião em família e que a comida seja deliciosa!!!!

    Cheers!!!!! Voltamos em fevereiro! Enquanto isso, acompanhem nossa página no facebook (Cucina con Cacau) e nosso insta (@elacozinhaeleharmoniza)

    Baci

    Cacau e William

  • Decantar o Vinho.

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    Em minhas aulas, uma das perguntas que mais escuto é referente a decantação do vinho. É comum se questionar sobre a necessidade da decantação dos vinhos. Fiquem tranquilos, pois até os mais entendidos possuem opiniões divergentes. Existe uma corrente acadêmica que acredita ser importante a decantação para um determinado estado em que o vinho se encontre e outra que acha isso desnecessário. Bom divergências à parte o mais importante é sabermos qual a verdadeira função do decanter, para assim decidirmos se vamos ou não usá-lo e quando.

    O Decanter (do inglês: recipiente que recebe o vinho decantado) assemelha-se a uma jarra que pode ser encontrada em diversos tamanhos, formatos e materiais. O Formato clássico como da foto é o mais usual e geralmente são feitos de vidro, ou cristal. 
    O decanter tem duas funções bem distintas: uma de aeração do vinho (oxigenação) e outra de decantação, para não deixar os resíduos naturais que se formam em alguns vinhos, serem vertidos na taça. 

    A aeração tem por objetivo ajudar os vinhos a liberar seus aromas e sabores, quando transferido da garrafa para o decanter, todo o vinho entra em contato com o ar e dentro deste utensilio a área de contato do vinho com o oxigênio é bem ampla, assim os aromas irão despertar.

    A decantação geralmente é utilizada para evitar que os sedimentos que podem existir no vinho, acabem dentro da taça. Estes sedimentos podem existir devido ao envelhecimento da bebida, que acaba formando borras no fundo da garrafa, ou no caso de vinhos que não tenham sido filtrados antes de serem engarrafados. Existem muitos produtores que seguem a ideia da não filtração, pois acreditam que este procedimento acaba por extrair aromas, textura e sabores da bebida. Alguns produtores do Rhône (França) e da Austrália indicam em suas garrafas a necessidade de decantar seu vinho antes de servir, devido a não filtrarem o mesmo.

    Vejam que não existe uma regra fixa, mas para vinhos tintos envelhecidos que venham de regiões que possuem boa reputação em vitivinicultura, o processo de decantação poderá ser benéfico. 

    Vinhos tintos leves que não estão aptos para guarda, brancos jovens e frutados e rosés de consumo imediato, não é necessário utilizar o decanter. 

    Faça seus testes, tire suas conclusões e veja onde o decanter poderá lhe auxiliar para aproveitar melhor o seu vinho. 

    Santé.
    William Máximo.
    Sommelier Enoteca Decanter Londrina.

  • Um Bom Lanchinho Magro: Quiche Proteica

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    Sou uma pessoa que gosta de se alimentar de forma saudável. Entretanto, estamos aqui em casa numa fase mais regrada ainda e por várias razões: eu de dieta para perder peso (5k off em 50 dias) e meu marido com taxas elevadas de açúcar e ácido úrico. E como eu acredito que alimento é remédio, estou rigorosa em nossa alimentação diária.

    Acredito que o mais difícil em qualquer dieta sejam os lanchinhos, especialmente os para serem consumidos no período da tarde. Geralmente é aí que toda dieta é sabotada! Então, muita dedicação para produzir lanchinhos para garantir o bom resultado das dietas!

    Essa quiche proteica é bem fácil de preparar e o recheio pode variar. Eu preparei com brócolis e ricota e muita especiaria para turbinar o sabor. O bom dessa receita é que você pode preparar de tamanhos variados de acordo com a necessidade de consumo e congelá-las, pois com pouco mais de 2 minutos (dependendo da potência do micro) para descongelamento, seu lanchinho já estará pronto. Segue a receitinha:

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    QUICHE PROTEICA
    Massa:
    4 colheres de sopa de linhaça
    4 colheres de sopa de farinha de amêndoas
    2 colheres de sopa de azeite
    6 colheres de sopa de água
    ½ colher de café de sal marinho ou rosa

    Recheio:
    Brócolis
    Alho e cebola
    Ricota
    Noz moscada, sal, pimenta, cardamomo em pó, 

    Preparo:
    Prepare o recheio e reserve: branqueie os buquês de brócolis e passe-os pela frigideira com um pouco de azeite, alho e cebola. Processe esse “refogado” com a ricota até obter a consistência de uma massinha. Tempere à gosto, mas a sugestão das especiarias acima deixa o recheio bem perfumado.
    Para a massa, misture todos os ingredientes e molde em formas com fundo removível. Coloque para pré-assar por 10 minutos. Retire do forno, coloque o recheio e volte para assar por mais uns 10 minutos aproximadamente.

    Voilà!!!!
    Baci
    Cacau

  • A Fortificação dos Vinhos.

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    Encerrando a primeira etapa da nossa série “Conheci o mundo dos vinhos. E agora? vamos falar dos vinhos fortificados. Assim, teremos definido os estilos de vinhos. Falamos dos tranquilos que são os tintos, brancos e rosés, citamos, também, os espumantes que são aqueles que possuem gás carbônico que atribui a formação de bolhas (perlage) e também discorremos sobre os vinhos de sobremesa que possuem açúcar residual e boa acidez para deixá-los doces mas não enjoativos. 

    Assim nos resta falar dos fortificados que são uma categoria a parte. São vinhos mais pesados. Geralmente possuem mais álcool, o que os tornam mais intenso nos aromas e sabores. Eles podem ser servidos tanto para abrir um jantar, por exemplo um Xerez fino seco ou então para finalizar um banquete como o Vinho do Porto que possui maior doçura.

    Os vinhos fortificados adquirem este condição devido a adição de aguardente vínica (geralmente feita de uva), que acaba por interromper a fermentação do vinho e pode elevar o seu teor alcóolico até a 21% vol, deixando-os assim na condição de fortificado. Claro que existem várias formas de se produzir estes vinhos, mas nessa etapa o mais importante é saber quais são os principais tipos de vinhos fortificados.

    Talvez o mais famoso e conhecido por nós brasileiros seja o Vinho do Porto: Vinho com grande concentração de álcool e com boa doçura natural da própria uva. Os Classificados como Ruby são mais jovens e frutados e engarrafados quando estão prontos para beber. 
    Os Tawny são envelhecidos por mais tempo que os Ruby, tem uma cor acastanhada, sendo engarrafados quando estão em sua melhor fase. Há também um linha de Vinhos do Porto Branco seco, geralmente muito usados para compor diversos tipos de drinks.
    Xerez: O grande fortificado espanhol produzido na cidade de Jerez de La Frontera. Possui vários estilos desde secos como o Xerez fino, com aromas penetrantes e salgados, até os exemplares adocicados e envelhecidos com aromas de casca de cítrico seco. Sempre uma grande opção para acompanhar entradas ou finalizar um jantar.

    Vinho Madeira: No Brasil é muito conhecido pelo seu uso na culinária, na preparação do molho madeira e em algumas sobremesas. Mas vai além disso. Produzido na ilha da Madeira em Portugal, este vinho torna-se mais complexo e concentrado com o passar dos anos e pode se apresentar como uma iguaria com o envelhecimento.

    Marsala: Oriundo da Sicilia uma ilha localizada no sul da Itália, este fortificado recebeu o nome da cidade de Marsala que fica no ponto a oeste da ilha. A uva usada para produzir este vinho é chamada de Grillo e como os outros fortificados também pode ser encontrado nos estilos seco, meio seco e doce. 

    Escolha o tipo que mais lhe interessou, faça sua degustação e descubra um mundo à parte que os vinhos fortificados podem oferecer.
    Até o nosso próximo encontro.
    Santé.

    William Maximo.
    Sommelier Enoteca Decanter Londrina.

  • Lanchinho de aipim

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    Nem só de gordices vive o homem! Aliás, muito pelo contrário! Nessa era que vivemos, onde o stress é a tônica do comportamento cotidiano, adotar um estilo de vida saudável é essencial. 

    Quem me segue há algum tempo sabe, porque já revelei, que não consumo doces nem gordices como pizzas, pães, gorduras, etc e tal. às vezes escorrego, e também já confessei, é no torresmo.

    Gosto é de cozinhar e de tudo. Por isso tantos pratos apresentados no dia-a-dia das redes sociais. O resultado de tanto cozinhar é a terceirização dos pratos gordos para os familiares e amigos!

    Mas no cotidiano, minha comida é bem magra e funcional. Como também muitos já sabem, minha genética e a do marido é péssima e, por isso, controlamos colesterol, ácido úrico e açúcar na alimentação. Esse é nosso remédio: alimentar-se bem.

    Atualmente demos uma melhorada ainda mais significativa na alimentação e cortamos todos os alimentos que tenham conservantes, o mínimo que seja, pois alimentos industrializados já não frequentam nossa mesa há tempos. Mas ficam alguns um pouco menos nocivos como pães e alguns vegetais, que abolimos de vez. Agora até o pão é feito em casa!

    De época em época caprichamos na dieta e estamos vivenciando esse momento. Por isso a receita desse lanchinho que preparo para consumir nos fins de tarde, período em que tenho mais fome.

    É bem simples, saboroso e podem acreditar, sacia muito!


    Lanchinho de aipim ou mandioca


    Aipim (q/b - quanto baste)
    páprica
    cúrcuma
    salsinha/cebolinha
    sal e pimenta

    Cozinhe o aipim até o ponto de poder amassá-lo. Escorra a água, amasse e reserve em um bowl. Adicione os temperos (varie de acordo com seu paladar, os da receita são sugestões), misture e coloque em forminhas ou faça croquetes. Leve ao forno por aproximadamente 20 minutos para assar. 

    Voilà! Eu congelo para o consumo da semana e no momento que vou degustar levo ao microondas por 3 minutos!

    Baci
    Cacau
  • Qual a Sobremesa de Hoje? Vinho.

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    Seguindo com a nossa série, “Conheci o mundo dos vinhos. E agora?” Vamos falar de uma tendência que está ficando cada vez mais em voga. Em um jantar harmonizado com vinhos, como último ato acompanhando a sobremesa, os vinhos que contenham dulçor natural, ou seja os aclamados vinhos de sobremesa, estão se tornando cada vez mais requisitados. Há casos em que depois de um sequência onde foram oferecidos vários pratos, as pessoas optam por encerrar com apenas um cálice de vinho de sobremesa.

    Mas como são estes vinhos? Podemos encontrar uma gama bem grande de opções no mercado, desde os mais econômicos até os de preço elevado. Dependendo do estilo de produção usado nestes vinhos, o preço final irá variar. Os vinhos de sobremesa geralmente são mais caros que vinhos tranquilos. Mas tenha em mente que para finalizar uma refeição não irá precisar de muitas garrafas, na maioria das vezes, para um grupo de poucas pessoas, apenas uma será suficiente. Exemplo: Em um jantar com dez pessoas uma garrafa de 750 ml de vinho de sobremesa será suficiente, para um serviço justo e elegante. Ou então duas garrafas de 375ml.

    Então vamos entender alguns dos estilos básicos para vinhos de sobremesa:

    COLHEITA TARDIA – o viticultor não colhe as uvas quando estas atingem a maturidade necessária para a colheita, na verdade deixa as uvas na videira por um maior período de tempo para desidratarem, assim elas perdem água e concentram açúcar e acidez, necessários para fazer um vinho com doçura e boa acidez. Em geral, esses vinhos possuem um caráter de fruta muito madura, fruta seca e um textura muito rica em boca.

    PASSITO – Aqui as uvas são colhidas no seu estado normal de maturação, mas depois da colheita são colocadas em locais bem ventilados com muita presença de calor, o que ocasionará a desidratação da uva em uma espécie de secagem natural. Após este processo, as uvas serão fermentadas e o resultado irá apresentar um vinho com dulçor natural equilibrado com aromas de frutas em licor e notas especiadas. A acidez sempre é um fator preponderante aqui, pois traz frescor a doçura exacerbada.

    BOTRITIZADO – Nesse método as uvas quando estão na sua fase de maturação são naturalmente atacadas por um fungo chamado Botrytis Cinerea, que perfura a sua casca fazendo com que se desidrate naturalmente, desta forma irá concentrar as características principais para a produção de um vinho de sobremesa muito complexo. Além de notas de mel, torrada e frutas secas, as notas terrosas trazidas pelo fungo, complementam o leque sensorial dos vinhos botritizados.

    ICE WINE – São os famosos vinhos do gelo. As uvas congelam na videira, sendo colhidas na madrugada a temperatura de -8° sendo posteriormente prensadas, eliminando a água e buscando concentração de suas melhores características aromáticas. 

    De uma forma simplista, apresentamos os principais estilos para vinhos de sobremesa, mas a degustação irá mostrar as diferenças.

    Escolha seu vinho de sobremesa e finalize seu jantar em grande estilo. Seus receptores sensoriais irão agradecer. 

    Santé.
    William Máximo.
    Sommelier Enoteca Decanter Londrina.

  • Coxinha...

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    Atire a primeira pedra quem não é louco por coxinha!!!!! Esse salgado que há muitos anos fartava as mesas das casas das avós, ficou um pouco em desuso, pois relacionado a “gordices” que não estão na moda.

    Mas o tempo do exílio terminou! E nós somos os primeiros a fazer uma campanha fortíssima para o resgate dessa comida tão brasileira. Nos dedicamos muito a receitas perfeitinhas, cheias de sabor e ginga como tem que ter uma boa coxinha.

    Desenvolvemos várias receitas utilizando tubérculos (batata, batata doce, cabotiá, mandioquinha salsa) e também, a novidade, as coxinhas doce!!! Sim, coxinha de churros, romeu e julieta, de brigadeiro entre outras.

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    E estamos dividindo essa delícia gastronômica com vocês! O Curso “Festival de Coxinhas” tem sido um sucesso e já estamos com nova turma agendada: 14 e 21/09. São 2 aulas com 4 preparo em cada:
    Investimento: R$250,00

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    1a. aula:
    coxinha cremosa (tomate seco, gorgonzola e muçarela)
    coxinha de cabotiá (carne seca e requeijão)
    coxinha de batata (carne moída e shitake)
    coxinha de churros

    2a. aula:
    coxinha de batata doce (bacalhau)
    coxinha do Frangó (frango com catupiry)
    coxinha de mandioquinha (calabresa e queijo)
    coxinha de nutella 

    Vagas limitadas. Interessados enviar mensagem in box na fan page (Cucina com Cacau), direct no instagram (@cacaurodrigues) ou email contato@cucinaconcacau.com.br

    Baci!!!!
    Cacau



  • Os Espumantes Tiraram a Tranquilidade do Vinho.

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    Quando pensamos na relação da humanidade com os vinhos, isso se dá a vários milênios, mas quando falamos dos espumantes essa relação ainda é muito nova, de apenas alguns séculos. 
    Certo dia, um monge foi chamado na região de Champagne para investigar os estranhos acontecimentos que estavam intrigando os produtores locais. Suas garrafas de vinho estavam estourando dentro das caves e lhes causando grandes prejuízos. Seja pelo cunho religioso ou pelo fato de que os monges eram os que mais detinham conhecimento na época, sua figura poderia ser a solução para o problema que havia se instalado entre os viticultores da região. 
    No dia que este monge conhecido como Dom Pérignon provou das garrafas agitadas, disse a célebre frase que marcou da história do vinho: “Estou bebendo estrelas”, assim nascia a gaseificação nas bebidas. A partir deste dia os espumantes tiraram a tranquilidade dos vinhos. 
    Exatamente, pois os vinhos até então ou eram tintos, brancos, rosés, fortificados ou de sobremesa, mas a partir deste momento, os tipos de vinhos ganharam um novo integrante. Há mais de 300 anos que essa bebida vem sendo consumida. E além de tudo ficou diretamente associada a celebração. Tanto que os próprios produtores de Champagne dizem que não podem ser levados a sérios, pois engarrafam felicidades.
    Mas para quem está começando a conhecer esse tipo de bebida, precisam ter algumas informações para fazerem suas escolhas na hora de adquirir um espumante. 
    1º) O nome Champagne só pode ser usado para espumantes que são produzidos dentro da região de Champagne na França, respeitando critérios de fabricação que são estabelecidos pelo órgão que regula sua produção. Fora da Champagne, chamamos de espumante (Brasil) Sparkling Wine (Estados Unidos) Sekt (Alemanha) Cava (Espanha) e assim por diante.
    2º) Existem alguns métodos de produção de espumantes, mas os dois mais usuais são: o médodo Champenoise, onde um vinho pronto é colocado dentro da garrafa e nela será provocada a segunda fermentação, assim garrafa por garrafa irá ter a sua nova fermentação, onde o gás carbónico produzido será integrado a bebida. Com este tipo de preparo o espumante irá ganhar mais textura e sua perlage (Borbulhas) será mais intensa, além de se tornar mais cremoso irá adquirir maior complexidade aromática.   
    O outro método é chamado de Charmat, nome dado em homenagem ao engenheiro francês Eugène Charmat que o inventou. Desta forma a bebida é produzida em larga escala em grandes autoclaves. Desta forma agilizam o tempo de produção além de diminuir os custo operacionais, mas geralmente os aromas mais complexos percebidos no método champenoise, não estão presentes nos espumantes feitos pelo método Charmat. 
    3º) Para saber um pouco da qualidade do espumante que está consumindo é só observar as Perlages. Quanto mais finas forem as bolhas e mais persistentes, irá denotar uma melhor qualidade da bebida.
    Mas dicas a parte, o melhor mesmo é comprar um bom espumante, reunir as pessoas que lhe agradam e celebrar momentos de descontração. Pois esta é a maior função do espumante: celebrar a vida e os bons momentos.
    Um brinde aos espumantes por tirarem a tranquilidade do vinho. 

    William Máximo.
    Sommelier

  • Brigadeiro de Café.

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                        O brigadeiro é emblematicamente o doce mais brasileiro!  O brigadeiro surgiu em 1945, após o fim da Segunda Guerra Mundial e sob circunstâncias interessantes. O então candidato a presidente Eduardo Gomes, cuja patente era Brigadeiro, foi homenageado pelas mulheres que trabalhavam em sua campanha com a criação de um doce, o brigadeiro. O slogan da campanha era “Vote no brigadeiro que é bonito e solteiro!
     
     
                        Durante anos sua receita foi a mesma: leite condensado, achocolatado ( o original era com Nescau) e manteiga (na verdade, margarina). Até hoje é uma receita preparada por todos aqueles que se aventuram a preparar um doce para compartilhar com amigos e familiares.
     
     
                        Com a evolução da confeitaria sua receita foi sofrendo aperfeiçoamentos, mais em nível de utilização de novos ingredientes, especialmente, o chocolate. Hoje fala-se em brigadeiro gourmet todo o tempo. Esse adjetivo decorre do uso de chocolates belgas e outros produtos de superior qualidade.
     
                        Dentre os poucos doces que gosto, com certeza o brigadeiro é um deles! Hoje escolhi compartilhar com vocês essa versão deliciosa de brigadeiro de café. O sabor do café é bem acentuado, o que para mim agrada muito. Se desejarem menos sabor é só diminuir a quantidade de café. Segue a receita:

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    BRIGADEIRO DE CAFÉ
    1 lata de leite condensado
    50 g de chocolate ao leite
    50 g de creme de leite
    1 colher de sopa de manteiga sem sal
    25 g de café solúvel dissolvido em 1 colher de sopa de água
     
    Coloque todos os ingredientes na panela e mexa até atingir o ponto desejado para servir de colher ou para enrolar.
     
    Voilà!!!!
     
    Baci
    Cacau

  • Branco? Nem tanto

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    Os vinhos brancos, na verdade não o são. Quando usamos os termos técnicos para definir a coloração deste vinhos, com certeza nunca o apontamos como brancos. As terminologias utilizadas são, citrino, verde limão, limão, dourado, âmbar e castanho (Definições usadas pela Wine Spirit Education Trust). 
    Mas na verdade, defini-los como brancos é uma forma de separar os tipos de vinhos, como estamos fazendo através das últimas postagens. Então falamos dos tintos, dos rosés e agora dos brancos.
    Os vinhos brancos possuem características muito distintas dos demais. Geralmente são produzidos sem a utilização das cascas, diferentemente dos tintos que na fermentação, deixamos as cascas junto, pois sem a presença delas seria impossível dar cor ao vinho tinto.
    Os brancos, fermentamos sem as cascas, pois não precisam ganhar cores profundas. Isso acaba por influenciar também na percepção dos aromas, deixando o vinho branco mais tênue nos sabores. Não se enganem em dizer que os vinhos brancos são menos aromáticos que os tintos. Na verdade eles são até mais complexos na sua gama de aromas e sabores, mas por serem leves tornam-se mais difíceis de perceber.
    Uma dos grandes elementos presente no vinho branco é a acidez que é responsável por transmitir aquela sensação de frescor e os tornam agradáveis e refrescantes na boca. Por isso geralmente são servidos em temperaturas mais baixas que os tintos, para deixar a percepção da acidez bem equilibrada. 
    Uma dica simples e importante ao adquirir uma garrafa de vinho branco é sempre observar a safra no rótulo. A grande maioria foram produzidos para serem consumidos jovens, em média 3 anos. Mas é claro que existem vários exemplares de excelentes vinhos brancos que podem ser guardados por décadas. Vinhos brancos que tenham valor mais em conta e de consumo rápido, sempre estarão mais conservados se forem fechados com o sistema de Screwcap (tampa de rosca) e não com rolha, vez que os produtores, quando usam rolhas, geralmente não utilizam a de cortiça. Rolha sintética ajuda a manter a garrafa hermeticamente fechada, conservando assim os sutis aromas destes vinhos.
    Vinho branco é uma ótima opção para acompanhar pratos leves, como entradas, saladas e principalmente preparações que tenham como base peixes e frutos do mar com molhos e guarnições leves. Aproveite o que estes vinhos tem a oferecer e irá perceber que são uma atração a parte.
    Até nosso próximo encontro. 
    Santé.
    William Máximo.
    Sommelier Enoteca Decanter Londrina.

  • Lascas de Bacalhau com Gengibre e Cabotiá

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                            Três alimentos que amo de paixão: bacalhau, gengibre e cabotiá. Daí a idéia de reuní-los e criar uma receita deliciosa!  Além de muito gostosa é extremamente nutritiva e magra, ou, em outras palavras, uma receita de alimentação funcional.

     

                            Para aqueles que amam bacalhau, a receita é simples e barata, pois trabalhar com as lascas de bacalhau torna o custo bem menos oneroso! Vale a pena experimentar, pois o sabor do gengibre com o bacalhau super harmoniza e cria uma sensação de frescor na boca. Segue a receita!

     

    Ingredientes

    Lascas de bacalhau dessalgadas

    Cabotiá

    Gengibre

    75 g de farinha

    75 g de manteiga

    1 litro de leite

    Alho e cebola

    Sal e pimenta

     

    Preparo

    Dessalgar o bacalhau (5 águas frias de 8 em 8hs). Temperar o bacalhau com bastante alho, cebola e gengibre picados. Colocar para assar por aproximadamente 20/30 minutos. Cortar o cabotiá em cubos e cozinhar ao dente. Reservar. Preparar um molho bechamel. Numa panela colocar as lascas de bacalhau, o cabotiá cozido e um pouco do molho bechamel. Mexer cuidadosamente e acertar os temperos.

     

    Voilà!!!!!

    Baci

    Cacau

     

  • Os Tons do Rosé.

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    Às vezes os vinhos rosés são esquecidos quando estamos escolhendo uma garrafa. Mas podem ser uma excelente opção quando ficamos na dúvida entre um branco e um tinto para uma harmonização. O rosé poderá ser uma grande surpresa, que poderá agradar a todos.
    A produção e consequentemente o consumo de vinhos rosés tem aumentado ano após ano. A Europa é uma grande produtora e consumidora deste vinho. No Brasil o consumo ainda é modesto e as importações anuais giram em torno dos 2% ao ano. 
    Um dos fatores que difere os rosés dos tintos e brancos é a sua elaboração. Para os bons vinhos rosés são usadas uvas tintas. O processo de fermentação inicia como se estive sendo produzido um vinho tinto. Logo após o início da fermentação as cascas são retiradas e termina-se o processo como um vinho branco, para que se obtenha aromas frutados e frescos.
    A dica na hora de comprar um vinho desta categoria é observar a sua coloração. Se o vinho apresentar um rosé mais intenso, significa que possui maior estrutura (corpo) e sua acidez será menor. Geralmente, este tipo acaba pedindo um acompanhamento.
     Ao contrário, se tiver uma coloração rosé bem tênue, quase cor de casca de cebola, irá encontrar um vinho de corpo leve e com boa acidez, o que poderá trazer maior frescor. Ambos são excelentes, depende muito com o tipo de prato com que será servido. 
    Desta forma a tonalidade do vinho rosé irá dizer em muito da sua estrutura, aromas e sabores. As regiões vinícolas onde são produzidos também irão influenciar diretamente no resultado. 
    Um grande exemplo é a mais aclamada região produtora a Provence.  Mundialmente conhecida pelos seus campos de lavanda e seus grandes vinhos rosés. Esta região está localizada no sul da França, dividida por uma cadeia de montanhas que protegem esta zona mistral e proporcionam uma grande variedade de mesoclimas e de solos. Assim, permitem a produção de vinhos excepcionais advindos de uvas tintas. 
    Desta forma os rosés são uma grande opção tanto para harmonização, como para um tarde ensolarada a beira de uma bela piscina ou admirando uma bucólica paisagem.
    Santé aos rosés.
    Um brinde a todos.
    William Máximo. 
    Sommelier Enoteca Decanter Londrina.

  • Pudim de Maria Mole.

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    Continuando a exploração do caderno de receitas da família, encontrei esse doce que eu adorava na infância (sim, eu já gostei de doce...hahaha). É uma receita super simples, mas que quebra o maior galho quando o desejo é de um doce rápido e sem grandes incursões nas técnicas de confeitaria.

    Na casa da minha família esse doce era sempre servido de sobremesa após os almoços de domingo e sempre em um pirex, como eram servidas as sobremesas. Aqui em casa preparei em porções individuais, pois sabem como é marido, geralmente tem dificuldade (ou preguiça) de se servir, então, mais fácil é já pegar a porção individual.

    Segue a receitinha desprentensiosa, mas que vale muito à pena ser preparada!

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    PUDIM DE MARIA MOLE

    1 xícara de chá de água fervendo
    1 caixa de maria mole
    1 lata de leite condensado
    1 lata de creme de leite 
    Coco ralado à gosto
    Bater tudo no liquidificador, misturar um pouco de coco  e pronto!!!! Levar para gelar. Decorar à gosto.


    Fácil demais né?
    Baci
    Cacau

  • Tingindo o Vinho.

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    Da classe de vinhos tranquilos, vamos falar um pouco de cada tipo. Hoje será sobre o tipo mais consumido em todo o mundo, os tintos. Mas será que vinhos tintos advém de uvas com a polpa tinta?
    A resposta é que na grande maioria não. As uvas em geral tem a sua polpa incolor e o que irá dar cor aos vinhos são os pigmentos da casca da uva. Assim, cores como Rubi, violáceo e púrpura advém da casca da uva tinta. Quando o vinho tinto está sendo fermentado a temperatura do tanque aumenta, fazendo com que a cor se solte das cascas e vá gradativamente tingindo o líquido. Por isso é necessário sempre estar misturando o liquido com as cascas para a cor se tornar homogênea dentro do tanque. 
    Uma curiosidade é que cada tipo de uva tem espessura diferente de casca. Desta forma oferecem colorações diferentes para os vinhos tintos. Um exemplo bem prático. Se pegarmos uma taça do vinho feito da uva Pinot Noir, cuja casca é mais fina, provavelmente a coloração será mais tênue do que a de um vinho feito da uva Malbec, que possui uma casca mais espessa. Mas essa diferença não se restringe ao visual, será percebida, também, no corpo do vinho. Assim, vinhos de Pinot Noir tendem a ser mais leves na boca do que os vinhos de Malbec, considerados mais encorpados.
    Existem milhares de uvas tintas. As mais conhecidas são as chamadas castas internacionais que estão presentes em quase todas as zonas vinícolas do planeta.
    A Cabernet Sauvignon talvez seja a grande rainha das uvas tintas. Nasceu na região de Bordeaux na França. É filha de duas outras castas: a tinta Cabernet Franc e da branca Sauvignon Blanc. Gosta de calor, possui uma casca bem espessa e quando bem madura traz notas de frutas negras exuberantes. Quando cultivada em zonas mais frias as notas herbáceas acabam por se destacar.
    A Merlot é uma uva que tem baixo rendimento, traz em sua essência aromas como Ameixa, amora e cereja negra. Tem bom desenvolvimento em várias regiões vinícolas mundo a fora e das tintas no Brasil atualmente é a que vem fazendo vinhos de grande destaque.
    A Pinot Noir trata-se de uma uva com mais de dois mil anos. Sua pele fina produz pouca coloração, mais para tons de vermelho claro. Geralmente de boa acidez e tem nas frutas vermelhas maduras seu alicerce de aromas.
    Por último, das uvas tintas internacionais, a Syrah que também pode ser chamada de Shiraz. Tem sua origem associada a região do Rhône na França. Seus vinhos são bem aromáticos, possuindo baixa acidez com suas notas especiadas dando um aporte na estrutura do vinho. 
    Agora que já conhecemos algumas das uvas tintas internacionais, que tal buscar vinhos compostos por estas uvas. E assim começar a descobrir um mundo de sabores e aromas do qual ao entrar, não mais sairá.

    Um brinde as uvas tintas e seus filhos, os vinhos tintos. 

    William Máximo.
    Sommelier.
  • Doces Lembranças: Queijadinha

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    “Há um gosto todo especial em fazer preparar um pudim ou um bolo por uma receita velha de avó.
    Sentir que o doce cujo sabor alegra o menino ou a moça de hoje já alegrou o paladar da dindinha morta que apenas se conhece de algum retrato pálido mas que foi também menina, moça e alegre.
    Que é um doce de pedigree, e não um doce improvisado ou imitado dos estrangeiros. Que tem história. Que tem passado.
    Que já é profundamente nosso. Profundamente brasileiro.
    Gostado, saboreado, consagrado por várias gerações brasileiras. Amaciado pelo paladar de nossos avós.”
                                                     (Gilberto Freyre)
     
              Assim começo nosso post com a certeza que meu intuito já se revela nas palavras preliminares do escritor. Não existe presente ou futuro sem o passado e dele podemos resgatar boas lições, especialmente na culinária.
              Semana passada consegui resgatar um caderno de receitas da família e, outra não foi a idéia imediata senão reproduzir as receitas e dividí-las com vocês. Quero resgatar a ternura e a simplicidade daqueles preparos, como dessa receita de queijadinha que já preparei.

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    QUEIJADINHA
     
    1 xícara de côco (usei fresco)
    1 lata de leite moça (assim está na receita, leia-se leite condensado)
    1 colher de sopa de queijo
    2 gemas.
              Misture tudo e despeje em forminhas e leve ao forno. #ficaadica: forno 180º. Até dourar.
     
    Voilà...resgatando a doçura!
    Baci
    Cacau

  • Vinhos e Seus Diversos Tipos.

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    Quando pensamos em vinhos as possibilidades são imensas. Existem opções para todos os gostos e bolsos. Como exemplo gosto de citar a minha recente viagem há região de Mendoza na Argentina. O território mendocino não possui mais que 150 mil Km² de extensão territorial, se compararmos ao Estado do Paraná onde moro atualmente, Mendoza tem 50 mil Km² a menos, ou seja, é como se colocássemos Mendoza dentro do Paraná e ainda assim sobraria muito espaço (lembrando que o Paraná nem é um estado muito grande dentro da nossa Federação). Mas acreditem, na região de Mendoza existe mais de mil vinícolas, isso mesmo, agora tentem pensar que cada vinícola produz vários rótulos. Somente lá teremos uma infinidade de vinhos e se ampliarmos esta visão para o mundo vinícola seria com estar em um pequeno bote em alto mar à deriva.
    Quem está começando a apreciar vinhos talvez se sinta assim. Mas o importante é não se prender a conceitos e evitar o maior erro de todos: dizer que não gosta desta ou aquela uva, ou então é apaixonado por vinhos espanhóis e não se interessa por chilenos. Uma pessoa somente poderia dizer isso se tivesse provado todos os vinhos da Espanha e do Chile, pois cada região, clima, solo e uva oferecem uma resposta diferente na garrafa – este conjunto de características chamamos de Terroir (palavra francesa sem tradução literal para a língua portuguesa).  
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    Inicialmente podemos separar os vinhos por tipos. E estes são: Vinhos Tranquilos, Espumantes, Sobremesa e fortificados.
    Quando ouvirmos a frase “Vinhos Tranquilos”, devemos pensar em todos os vinhos tintos, brancos e rosés que não possuam gás carbônico e sejam compostos por menos de 16 % Vol. de álcool. Nos vem à mente os grandes tintos da Califórnia, os malbecs Argentinos, os vinhos brancos da Alsácia e rosés da região da Provance na França. Já os “Vinhos Espumantes”, são todos os que possuem gás carbônico integrado ao líquido, ou seja os frisantes e espumantes. Podemos pensar aqui em Lambruscos italianos, Cavas espanholas, Champanhes francês, Sekt alemão e Sparkling Wines americanos.
    Os “Vinhos de Sobremesa” são aqueles que possuem uma grande concentração de açúcar natural e por isso são adocicados na boca. Geralmente são feitos com uvas que não são colhidas no período da colheita e ficam maturando na videira, assim desidratam e concentram o açúcar da sua polpa. Mas não se enganem, pois estes vinhos são constituídos de boa acidez que ajuda a equilibrar a doçura evitando que se tornem enjoativos na boca, exemplos mais simples destes são os chamados Colheita tardia. 
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    Por final os “Vinhos Fortificados”, que recebem a adição de aguardente vínica e tem o seu teor alcoólico elevado acima de 16% Vol. podem chegar a 21% Vol. de álcool e são muito intensos. Alguns exemplos: Moscatel de Setúbal, Jerez e Marsala. 
    Compreendendo assim os tipos de vinhos, podemos fazer nossas escolhas e principalmente pensar em que momento ou com qual prato combinarmos os vinhos escolhidos.
    Na próxima postagens vamos falar um pouco dos vinhos tintos, e algumas das principais uvas internacionais que os compõem. 
    Um brinde a diversidade.
    William Máximo
    Sommelier
  • SANDUICHE DO BEM: Cabotiá com Pesto de Castanhas.

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    Pasmem, mas se tem uma combinação perfeita para um sanduíche do bem é essa: cabotiá com pesto de castanhas. Há pouco tempo, no lançamento do site Receber com Charme (www.recebercomcharme.com.br), preparei inúmeros sanduíches gourmets para o coquetel...chamei a experiência de “Club Sanduíche”!

    Vários foram os sabores: presunto royale com figo, creme de gorgonzola com damasco, salmão com mascarpone, mas quem roubou a cena foi o inofensivo, nutritivo e integral sanduíche de cabotiá com pesto de castanhas! A harmonização dos sabores é incrível e vale a pena preparar na versão integral mesmo, especialmente com um pão de grãos.

    Confira a experiência:

    Sanduiche de cabotiá com pesto de castanhas

    Ingredientes:
    Cabotiá
    Castanha do pará
    Azeite
    Alho
    Sal, pimenta, noz moscada

    Preparo
    Cozinhe o cabotiá e amasse. Reserve. No processador adicione a castanha, o alho (pouco) e o azeite. Processo. Misture ao cabotiá cozido e acerte o tempero com sal, pimenta e a noz moscada.

    Voilà! É só rechear seus sanduíches e agradar os mais exigentes paladares!

    Baci
    Cacau

  • Vinhos - Sabores e Aromas.

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    Para quem está começando a trilhar o fascinante mundo dos vinhos é preciso saber que está entrando em um caminho sem volta, pois as possiblidades e surpresas que essa bebida pode nos proporcionar são infinitas. Um detalhe interessante que costumo dizer aos meus clientes e amigos iniciantes é que os vinhos que gostamos hoje, talvez no futuro não nos sejam mais interessantes. Isso ocorre devido a evolução do nosso paladar, consequentemente quanto mais provamos, mais aromas e sabores passamos a distinguir e com isso, mais seletivos ficamos. Brinco com eles dizendo, “essa é uma estrada de mão única”. Mas isso não é ruim, pois a quantidade de opções e variedades de vinhos são quase que infindáveis e mesmo que todos os dias da sua vida, você provasse um vinho diferente, ao final da jornada, não teria vislumbrado mais que uma ínfima parte, verdade essa que serve para nos apresentar uma outra dica. Mesmo que provar um vinho que lhe encante e ache ser o melhor de todos que já conheceu, evite repetir várias vezes a mesma garrafa, gaste tempo e dinheiro com novas opções de rótulos, vai perceber que gratas surpresas irão aparecer. 
    Mas para quem está começando, as vezes é difícil identificar qualquer característica da bebida e aquela quantidade de aromas e sabores que vemos os experts apresentarem. Não vamos nos preocupar com isso, pois na verdade o mais comum dentre os principiantes é sentir apenas os aromas relacionados a álcool e a madeira. Deixe de lado a necessidade de classificar, apontar ou então discorrer sobre o que está bebendo. No meu entender o vinho deve ser algo que lhe traga um prazer sensorial e pessoal, então tire essas ideias da mente e procure sentir o que lhe agradou ou desagradou, com o tempo e experiência essas percepções irão acontecer naturalmente. 
    E quando chegar nessa fase da percepção mais apurada ela vai servir para lhe mostrar para onde o seu gosto está indo e as características que mais lhe agradam no vinho. Por exemplo, adoro vinhos leves e frutados ou então gosto de vinhos mais encorpados e com notas de especiarias. Mas lembre-se, assim como você, seus gostos mudam e seus vinhos também.
    E com toda a felicidade poderá dizer: “Conheci o mundo dos vinhos. E agora?” Agora, vamos brindar.
    No próximo post vamos começar a falar dos diferentes tipos de vinhos.
    Um brinde as videiras e aos vinhos que nos proporcionam.
    William Máximo 
    Sommelier
  • Conheci o Mundo Dos Vinhos. E Agora?


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    Muito de nós já fizemos esta pergunta. Outros estão fazendo agora. O vinho está se popularizando no nosso país e as pessoas estão curiosas, descobrindo um grande prazer nesta bebida milenar. Mas a ideia de que se tem que entender de vinhos para poder consumi-los assusta os consumidores. Conceito totalmente equivocado. 
    Eu costumo dizer que a melhor maneira para compreender o vinho é bebendo. Sem dúvida é a forma mais prazerosa. Não precisa de cartilha, estudo aprofundado, conhecimento de técnicas de degustação para aproveitá-lo. Claro que se a pessoa quiser ampliar o seu conhecimento é um mundo fascinante. 
    Taças, decantadores, saca-rolhas, tudo é muito legal e pode ajudar a aproveitar melhor os aromas e sabores da bebida. Mas um simples copo limpo pode ser um instrumento muito útil para bebê-lo. No continente europeu é comum ver as pessoas bebendo vinho em copos, até porque lá no velho mundo, não é considerado bebida alcoólica e sim um alimento.
    Mas para evitar erros e talvez grandes decepções é importante seguir algumas dicas e conhecer algumas ferramentas básicas na hora de escolher seu rótulo. Até mesmo para se evitar jogar dinheiro fora, comprando um vinho que não faz jus ao preço, vez que nem sempre preço é sinônimo de qualidade. 
    Quando começamos a degustar vinhos não temos opinião formada. Não conhecemos as uvas e as regiões produtoras. Com o tempo vamos definindo, entendo e aprimorando nosso paladar. Ficamos cada vez mais aptos a perceber aromas e sabores, além dos inicialmente inconfundíveis aromas de álcool e madeira (vinhos que amadurecem em carvalho).
    Nas próximas postagens estarei apresentando dicas simples sobre esta cativante bebida, com o objetivo de auxiliar o novato apreciador nesta jornada de aromas, sabores e sensações. Mas sem perder a verdadeira essência do vinho que é alimentar a alma. 
    Conheci o mundo dos vinhos. E agora?  Agora vamos degustar!
    Santé.
    William Máximo
    Sommelier 


  • Quiche Sem Massa

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    Em tempos de comida magra – sim, declarada a temporada da dieta – e com minha empresa Comidinha de vento em popa, as receitas por aqui certamente vão “emagrecer”!

    Receita vai, receita vem, o mais difícil de alimentar-se “magramente” eu acho que é preparar os lanches da tarde. Eu, particularmente, tenho meu período de fome intenso no fim da tarde e aí a dificuldade em encontrar lanchinhos que não sejam “besteiras engordativas”.

    Essa quiche sem massa é um coringa! Pode ser preparada com o ingrediente chave que você tiver em casa. No dia da foto eu preparei com lascas de bacalhau que eu tinha lá na geladeira dando bobeira! Mas a criatividade e disponibilidade é quem vão ditar o sabor do dia: pode ser atum, frango, escarola, tomates com mozarela de búfala, blanquet de peru, ou seja, qualquer ingrediente magro que estiver dando sopa na sua geladeira ou despensa.

    Segue a receitinha facílima e rapidíssima e que vai salvar seu lanchinho da tarde:


    Quiche sem massa:

    Ingredientes:
    2 ovos
    1 copo de leite desnatado
    1 colher de sopa de amido de milho
    Lascas de bacalhau (ou qualquer outro que já citei acima)
    Sal e pimenta do reino
    Noz moscada ou outro tempero que harmonizar com o ingrediente saborizante

    Preparo:
    Com um fouet (batedor de ovos) bata os ovos com o leite, adicione o amido de milho e os temperos. Misture com as lascas de bacalhau e despeje o preparo em uma forma untada. Leve ao forno 180º. por aproximadamente 25 minutos.


    Voilà! Eis o lanchinho magrinho que precisamos!

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    Baci

    Cacau
  • Pizza De Sardinha Da Vovó

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    Não preciso nem dizer que essa é uma receita de família. Ah que saudades da cozinha das avós! Sempre que chegávamos era uma festa. Éramos recebidos com aquele cheirinho de comida, mesa farta e muita confusão entre os primos.

    Depois de anos sem comer essa pizza, aventurei-me a prepara-la. Digo que foi uma aventura porque vocês podem imaginar como é a receita de Vó: um pouco disso até dar ponto, um copo (sabe-se lá que copo), um outro tanto daquilo.  

    Mas o resultado foi perfeito! Igualzinha a da Vó Rosa. Quando postei a foto no facebook a reação dos primos foi imediata. Todos trouxeram em seus comentários uma lembrança da pizza de sardinha. Confesso que até me emocionei.

    É uma receita tão especial e fácil que vou compartilhar com vocês. A cobertura é de sardinha e tomates e, por favor, livrem-se dos preconceitos e experimentem essa combinação original. É o melhor! Mas podem também preparar com queijo e presunto ralados, mortadela e queijo, atum etc e tal. O que vale é experimentar! Segue a receitinha:


    Pizza de sardinha da Vovó
    Bater:
    2 ovos
    1 colher de sopa de manteiga ou margarina
    2 colheres de sopa de óleo
    Sal

    Depois de batido misturar:
    2 copos de requeijão de leite (não cheios)
    Farinha até dar ponto (+ ou – 2 xícaras)

    No final misturar 2 colheres de chá de fermento em pó


    Recheio:
    Sardinha, tomate, cebola, azeite, limão

    Assar em fogo baixo (180º )


    Voilà!
    Baci
    Cacau

  • Pinot Noir: O Vinho Tinto do Verão.

     O Verão é o período mais quente do ano e na hora de escolher um vinho, buscamos algo fresco. Assim, os brancos, rosados e espumantes são uma escolha certa, devido à baixa temperatura que são servidos e sua acidez pronunciada oferece muito frescor.
    Já os vinhos tintos são um pouco mais complicados. Devido ao fato de possuírem maior estrutura, graduação alcoólica e taninos bem destacados não permitem temperatura de serviço muito baixa. No tintos quanto mais frio, mais se destaca a adstringência do tanino causando um travo amargo na boca - sensação desagradável de sentir quando se está degustando um vinho.
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    Então devemos deixar os tintos de lado durante este período mais quente do ano?
    Claro que não. Deve-se optar por vinhos tintos mais leves, que tenham uma carga tânica menor e com boa acidez. Algumas uvas tintas preenchem bem estes quesitos.  Talvez uma das mais versáteis e mundialmente conhecida seja a uva Pinot Noir. 
    Responsável pela produção de um dos vinhos mais caros do mundo, (Romanée-Conti -Região da Borgonha-França) a uva Pinot noir, encontrou em solo francês o Terroir perfeito para o seu desenvolvimento. O seu nome é devido ao fato de assemelhar-se a uma pinha ou fruta do conde, pois os frutos da Pinot são pequenos e muito juntos, seu cacho se assemelha ao formato da pinha. Mas ter os frutos muito juntos pode ser um problema para esta uva, vez que a maturação pode não se dar por igual e no interior do cacho os frutos podem não estar maduros e prontos para serem colhidos. Hoje ela é cultivada em várias regiões do mundo, mas é nas áreas de clima mais ameno que encontra um bom lar. A sua pele é muito fina, por isso grandes períodos de insolação podem queimar a casca e deixa-la imprópria para a vinificação. Entretanto, uma grande vantagem desta fina pele é produzir menos taninos e consequentemente um vinho que pode ser servido a temperatura mais baixa em torno de 14 graus. Assim um tinto leve de estrutura, com boa acidez natural e refrescante. Ideal para ser consumido no verão.
    Além disso, pode ser servido sem acompanhamentos ou então com entradas e pratos leves. Deixo aqui três dicas de Pinot noir de distintas regiões mundiais e algumas sugestões de harmonização.
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    Saurus Select Pinot Noir 2013 (Patagônia Argentina). De Aromas florais e frutos vermelhos. Bem resolvido na boca, com taninos doces, ótima persistência. Este vinho harmoniza com preparações a base de aves, como pato e codorna, ou então com peixes como atum e truta assados no forno.
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    Villard Exprésion Pinot Noir 2014 (Vale de Casablanca - Chile). O clima bem fresco desta região chilena, ajuda a desenvolver notas aromáticas de framboesa, morangos maduros e também especiarias doces como cravo e canela oriundas do tempo que este vinho amadurece em barrica de carvalho. Suporta pratos mais intensos como um Ravióli recheado ao ragu de vitelo, servido com molho escuro de cogumelos.
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    La Forge Estate Pinot Noir 2013 (Languedoc - Sul da França). Possui aromas de alcaçuz, baunilha, devido ao amadurecimento em carvalho francês, aromas de frutas vermelhas maduras, com ótima acidez, um vinho que pede peixes gordos como Atum, Salmão e Tambaqui. Simplesmente deliciosos ao harmonizar.

    Quando forem comprar seus vinhos, seja para um papo descontraído, uma reunião de amigos ou um jantar informal, olhem com mais carinho para vinhos Pinot Noir, que podem oferecer ótimas combinações com a comida e também com o verão. 

    Boas harmonizações.

    William Máximo
    Sommelier

  • Na Terra do Malbec - Degustação na Luigi Bosca

    O ponto alto de encerramento da visita a vinícola Luigi Bosca, foi provar alguns dos vinhos deste produtor.
    5.jpgTrabalho na comercialização destes vinhos há alguns anos e achei que a degustação não me traria grandes novidades, ledo engano. Começamos a prova de uma forma inusitada, o Sommelier e o enólogo da vinícola me levaram até uma das muitas salas de barrica que possuem. Lá o responsável pelo controle do amadurecimento dos vinhos nos esperava com uma mesa bem original (um barril de carvalho colocado em pé) e várias taças para degustação.
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    Nesta sala tive a oportunidade de provar 3 vinhos que ainda estão em fase de teste, não possuem nome e estavam apenas com etiquetas indicando a uva e o tipo de barril. Fantástico, experiência única provar um vinho que está em fase de amadurecimento ganhando suas características.
    10.jpgProvamos um Sauvignon Blanc que está amadurecendo há seis meses em barril de acácia, não é comum esse tipo de combinação, mas o resultado por hora é fantástico, a madeira não está interferindo apenas compondo estrutura, dando livre passagem para as notas aromáticas que compõem a casta e não atrapalhando a acidez necessária que irá garantir o frescor do vinho.
    8.jpgNa sequência veio a prova de um Malbec de extrema qualidade que está em carvalho francês há dezesseis meses. Já se apresenta com boa complexidade, os aromas integrados fundem em uma complexidade sensorial que não desafina, pude perceber uma grande
    carga de aromas, mas tão harmonioso que o resultado é um elegante fim de boca. Me disseram que está quase pronto. Será uma agradável surpresa quando compor o portfólio comercial da vinícola.

    Só essa experiência seria suficiente, mas em seguida fomos para a sala de degustação e que local aconchegante, todo edificado por largas paredes de um edifício com décadas de existência. Não é apenas uma bela estrutura arquitetônica. Em suas paredes está a história vinícola de uma família que pratica esta arte a mais de cem. Neste local quase introspectivo, degustamos vários vinhos, mas os que mais me impressionou foi uma novidade que estará no mercado brasileiro em março do ano que vem. Trata-se do Luigi Bosca rosé, bela composição das uvas Pinot Grigio e Syrah. 
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    Um rosé no estilo francês, com uma coloração bem tênue, como costumamos dizer no jargão profissional rosé casca de cebola, em boca leve, fresco com notas minerais e elegante final. Partimos então para os ícones da vinícola e o Finca los Nobles- Field Blend Malbec Verdot, está sensacional, expressivo, com grande personalidade, poucas garrafas produzidas, trata-se do cruzamento em campo das castas Malbec e Petit Verdot, algo raro, são vinhedos com mais de noventa anos de idade, e que proporcionam um vinho frutado, floral, grafite e notas defumadas, na boca, força caráter e volume, com elegante final. Provei ainda o mais aclamado vinho da família, o Icono que nos mostra todo o destaque da uva Malbec, no seu melhor Terroir.
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    Já passava das 14:00 horas, quando depois de tantas provas, fomos finalmente almoçar.
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    3.jpgE para fechar com chave de ouro este inesquecível dia, o Sommelier da Vinícola me levou a um restaurante regional chamado Cava de Cano, que nos proporcionou uma experiência da gastronomia regional única.
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    Quando forem a Mendoza não deixem de conhecer este restaurante.

    Em nosso próximo encontro vamos seguir para o Vale de Uco e conhecer um pouco da viticultura local.

    Até breve, na terra do Malbec.
    William Máximo
    Sommelier
  • Na Terra do Malbec - Conhecendo Luján de Cuyo

    Malas desfeitas e um pequeno passeio aos arredores do hotel onde fiquei instalado, nada melhor para conhecer brevemente algumas características da cidade, respirar o ar local e entrar no clima mendocino.
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    Depois deste primeiro momento, hora de partir para o campo, ou melhor, para os vinhedos. Optei por começar minhas visitas pelas vinícolas do aclamado departamento de Luján de Cuyo, considerado como melhor Terroir para o cultivo da Malbec na região de Mendoza. E posso dizer que comecei com o pé direito, pois logo pela manhã fui recebido pelo Senhor Claudio Mendoza na sede da Vinícola Luigi Bosca, pertencente a tradicional família Arizú. O dia estava nublado e as baixas temperatura deixaram um clima mais acolhedor. Inicialmente Cláudio me apresentou algumas fileiras de videiras que representam as principais castas da vinícola, onde observei que o ciclo vegetativo destas plantas estava em bom desenvolvimento e a fase de brotação bem definida.
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    Caminhamos um pouco pela sede da vinícola, enquanto ele relatava o trabalho de produção de vinhos na Luigi Bosca. A família Arizú está no ramo há mais de 100 anos. São quatro gerações produzindo vinhos, com comprometimento e respeito ao consumidor final, características que são colocadas em suas mais de 9 milhões de garrafas produzidas anualmente. Possuem várias linhas de vinho e tem como o seu vinho de entrada o tão conhecido pelo público brasileiro, Finca La Linda.

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    Produzem desde vinhos mais cotidianos até grandes destaques como a linha Gala, Finca Los Nobles e o seu mais conceituado vinho, Icono um corte de Malbec e Cabernet Sauvignon, com pouquíssimas garrafas produzidas anualmente e que tem estrutura para envelhecer em adega por mais de 25 anos. Em seguida fomos para a área de vinificação onde se juntou a nós o enólogo Vicente Garzia que apresentou todas as etapas do processo de produção que os vinhos da Luigi Bosca passam. 
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    O que me chamou a atenção foi quantidade de tanques de inox e o artefato de última geração para extrair os taninos mais finos da uva. São barricas apoiadas em um sistema chamado “Roller” onde as uvas são colocadas internamente e maceradas pelo giro continuo das barricas. Outra grande surpresa foi conhecer a sala de experimentos em que possuem vários barris de carvalho onde fazem testes de leveduras para saber qual melhor se adapta a fermentação de cada tipo de vinho.

    Também vinificam amostras de uvas de futuros fornecedores, assim podem saber da qualidade dessa matéria prima, antes de comprarem algum lote. Vicente me explicou que na produção de vinhos roses, utiliza um sistema mais sutil de extração de cor da uva tinta. Extraem a coloração somente no momento do esmagamento das uvas, assim não haverá grande concentração e o resultado é um vinho mais leve na boca.
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    Comprovei isso mais tarde, quando realizamos a degustação de um novo rosado da vinícola que ainda não tem rótulo e chegará ao Brasil em meados de março de 2016. Em nosso próximo encontro, finalizo a visita a Luigi Bosca com a instigante degustação de vinhos de barrica e também a degustação na sala de provas além do aconchegante almoço no restaurante Cava de Cano. 

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    Até breve, na terra do Malbec.

    William Máximo. 
    Sommelier.

  • Bolo de Coca-Cola

    Era uma vez uma cozinheira que não parava de inventar “moda” na cozinha.
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    Não bastasse passar quase todo seu tempo preparando receitas para seus alunos, ainda, inventou de compartilhar sua comidinha com as pessoas. Sim. Agora além das aulas (Cucina con Cacau), inaugurei um serviço de fornecimento de comidinhas, o COMIDINHA, com duas propostas: comfort food e light food. São marmitinhas preparadas com muito carinho e os melhores ingredientes, sem conservantes, sem produtos industrializados. Sigam nas redes sociais @ocomidinha e facebook.com/ocomidinha e fiquem por dentro de tudo que oferecemos em termos nutricionais para uma alimentação diária gostosa e bem balanceada!
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    Mas, não obstante tanto trabalho ainda continuo em contínuo processo de imersão na confeitaria e, como sabem, bolos tem sido meu fraco. Vou vendo receitas aqui e ali e, principalmente, resgatando receitas clássicas, como a de hoje, o famoso bolo de coca cola, ícone da sociedade paulistana na década de Ontem foi a vez de prepara-lo. É uma bolo que surpreende pela maciez, lembrando bem um pão-de-ló! A única observação é que gostei mais sem a cobertura que é bastante robusta e da próxima vez acrescentarei um pouco mais do refrigerante para saborizar. Mas aí vai do gosto de cada um. Aí vai a receitinha:

    BOLO DE COCA COLA
    Ingredientes:
    6 ovos
    2 xícaras de chá de açúcar
    2 xícaras de chá de farinha de trigo
    1 xícara de chá de coca-cola
    1 colher de sopa de fermento químico em pó

    Cobertura:
    1 lata de leite condensado
    1 colher de sopa de manteiga
    100 g de cacau em pó
    100 ml de coca-cola

    Preparo
    Bata as claras em neve e reserve (com uma pitada de sal para manter o ponto da neve). Bata na batedeira o açúcar com as gemas até que forme um creme bem clarinho. Junta as claras em neve, misturando suavemente, sempre de baixo para cima. Acrescente, aos poucos, a farinha de trigo e a Coca-Cola. Por último, adicione o fermento. Despeje a mistura em uma forma untada e leve para assar em forno pré-aquecido a 180 graus por cerca de 40 minutos. Tire do forno, deixe esfriar e cubra com a cobertura, se desejar.Para a cobertura, faça como um brigadeiro com os ingredientes.
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    Voilà....um clássico!
    Cacau
  • Na Terra do Malbec - Mendoza Parte I

    Recentemente estive visitando a terra do Malbec, não falo da localidade de origem, mas sim do local onde essa cepa encontrou condições de Terroir para melhor expressar suas características. Pensar em Malbec é pensar em Argentina. 
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    Para ser mais preciso na região de Mendoza, em seu departamento de Luján de Cuyo onde se encontra as melhores videiras de Malbec do mundo, como dizem orgulhosos os viticultores que lá cultivam esta cepa. Mas minhas aventuras não se restringiram somente a este vale, tive a oportunidade de conhecer outras localidades dentro da região de Mendoza que apresentam vinhos com características bem peculiares.
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    Assim durante minhas próximas postagens vou falar um pouco das principais características e impressões que esta visita me proporcionou.

    Quando se está chegando em Mendoza do avião já se pode notar uma paisagem bem árida com pouco vegetação. 
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    Esqueça os verdes campos todos desenhados como um tapete de retalhos que vislumbramos quando viajamos sobre 
    rotas agrícolas no Brasil. Ao olhar pela janela do avião nos é apresentando uma paisagem marrom sem grandes diferenças de tonalidade. Chuva não é uma constante, pelo contrário, o índice pluviométrico do local é baixo e os mendocinos dependem do degelo dos Andes para irrigar suas plantações e alimentar o sistema hídrico de suas cidades.
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    Cultivar em um local assim não é uma tarefa muito simples, em contra-partida plantas como macieiras e oliveiras encontram condições ideias para o seu desenvolvimento. Em especial as videiras que conseguem expressar bem suas características, pois o solo é arenoso e rochoso moldado por influência aluvial; o clima proporciona uma insolação de mais de 300 dias por ano, além de uma irrigação glacial, estes e outros fatores contribuem decisivamente para o bom resultado da viticultura em especial da uva Malbec.
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    A primeira grande impressão em minha viagem foi ouvir dos produtores locais que a região está passando por uma transformação no conceito de produção. Os vinhos mendocinos sempre foram reconhecidos pela sua intensidade de madeira, o carvalho com suas notas aromáticas (baunilha, coco, especiarias doces, café e chocolate) sempre teve um grande destaque, dando ao produto final mais taninos e estrutura, porém aromas muito intensos que, particularmente, julgo sobrepor os aromas que se desenvolvem durante a fermentação do vinho. Agora, uma nova escola, com jovens enólogos, está mudando este perfil. Estão usando o carvalho de forma comedida, para que suas notas aromáticas se tornem menos intensas e os aromas primários e secundários possam ganhar destaque na composição do vinho. Assim, tem-se um vinho com menos adstringência e com boa estrutura. Esse conceito irá em breve trazer uma nova leitura da viticultura local e renovar o paladar do seu consumidor, além de atrair outros que torcem o nariz para os vinhos da região.

    Por hoje ficamos com as características gerais da região, mas em nosso próximo encontro vou falar do trabalho de algumas vinícolas que visitei e das degustações que tive a oportunidade de participar.
    Bem-vindos a terra do Malbec.

    William Máximo.
    Sommelier.

  • Escalopes de filé mignon suíno à romeu e julieta

    Não é novidade para ninguém que a carne suína é a minha preferida. Da mesma forma, sou uma apaixonada por sabores agridoces, ou seja, adoro misturar um toque doce nos pratos salgados. E em razão desse meu gosto eu sempre procuro criar receitas que tenham essa pitada doce, como é o caso desse mignon suíno à romeu e julieta. 
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    A combinação da carne suína com o queijo e a goiabada é incrível!!!! Vale a pena experimentar! Segue a receita que, inclusive, pode ser uma boa pedida para as ceias de fim de ano!

    Escalopes de filé mignon suíno à romeu e julieta
    Ingredientes:
    300g de filé mignon suíno
    1 colher de sopa de shoyo
    1 colher de sopa de óleo
    1 colher de café de páprica doce
    1 colher de café de chimichurri
    1 colher de café de zattar

    Purê de queijo:
    200 g de cream cheese
    150 g de parmesão ralado
    1 colher de sopa de manteiga
    1 batata grande
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    Creme de goiabada
    100 g de goiabada cremosa
    100 ml de caldo de carne

    Pesto do mato
    200 ml de óleo
    4 colheres de sopa de cebolinha
    4 colheres de sopa de salsinha
    Sal e alho a gosto

    Escalopes de filé suíno
    Tempere os filés com os demais ingredientes, fazendo uma marinada. Grelhe-os em uma frigideira bem quente e sirva com o purê, o creme de goiabada e o pesto do mato.

    Purê de queijos
    Cozinhe a batata e amasse. Leve ao fogo, acrescente os queijos e a manteiga, misture com um mixer e reserve. 

    Creme de goiabada
    Misture os dois ingredientes, aqueça e reserve.

    Pesto do mato
    Bata todos os ingredientes no liquidificador e reserve.
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    Voilá!!!
    Bacio!

    Cacau
  • Harmonização Franco Italiana

    Todos os anos a Enoteca Decanter Londrina, promove um jantar com a presença do Sommelier e diretor técnico da Decanter Matriz, Guilherme Corrêa. E como sempre a sua apresentação é um espetáculo. Todos ficam encantados com os vinhos e as estórias contadas por este mineiro, que através dos anos vem acumulando conhecimento sobre vinhos, pelos estudos e pelas experiências in loco nas vinícolas ao redor do mundo.
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    11.jpg Guilherme Corrêa já percorreu muitos vinhedos, o que o ajudou a conquistar destaque e respeito na profissão. Formado no curso de Sommelier pela Associazione Italiana Sommeliers, diplomado pela WSET -Wine & Spirts Education Trust de Londres. Finalista em 2009 no concurso Best Sommelier of the Americas e eleito o melhor Sommelier do Brasil em 2006 e 2009. Encanta em suas apresentações, não somente pelos títulos, mas principalmente pela simpatia e simplicidade que dispensa a todos.
    2.jpg E esta semana vivenciamos mais uma de suas brilhantes apresentações. Cativando todos os que estiveram no jantar na Enoteca Decanter Londrina, trouxe à mesa uma harmonização de vinhos italianos e franceses, com pratos delicados executados pelo Chefe de Cozinha Paulo Guedes. 
    5.jpg Iniciou suas explanações, apresentado uma degustação comparativa entre França X Itália. Primeiro provamos um vinho da Borgonha (França) e outro da Lombardia (Itália). A palavra para definir este embate é "exuberância", um dos dez melhores produtores da Borgonha e o artista da Lombardia, foram degustados e comentados por todos os presentes.
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    1.jpg Domaine Confuron Cotetidot Vosné-Romanée 2011, irmãos viticultores da Borgonha que trazem em seu legado a tradição dos vinhedos milenares da região. Ar Pe Pe Sassela Ultimi Raggi 2006 – A exuberância da Lombardia, expressando o dramático cultivo da Nebiollo nas montanhas da região. Terminada esta degustação exotérica, partimos para o não menos envolvente jantar. 
    3.jpg Ferrari Brut Rosé (Itália), espumante italiano, eleito como o melhor produtor do mundo em 2015 pelo The Champagne and Sparkiling Wine World, foi servido e harmonizado com tartare de Salmão e mix de mini folhas verdes.
    6.jpg Domaine Paul Blanck Riesling (Alsácia), marcante riesling alsaciano, harmonizado com confit de leitão acompanhado de farofinha crocante de castanha do Pará e batatinhas rústicas com alecrim.
    4.jpg O Prato Principal veio aparando por um vinho Italiano da região do Marchi – Umani Ronchi Rosso Conero Cúmaro Riserva DOCG (Itáila), harmonizado com Parpadelle All´Ossobuco.
    E para finalizar a noite em traje de gala, a sobremesa não poderia ser nada menos que um memorável Creme Brullé, harmonizado com Chateau Gonet Medeville (França), com seu Sauternes Les Justice 2006.
    8.jpg Noite memorável, que povoa os sonhos de todos os amantes desta bebida. Assim é a paixão pelos vinhos, que nos leva a locais onde nunca estivemos, mas em cada gole nos permite sentir as nuances de uma específica região.
    9.jpg Santé William Máximo. Sommelier.

  • Banana caramelada etc e tal!

    Eu simplesmente amo banana e qualquer preparo que leve esse ingrediente. Em um dos cursos que fiz com o Chef Confeitiero Flávio Federico, um dos pré-preparos para uma massa de bolo foi a banana caramelada.
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    Preparei a banana caramelada e comi como se fosse um doce de banana e também fiz o bolo de banana por ele ensinado que, frise-se, é de comer rezando. Mas como a minha imaginação está sempre na ativa, feito esse preparo, já visualizei seu uso em outras tantas receitas. A primeira delas foi a banoffee pie, claro que numa versão Cacau Rodrigues.  Também já imagino esse preparo como base para um brigadeiro de banana ou para montar um verrine com creme de cream cheese e suspiros em cima.

    Bem, coloquem a imaginação pra funcionar e criem a sua receita com essa base de banana caramelada que, isso afirmo, é fantástica!!!!!

    Banana Caramelada:
    225g de açúcar
    350g de bananas nanicas bem maduras
    30g de creme de leite

    Amasse as bananas com o creme de leite e aqueça no micro-ondas. Faça um caramelo seco com o açúcar (lembrem-se de não mexer o açúcar enquanto carameliza, só mexa a panela para ir espalhando o açúcar) e incorpore a banana aos poucos, mexendo bem. Cozinhe aproximadamente por 3 minutos.

    Para preparar a banoffee pie faça um massa com bolacha maisena ou, como usei, negresco ou oreo (200g da bolacha e 100g manteiga) e leve para assar. Espere esfriar e quebre, formando a base da sobremesa. Adicione a banana caramelada como segunda camada e como terceira camada doce de leite (uso leite condensado cozido – 30 minutos após começar a pressão) e por fim, uma camada de chantilly, suspiros ou da mesma base da bolacha.
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    Viram como é fácil colocar a imaginação para funcionar?
    Baci 
    Cacau

  • A elegância dos rosés

    Há alguns dias, um amigo que vem se tornando um grande apreciador de vinhos, me disse que foi à um restaurante de São Paulo e que pediu uma entrada de mexilhões. A esposa que o acompanhava não hesitou em solicitar ao garçom uma bela garrafa de vinho rosé. Um tanto contrariado, me contou que não ficou muito animado com a escolha, pois achava que era um vinho sem grandes expressões. Mas para sua surpresa quando provou, encontrou um vinho delicioso, carregado de uma acidez vibrante e muito equilibrado na boca, extremamente refrescante que combinado com os mexilhões trouxe uma bela harmonia. 
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    Assim, muitos de nós deixamos o vinho rosé de lado, talvez por preconceito, desconhecimento ou até esquecimento. Quando entramos em uma loja de vinhos estamos procurando algo entre tintos ou brancos e desta forma perdemos a chance de conhecer a elegância destes vinhos. 
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    Mas como são feitos?  Na elaboração de bons vinhos rosés são usadas uvas tintas. O processo de fermentação inicia como se estive sendo produzido um vinho tinto. Logo   após o início da fermentação as cascas são retiradas e termina-se o processo como um vinho branco, para que se obtenha aromas frutados e frescos.
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    A dica na hora de comprar um vinho desta categoria é observar a sua coloração. Se o vinho apresentar um rosé mais intenso, significa que possui maior estrutura (corpo) e sua acidez será menor. Ao contrário, se tiver uma coloração rosé bem tênue, quase casca de cebola, irá encontrar um vinho de corpo leve e com boa acidez, o que poderá trazer maior frescor. Ambos são excelentes, depende muito com o tipo de prato com que será servido. 
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    Deixo a sugestão de três excelentes opções de rosés de diferentes países, para que você possa perceber as nuances de cada um.
    De Martino Gallardia Rosé – Este rosé no ano de 2012 ganhou como melhor rosé do Chile (Guia Descorchados), produzido a partir da uva Cinsault, possui coloração estilo casca de cebola e toques de frutas vermelhas, com uma acidez refrescante. Bela harmonização com mariscos ou paella de frutos do mar.
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    Paul Mas Claude Val Rosé -  Produzido no sul da França, este rosé traz aromas de pequenas frutas vermelhas maduras, com toques florais e contornos acídulos bem interessantes. Boa harmonização com lagostim ou filé de linguado grelhado.
    Prado Rey Rosado Fermentado em Barrica – Este rosé espanhol ganha uma cor rosa cereja, o nariz destaca o frutado maduro com toques de baunilha devido a fermentação em barril de carvalho. Muito intenso com um final persistente. Imagino uma bela harmonização com um arroz de bacalhau, devido a sua estrutura.

    Então, quando for comprar um vinho não esqueça que o rosé pode ser uma grande opção.
    Santé.
    William Máximo
    Sommelier 

  • Bolo de Maçã com Aveia

    Posso dizer que esse bolo foi o único bolo que fiz durante muito tempo, pois vocês já sabem que até dia desses eu não gostava da confeitaria!  “Não gostava da confeitaria” é uma expressão esquecida no meu vocabulário, porquanto as coisas mudam e hoje minha nova paixão é exatamente a confeitaria!!!!!!
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    Enfim, essa receita é uma das receitas queridinhas que eu ensinava no Curso de Culinária Light, sucesso durante 7 edições. Hoje começo a trabalhar com o Curso de Culinária Light II, pois vejo necessidade de sempre inovar e os alunos que já fizeram o primeiro curso light cobram um novo com mais receitas para poderem preparar no dia-a-dia.
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    Esse bolo não leva farinha, é ultra fácil de preparar e um sucesso! Perfeito para um lanche da tarde ou mesmo café da manhã. Corre preparar e envie seu depoimento! Segue a receitinha:

    Bolo de maçã com aveia
    Ingredientes:
    1 banana nanica
    3 maçãs
    3 ovos 
    2 xícaras de aveia em flocos
    1 colher de sopa de fermento em pó.
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    Modo de fazer:
    Bata no liquidificador a banana, as maçãs e os ovos. Coloque em um recipiente e misture a aveia. Depois de bem misturado acrescente o fermento em pó. Forrar o fundo da forma com fatias finas de maça e em seguida a massa. Levar ao forno previamente aquecido e assar em 180 graus por aproximadamente 40 minutos ou quanto necessário (coloque o palito de dente e quando sair limpinho sem massa está assado). Desenforme e salpique com canela e açúcar mascavo. 
    Sugestão de cobertura: doce de leite diet com leite para dissolver.
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    Voilà!!!
    Baci

    Cacau

  • Fraldinha com Caramelo de Cerveja Preta

    Eu não sou a pessoa que mais gosta de carne nesse mundo, exceto a suína que amo! Mas reparo pelas postagens que o maior ibope sempre é dos pratos preparados com carne vermelha. 
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    Essa receitinha de hoje eu já preparei há muito tempo e postei no blog, mas fiz com filé mignon. Isso antes de eu estudar e aprender que as carnes “menos nobres” para os brasileiros como maminha, fraldinha, acém, músculo etc, são as mais saborosas e, por isso, dessa vez, troquei o filé mignon pela 
    fraldinha e com certeza o resultado foi melhor, pois é uma carne mais fibrosa e, assim, fica mais “molhadinha”. 

    Então, o conselho é usar fraldinha para ter uma carne mais tenra e menos seca como é o filé assado! Ah, outro opcional na receita é o uso ou não 
    do provolone, ok?

    FRALDINHA COM CARAMELO DE CERVEJA PRETA

    Ingredientes:
    1 peça de fraldinha
    Queijo provolone para fatiar
    1 cerveja preta em temperatura ambiente (sempre sem estar gelada)
    Tomilho
    Louro
    Sal e pimenta

    Modo de preparar
    Tempere a peça de  fraldinha com sal e pimenta e deixe marinar na cerveja preta por pelo menos 30 minutos, adicionando o tomilho e o louro.
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    Após marinar, sele a peça inteira de todos os lados. Leve ao forno observando o tamanho da peça para ver o ponto do cozimento. Uns 10 minutos antes do ponto ficar ideal, retire do fogo, faça os cortes na peça sem chegar até o final para não separar e insira as fatias (não finas) de provolone.
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    Leve novamente ao forno até derreter o queijo. O tempo do assado é de aproximadamente 40 minutos, mas, novamente lembrando, depende do tamanho da peça do filé e do seu forno.
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    Para acompanhar preparei batatas doces rústicas: corte as batatas doces, salpiquei com sal e no caso, tomilho. Pode ser alecrim, mas como usamos tomilho na carne, repetimos aqui. Leve ao forno até estarem assadas. Para o caramelo de cerveja, leve a cerveja da marinada ao fogo e deixe reduzir pela metade. Adicione então aproximadamente uma colher de sopa de açúcar mascavo. Vá adicionando aos poucos para o caramelo não ficar duro. 

    Corte o filé em pedaços e regue com o caramelo.
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    Voilà! Simples, lindo e delicioso!

    E não esqueçam: quando prepararem as receitas enviem uma foto para contato@cucinaconcacau.com.br para podermos publicar na nossa fan page!

    Baci
    Cacau
  • Pão de Mel

    Hoje o post vai ter uma receitinha fantástica mas que não é minha! A receita é do renomado Chef Confeiteiro Flávio Federico do qual sou fã assumida! Quando fiquei sabendo que ele participaria do programa Mais Você, dei um jeito de me programar para poder assistir. As receitas que iam ao ar ainda eram surpresa e foi mesmo uma surpresa a receita do pão de mel que ele ensinou.

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    Passados poucos dias da sua participação no programa, não me contive e tive que preparar a receita, pois pão de mel é uma coisa que gosto e, o mais instigante era poder provar o sabor final, pois alguns ingredientes não tradicionais da receita me chamaram a atenção: chá preto, cerveja preta e melaço.

    E o resultado não poderia ser melhor: uma explosão de sabores! Com certeza o melhor pão de mel que já comi! Ah, recheei com leite condensado cozido por 30 minutos.

    Segue a receita que vale muito a pena ser preparada.

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    PÃO DE MEL (Flávio Federico)


    Ingredientes

    220ml de leite

    2 saquinhos de chá preto

    30g de manteiga (2 colheres de sopa)

    400g de mel

    100g de melaço

    280ml de cerveja preta sem gás

    300g de açúcar

    100g de açúcar mascavo

    10g de cacau em pó

    20g de canela em pó

    10g de gengibre em pó

    1g de noz-moscada (1 pitada)

    4g de cravo em pó

    3g de sal

    640g de farinha de trigo

    16g de bicarbonato de sódio (1 colher de sopa cheia)

    Chocolate meio amargo derretido


    Modo de Preparo

    1 - Em uma panela coloque 220ml de leite e leve ao fogo médio até ferver. Desligue o fogo, adicione 2 saquinhos de chá preto e deixe em infusão por 15 minutos.

    2 - Retire os saquinhos de chá, adicione 30g de manteiga e misture até dissolver. Acrescente 400g de mel, 100g de melaço, 280ml de cerveja preta sem gás, misture e reserve

    3 - Coloque em uma tigela 300g de açúcar, 100g de açúcar mascavo, 10g de cacau em pó, 20g de canela em pó, 10g de gengibre em pó, 1g de noz-moscada, 4g de cravo em pó, 3g de sal e misture bem. Adicione a mistura de líquidos (reservada acima) misturando rapidamente até ficar homogêneo. Acrescente 640g de farinha de trigo, 16g de bicarbonato de sódio e misture até formar uma massa homogênea

    4 - Divida a massa em 2 partes e transfira para 2 formas retangulares (35 cm X 23 cm) untadas com manteiga e polvilhadas com cacau em pó (retire o excesso de cacau, batendo a forma sobre uma folha de papel manteiga). Leve para assar em forno médio preaquecido a 180°C por +/- 25 minutos. Retire do forno e deixe descansar por 5 minutos. Desenforme e deixe esfriar

    5 - Corte a massa em quadrados e em seguida banhe no chocolate meio amargo. Deixe secar sobre papel manteiga e sirva em seguida.

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    Dica: Se desejar corte a massa ao meio no sentido do comprimento e recheie com doce de leite. De comer rezando com certeza!

    Baci

    Cacau


  • Sicília - Região de Marsala

    A Itália por natureza é um grande campo de vinhedos. As videiras dominam o cenário em todas as regiões deste país. Clássico produtor do velho mundo, possui mais de 370 castas autóctones (originárias do país), conforme elenca a conceituadíssima Jancis Robinson no seu livro “Wine Grapes a complete guide to 1368 vine varieties”.

    Quando pensamos em vinhos italianos, logo associamos aos Chianti, Rosso, Brunello di Montalcino e Montepulciano,. Mas, existem pequenas regiões na Itália que produzem vinhos únicos que muitas vezes passam despercebidos aos olhos dos apreciadores.

    Uma destas regiões é a ilha da Sicília, mas especificamente no ponto mais a oeste, onde localiza-se Marsala, cidade que deu nome ao vinho fortificado conhecido no mundo inteiro. Uma uva em especial é usada na fabricação desta iguaria, chamada de Grillo. 
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    Não apenas o vinho Marsala é produzido na região. Há mais de quatro décadas outras uvas estão sendo cultivadas e empregadas na produção de vinhos tranquilos   que vêm se destacando no mercado vinícola internacional.

    Um grande produtor da região é Curatolo Arini que tem seu nome edificado na produção de Marsala há mais de 140 anos, sendo o pioneiro na exportação destes vinhos para os Estados Unidos e América do Sul. 

    Entretanto, a partir da década de 70, esta vinícola voltou suas atenções para o cultivo de uvas para a produção de vinhos tranquilos. Assim a uva Grillo, que anteriormente era apenas destinada a produção do fortificado regional, passou a ser usada na produção de um vinho branco fantástico. 

    As tintas também estão alcançando grandes resultados como a nativa Nero d´Avola e  a Syrah, que encontraram terroir para seu desenvolvimento. Preço atrativo e qualidade são o grande chamariz deste produtor.  Analisei dois vinhos distintos desta vinícola, que valem a pena degustar.

    O primeiro, Baglio di Luna Grillo 2013, trata-se de um varietal com boa expressão de pera madura, fruta tropical e citrina. Mediano de corpo, com agradável mineralidade, frescura muito intensa na boca.

    Outra linha do produtor faz alusão a uma palavra do dialeto siciliano que se chama Paccamora, que significa “A um tempo para tudo e tudo tem o seu tempo”. Justificando o tempo que levaram para produzir vinhos tranquilos. 
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    Paccamora Nero D` Avola possui uma cor rubi viva. No nariz violeta e cereja, ameixa e um aceno de pimenta branca. Na boca revela-se envolvente pela maciez dos seus taninos, final elegante e suculento. Expressa muito bem as características desta uva.

    São vinhos com preço muito acessível e de grande qualidade. Dentre outras formas, esta é uma maneira bem agradável de conhecer um pouco da Sicília.
    Boa degustação. Até nosso próximo encontro.
    William Máximo
    Sommelier.

  • Rosca de minuto

    Decidi preparar algumas receitas de cozinheiras que admiro e sigo no instagram. Tem tanta gente talentosa e que trata a comida com respeito e carinho que não tem como não admirar.
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    Aproveitei o domingo do dia dos pais e preparei essa rosca da talentosa e querida Renata, leia-se “Goria Huk” (www.goriahuk.com.br e @goriahuk) para o café da tarde desse dia especial.

    É uma receita bem ao meu estilo, pois é rápida, prática e deliciosa. Apenas dei um toque da Cacau: a cobertura preparei com leite condesado, suco de laranja lima e raspas de laranja e, para finalizar, coco ralado fresquinho.

    Eis a receita:

    Massa
     1/2 xícara de água morna
    2 colheres de sopa de óleo
    1 pacotinho de fermento biológico para pães (10g)
    2 colheres de sopa de açúcar
    1 ovo pequeno
    1/2 colher café de sal
    2 xícaras de farinha de trigo

    Cobertura
    Leite condensado, suco de laranja lima, raspas de laranja desidratada– quantidade necessária
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    Preparo
    Preaqueça o forno à 200 graus. Em uma tigela, misture a água morna, o óleo, o fermento e o açúcar. Cubra e deixe descansar por 15 minutos. Coloque 1 xícara de farinha, o sal e o ovo na mistura do fermento. Mexa com um garfo. Adicione o restante da farinha aos poucos (a outra xícara). Forme 6/7 bolinhas mesmo tamanho (aproximadamente 65 gramas) e coloque em uma forma de buraco no meio  untada e enfarinhada. Deixe descansar por mais 10 minutos. Asse por 15 minutos ou até que estejam dourados; Retire do forno e imediatamente regue com a mistura do leite condensado, pois assim vai haver a absorção do líquido e deixa-la bem molhadinha. Finalize com as raspas de laranja e coco ralado fresco.
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    Voilà. São 15 minutos de puro sabor!  E como diz a Renata, “mais carinho por favor”!
                      
    Baci 

    Cacau
  • Curso de Introdução ao mundo do vinho

    Nesse curso, busco proporcionar aos apreciadores de vinho, uma visão geral sobre o fascinante mundo desta bebida.
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    Abordamos assuntos desde como processos de fermentação do vinho até técnicas de degustação e harmonização. Falamos também, sobre as mais importantes variedades de uvas brancas e tintas, bem como a produção de espumantes.

    No final de cada encontro é feita uma degustação com 3 vinhos de diferentes uvas. 

    Assim, após a aula teórica, o aluno coloca em prática as informações recebidas, aplicando as técnicas sensoriais (aromas e sabores) para diferenciar as respectivas castas.

    Durante o curso, os participantes não só adquirem novas experiências sobre o vinho, mas também ficam aguçados a colocar em prática as informações recebidas.

    Se você se interessou pelo curso ou deseja maiores informações, entre em contato conosco pelo telefone (43) 3304-1010 ou então visite a Enoteca Decanter Londrina, na Rua Tupi 571, centro. 

    Aguardo vocês neste fascinante mundo. 

    William Máximo
    Sommelier
  • Frutos do Mar, além dos vinhos brancos.

    Final de semana chegou, então penso em preparar alguns pratos que tenham como estrela os inigualáveis frutos do mar.  Preciso de um bom vinho para acompanhar, mas será que somente os brancos são uma boa harmonização?

    Sempre os vinhos brancos são uma excelente opção para acompanhar peixes e frutos do mar, desde que as preparações não sejam muito carregadas em molhos fortes e encorpados. 

    Mas, podemos ir além e explorar outras vertentes da harmonização. Uma coisa que fica fora de questão são os tintos pesados, pois a reação química do tanino com o iodo que encontramos nos frutos do mar, causa uma sensação desagradável em boca, produzindo um sabor metálico, o que com certeza irá desagradar totalmente.

    A harmonização é um fator fundamental quando colocamos comida e vinho, pois muitas vezes de forma inconsciente provamos um novo vinho acompanhado de um prato, e dizemos: “Este vinho é ruim, nunca mais compro”. Só que não paramos para pensar que o vinho talvez seja muito bom, mas a harmonização deu errado e prejudicou seu gosto.

    Quando dizem que não gostaram de um determinado vinho, pergunto com que prato você acompanhou?

    A chefe Cacau, sugeriu algumas de suas receitas que tem como protagonistas salmão e camarão. Então sugeri vinhos além de brancos, que podem proporcionar uma excelente harmonização e tornar um jantar mais agradável. 

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    Tartar de Salmone Mediterrâneo, com esta clássica entrada que tem como características a acidez do limão e a untuosidade do salmão, a italianíssima Ferrari Maximum Brut, torna-se um espumante completo, a sua refrescante perlage harmoniza perfeitamente com os elementos do prato. Assim sua persistência duradoura deixa no paladar uma gama de sutis aromas e sabores.

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    Gnochhi di Ricotta ai ter Profumi. A leveza da massa do gnochhi, junto com delicado sabor do camarão, merecem como acompanhamento um tradicional vinho rosé da Provence. Domaine Sorin Rosé Terra Amata é um vinho leve que traz notas florais, intensa mineralidade além de apresentar uma tênue acidez cítrica que valoriza seu frescor.

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     Cialda di Patata com Gamberi Arrosto in salsa di fichi. Para fecharmos nossas combinações, este prato traz um pouco mais de intensidade aromática, com seu molho com toque de demi-glace harmoniza com um belo vinho tinto da região do Alto Adige, sugiro Kris Pinot Noir, seus elementos alicerçados na fruta vermelha bem suave e seus taninos quase imperceptíveis, proporcionam uma prazerosa harmonização com o prato.

    Boa harmonização e até a próxima. 

    William Máximo

    Sommelier

  • Vinho do Porto, um vinho ao gosto inglês.

    Mas vinho do Porto não é português?
    O primeiro erro que a maioria dos desavisados comete é achar que o vinho do Porto é produzido na cidade do Porto, em Portugal. Não, a cidade do Porto é apenas um entreposto comercial para a comercialização e exportação deste vinho.  Para encontrarmos os vinhedos utilizados para a produção do Porto, precisamos navegar alguns quilômetros acima no rio Douro e chegar na região que dá nome a este rio.
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    O surgimento deste vinho aconteceu em razão da relação comercial da Corte Portuguesa com a Inglaterra e que se intensificou no século XVII. Neste período, as primeiras pipas de vinho foram exportadas para a Inglaterra. Tratava-se de um vinho tinto mais pesado e com boa quantidade de açúcar residual, mas o transporte feito por navios era lento e o produto chegava na Inglaterra, muitas vezes deteriorado. 

    Para garantir a integridade do vinho, passaram a colocar agua ardente vínica (destilado de casca de uva) nas pipas que iriam transportar o vinho. Assim este ganhou mais estrutura, permanecendo adocicado e com uma graduação alcóolica que pode chegar a 21% Vol., o que foi fundamental para a conservação do produto. Para os ingleses, que gostam de bebida forte, foi uma grata surpresa. Assim, o vinho do Porto vem sendo produzido desta mesma forma, sendo que as grandes companhias produtoras em Portugal são de propriedade de ingleses.

    Um grande exemplo é a inglesa família Symington, produtores da Warre´s, estão vinificando desde 1670. São mais de 350 anos de trabalho passados por 13 gerações de vinhateiros. Seus vinhos integrados em aromas e sabores se destacam pela complexidade que oferecem. 
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    Porto Warre´s Heritage Ruby é um porto jovem, cor rubi. Intensamente frutado, com notas florais de violetas. Boca quente, concentrada e macia, com doçura equilibrada e longo final.

    Porto Warre´s King´s Tawny, trata-se de um vinho Vermelho-alaranjado possuindo notas de envelhecimento. Aromas atraentes de frutas cozidas e nozes, com um toque especiado. Muito macio, generoso e de equilibrada doçura.

    Nesta época do ano, no auge do inverno, uma bela taça de vinho do porto ao final de uma refeição e, principalmente, se for acompanhado com uma sobremesa a base de chocolate, traz uma boa sensação de bem-estar e grande harmonia.
    Revigorante para o corpo e para a alma.

    Saúde e até a próxima. 
    William Máximo
    Sommelier

  • Ovos na tigelinha com cogumelos

    Dois ingredientes principais – ovos e creme de leite – são tudo de que você precisa para este prato extremamente simples e ainda assim muito saboroso.
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    É possível deixa-lo mais sofisticado como eu fiz, adicionando um ingredientes saborizante, no caso, o cogumelo shitake. Costumo dar uma olhada na geladeira e pôr o que estiver disponível como cenoura crua, aspargos, por exemplo. 

    Tradicionalmente os oeufs em cocotte – esse é o nome de origem do prato, que traduzido fica como nosso título: ovos na tigelinha – são preparados em ramequins, mas eu sempre vario e preparo em xícaras grandes ou mesmo na versão famíliar como fiz aqui, em uma grande panelinha.

    É um prato que utilizo muito no jantar, lembrando que, além de rápido e prático, não contém glúten. Segue a receitinha:

    Ovos na tigelinha com cogumelos
    Creme de leite (fresco ou de caixinha)
    Ovos
    Cogumelos (shitake aqui)
    Sal, pimenta
    Alho
    Parmesão

    Tempere o creme de leite com sal e pimenta (pode adicionar noz moscada também) e coloque uma boa colherada ou faça uma camada de cobertura do fundo da tigelinha.
    8.jpg7.jpg6.jpgSalteie os cogumelos cortados em lâminas em um pouco de manteiga ou azeite, com alho picadinho, sal e pimenta. Forme uma camada de cogumelos sobre a de creme de leite. Quebre o ovo ou os ovos sobre as duas camadas, coloque uma pitada de sal e pimenta e adicione mais um pouquinho de creme de leite, finalizando com parmesão para gratinar.
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    Leve ao forno até derreter o parmesão, observando o ponto desejado do ovo. Servir com torradas.
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    Voilà!!! Charmoso e gostoso!!!!
    Baci
    Cacau
  • Calendário de Cursos de Julho

    A vida anda uma correria...esse mês extrapolei na minha qualificação: cursos de inscatti (embutidos), boulangerie, confeitaria e até queijos!  Foram horas e horas de aulas com dois Chefs Italianos. O resultado foi muito cansaço físico e uma satisfação imensa em aprender tanto. Vejam um pouco do que produzi esse mês:

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    E como não dá pra parar, agora é hora de passar um pouco da experiência para vocês. Vejam o calendário de cursos desse mês:

    13/7 - hambúrgueres (150,00)

    - hambúrguer bovino

    - hambúrguer suíno

    - acompanhamentos: molho barbecue, maionese, cebolas caramelizadas na cerveja preta, batatas rústicas e pão de hambúrguer


    16/7 - finger food      (150,00)

    - satay de porco caramelizado no mel

    - tartar de salmão

    - crostinis de aspargos e copa

    - bruschetas mediterrânea

    - barquinhas de camarão com abacate


    20/7 - bacalhau        (180,00)

    - salada de bacalhau com grão de bico

    - brandade de bacalhau

    - bacalhau nas natas


    22 e 29/7 - mediterrânea  (290,00)

    - entrada: barquinhas de camarão com abacate

    - prato: waffle de batatas com camarão ao molho de figos e gengibre

    - entrada: bruschetas mediterrênea e dadinhos de tapioca

    - prato: filé mignon suíno com peras caramelizadas e gorgonzola e risoto verde defumado


    23/7 - massas e risotos sem glúten e lactose (160,00)

    - nhoque de batata doce com pesto de salsinha

    - espaghetti de trigo sarraceno primavera (com vegetais)

    - risoto nero (com arroz preto e cogumelos)


    27/7 - risotos (150,00)

    - risoto de funghi

    - risoto verde defumado

    - risoto de brie com damasco

    - risoto de limão siciliano



    Se tiverem sugestões de cursos, por favor, deixem aqui nos comentários ou enviem para contato@cucinaconcacau.com.br

    E para melhorar, recebi minha certificação internacional na gastronomia da FIC – Federazione Italiana Cuochi. Feliz demais!!!!

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    Baci

    Cacau

  • A Passional Malbec

    Ao contrário do que muitos pensam, a casta Malbec não teve a sua origem na Argentina, ela veio do outro lado do mundo, mais precisamente da região de Cahors na França, mas por lá não ganhou grande atenção. 
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    Quando deixou de lado a elegância francesa e assumiu a passionalidade latina, encontrou na região de Mendoza um berço para o seu desenvolvimento, assim como em outras regiões deste país ganhou um lar. Como em um tango de Carlos Gardel, sua adaptação em solo Argentino não foi tão fácil, erros e acertos foram fundamentais para encontrar condições ideais de solo e clima para melhor conseguir expressar suas características. Lutou e por “Una Cabeza” (Tango de Carlos Gardel), conquistou a sua posição de destaque no cenário da viticultura mundial.
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    Hoje, quando falamos da uva Malbec, lembramos da Argentina e vice e versa. Estão ligadas, quase fundidas em um mesmo conceito. Estava pensando nesta relação, enquanto observava a minha taça de vinho servida de um belo exemplar desta uva. Ao girar a taça para oxigenar a bebida, imagino como se fosse um belo casal realizando os movimentos do tango e as lagrimas de álcool que escorrem pelas extremidades da taça são a passionalidade e o caráter estruturado desta uva. 

    Existem diversas vinícolas que produzem vinhos a partir da uva Malbec, mas apenas algumas ganham destaque, isso devido a forma que tratam seu vinho, e uma que em especial me chama a atenção é a bodega Riglos.

     Esta vinícola trabalha como o conceito de boutique produzindo poucos rótulos, desta forma consegue tratar o seu vinho com maior cuidado e buscar excelência em seu produto final.

    Um vinho desta vinícola que aguçou meu paladar foi o Quinto Malbec safra 2010. Realmente surpreendente em sua estrutura, aromas e sabores. Vejam, estou falando do vinho mais simples da vinícola, com número reduzido de garrafas produzidas nesta safra - apenas 6000 exemplares distribuídos no mercado. Sua coloração de um rubi intenso, aromas de frutas vermelhas maduras se contrapõem ao leve toque herbáceo, conferindo caráter e boa complexidade. Taninos firmes mas elegantes, com boa textura em boca. E para fechar seu rol de sensações, termina com um agradável e persistente conjunto de aromas.
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    Para combinar com este vinho nada melhor que carne vermelha assada na brasa, os taninos da Malbec se integram com as moléculas de gordura da carne e produzem na boca uma sensação de prazer e extrema harmonia. 

    Assim é a Malbec Argentina, cativante e inesquecível.

    Saúde.
    William Máximo
    Sommelier

  • Chocolate Espresso

    Ainda não sou a pessoa que mais ama preparar sobremesas, mas é necessário trafegar por todas as vertentes da cozinha, especialmente para quem como eu, ensina.
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    E é nessas andanças que vou descobrindo e criando receitas fáceis e práticas de doces, receitas que não demandam complexidade e são rapidinhas de preparar. Como eu amo café, essa receita é uma das minhas queridinhas. Mas para quem não curte muito café, a dica é não adicioná-lo e substituí-lo por, por exemplo, 1 colher de sopa de algum licor. Já preparei com o Contreau e ficou muito bom!
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    Enfim, em 5 minutos você tem uma deliciosa sobremesa! Vale muito a pena experimentar!

    Chocolate espresso
    Ingredientes:
    125 g de chocolate blend em pedaços pequenos
    2 colheres de sopa de pó para café expresso instantâneo (se preferir mais suave coloque apenas 1 colher)
    150 g de creme de leite fresco
    175 g de iogurte grego natural
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    Preparo:
    Coloque os recipientes onde será servida a sobremesa na geladeira. Derreta o chocolate no micro-ondas por 1 minuto, retire e mexa bem com a espátula. É possível que esse tempo seja suficientes para desmanchar o chocolate (por isso pique bem pequeno o chocolate). Se necessário, adicionar mais 15 segundos. Após derreter o chocolate misture o café e o creme de leite mexendo bem para incorporar. Adicione 70% do iogurte e misture bem. Coloque nos recipientes e cubra com o restante do iogurte salpicando cacau em pó ou finalize com uma unidade de biscoito. Aqui preparei o lemon meltaways.
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    Voilà!!!!
    Baci
    Cacau

  • Vinhos e caldos: o inverno chegou!

    Com o inverno vem o desejo por comidas que aqueçam o nosso corpo e bebidas que alimentem a nossa alma. Um grande pedido para esta época, são os famosos caldos quentes, que hoje encontramos nas mais variadas combinações. E o vinho, respeitando algumas regras básicas, harmoniza perfeitamente com os caldos.
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    Para tanto, devemos buscar vinhos que não tenham grande contraste de temperatura com o caldo servido. Se temos uma preparação quente, não será interessante combinar com vinhos gelados. Isso irá contrastar em boca, prejudicando a harmonização. Desta forma pensamos em vinhos servidos a temperatura ambiente ou pouco refrescados, quando sugeridos com caldos quentes.

    É importante saber qual a intensidade aromática do caldo servido, para combinar com vinhos que possuam a mesma intensidade de aromas e sabores, evitando assim que um sobreponha o outro.

    Para caldos que tenham caráter mais adocicado devemos buscar vinhos com maior de acidez, pois doçura e acidez se completam. 
    Cuidado com os vinhos extremamente potentes e que possuam uma grande quantidade de taninos, eles irão sobrepor a refeição.
    Para caldos que possuam um grande destaque na ardência proveniente da pimenta, procurem vinhos com menor graduação alcoólica, pois a pimenta eleva a percepção do álcool.

    Aqui a chefe Cacau, nos forneceu algumas opções de caldos que estão em voga nesta temporada. E eu sugiro algumas opções de vinhos para acompanhá-los.

    Caldo de lentilhas com leite de coco, curry e gengibre. Aqui uma harmonização interessante é combinar um vinho não tão comum, a leveza da uva Gamay será uma boa combinação, sugiro um Dominique Piron Beaujolais Villages.
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    A Clássica Sopa Eslava, será bem acompanhada com um elegante Syrah do sul da França. Domanie Paul Mas Syrah traz especiarias que vão integrar os sabores e aromas do prato e do vinho.
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    Para a Zuppa a faggioli, um bom Chianti italiano, de média estrutura, elaborado com a popular uva Sangiovese, irá harmonizar plenamente com a sopa de feijão italiana. Recomendo um Chianti Rufina Fattoria di Basciano.
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    Espero que tenham gostado das sugestões, mas lembrem-se o importante é ousar e criar suas próprias harmonizações. 

    Ótima semana leitores e até a próxima.
    William Máximo
    Sommelier

  • Receita DETOX: Frango em Crosta

    Ao longo do caminho de muitos estudos para compreender a alimentação DETOX, deparei-me com receitas legais e nutritivas, entre elas esse franguinho maravilhoso.

    Dia 16/06 tem início a 1ª. Turma do Curso de Alimentação DETOX (seguindo as próximas 4 terças-feiras consecutivas), um curso com o objetivo de proporcionar, por meio da alimentação, a desintoxicação do corpo. Esse programa possibilita uma “faxina” no organismo, fazendo com que sejam eliminadas as toxinas acumuladas ao longo do tempo, além, é claro, da obtenção de outro resultado, que é consequência da alimentação, que é o emagrecimento, pois as toxinas armazenam-se nas células de gordura.

    Durante esse programa não é permitida a ingestão de açúcar refinado, carne vermelha, leite, queijos, laticínios, bebidas destiladas, cerveja, café, refrigerantes, alimentos processados, frituras e carboidratos refinados. Ou seja, além de tudo é uma dieta sem glúten e sem lactose.
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    O curso é composto de 5 aulas que trazem receitas que combinadas entre si, formam um cardápio diário para que a dieta prossiga sem grandes privações. Essa desintoxicação ocorre em 10 dias. As aulas são distribuídas da seguinte maneira:
    1) Sucos, shakes e panquecas;
    2) Caldos e pães;
    3) Hambúrgueres e saladas;
    4) Risotos e nhoques e,
    5) Frangos e peixes
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    A receita de hoje é uma das que farão parte desse programa de desintoxicação e é uma delícia, podem apostar! Mas para a versão DETOX vamos eliminar as batatas que possuem um alto índice glicêmico. A batata doce está liberada, portanto, faça a substituição se desejar. Mas se o objetivo for servir numa refeição normal, as batatas arrasam como acompanhamento! O legal dessa receita é que ela serve para ambos os tipos de alimentação: a cotidiana e a detox.

    Frango em crosta de amêndoas e castanhas do pará

    Ingredientes:
    3 peitos de frango médios
    2 claras de ovos
    1/2 xícara de chá de amêndoas (120 g)
    ½ xícara de chá de castanhas do pará (120 g)
    1 colher de chá de tomilho
    2 colheres de chá de orégano
    1 colher de chá de cúrcuma (açafrão da terra)
    1 colher de chá de sal marinho

    Preparo:
    Coloque as amêndoas, castanhas do pará, orégano, tomilho e sal no processador de alimentos e bata até quebrar as oleaginosas sem esfarelar completamente (deixe pedaços pequenos).
    f5.jpgEm um prato bata as claras e passe cuidadosamente em cada pedaço de frango e em seguida, passe apenas um dos lados (o de cima) na mistura de castanhas.

    Arrume-os em uma assadeira forrada com papel manteiga (usei Silpat). Leve ao forno pré-aquecido a 180º.
    f3.jpgPor aproximadamente 30 minutos.

    f1.jpgVoilà!!! Bom demais!!!!

    Baci
    Cacau

  • Bolo Gelado de Tapioca

    Tapioca é uma coisa boa não é? Tenho certeza que a maioria de vocês concordam com isso e consumem a tapioca em forma de goma especialmente no café da manhã.
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    Mas esse ingrediente altamente nutritivo pode ganhar nova roupagem e se tornar um delicioso doce para as horas de “aperto” e restrição alimentar. Algumas razões para se consumir tapioca: é saudável, rica em nutrientes, é fonte de energia e a principal é que substitui o “malvado” do pãozinho, pois é o carboidrato do bem!
    Embora seja um “alimento do bem”, não se esqueçam que a tapioca é calórica e, portanto, deve ser consumida também com moderação. Selecionamos um bolo gelado de tapioca que é muito gostoso para ser consumido no lanche da tarde e até mesmo como sobremesa quando vamos receber. É só prepara-lo, como fizemos, em mini-porções!

    Entre muitas receitas doces, com certeza, essa é uma boa opção e já virou nossa queridinha na “lancheira”. Vejam a facilidade do preparo e não deixem de colocar à prova!

    Bolo gelado de tapioca

    Ingredientes:
    2 xícaras de chá de tapioca granulada (300g)
    ½ xícara de chá de açúcar (75g)
    1 colher de chá de sal
    1 vidro de leite de coco
    2 xícaras de chá de leite quente
    Leite condensado

    Preparo:
    Em uma vasilha, misture a tapioca granulada, o açúcar, o sal e o leite de coco. Junte o leite aos poucos até ficar homogêneo.
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    Transfira para as forminhas e leve à geladeira por pelo menos 2 horas.
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    Retire, desenforme e regue com o leite condensado.
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    Além de deliciosa ainda ficou um charme na apresentação!

    Voilà!!!

    Baci
    Cacau

  • Curso de Introdução ao Mundo do Vinho

    Essa semana, vou falar um pouco sobre o curso de vinhos que ministro na Enoteca Decanter Londrina. É um projeto que iniciamos há mais de um ano com o objetivo de proporcionar aos apreciadores de vinho, uma visão geral deste fascinante mundo.
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    Abordamos assuntos desde como processos de fermentação do vinho até técnicas de degustação e harmonização. Falamos também, sobre algumas das mais importantes variedades de uvas brancas e tintas, bem como a produção de espumantes.

    No final de cada aula é feita uma degustação com 3 vinhos de diferentes uvas, para que desta forma o aluno consiga diferenciar aspectos sensoriais (aromas e sabores) das respectivas castas.

    Durante o curso, os participantes, não só adquirem novas experiências sobre o vinho, mas também ficam aguçados a colocar em prática os conhecimentos adquiridos, de tal forma que a penúltima turma, promoveu um jantar harmonizado em um agradável restaurante da cidade. Na elaboração do cardápio, fiz uma seleção de vinhos para acompanhar cada prato servido. Antes de cada degustação, realizei uma breve abordagem sobre as principais características do vinho.
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    No jantar iniciamos com uma salada de folhas verdes variadas com Berinjelas gratinadas, acompanhado de um vinho francês composto de duas uvas brancas, Gros Manseng e Sauvignon Blanc.  No primeiro prato, Pollo Brunello com Gnocchi, foi harmonizado um vinho tinto argentino, feito da uva Pinot Noir. O prato principal foi um Filetto ao molho de mostarda com raviolini combinado com um vinho espanhol da região de Valencia. E para fechar a noite com chave de ouro, a sobremesa, Crostata de maçã com redução de caramelo foi acompanhada de um fantástico vinho português,  Moscatel de Setúbal da renomada casa José Maria da Fonseca.

    Tivemos uma agradável noite de combinações enogastronomicas, que proporcionou aos presentes uma melhor aplicação dos conceitos abordados durante as aulas.

    Se você se interessou pelo curso ou deseja maiores informações, entre em contato conosco pelo telefone (43) 3304-1010 ou então visite a Enoteca Decanter Londrina, na rua Tupi 571, centro. 
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    Será um prazer recebe-los. Ótima semana e até a próxima.
    William Máximo
    Sommelier

  • Nhoque de Aveia e Batata Doce com Pesto de Salsinh

    Há algum tempo tenho mergulhado à fundo no estudo da alimentação funcional e nesse caminho fui descobrindo outras vertentes da alimentação saudável, sendo uma delas a alimentação DETOX. Na verdade trata-se de um programa para desintoxicar o organismo e  para isso, são determinados os grupos alimentares proibidos durante esse período: farinha de trigo refinada, açúcar e sal refinados, além de derivados do leite e carnes, exceto os peixes de águas frias.
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    Ou seja, é um programa onde não consumimos glúten nem lactose e prioriza-se o consumo de cereais, fibras e oleoginosas. Em junho começaremos com nosso Curso de Alimentação DETOX que será composto de 5 aulas:
    a) Sucos, shakes e panquecas;
    b) Pães e caldos;
    c) Hambúrgueres e saladas;
    d) Massas e risotos e,
    e) Peixes

    Em cada aula serão preparadas receitas no contexto DETOX e ao final, você poderá montar seu próprio cardápio de desintoxicação. Legal né?

    Para dar uma “palhinha” do que vem por aí, escolhi uma receita DETOX deliciosa para nosso post: um nhoque de aveia e batata doce. Para hoje escolhi a batata doce roxa mas pode ser preparado com qualquer uma delas, ok? Segue a receitinha:

    Nhoque de aveia e batata doce
    1 ou 2 batatas doces (+- 180g)
    1 xícara de chá de farinha de aveia (100g)
    ¼ xícara de chá de fécula de batata (28g)
    ¼ xícara de chá de azeite de oliva (42g)
    1 colher de café rasa de sal marinho (2g)
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    Preparo:
    Cozinhar a batata doce e amassar enquanto ainda estiver quente. Deixar esfriar e misturar os demais ingredientes deixando a massa homogênea. Fazer rolos compridos com a massa e cortar em pedaços pequenos na transversal. Cozinhar em água fervente até a massa começar a subir, retirando com a escumadeira. Sirva com o pesto de salsinha.

    Pesto de salsinha
    50 g de salsinha
    2 dentes de alho
    3 colheres de sopa de mix de oleoginosas (castanha do pará, castanha de caju, amêndoas)
    100 ml de azeite de oliva
    Sal marinho
    Coloque todos os ingredientes no processador até obter a consistência desejada.  Sirva sobre o nhoque.

    E aí, animou para encarar o DETOX? Comendo bem assim fica fácil não é mesmo?

    Baci
    Cacau

  • Laranja ou Âmbar?

    Quando olhamos para a viticultura mundial observamos que, nas últimas décadas, esse ramo vem se desenvolvendo de forma vertiginosa. Novas técnicas de plantio, de colheita e avanços tecnológicos possibilitaram aos enólogos criarem novas tendências para o vinho, com aromas e sabores únicos.
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    Mas na contramão deste progresso, há a paixão de homens que aprenderam a ler a natureza, que estão mais ligados a terra do que as tendências de mercado. Surge, assim, uma nova vertente, que foge de todo o modernismo que as vinícolas buscam. Estou falando dos vinhos laranja ou como os americanos gostam de rotular – Orange Wines. Os produtores mais tradicionalistas, não gostam que chamem seu vinho de laranja, dizem que laranja não representa o que produzem, o correto é chamar seus vinhos de âmbar.
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    Mas o que são estes vinhos? São na verdade uma forma de chamar a atenção para o passado. São vinhos produzidos com métodos usados há mais de dois mil anos na região do Cáucaso, localizada na fronteira entre a Europa e a Ásia. 
    Onde as uvas brancas são colhidas no ápice de sua maturidade e depois os cachos são colocados dentro de ânforas de terracota e fechados, para fermentarem juntamente com as cascas, sem a intervenção do homem. A bebida produzida chega a ficar até sete meses em contato com o mosto dentro destas ânforas.
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    O resultado é único e incomparável. A coloração é âmbar cristalino. Na taça possui uma viscosidade intensa, composto de notas minerais e toques cítricos. Vinho opulento em cor, aromas e sabores. Sendo, geralmente, vinhos de uma longa persistência na boca. Uma experiência sensorial marcante. 
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    Um dos papas deste tipo de vinho é o viticultor italiano Josko Gravner que faz vinhos simples e majestosos. Na década dos anos 90, jogou os seus barris de carvalho fora e os substituiu por ânforas. Desde então, vem sendo destaque no cenário mundial, na produção de vinhos laranja. Já, no Novo Mundo, a vinícola De Martino, do Chile, através do seu renomado enólogo Marcelo Retamal, está produzindo excelentes exemplares deste tipo de vinho.
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    Laranja ou âmbar?  Pouco importa como é chamado. O certo é que nessa era de tecnologia de ponta, o homem, utilizando técnicas primitivas, consegue surpreender os apreciadores e amantes dos vinhos, com uma bebida única e de certa forma singela. Prove, e então responda: laranja ou âmbar?

    William Máximo
    Sommelier

  • Pãozinho de Hambúrguer

    Além de andar in love com a confeitaria, outra área da culinária que anda me roubando as horas é a panificação. Já fiz diversos cursos de boulangerie (panificação) com Chefs Italianos, mas aí já estamos falando de receitas um pouco mais complexas. Hoje nossa receita é bem fácil.
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    A receita de hoje é muito, mas muito gostosa mesmo e bem fácil de preparar. Dá pra se aventurar sem nenhum medo de errar. É só seguir a receita. Em casa esse pãozinho é o vício da vez! Minha afilhada quer todo domingo prepara-lo com a “Dinda” (euzinha). E ela tem apenas 5 anos, então veja só como é simples. 
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    Eu acredito que a panificação é uma das melhores terapias...hehehe! Especialmente para quem utiliza o método tradicional de “sovar” o pão ao invés de prepará-lo na batedeira.

    Aliás, preparar pães e doces com as crianças é um ótimo passatempo, além de muito gostoso não é?  Segue a receitinha:
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    PÃO DE HAMBÚRGUER
    Ingredientes:
    1 k de farinha de trigo
    90 g de açúcar refinado peneirado
    30 g de leite em pó
    20 g de fermento biológico seco
    480 g de água em temperatura ambiente
    20 g de sal refinado
    120 g de manteiga sem sal
    50 g de gergelim

    Preparo:
    Coloque na batedeira os ingredientes secos: farinha de trigo, açúcar e leite em pó. Misture-os na velocidade 1 e adicione o fermente e a água, aumentando, então, para a velocidade 2. Assim que o fermente estiver incorporado, agregue o sal e a manteiga e aumente para a velocidade 3 (sova). Bata até atingir o ponto véu. Retire a massa e modele. Para hambúrgueres pequenos, 70 g é suficiente para cada pão (nessa medida a receita rende 25 pães). 
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    Se você for “sovar” o pão é só seguir a mesma ordem dos ingredientes e não usar a batedeira, ou seja, primeiro os ingredientes secos, dissolver o fermento na água e adicioná-lo a mistura dos secos, colocando o sal e a manteiga por último.
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    Deixe descansar por 15 minutos em uma forma untada com azeite. Modele e aplique o gergelim, acondicione nas assadeiras e leve para fermentar por uns 30 minutos. Com o forno pré-aquecido a 160 graus, asse por uns 15 a 20 minutos.
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    Agora é só correr para a cozinha e preparar seu pãozinho! Aliás, com hambúrguer ele fica especialmente delicioso! Olhem só o resultado da nossa aula de hambúrgueres:
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    Baci
    Cacau

  • Calendário dos Cursos de Maio

    Fiz com muito carinho esse calendário de maio para vocês poderem ter opções variadas para dividirem as caçarolas comigo!  Eu estou extremamente realizada em trabalhar com a culinária e o resultado tem sido pra lá de satisfatório, pois o feed back que tenho recebido tem sido muito legal!!!!!
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    Começamos o mês com a aula mensal do Grupo Pé na Cozinha...são 8 amigas corredoras que se reúnem mensalmente para aprenderem novas receitas. Depois passamos à nossa queridinha aula de risotos (R$140), onde preparamos 4 tipos de risotos deliciosos.

    O curso de comida árabe é sempre um sucesso (R$290)! É ministrado em conjunto com experiente Chef de Culinária Intenracional Ana Paula Lopes Fernandes. São duas aulas, uma de pratos frios e outra dos pratos quentes, todos clássicos dessa cozinha tão cheia de sabores.  O curso de filés (R$150) é novidade, pois ele fazia parte do curso gourmet que é composto de 8 aulas, mas que esse mês não abriremos turmas. Nesse curso preparamos 3 receitas de filés bem especiais e de fácil execução.
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    As aulas de comida mediterrânea  (2 aulas, R$290) trazem receitas mais elaboradas e para paladares apurados, pois temos em uma das aulas um camarão com molho de figos e gengibre e na outra um filé mignon de porco com peras caramelizadas e gorgonzola, além de uma entrada em cada uma das aulas.
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    Outra novidade é o curso de frutos do mar (R$180), um preparo que requer bom conhecimento das técnicas e que teremos o prazer de dividir as caçarolas com o Chef Alessandro Saba, um sardenho de origem e proprietário do Restaurante Vittorio Emanueli II em Londrina.
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    O curso de naked cake já é um grande sucesso e não temos como não realiza-lo mensalmente. Eu e a Chef Confeiteira Alyne Depieri (leia-se Canal Doce) preparamos dois lindos e deliciosos nakeds e damos dicas de como preparar tantos outros sabores utilizando a mesma massa molhadinha e recheios.
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    Finger food (R$150) é meu queridinho,  pois amo comidinha, pois como recebo muito os amigos ou realizo alguns eventos, é sempre prático e de apresentação que enche os olhos.
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    E como o dia dos namorados está chegando que tal uma oficina de chocolates (R$150) também com a Chef Alyne Depieri, notável em seus chocolates, para preparar uma surpresinha para seu love? Claro que com essas receitas vocês vão poder brincar pelo mundo do chocolate e criar novas delícias.
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    E por fim, nosso mega lançamento: Curso de Alimentação DETOX!!! Isso mesmo, comida para desintoxicar o corpinho e de quebra ainda emagrecer, pois o cardápio é super magrinho e leve. Serão 5 aulas (R$780), com os seguintes módulos semanais: 
    - sucos, shakes e panquecas;
    - pães e caldos
    - hambúrgueres e saladas;
    - massas e risotos e
    - peixes e frangos (pós detox)
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    Nossaaaa....são muitas opções mesmo né? Alguma delas certamente se encaixa com você!!!
    Todas as aulas são s 19h, na minha cozinha de cursos. As aulas são práticas (isso mesmo, você põe a mão na massa) e são fornecidos material didático e uniformes para uso durante as aulas.
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    Maiores informações pelo e-mail: contato@cucinaconcacau.com.br

    Baci
    Cacau

    *Fotos: Gizele Petrelli

  • NAKED CAKE: por uma vida mais doce!

    Acredite quem quiser, mas essa pessoa que vos fala anda in love com a confeitaria...pode isso produção? Explico.
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    Sou uma pessoa que não curte doce. Raramente como doce e especialmente nunca fui fã número 1 em prepara-los. Mas algo anda acontecendo...tenho uma vontade constante de preparar doces, em especial bolos!

    Basta alguém dizer que vem fazer uma visita que eu corro pra cozinha preparar um naked ou qualquer outro pequeno motivo me impulsiona a isso. Acredito que foram os nakeds cakes que começaram a despertar esse lado doce em mim. Também, com tanto sucesso nos nossos cursos de nakeds a gente fica sim super empolgada.
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    Eu e a Chef Confeiteira Alyne Depieri, leia-se Canal Doce, montamos um curso bem legal para ensinar a arte de preparar e montar os queridinhos nakeds. O último curso que ministramos semana passada foi muito legal, animado e participativo. E os resultados foram bárbaros! Além de deliciosos, lindos de se comer com os olhos. E prova disso vem por meio das lentes da talentosa fotógrafa culinária Gizele Petrelli. Vejam e comprovem:
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    Quem perdeu essa edição do curso, dia 20/5 tem mais. Solicitem informações pelo nosso e-mail contato@cucinaconcacau.com.br e dividam conosco desse doce momento! E tem mais, arrasem impressionando com essa belezinhas...

    Baci
    Cacau

  • Maminha Recheada

    Atire a primeira pedra quem não gosta de uma carne fartamente recheada que ao ser fatiada libera as cores, texturas e cheiros inebriantes!!!! Essa é a nossa maminha da receita de hoje!
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    A maminha é uma carne ótima para ser assada e possibilita um bom corte para ser preparada recheada. O recheio dessa receita eu pensei para que harmonizasse com um delicioso risoto de funghi secchi, mas há tnatas outras versões que ficam bárbaras como a caprese onde o recheio é composto de mozzarela de búfala, tomate e bacon ou mesmo aquele preparado com espinafre, ricota e nozes. Até mesmo a básica combinação de “queijo, presunto e tomate” cai muito bem.
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    A única dificuldade da receita é o corte para rechear, mas aqui duas são as opções: ou você faz o corte com bastante calma e atenção para não furar a carne, pois aí o recheio escorre ou, procure um açougueiro amigo que faça isso por você!!!
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    É uma ótima pedida para o fim de semana. #ficaadica

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    Maminha Recheada            
    Ingredientes:
    1 maminha limpa
     Sal e pimenta
    200 g de queijo gruyère
    100 g de presunto cru
    manjericão a gosto
    1 tomate picado sem semente
    azeite de oliva q/n)
    2 fatias de bacon 

    Preparo:
    Picar o manjericão, a queijo, o presunto cru e o bacon, misturar com o tomate e temperar com o sal. Abrir a maminha pela parte grossa, fazendo um corte paralelo à mesa de trabalho, sem deixar que a faca perfure a carne externamente. Rechear a maminha com os ingredientes do recheio e fechar com os palitos. Em uma panela bem quente colocar o azeite e selar a maminha. Retirar e colocar em uma travessa/forma e levar ao forno a 200 graus por 20 a 30 minutos. Após a metade da cocção cobrir com papel alumínio. Retirar, fatiar e servir.

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    Voilà!!!!

    Baci
    Cacau

  • Salada de bacalhau para a Páscoa

    Se você está planejando um almoço para qualquer desses dias da Semana de Páscoa, pode apostar no preparo dessa saladinha: bacalhau com grão-de-bico!
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    Eu acho indispensável servir essa salada que é delicada e nutritiva e não só nesse período, pois a receita é perfeitamente adaptável à outras épocas e, aí, é só retirar o bacalhau e voilà: uma deliciosa salada de grão-de-bico! E o melhor é que à medida que fica temperada vai ficando melhor, por isso, tempero com antecedência, ok? Ela pode ficar armazenada em geladeira por umas 48 horas tranquilamente.

    Mas hoje o consumo de bacalhau é bem acessível e encontramos facilmente nos mercados bacalhau já dessalgado e em lascas ou desfiado por um ótimo preço. EU sempre tenho no freeze porções de bacalhau em lascas, pois eu AMO bacalhau e consumimos muito em casa. Descongela super rápido e possibilita o preparo de muitos pratos desde escondidinho de bacalhau com batata doce à uma bela omelete ou, ainda, um arroz bem molhadinho.

    Vale muito à pena ter sempre à mão um porção de bacalhau...fica a dica!

    A saladinha de hoje tem o preparo bem simples, só observem os cortes do tomate e demais ingredientes, pois o legal é que tudo seja cortado bem pequeno para que o sabor, ao degustar, fique mais agradável, ok?

    Segue a receita:

    SALADA DE GRÃO DE BICO COM BACALHAU
    Ingredientes:
    300g de bacalhau dessalgado e em lascas
    1 xícara de grão de bico cozido e escorrido (hoje encontramos os da marca QUERO e FUNGINI já prontos para o uso) 
    1 xícara de cheiro verde
    1 tomate sem sementes cortado em cubos
    1 cenoura passada no ralo grosso
    Azeitonas pretas portuguesas
    azeite q/n (quanto necessário)
    suco de 1/2 limão siciliano
    sal e pimenta do reino q/n

    Modo de fazer:
    Misturar o bacalhau com o grão de bico (não é preciso "refogar" o bacalhau). Acrescentar o cheiro verde, a cenoura, o tomate, a azeitona e o limão. Temperar com sal, pimenta e o azeite. Servir!

    Com certeza essa salada vai ser vedete no seu almoço de Páscoa!

  • Pãozinho Semi-Integral com Iogurte

    Vivo testando receitinhas de pães integrais ou semi integrais, pois farinha branca para mim é um veneno! Quase todo o tempo consumo apenas alimentos integrais e, assim, meu colesterol agradece.
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    Essa receitinha de hoje me agradou, pois o iogurte deixa o sabor pão mais agradável. É uma receita simples de fazer e não demanda muito tempo, apenas misturar os ingredientes, amassar a massa e fazer as “bolinhas”. Eu optei por fazer pãezinhos de 70 g cada, pois acho um tamanho legal e suficiente para um lanchinho ou café da manhã. A receita é generosa e dá aproximadamente 16 pães nesse tamanho que preparei.
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    A massa é um pouco grudenta então, quando forem fazer as bolinhas ou mesmo que escolham outro formato, é recomendado umidecer as mãos com óleo para não grudar. O forno deve ser moderado, numa média de 190 a 200 graus para que asse bem dentro, ok?!
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    Vamos à receitinha:

    Pãozinho Semi-Integral com Iogurte
    Ingredientes:
    225 g de farinha de trigo
    450 g de farinha integral
    2 colheres de chá de sal
    1 colher de sopa de açúcar
    2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
    25 g de manteiga picada
    350 ml de iogurte natural
    250 ml de leite
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    Preparo:
    Preaqueça o forno a 190 graus. Unte a forma onde vai assar e reserve (eu usei silpat para forrar). Em um bowl peneire as farinhas e adicione o sal, o açúcar e o bicarbonato e misture. Junte a manteiga e amasse um pouco e adicione o iogurte, acrescentando o leite aos pouco até obter uma massa macia. Faça as bolinhas ou uma bola grande e coloque na forma ou assadeira. Asse por aproximadamente 50 a 60 min, ou até estar dourado-escuro, com a superfície crocante.
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    Voilà!!! Com geléia, cottage, pasta de grão-de-bico ou manteiga fica uma delícia para acompanhar um café!!!!

    Baci
    Cacau

  • Novidades...

    Na última semana estive no 9º Encontro do Sommelier organizado pela Importadora Grand Cru me aprofundando no portfólio já existente e conhecendo as novidades.

    O evento contou com quase 200 profissionais da área e foi super bem organizado, com a presença de vários produtores, que apresentaram seus produtos e promoveram degustações.
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    Aos poucos apresento os vinhos que mais gostei, mas hoje vou falar de duas vinícolas que me encantaram: a portuguesa Churchill´s, da região do Douro e a libanesa Ixsir.

    Dos portugas me impressionou a qualidade do branquinho Meio Queijo, vinho de entrada da vinícola, elaborado com as uvas Rabigato, Viosinho e Arinto. Muito persistente, com acidez no ponto, toques cítricos e um precinho super bacana: R$48,00.  Degustamos diversos tintos (todos muito elegantes e de excelente custo benefício) e dois Portos. Sobre esses, minha impressão foi de serem menos doces que os habituais, o que muito me agradou. O Porto Ruby também tem um ótimo preço: R$88,00.
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    Quanto aos libaneses, confesso que estava um pouco reticente. Havia provado alguns rótulos anteriormente e posso dizer que não foi a melhor experiência da minha vida... Mas que grata surpresa! A começar pela apresentação da vinícola, falando sobre a tradição na produção de vinhos do país e de como levam isso a sério. Suas instalações estão entre os doze prédios mais ecológicos do mundo! E os vinhos... Encantadores! Elegi meus dois favoritos, ambos da linha Altitudes: O branco é um assemblage de muscat, viognier, sauvignon blanc e semillion, que vai muito bem com comidas mais leves. Cheio de toques florais e de frutas brancas, também pode ser um bom parceiro para comidas orientais, em especiais as mais condimentadas e apimentadas. Custa R$94,00 e vale cada centavo. O tinto da mesma linha também me impressionou. Segundo o produtor, é um assemblage único no mundo, elaborado com Cabernet sauvignon, caladoc, syraz e tempranillo. Na boca, tem frutas negras, noz moscada e pede uma comidinha de mais presença. Também custa R$94,00.
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    Gostaram das dicas?  Então se programem pois em maio a importadora promoverá um super evento em  Londrina para os apreciadores. Logo conto mais para vocês!

    Um beijo e até semana que vem!
    Keli
     

  • Bacalhau Assado

    A vida anda uma loucura por conta dos cursos de culinária da Cucina con Cacau. São muitas receitas, compras e aulas para preparar e executar. Por isso, nos finais de semana, a cozinha é delegada para o marido que também manda muito bem na cozinha.
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    Um dos pratos que mais gosto é bacalhau e nesse fim de semana foi o escolhido para o jantar de sábado. É uma receita muito fácil e fica com uma “cara” linda, além, é óbvio, de ficar muito gostoso.

    Os ingredientes são básicos: lombo de bacalhau, bacon e batatas! Vamos à receitinha:
    Ingredientes:
    Lombo de bacalhau
    Tiras de bacon
    Batatas Asterix
    Alho
    Tomilho
    Azeite

    Preparo:
    Tempere o lombo de bacalhau já dessalgado com um pouco de sal e alho moído ou amassado. “Embrulhe” o lombo com as tiras de bacalhau e reserve. Unte um refratário com manteiga e acomode o bacalhau adicionando azeite até a metade da posta.
    1.jpgSe preferir coloque ao lado dentes de alho e batatas. Regue com azeite e salpique com tomilho e leve ao forno a 250 graus por aproximadamente 1 hora (observe a variação do tempo de forno-para-forno). Durante esse tempo vá regando com o próprio azeite para não secar.
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    Acompanhe com batatas rústicas: batata Asterix cortadas em nacos, sal marinho, tomilho e forno.
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    Voilá!!!!
    De comer rezando!

    Baci 
    Cacau

  • Segunda de niver com programa de TV!

    Segunda dia 16/2 foi meu niver!!! Ah, eu adoro fazer aniversário, mesmo que eu já esteja rumo aos cinquentinha: 46 anos! Mas uma história de vida muito bem dirigida por mim... planejei minha vida da forma como queria! Isso não quer dizer que não tiveram muitas pedras no caminho, adversidades, mas como disse o poeta, guardei todas para construir meu castelo.
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    A única coisa que não foi planejada foi meu ingresso da gastronomia, acreditam? A primeira vez que me socializei com as caçarolas foi as 35 anos! Sim, tão tarde assim...mas daí em diante foi-se formando uma relação de amor incrível!!! Mas foi só nos últimos dois anos que tudo se intensificou. Começou com o blog, o curso de Chef e aí não parei mais!  Hoje os Cursos da Cucina com Cacau são um sucesso e eu me realizo  em ensinar quem também tem esse amor pela cozinha.
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    Coincidentemente,  nessa segunda a Fer Charif, produtora do Programa Vitrine Revista me convidou para mais uma vez participar do quadro de culinária do programa. Preparei um prato light cuja receita já publiquei aqui, mas que vale a pena relembrar pois além de saborosa é um coringa na cozinha. Eu a a Lu Oliveira nos divertimos muito como sempre.

    Lasanha de Repolho Roxo com Carne Moída à Moda Árabe e Creme de Ricota
    Ingredientes:
    Repolho roxo (ou o verde mesmo, é que o roxo fica mais bonito...hehehe)
    carne moída
    pimenta síria
    sal
    alho/cebola
    molho de tomate (preparei com o tomate pelati, alho e cebola, mas utilize o que quiser)
    creme de ricota
    queijo mussarela light
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    Preparo:
    Cozinhe o repolho inteiro em água fervendo por uns 15 minutos. Retire, escorra a água e solte as folhas. Prepare a carne moída refogada com alho, cebola e tempere com pimenta síria ou tempero árabe (é a mesma coisa, mas dependendo do fornecedor mudam o nome) e sal. Coloque uma camada de molho de tomate cobrindo o fundo do refratário e vá intercalando camadas de repolho, carne moída e creme de ricota.
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    Depois do programa corri para minha cozinha e fui preparar o bolo do meu niver: naked cake de chocolates, brigadeiros e frutas vermelhas. Para quem não é muito adepta da pâtisserie, confesso que estou me saindo bem e começando a me simpatizar...hehehe. Não ficou show esse bolo?
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    Em breve novo curso de naked cake na Cucina com Cacau...fiquem de olho nas nossas redes sociais para não perderem!

    Baci!
    Cacau

  • Rotolini de Frango

    Quem é que não gosta de um franguinho bem gostoso e molhadinho para as refeições?  Essa receita é bem fácil de fazer e fica chique e deliciosa. As opções de recheios são muitas e, embora a original seja a descrita na receita, ontem eu optei por fazer uma versão bem “comercial”, especialmente porque tinha criança em casa para o almoço e aí não tinha erro: presunto e mussarela!

    Adivinhem? Comeram tudinho e agradeceram a Dinda pelo “papa delícia”. Fica a dica de recheio para crianças. Segue a receita e as foto explicativas.

    ROTOLINI DE FRANGO
    INGREDIENTES
    peito de frango
    espinafrequeijo branco,  gruyère ou mussarela
    vinho branco
    tomate (opcional)
    presunto royale
    alecrim
    tomilho
    alho
    sal e pimenta do reino

    Preparo:
    Abrir o peito de frango em filme batendo até ficar um filé bem fino.
    r1.jpgTemperar com sal e pimenta e colocar o presunto, o queijo, tomate e o espinafre branqueado (pode refogar com temperos antes, se preferir). Enrolar e passar na farinha de trigo.
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    Selar numa frigideira com alho com casca, tomilho, alecrim e vinho branco.
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    Colocar na assadeira e levar ao forno para assar. Após assado, se preferir, fatie.
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    Voilà! Um frango charmoso e com muito sabor!
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    Baci
    Cacau

  • Salada no Pote

    Há tempo que penso em preparar salada no pote, mas com a correria das aulas acabo deixando para depois. Ontem, porém, preparei!
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    Marmitar é uma tendência da boa alimentação e a salada no pote faz parte dessa trend. É muito prática tanto para ser transportada como para comer. Pode ser consumida de duas maneiras: ou vira-se o pote e a salada já fica montada no prato ou é possível comê-la mesmo no pote. Se for consumir no prato o molho pode vir separado, mas se for consumir no pote, o recomendado é que o molho já venha intercalado nas camadas.

    Adotei 100% essa prática e se alguém se interessar, forneceremos para venda sob encomenda  (contato@cucinaconcacau.com.br)
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    Essa salada foi feita com camadas de mini rúcula, abacate, gergelim, manga, amêndoas defumadas e molho de iogurte com limão. As opções são imensas e basta colocar a criatividade culinária para funcionar!!!!

    Fica a dica para detonar a desculpa de não comer salada!

    Baci
    Cacau

  • Verrine de Chocolate com Frutas Vermelhas

    Simplicidade sempre atrai, né? E quando chega à cozinha atrai muito mais, já que muitas pessoas têm preguiça de cozinhar! Hahahaha...até os menos adeptos da culinária, quando se deparam com uma receita fácil e de encher os olhos se arriscam.
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    A receita de hoje é facílima e para aqueles que são apaixonados por doce, irresistível de testar.  É um creme de chocolate com frutas vermelhas  que leva poucos minutos para ser preparado.  Quem vê a primeira vista pensa tratar-se de uma panna cotta, mas essa é uma versão inspirada nela, mas com execução bem mais fácil.

    Chama-se verrine porque foi preparada em pequenos copinhos, daí originando seu nome, uma vez que verrine em francês significa “copinhos”. Mas a apresentação fica a critério de cada um ok?   Segue a receitinha:

    Verrine de Chocolate com Frutas Vermelhas
    Creme de chocolate
    250 g de chocolate branco picado (Melken ou Cicao)
    100 g de creme de leite (caixinha)
    150 g de cream cheese
    Derreter o chocolate branco em banho Maria ou no microondas (aqui cuidado para não queimar, paciência é fundamental, então coloque 30 segundos, mexa bem, coloque mais 15segundos e talvez já seja suficiente). Adicionar o creme de leite e misturar bem. Por último adicione o cream cheese e incorpore. Não é necessário batedeira, apenas misturas tudo com o fouet (batedor de arame)

    Calda de frutas vermelhas
    400 g de frutas vermelhas (morango, framboesa, mirtilo etc)
    200 g de açúcar
    Misturar os ingredientes  numa panela e deixar no fogo baixo até reduzir ao ponto desejado. 
    Montagem:
    Depois do creme (geladeira) e da calda frios (temperatura ambiente) adicionar a calda sobre o creme e finalizar enfeitando com frutas vermelhas.
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    Voilà!
    Baci
    Cacau

  • Camembert na Massa Filo com Figos

    Há tempos eu precisava preparar essa receita que criei da minha cabecinha. Na verdade inspirei-me em outras semelhantes, mas dei um toque de sofisticação ao usar a massa filo.
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    A massa filo é uma massa semelhante a massa folhada, mas bem mais fina e leve. Parece folha de papel, daí ser muito mais suave que a massa folhada. Confesso que me surpreendi com o resultado, pois ficou simplesmente um “estouro”!

    Sim, um estouro literalmente. Depois de assado, quando você faz o primeiro corte, vem aquela explosão de queijo derretido...é muita delícia para uma receita tão fácil! Uma super entrada para preparar e receber bem. Segue a receita:

    Camembert na Massa Filo com Figos
    Ingredientes:
    1 queijo camembert
    Massa filo
    Figos
    1 gema

    Preparo:
    Corte 3 quadrados de massa filo e coloque um sobre o outro formando uma “estrela”.
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    h3.jpgAcomode o queijo sobre a massa e feche como se fosse um saco. Bata uma gema com um pouco de água e pincele o “pacote”.
    h2.jpgLeve ao forno para assar. Sirva com figos em fatias e torradas.
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    Voilà...é de comer rezando!
    Baci
    Cacau

  • Calendário dos Cursos de Culinária

    E voilà! Eis que o calendário dos cursos ficou pronto! E caprichamos nas opções! Além dos nossos já conhecidos cursos de comida gourmet e light, agora temos também a opção de comida étnica.

    Resumindo: três cursos. O curso gourmet prioriza o preparo de comidas mais sofisticadas, mas sempre fáceis de preparar. O light por sua vez, trabalha com pratos mais magros, mas não menos saborosos. E no étnico trazemos um pouco das culinárias locais como a espanhola, asiática, árabe e por aí vai.

    Os cursos tem início na semana do dia 19/01 e há opções de aulas quinzenais também no light e étnico. Acho que a melhor maneira de expressar a alma dos nossos cursos é mostrando um pouco do que preparamos nas aulas:

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    (Curso Gourmet: Mignon com Crosta de Manteiga e Ervas e molho de Vinho do Porto)

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    (Curso Gourmet: Risoto de Abóbora com Carne Seca)

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    (Curso Light: Beringela à Pizzaiola)

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    (Curso Light: Linguado com Coco e Ervas e Arroz Vermelho)

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    (Curso Étnico: Camarões ao Açafrão)

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    (Curso Étnico: Kibe Cru)

    E para relembrar, vejam o calendário:
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    E aí, vamos dividir as caçarolas? Pré-inscrições e informações pelo contato@cucinaconcacau.com.br

    Baci
    Cacau

  • Linguado com Coco e Ervas na TV

    No último dia 02/01 participamos, novamente, do quadro de culinária do Programa Vitrine Revista da TV Tarobá, com apresentação da TOP Lu Oliveira e produção da competentíssima Fernanda Charif! Participar desse programa é sempre muito bom, pois o astral é nas alturas e eu e a Lu nos divertimos muito enquanto preparamos as gostosuras!
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    Como o programa era um dia após o fim das festas de fim de ano, escolhi uma receita bem leve, inclusive, é uma das receitas de maior sucesso no nosso Curso de Culinária Light. É um linguado (ou pode-se preparar com qualquer peixe branco) com coco e ervas. Não se enganem, é de comer rezando! O coco, mesmo para aqueles que não gostam das misturas doce + salgado, não deixa a o peixe doce, pois é feito com coco fresco, ou seja, sem adição de açúcar!
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    Vale a pena preparar essa receita e se surpreender com a delicadeza do sabor! E para quem não assistiu o programa, clique aqui para assistir.

    Linguado com Coco e Ervas
    Ingredientes:
    4 filés de linguado
    50 g de coco ralado
    50 g de farinha panko (ou de rosca)
    2 cs de cebolinha picada
    1 cs de alecrim
    1 pitada de páprica picante
    Sal e pimenta

    Modo de fazer:
    Misture o coco, a farinha panko, a cebolinha, o alecrim e a páprica. Tempere com sal e pimenta a gosto. Disponha os filés em uma assadeira, cubra cada um com um pouco da mistura de coco e asse em forno pré-aquecido a 180º, por aproximadamente 15 minutos. Sirva o peixe com os quartos de limão, acompanhado de arroz vermelho e salada de rúcula.
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    Voilà!!!! Agora é só preparar!
    Baci
    Cacau

  • Cocada Mole com Rapadura e Especiarias

    Um dos poucos doces que gosto é a cocada. Então sempre estou testando novas receitas para poder variar o paladar. O primeiro grande segredo de uma boa cocada é utilizar coco fresco. Como eu não me arrisco em comprar o coco inteiro e ralar, me sujeito vez ou outra a enfrentar a fila da Barraca do Chico na feira para poder comprar essa delícia fresquinha.
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    Da última vez que estive lá foram mais de 40 minutos de espera para poder comprar o coco fresco e ralado como gosto: bem grosso. O Chico tem uma máquina de ralar que foi inventada pelo pai há 40 anos e faz esse tempo que a família trabalha com isso. Não é incrível? Patrimônio histórico de Londrina, com certeza!

    A receita de cocada de hoje leva rapadura e especiarias, daí seu diferencial. Fica com um sabor mais leve embora leve rapadura. Isso porque não é utilizado leite condensado, nem leite de coco como é comum nas receitas de cocada. Vale a pena conferir a receita e servir de sobremesa acompanhando um sorvete ou mesmo rechear um mini cake.

    Cocada Mole com Rapadura e Especiarias
    Ingredientes:
    240g de coco
    140g de rapadura
    500ml de leite integral
    1 colher sobremesa de manteiga
    1 anis estrelado
    2 cravos

    Modo de preparar:
    Derreta a rapadura na metade do leite com as especiarias. Quando estiver derretida adicione o restante do leite e assim que ferver coloque o coco ralado e abaixo o fogo para médio.
    c4.pngMexa até desgrudar do fundo da panela. Retire do fogo e adicione a manteiga mexendo até incorporar.
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    Voilà, simples assim!
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    Baci
    Cacau

  • Mignon recheado com maçã e espinafre ao curry

    E 2014 praticamente já acabou! Mas ainda dá tempo de sugerir uma receitinha maravilhosa para preparar na Ceia. Aliás, essa é uma das receitas que ensinei no Curso de Ceias nesse fim de ano.
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    Vocês não imaginam o sabor delicioso do recheio desse filé: maçã com curry! A mistura desses dois ingredientes explode no paladar. É um prato fácil de ser preparado, sendo a única “ dificuldade”, talvez, o corte do filé em manta.
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    Mas também não é uma dificuldade insuperável pois diversos açougues já entregam com o corte. Assim é na Casa de Carnes Palhano, do nosso amigo Henrique (um expert em carne angus) na Av. Madre Milito. É só chegar lá e pedir!

    Superado isso, é só preparar o recheio, rechear e amarrar.
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    Ah, aqui também tem técnica, mas se não conseguir, amarre individualmente cortando o fio fileira à fileira. Só tome cuidado para ficarem na mesma distância, pois é na marca do barbante que deve ser feito o corte, ok?

    Segue a receita:
    Mignon recheado com maçã e espinafre ao curry
    Ingredientes:
    1 peça de mignon limpa sem cabeça e sem as pontas
    2 maças verdes picadas em cubinhos
    ½ maço de espinafre
    2 colheres de manteiga
    2 colheres de manteiga
    ½ colher de chá de curry
    Sal e pimenta e alecrim

    Preparo:
    Abrir o mignon como uma manta, refogar o espinafre em panela tampada por 5min e reservar. Refogar a maçã com o azeite e manteiga com sal, pimenta e curry, misturar o espinafre e rechear o mignon, fechar com barbante e levar ao forno pré aquecido a 200c por 25min servir com o alecrim.
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    De comer rezando, heim!!! Uma excelente dica para sua Ceia de passagem de ano!

    Baci
    Cacau

  • Salpicão vegetariano de grão de bico e endívias

    Depois da maratona de encerramento dos cursos da Cucina com Cacau e outros compromissos gastronômicos, enfim, férias!!!!! Mas não antes de gravar novamente o quadro de culinária do Programa Vitrine Revista – Londrina, na TV Tarobá, sob o comando da queridíssima Lu Oliveira e produção da competente Fernanda Charif.
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    A pauta culinária era um preparo que pudesse atender a ceia de natal, afinal, o programa foi ao ar no dia 23/12. Então, nada mais providencial que um salpicão, porém, na versão vegetariana. 

    Como eu disse no programa, o principal ingrediente, o grão-de-bico, é um dos alimentos mais completos em termos nutricionais. Ele tem tantas propriedades terapêuticas que quase chega a ser “remédio”! Ajuda a baixar colesterol, metabolizar insulina, auxilia na anemia e repõe o ferro perdido em atividades físicas prolongadas, aumenta a circulação, ajuda na reposição de cálcio e aí vai...
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    Mas, não obstante seu valor nutricional, eu confesso que amo os preparos com grão-de-bico pelo seu sabor. Nesse salpicão ele substitui o frango e fica uma delícia! E, claro, não é um prato só para o Natal, pode ser preparado no dia-a-dia. Segue a receita!
    Você pode assistir ao programa pelo http://www.tvtaroba.com.br/londrina/vitrinerevista/31698/KJlBEdIpu08


    Salpicão vegetariano de grão-de-bico
    400 g de grão-de-bico cozido e escorrido
    1/2 xícara de salsão picado
    1 colher sopa de cebola roxa cortada em cubos pequenos
    1 maçã, sem semente e picada ou uva Itália
    1/2 xícara de nozes picadas
    5 colheres sopa de maionese
    2 colheres de iogurte natural desnatado
    1 colher sopa de mel
    1/2 colher chá de mostarda anciene
    1/2 suco de  limão siciliano
    1 pacote de endívias 

    Modo de preparo:
    Em uma saladeira, misture o grão de bico, o aipo, a cebola, a maçã (ou a uva) e a nozes picadas. Prepare o molho misturando a maionese com o mel, a mostarda e suco de limão siciliano. Misture o salpicão com o molho e sirva sobre a endívia.
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    Voilà, é só desgustar!

    Baci
    Cacau

  • Arroz de Carreteiro

    Genteeeeemm! Depois de uma justificada ausência – a agenda de cursos foi exaustiva – deu um break nos cursos e retorno ao meu amado blog! Foi uma maratona de cursos de culinária nesse fim de ano, mas com um resultado incrível! Amei!
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    Agora férias, mas em janeiro já voltamos com novas turmas e novos formatos de cursos. Acompanhem pelo blog nossa agenda de 2015.

    E como agora tive um tempinho, para agradar o marido preparei um Arroz de Carreteiro que ele adora. A receita é bem fácil e o sabor incrível. É uma boa opção para o almoço de Natal ou qualquer almoço com os amigos num domingo. Segue a receitinha:

    Arroz de Carreteiro
    Ingredientes:
    500g de arroz tipo agulhinha
    200g de charque cozido e desfiado (uso  aquele Vap de caixinha que é magro e já vem desalgado)
    100g de lingüiça defumada
    2 tomates sem semente
    1 pimentão vermelho ou amarelo
    ½ maço de salsinha
    4 dentes de alho
    1 cebola
    500ml de caldo ou água
    40ml de óleo 

    Modo de preparar:
    Em uma panela refogue o alho e a cebola no óleo. Acrescente o charque, o pimentão cortado em cubinhos e  a lingüiça defumada e deixe refogar bem.
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    Coloque o arroz e depois o caldo ou água até ficar bem úmido. Finalize com o tomate e a salsinha.  Sirva quente.
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    Simples  e agrada muitos paladares com certeza!

    Baci
    Cacau

  • Para impressionar na sobremesa…

    Final de ano, você está cheio de compromissos, confraternizações, festa de família...Ufa... Que tal aproveitar o momento para brindar o final de ano com um vinho único? 

    Esse vinho que apresentarei hoje tem mil e uma funções: serve para impressionar o chefe (não sou cachaceiro, passei o ano todo degustando vinhos para escolher o melhor para o senhor em nossa confraternização), impressionar sua mãe (mãe, eu provo vinhos que me ensinam cultura e outras línguas – essa é minha cara), e pra seduzir alguém com seu conhecimento e fluência na língua alemã (só que não).

    Estou falando de um vinho de sobremesa com um nome difícil, o Trockenbeerenauslese, mas que tem um apelido para os íntimos: TBA!

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    Imagina você chegando para os convidados e falando: Aceitam uma tacinha de Trockenbeerenauslese?? Uau... Vai impressionar, derrubar lágrimas da mamãe...Coisa linda!

    Mas o que esse nome (que parece xingamento) significa?? Em tradução literal quer dizer uma seleção de uvas secas ou passas. O TBA (vamos pelo apelido), é considerado um dos mais preciosos vinhos de sobremesa do mundo. Provei com as meninas da Confraria o Sonnenmulde, uma delicinha. Feito a partir de uvas botritizadas (que iniciam a fermentação já no pé, com fungos presentes no próprio ambiente) só nasce quando os outonos são favoráveis.

    Um néctar! Traz um pouquinho de pimenta nos aromas, mas na boca tem mel, fruta e acidez elegante, o que o torna único. 

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    Deve ser servido geladinho, a 12º e acompanhando queijos azuis ou sobremesas compotaas ou ainda um belo Apfelstrudel. O Sonnenmulde pode ser encontrado na Importadora Casa da Áustria e custa em torno de R$300,00.

    Gostaram? Um beijo e até a semana que vem!
    Keli
  • Confort food: Bolo Toalha Felpuda

    Sempre fui rato de livraria e agora com a gastronomia não tem sido diferente. Na minha última ida ao paraíso dos livros me deparei com essa fofura de livro da Danielle Noce! Fofura sim porque as ilustrações são fantásticas. Receitas da Dani e ilustrações da Beatriz Sanches formaram o livro mais fofo de receitas da minha biblioteca.
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    E claro que tínhamos que testar alguma das receitas imediatamente e como o fim de semana estava próximo, escolhi um bolo para deixar de lanche para a criançada que vinha passar o domingo com o Vovô Beto (meu marido).

    Esse bolo deve ter feito parte da infância de muita gente e eu considero um clássico do confort food: era o conhecido bolo gelado de coco! Meu problema com bolos é que eles geralmente crescem muito...hahaha.

    Bem, mas o resultado foi muito bom e, por isso, segue a receitinha:

    Ingredientes:
    (para o bolo)
    6 ovos
    360g de açúcar cristal
    300 g de farinha de trigo
    2,5 g de sal
    10 g de fermento em pó
    240 ml de leite morno
    40 g de coco ralado

    Para a calda:
    200 ml de leite de coco
    250 ml de leite
    1 lata de leite condensado
    100 g de coco ralado 

    Modo de preparo:
    Separe as gemas das claras. Bata as claras em neve com metade do açúcar. Acrescente as gemas uma a uma, batendo bem a cada adição. Acrescente o restante do açúcar e bata por mais 5 minutos. Peneire a farinha com o fermento e o sal. Abaixe a velocidade da batedeira para que a farinha não voe toda pela sua cozinha e acrescente o leite e a mistura de farinha alternando os dois em três partes iguais cada, ou seja, um pouquinho de leite, um pouquinho da mistura de farinha e por aí vai...
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    Acrescente o coco e misture mais um pouco. Jogue a massa em uma forma untada e enfarinhada de 30 x 20cm. Leve para assar a 180º por aproximadamente 40 minutos ou espete o palitinho e espere sair limpo. Tire o bolo do forno e, com ele ainda quente, fure toda a sua superfície com um garfo, mas não machuque muito a superfície do bolo. Jogue a calda por cima. Polvilhe coco e leve para gelar.

    No dia seguinte, corte pedações de 5x5 cm e embale em papel alumínio, como era de costume.


    Da calda
    Misture o leite de coco, o leite e o leite condensado. Aqueça até amornar e espere o bolo terminar de assar para jogar a calda por cima!
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    Então é isso... confort food total!!! Ah, é claro, super recomendo o livro!

    Baci
    Cacau


  • Cursos de Boulangerie (panificação)

    Na primeira semana de dezembro temos a satisfação de ter conosco o Chef Boulangère Tibiriçá Lagos, pois ele é fera em panificação. 
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    (Pão Olive - Azeitonas)

    Conheci o Chef no meu Curso de Chef de Cuisine e com ele aprendi a arte dos pães. Aliás, no melhor estilo italiano, afinal, toda a formação do Chef é italiana.
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    (Pão Integral)

    Foi durante anos morando na Itália que Tibiriçá aprendeu e se aperfeiçoou no preparo dessas delícias, que nós brasileiros amamos. Afinal, quem dispensa um paõzinho diariamente?
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    (Pão de Amêndoas e Passas)

    Os cursos são por formatados por temas, conforme segue abaixo. Há também nas informações o investimento e horários:

    Boulangerie com o Chef Tibiriçá Lagos na Cucina com Cacau:
    03, 4 e 5/12 - Pães descomplicados (investimento R$380,00) Às 14h:
    - Pão de Cerveja
    - Pão Integral
    - Pão Caseiro veloz
    - Pão Crocante
    - Panini
    - Pão de Amêndoas e Passas
    - Pão Olive (azeitonas)
    - Pão Cafone

    03/12 – Pães de Natal (investimento: R$150,00) Às 19h:
    - Panetone
    - Rotolo di Natale
    - Rosca de Goiabada
    - Pane di Epifania 

    4/12 – Pães saudáveis (investimento R$150,00) Às 19h:
    - Pão Centeio
    - Pão Integral
    - Pão Matera (grano duro)
    - Pão Multigrãos
     
    6/12 – Pães descomplicados (investimento R$380,00)
    Intensivo – 8h30 às 12h e 13h30 às 18h
    - Pão de Cerveja
    - Pão Integral
    - Pão Caseiro veloz
    - Pão Crocante
    - Panini
    - Pão de Amêndoas e Passas
    - Pão Olive (azeitonas)
    - Pão Cafone

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    (Rotolo di Natale)

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    (Panetone)

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    (Pão Cerveja)

    E aí, que tal aprender a preparar seus próprios pães? Posso afirmar: não tem nada igual: Acordar e comer seu próprio pãozinho não tem preço!!!

    Inscrições Limitadas: contato@cucinaconcacau.com.br
    Baci
    Cacau

  • Risoto ao Chianti e Linguiça

    A semana de aulas de risoto foi intensa, então vou aproveitar para passar para vocês uma receitinha nova de risoto que eu amei: o risoto ao chianti e lingüiça toscana. Chianti é um vinho tinto italiano produzido na região da Toscana.  É um vinho tinto seco, com notas de fruta muito concentrada e é produzido predominantemente com as uvas Sangiovese, cujos sabores e aromas de violeta e cereja são impressionantes.
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    É uma receita veramente italiana, sendo que na Itália é utilizada a salcchicia, para nós conhecida como lingüiça. A lingüiça toscana é a ideal, pois o teor de gordura e o acento do sabor equilibram bem com o vinho. Mas nada impede que você use qualquer outro vinho tinto seco que tenha à mão, pois cozinha é isso, aventura e ousadia!

    Esse risoto pode ser servido, tranquilamente, como prato único, dispensando qualquer outro acompanhamento. Simples de fazer, mas sendo indispensável observar aquelas regrinhas milagrosas que já passamos para se preparar um bom risoto.


    Segue a receitinha...enjoy!
    Ingredientes:
    2 cebolas roxas médias moagem
    4 gomos de linguiça toscana sem pele
    1 taça de vinho chianti
    400g de arroz arbóreo
    1 cs de manteiga
    Caldo de carne
    Azeite
    Parmesão
    Manteiga

    Em fogo médio refogue levemente a linguiça em um pouco de azeite e junte a cebola. Quando o refogado estiver dourado e macio, acrescente o arroz. Aumente a chama do fogo e toste o arroz por 2 minutos. Regue com o vinho e deixe evaporar. Vá adicionando o caldo de carne aos poucos (de concha em concha), por 18 minutos (al dente) a 20 m. Apague o fogo e finalize com o parmesão e cubos de manteiga gelada.

    Voilà!!!
    Baci
    Cacau

  • Cursos, cozinha e carpaccio!

    Hoje o post vai ser dos 3 C’s... hahaha... explico! Os últimos dias tem sido de atividade intensa! Mudança de casa, nova cozinha para os curso, calendário para os cursos desse ano, mas tem valido a pena cada minutinho, pois a cozinha ficou fofa demais e os cursos seguem bombando! Tô muito feliz heim!!!

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    Abaixo segue o calendário para os cursos ainda desse ano. Além das aulas ministradas por mim, contaremos com o Chef Alex Tonkovitch,  a Chef Patissier Alyne Depieri (Canal Doce)  e o Chef Boulanger Tibiriçá Lagos (Panetteria Vicentina). 

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    E para completar o dia quente de hoje, que tal uma receitinha delícia? Essa receita de carpaccio é ideal, pois é muito refrescante e facílima de preparar. Confira:

    Carpaccio com Vinagrete de Manga
    Ingredientes:
    200 g de carpaccio congelado
    1 manga palmer madura
    3 cs de azeite
    Caldo de ½ limão
    Sal e pimenta
    Folhas de beterraba baby ou rúcula para acompanhar

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    Descongele o carpaccio antes de montar o prato. Enquanto isso prepare o molho: corte a manga em cubos e coloque no liquidificador ou processador.  Reserve. Junte o caldo de limão, o azeite à manga e bata até virar um creme liso. Transfira para uma tigelinha ou molheira, passando pela peneira. Forre os pratos onde o carpaccio será servido com as lâminas. Regue com o vinagrete e salpique com as folhas verdes. Tempere com sal e pimenta na hora de servir. 

    Voilà!!!! Um post só de boas notícias

    Baci 
    Cacau

  • Massa Primavera

    Ando na correria por conta da mudança de residência. Acho que ainda não comentei, mas estou me mudando em razão do sucesso dos cursos da Cucina com Cacau. Isso mesmo, muito legal né!

    Como a procura pelos cursos tem sido intensa, decidi fazer uma cozinha bem legal para poder ministrar os cursos. Estamos na fase final e na próxima semana as aulinhas já vão ser na nova cozinha.

    Enquanto isso vou inventando por aqui. Essa massa é uma das preferidas do marido e eu também confesso que adoro. Gosto das cores (daí o nome que a batizei) e dos sabores, além da rapidez em prepará-la. 
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    Ontem mesmo preparei com o macarrão que tinha em casa, um farfalhe. Independente do tipo de massa, fica sempre uma delícia!

    Massa Primavera
    Ingredientes:
    250g de massa
    ½ caixinha de bacon
    250g de filé (ou outra carne que preferir ou tiver disponível)
    Azeite
    alho
    sal
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    Modo de preparar:
    Aqueça a água para o cozimento da massa e enquanto isso, aqueça em uma frigideira ou panela o azeite e frite o alho (moagem ou lascas). Em seguida adicione o bacon e frite-o. Reserve. Na mesma frigideira frite a carne cortada em emincè (tiras) ou em cubos. Depois de frita, adicione novamente o bacon e acrescente o brócolis em pequenos bouquets (o brócolis deve ser branqueado: uns 50 segundos em água fervendo e em seguida jogado na água com gelo para parar o cozimento).
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    Misture tudo e quando a massa estiver cozida, jogue-a na mistura e mexa para incorporar.
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    Voilà!
    Baci 
    Cacau


     e quando ferver coloque o macarrão e observe o tempo de cozimento no pacote.

  • Filé Mignon com Cerveja Preta e Provolone

    Numa dessas andanças pela internet a gente sempre encontra receitas que agradam, nem sempre totalmente, mas que podem ser objeto de “releitura”. Já tinha visto algumas receitas de filé com cerveja e, inclusive, já preparamos e publicamos um post de um filé com cerveja aqui no blog.
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    Esse, entretanto, me pareceu diferente, porque ao fatiar o filé e colocar o provolone, a aparência fica show e o sabor mais defumado. Também o sabor da cerveja preta na qual se marina a carne, fica bem nítido. Claro que a cerveja preta não pode ser malzebier, porque o adociado dessa cerveja com a carne fica bem ruim. Usei uma boa cerveja gourmet, a virgulino e o sabor foi fantástico.

    O toque especial eu dei criando um caramelo com a cerveja preta. Sim, um caramelo como o de pudim, mas com cerveja preta e açúcar mascavo. Ficou muito elegante tanto na apresentação como no sabor. Segue a receitinha, sem muitas medidas exatas, afinal, tudo depende do tamanho do filé...

    Filé Mignon com Cerveja Preta e Provolone
    Ingredientes
    1 peça de filé mignon
    Queijo provolone para fatiar
    1 cerveja preta em temperatura ambiente (sempre sem estar gelada)
    Tomilho
    Louro
    Sal e pimenta

    Modo de preparar
    Tempere a peça de filé com sal e pimenta e deixe marinar na cerveja preta por pelo menos 30 minutos, adicionando o tomilho e o louro.
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    Após marinar sele a peça inteira de todos os lados. Leve ao forno observando o tamanho da peça para ver o ponto do cozimento. Uns 10 minutos antes do ponto ficar ideal, retire do fogo, faça os cortes na peça sem chegar até o final para não separar e insira as fatias (não finas) de provolone.
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    Leve novamente ao forno até derreter o queijo. O tempo do assado é de aproximadamente 40 minutos, mas, novamente lembrando, depende do tamanho da peça do filé e do seu forno.

    Para acompanhar preparei batatas doces rústicas: corte as batatas doces, salpiquei com sal e no caso, tomilho. Pode ser alecrim, mas como usamos tomilho na carne, repetimos aqui. Leve ao forno até estarem assadas.
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    Para o caramelo de cerveja, leve a cerveja da marinada ao fogo e deixe reduzir pela metade. Adicione então aproximadamente uma colher de sopa de açúcar mascavo. Vá adicionando aos poucos para o caramelo não ficar duro. 

    Corte o filé em pedaços e regue com o caramelo. Voilà! Simples, lindo e delicioso!
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    Baci
    Cacau

  • Salada de Macarrão com Tapenade

    Acho que o verão chegou antecipado!!! Os dias têm sido extremamente quentes e, assim, temos que procurar por comidinhas mais leves e frias. E foi em um desses dias super quentes que criei essa saladinha, com a minha versão de tapenade.
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    A criação ficou muito boa e resolvi, então, servir também como aperitivo para minhas alunas do Curso de Culinária Gourmet e, o resultado não foi outro: elas adoraram! É uma salada fresca e bastante saborosa que vale até por uma refeição e para o jantar arrasa como prato único! Segue a receitinha:

    Salada de Macarrão com Tapenade
    Ingredientes:
    250g de macarrão (dê preferência para massa curta e na versão mini)
    200g de azeitonas verdes (já compro sem caroço... hehe)
    50g de amêndoas (pode usar também castanhas, nozes, etc e tal. Usei a versão defumada que é maravilhosa)
    4 a 5 filés de anchovas (dependendo da preferência pelo sabor mais forte)
    Suco de limão siciliano (meio limão ou pouco menos dependendo do paladar)
    Azeite

    Modo de preparar
    Cozinhe o macarrão e reserve. Nesse preparo após escorrer a massa passe-a por água fria para parar o cozimento. No processador junte as azeitonas, amêndoas, anchovas e um pouco de azeite. Eu adicionei um pouco do azeite da anchova e, assim, não precisei corrigir o sal. Após processado adicione o suco de limão (coloque as pouco e experimente para não errar) e mais azeite até obter uma consistência molhadinha. Misture a tapenade ao macarrão e coloque para gelar. 
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    Sirva geladinha!
    Voilà! É uma ótima opção para deixar já preparada para consumo posterior!

    Baci
    Cacau

  • Alcachofra com brie e molho de limão

    Quando me deparei com essa receita corri imediatamente no mercado para testá-la. EU acho a alcachofra um ingrediente super charmoso, embora o seu sabor não seja dos mais fáceis de trabalhar, pois precisa ser realçado.
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    Não são tão populares as receitas utilizando alcachofra, primeiro pelo fato acima apontado (seu sabor ou, talvez melhor, sua falta de sabor) e segundo, o preço que até então não era acessível. Atualmente, em época de safra, encontramos a alcachofra por um precinho bem camarada (eu, por exemplo, paguei R$5,99).

    Vocês sabem que eu adoro “entradinhas” e poder ter mais uma no meu rol de receitas (com esse visual lindo) me agradou muito e, o melhor, o resultado foi mega satisfatório. Vamos a receitinha e, quem sabe, você já se anima a correr no mercado comprar essa “flor” linda e preparar a sua!

    Alcachofra com brie e molho de limão
    Ingredientes:
    1 alcachofra grande
    1 queijo brie
    1 limão siciliano

    Para o molho de limão
    180 g de creme de leite fresco
    Suco de 1 limão siciliano
    50 g de cebola picadinha
    60 ml de vinho branco
    Sal
    Pimenta
    50 g de manteiga


    Modo de fazer 
    Lave muito bem a alcachofra em água corrente e cozinhe (com o cabo) em água fervendo, com o suco do limão por aproximadamente 40 minutos. Retire do fogo, passe para uma bacia com água fria para cessar o cozimento, enxugue bem e deixe esfriar. Após estar fria vá retirando as pétalas do meio para fora e colocando num prato para servir depois com o molho de limão. Retire as pétalas, preservando apenas 3 fileiras para a apresentação da flor. Com uma colher retire com cuidado toda parte espinhosa, sem ferir o fundo (o coração), lave bem, apare o cabo rente a flor e apare as pétalas com uma tesoura para deixar uma parte do coração a mostra.
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    Aqueça o brie no forno por uns 8 minutos. Após coloque-o no coração da alcachofra e gratine em forno pré-aquecido 180 graus por 10 minutos quando for servir. Sirva com o molhinho e com as pétalas (opcional).
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    Molhinho: doure levemente a cebola na manteiga, adicione o vinho branco e espere evaporar completamente. Adicione o creme fresco, o limão e cozinhe por alguns minutos. Acerte o sal, acrescente pimenta moída na hora e a cebolinha verde.
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    Para enfeitar, corte alho poró bem fininho e frite-o por imersão e coloque sobre o brie.
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  • Capirotada: Uma Surpreendente Sobremesa Mexicana

    Gosto muito de me surpreender com novas receitas e a de hoje foi uma delas. Quando minha professora Chef Ana Paula Lopes Fernandes foi ministrar a aula de comida mexicana e disse que essa sobremesa era deliciosa, ficamos um pouco desconfiados, afinal, uma sobremesa preparada com pão e rapadura pode ser “ tudo isso”?
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    Sim, a resposta é um SIM com letras garrafais! Com certeza hoje é uma das minhas sobremesas preferidas, sem contar que é mega fácil de preparar. Quando a produção do Programa Vitrine Revista me ligou para convidar para mais uma participação e pediu o preparo de uma sobremesa, imediatamente optei pela capirotada! Hahahaha...o nome é bem legal né?
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    A capirotada é uma espécie de pudim de pão mexicano e é muito consumida durante a quaresma no México desde a antiguidade. É uma prato tradicional desse período praticamente vegetariano em muitas regiões do México.
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    Vamos à receitinha apresentada e preparada hoje no Programa Vitrine Revista, sob a batuta da apresentadora Lu Oliveira:

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    2 pães franceses
    75 g de rapadura
    1anis estrelado
    água (quantidade necessária)
    1 canela em pau 
    1 laranja (casca e suco)
    30g de amendoim (torrado)
    15 g de frutas cristalizadas
    50 g de queijo minas ralado
    50 g de nozes picadas grosseiramente
    15 g de passas
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    Modo de preparar:
    Torrar o pão no forno. Em uma panela fazer uma calda com anis, água, canela, suco e casca de laranja. Tem que ficar uma calda encorpada.
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    Montagem: 
    Coloque a calda por cima do pão grosseiramente cortado com as mãos e após o amendoim, frutas cristalizadas, nozes, passas e regue com um pouco de creme de leite fresco. Polvilhe o queijo minas ralado. Leve ao forno para gratinar.

    Voilà! Gosto de servir acompanhada de um sorvetinho de creme!
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    Baci
    Cacau

  • Batata Laminada com Presunto Cru

    Tem dia que não dá pra escapar de uma gordice! Ontem foi um desses dias. Marido pediu uma bela e gorda batata laminada com “tudo que tinha direito” segundo ele. Então, foi mãos a obra e o resultado foi aquela batata de comer rezando!
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    Depois dessa gordice, vamos ficar sem comer batata por um ano...hahaha! É uma receita muito simples de preparar e, com certeza, agrada gregos e troianos! É uma boa pedida para preparar no jantar e servir como prato único. O recheio pode ser feito a gosto, eu preparei com presunto cru e queijo gruyère porque é o meu preferido e, ainda reguei com molho Alfredo!
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    Ingredientes
    6 batatas médias
    fatias de presunto cru (ou bacon, copa, presunto normal etc e tal)
    queijo gruyère
    2 colheres (sopa) de margarina
    azeite
    sal
    pimenta do reino

    Como fazer
    Lave as batatas, descasque e cozinhe com um pouco de sal até ficarem macias mas não moles demais. Pré-aqueça o forno a 200ºC. Feito isso, com uma faca bem afiada fatie as batatas.
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    Os cortes devem ser verticais, ao longo da batata, e de aproximadamente 1cm a 2cm. Muito cuidado, pois os cortes não podem ir até o fim. Pare 1cm antes, para que as fatias não se soltem na próxima etapa ou na hora de assar. Elas devem ficar presas pela parte inferior. Coloque as batatas laminadas em uma assadeira untada com azeite. Intercale o recheio nos cortes.
    b6.jpgb5.jpgEm seguida, derreta a manteiga e regue cada batata com ela. Tempere a gosto com sal, pimenta ou qualquer tempero que preferir. Asse em forno pré-aquecido por 40 minutos ou até que o recheio esteja a gosto (presunto torradinho e queijo derretido).
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    Por fim, se desejar, regue com Molho Alfredo:
    1 cs de manteiga
    1 creme de leite fresco
    100 g de parmesão aproximadamente.
    Aqueça a manteiga, adicione o creme de leite e espere levantar fervura. Coloque o parmesão e mexa suavemente até engrossar (não precisa de sal).

    Voilà! É gordice e sabor para mais de metro!

    Baci
    Cacau

  • Verdejo: Um refresco para a alma.

    Eu adoro vinhos brancos, principalmente os mais frescos e verdejo está entre minhas uvas favoritas para dias quentes e com menus despretensiosos (ou até mesmo sozinho).

    Em uma noite de calor escolhi um rótulo feito com a uva Verdejo para abrir a noite.

    A verdejo é originária da região de Rueda, uma denominação de origem de Castylla y Léon e a maior produtora de brancos no país e dá origem a vinhos ácidos, frescos e com boa concentração da fruta. 

    Já provei alguns mais concentrados, que acompanharam com perfeição uma paella, mas esse rótulo que sugiro hoje é perfeito, como disse acima, para aperitivos leves ou até mesmo para ser degustado sozinho ao final de um dia quente ou à beira da piscina:
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    Estou falando do Nebla, 100% verdejo, safra 2013.
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    Confesso que comprei pelo rótulo, pois apesar de gostar muito dessa uva, não conhecia a vinícola e tive uma agradabilíssima surpresa.

    Sem aquele nariz enjoativo que as vezes assusta quem não curte vinhos brancos, trouxe aromas cítricos como limão e tangerina, com uma acidez equilibrada em boca e boa persistência.

    Acompanhei com um brie ao mel e amêndoas e um queijo holandês com nozes e o resultado foi perfeito.
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    Quer mais um motivo para prová-lo? Paguei em torno de R$30,00 no Angeloni.
      
    Se não agradar, guarde para um risoto (vinhos mais ácidos são excelentes para o prato).

    Um beijo e até semana que vem!
    Keli

  • Bunuelos de morango flameados con tequila

    Quem me conhece sabe que doce não é meu ponto fraco. Como pequenas porções apenas esporadicamente, mas também confesso que esporadicamente gosto de preparar uma receitinha de doce.
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    A receita de hoje eu aprendi no Curso de Chef de Cuisine e tem origem mexicana. É simples e fácil de preparar e o resultado... huuumm... delicious!

    Vale a pena conferir e preparar. Segue a receitinha:

    Ingredientes:
    ½ cs de manteiga sem sal
    1 cc de essência de baunilha
    3 cs de açúcar refinado
    1 cs de água
    1 xícara de chá de morango
    50 ml de tequila branca
    8 tortilhas de farinha de trigo (pode ser rap)
    Óleo para fritar
    Açúcar de confeiteiro para enfeitar

    Modo de preparar:
    Numa frigideira derreta a manteiga, o açúcar (refinado), a água e a essência. Corte os morangos ao meio e coloque na frigideira com as partes cortadas para baixo, deixando até que fique dourados. Desligue o fogo e reserve-os na geladeira. Frite as tortilhas com azeite em imersão. Retire os morangos da geladeira, coloco na frigideira (a mesma) e após aquecê-los flambe-os com a tequila (só na hora de servir). Recheie as tortilhas com os morangos, deixando alguns para enfeitar. Salpique com o açúcar de confeiteiro.
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    Voilà!!! Uma doce semana para todos!
    Baci
    Cacau

  • Risoto Parmegiana – a receita clássica

    Acredito que é muito difícil encontrar alguém que não se delicie com um risoto bem preparado. É um prato que agrada os mais diversos paladares e com a possibilidade imensa de variar os sabores. Mas para variar os sabores, é necessário saber como preparar a clássica receita do risoto. A base é sempre essa e o que diferirá será a saborização com ingredientes diversos e, claro, alguns segredinhos para que o resultado dessa saborização seja perfeitinho.

    Então, comecemos pelo básico:

    Risoto Parmegiana
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    Ingredientes:
    200g de arroz arbóreo
    1/2 l de caldo de legumes (preparado com água, mirepoix, bouquet garni e cebola pique)
    150ml de vinho branco
    100g de manteiga
    100g de queijo parmesão
    Cebola picada (moagem) à gosto

    Modo de preparar:
    Colocar um pouco da manteiga (uns 20g) junto com azeite na panela e aquecer. Fritar a cebola e, após isso, colocar o arroz. Dar uma leve selada no arroz e em seguida, adicionar o vinho, deixando-o evaporar. Colocar 2 conchas de caldo e mexer e, à partir desse momento cronometrar 18 minutos, mexendo sem parar o risoto e ir adicionando conchas do caldo (uma a uma) até o final do cozimento. Duas regras básicas indispensáveis: mexer o risoto todo o tempo (com delicadeza) e colocar uma concha de caldo por vez. Sim, é para ressaltar esses dois detalhes. Ao final de 18 minutos, o arroz estará al dente. Se preferir um pouco menos al dente, deixe no máximo 20 minutos, porque à partir desse tempo o risoto já ficará uma papa! Desligar o fogo, adicionar a manteiga gelada em cubos (só gelada dará o brilho no risoto) e incorporá-la no risoto, seguido do queijo parmesão. Servir imediatamente!

    No nosso Curso de Culinária Gourmet, preparamos algumas receitinhas de risoto de comer rezando, vejam:

    Limão siciliano:
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    Carne seca com abóbora:
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    Brie com damasco:
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    Pera com gorgonzola:
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    Voilà! Que tal preparar uma jantinha especial com um risoto para hoje?

    Baci
    Cacau
  • Pão de Mel FIT


    Para começar uma doce semana, escolhemos uma receitinha que é um sucesso e, embora seja um clássico, fiz uma releitura da mesma e criei esse delicioso pão de mel fit!
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    O pão de mel tem uma trajetória rica e interessante. Na pré-história o mel era utilizado como alimento e até o surgimento do açúcar, no século XVI, era ele que adoçava as delícias consumidas pela população.

    A história se deu início a partir do momento em que os egípcios, gregos, romanos e chineses começaram a fazer uma espécie de pão aromatizado com mel, e ao longo dos anos e séculos a receita foi se modificando e conquistando outros povos. Com o aparecimento das especiarias vindas da Índia e do Oriente Médio o pão foi enriquecido com canela, cravo e gengibre, o que lhe confere até hoje este paladar tão exuberante, e as receitas foram se multiplicando tanto que o pãozinho acabou virando um bolinho.
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    Bem, o segredinho dessa receita fit são as substituições, ou seja, alquimias culinárias que adoramos fazer para tornar a comidinha mais magra. Aqui subsituí 3 ingredientes básicos do pão de mel:
    - a farinha branca pela integral
    - o mel por agave e,
    - o cacau por alfarroba

    E o resultado foi fantástico! O sabor e a textura ficam exatamente iguais e só mesmo denunciando é que se descobre tratar-se de uma versão fit! Anotem aí:
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    Pão de mel fit:
    Ingredientes:
    2 ½ de farinha integral
    1 xícara de chá de agave
    3 cs de alfarroba
    2 xícaras de chá de água
    1 cc de canela em pó
    ½ cc de noz moscada (opcional mas utilizo)
    1/2  cc de cravo da índica em pó (opcional)
    1 cc de essência de baunilha
    1 cc de bicarbonato
    1 cc de fermento em pó
    130 g de alfarroba para cobertura

    Modo de preparo:
    Bata todos os ingredientes na batedeira ou à mão, com exceção da alfarroba da cobertura. Unte um refratário ou utilize forma ou forminhas de silicone (usei de silicone de coração) e coloque a massa, levando ao forno a 180 graus por uns 30 ou 40 minutos aproximadamente (faça o teste do palito de dente para conferir se está assado). Desenforme o bolo e cubra com uma calda de alfarroba. Preparo a calda utilizando apenas o leite e alfarroba para ficar com ponto de brigadeiro mole. 
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    Voilà...de comer rezando sim e o melhor: magrinho! Aliás, em breve, abriremos novo curso no Cucina com Cacau: além da comidinha gourmet, agora também comidinha light (funcional). Informações pelo e-mail: contato@cucinaconcacau.com.br

    Baci
    Cacau

  • Curso de Introdução ao Mundo do Vinho

    Hoje vou roubar um pouco a cena da nossa expert Keli Bergamo e falar um pouco de vinhos. Na verdade, hoje venho fazer uma recomendação. Explico: trata-se de um curso básico de conhecimento de vinhos, ministrado pelo expert William Máximo.
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    Há pouco tempo eu fiz esse curso e amei...a didática do William e os conteúdos abordados nos fazem dar um passo importante – inicial, mas importante – para o conhecimento desse mundo maravilhoso (como o da comida...hehehe) do mundo dos vinhos.

    Seguem informações do curso com minha super recomendação. É fazer e se apaixonar!
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    Curso de introdução ao mundo do vinho:
    Composto de uma aula semanal de 2 horas, com início às 19h30.  Para o primeiro módulo, serão degustados 12 tipos de vinhos durante o curso, sendo 3 tipos por aula.

    Aula I
    Breve apanhado histórico;
    Introdução ao mundo do vinho;
    Conhecimentos básicos sobre as principais uvas brancas;
    Conhecimentos básicos sobre as principais uvas tintas;
    Clima, solo e plantio e colheita;

    Aula II
    Vinificação de tintos;
    Vinificação de brancos e rosados;
    Vinificação de espumantes;
    Vinificação de fortificados e sobremesas;

    Aula III
    Influência do carvalho; 
    Garrafas, rolhas e rótulos;
    Técnicas de degustação;

    Aula IV
    Harmonização de vinho e comida;
    Serviço do vinho;

    Investimento no Curso
    R$250

    Contato
    Enoteca Decanter - 43 3024-0010

    Voilà!!!! Que tal aprendermos harmonizar nossas deliciosas receitas com os vinhos apropriados?
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    Baci
    Cacau

  • Fudge de Avelã e Cranberry

    Vocês devem se lembrar que há pouco mais de um mês eu terminei o módulo de pâtisserie do meu Curso de Chef de Cuisine. Além do módulo regular, fiz também, o Curso de Especialização em Patisserie, ambos com o renomado Chef Laurent Grolleau. 
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    Foram momentos de alta pâtisserie!!! Quase todas as receitas que preparamos demandam muito tempo e complexidade. Por isso nem tem como passar para vocês as receitinhas, porque não são práticas...hahahaha!

    Mas entre tantas, consegui selecionar uma bem fácil e prática para preparar e que é um show: o fudge de aveia e cranberry. É uma receita que leva chocolate e para os franceses seria classificada como um “bombom”. Segue então a receitinha:
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    Fudge de avelã e cranberry
    Ingredientes:
    260 gs de leite condensado
    300 gs de chocolate amargo 70%
    10 gs. de manteiga
    70 gs de avelã (dourada no forno)
    70 gs de cranberry

    Modo de preparar:
    Esquentar em uma panela em banho maria (curiosidade: a água da panela não pode encostar no bowl onde os ingredientes serão misturados e derretidos) com o leite condensado e a manteiga. Após dissolver a manteiga, acrescentar o chocolate em pedaços e misturar com uma espátula até derreter. Deixar cozinhar alguns minutos. Quando o preparo engrossar adicione as avelãs e o cranberry (pode ser outra combinação de castanhas com uma passa, por exemplo ou, só castanha...aí vai da imaginação e disponibilidade de ingredientes). Despejar tudo em uma assadeira forrada com papel manteiga (ou, se tiver um silpat basta) e alisar até formar uma placa de uns 4 a 5 cm. Reservar na geladeira e após gelado, cortar em retângulos de 30 x 25. 
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    Voilà!!!!!!
    Baci 
    Cacau

  • Fettuccini ao molho de salame italiano e ervas

    Quem não ama uma bela pasta? Eu acredito que macarrão é quase uma unanimidade e deve ser por isso que tivemos praticamente um módulo do Curso de Chef de Cuisine inteirinho só de massas!
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    Eu amo uma deliciosa pasta... de todos os formatos, com todos os molhos...Essa semana do Curso de Culinária Gourmet do #cucinaconcacau foi dedicada a “molhos” e, claro, acompanhando massas.

    A receitinha de hoje é tipicamente italiana e no Brasil, não é muito popular...mas garanto a vocês que é um arraso! Mais uma receitinha diferente para variar o cardápio! Buono appetito!

    Fettuccini com molho de salame italiano e ervas frescas
    Ingredientes:
    250 gs. De salame italiano sem pele fatiado
    100gs de cebola cortada em rodelas finas
    3 gs de alho
    100 ml de azeite
    250 gs de tomate concassê (já explico como fazer)
    2 folhas de louro
    Folhas de majericão e tomilho frescos
    Sal, pimenta e orégano a gosto
    Vinho tinto (opcional)

    Modo de preparar:
    Tomate concassé é nada mais que tomates sem pele e sem sementes. Prepará-lo é fácil: escolha tomates maduros e firmes. Providencie um corte aparente na forma de cruz na ponta do tomate.Em água fervente coloque o tomate e deixe-o por aproximadamente 30 segundos  ou até que comece a soltar levemente a pele na parte do corte em cruz (não pode deixar cozinhar!). Retire-o da água fervente e, coloque num recipiente com água gelada, pode ser colocados cubos de gelos para esfriar com maior brevidade o tomate. Esse procedimento é necessário para interrupção do cozimento do tomate.  Após esse processo, retirar a pele do tomate. Retire as sementes e vai corte a polpa em cubinhos. Pronto, você acaba de fazer o tomate concassé. Reserve.
    Em uma frigideira salteie o alho, acrescente a cebola e refogue. Junte o salame e doure-o. Adicione os demais ingredientes (reserve umas folhas de manjericão para a finalização do prato) e cozinhe até que os tomates estejam macios e que o molho tenha consistência. Se for utilizar o vinho tinto, após colocar os tomates coloque um pouco dele.
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    Baci
    Cacau
  • Curso de Culinária Gourmet!

    O curso de culinária gourmet do #cucinaconcacau está a todo vapor! São duas turmas (segunda e quartas) e 9 módulos: entradas, saladas, molhos, massas, risotos, carnes vermelhas, aves, peixes e sobremesas.
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    A idéia surgiu em razão de muitos pedidos das clientes e amigas e não poderia ter sido melhor! Além de estar muito feliz em poder compartilhar essa paixão, a cozinha, com as alunas, ainda me divirto muito fazendo o que gosto.
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    A metodologia de aula prática e não aula show foi certeira: todo mundo com a mão na massa para assimilar os preparos! E as receitinhas, tem agradado muito...difícil é fazer a seleção, pois tenho milhares de receitas boas e práticas.
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    Aliás, a tônica do curso é essa: receitas gourmets e práticas, afinal com a correria do dia-a-dia já não temos tempo de ficar horas na cozinha! Mas o importante é conciliar o lado gourmet das comidinhas e a praticidade em prepara-las não é?
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    Se você tem interesse em compartilhar dessa experiência conosco, em breve teremos novas turmas e, mais uma novidade: vamos trabalhar com a cozinha kids, ou seja, teremos turmas de Juniors Chefs!!!! Nosso contato para mais informações sobre as novas turmas e módulos é contato@cucinaconcacau.com.br

    Voilà! É cozinhando que somos felizes!

    Baci
    Cacau

  • Batata Raclette e Vinhos

    Há alguns dias fui convidada para provar uma batata raclette na casa de um casal muito querido. Confesso que não conhecia o prato... Os anfitriões me explicaram como era, o modo de preparo, ingredientes e tal (na foto abaixo a panela que se usa para a iguaria) e fui pesquisar sobre os vinhos adequados.
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    O prato nada mais é do que uma deliciosa combinação de batatas pré cozidas e mantidas quentinhas pelo calor da panela, que também serve para charmosamente (através dessas pazinhas ali embaixo dela) derreter os queijos ( a base do preparo é o raclette, mas podem ser adicionados outros queijos e outros acompanhamentos). 
    Comecei minha pesquisa e vi que todos sugeriam harmonização regional, ou seja, com vinhos do local onde nasceu o prato, a Suíça. Como o único importador de vinhos suíços não está mais trazendo esses rótulos, já parti para vinhos de outro país.
    Fiz a opção por vinhos de presença (o raclette é um queijo de sabor marcante),porém mais leves, e acabei optando pelo Vale do Loire na França.
    Escolhi um sauvignon blanc e um pinot noir:
    - Mademoiselle de “T” Du Chateau de Tracy, safra 2012. Um poully-fumé como deve ser: Perfumado, rico, com um leve defumado que caracteriza os vinhos dessa appellation, como são chamadas as sub regiões francesas. Custa em torno de R$120,00 na Decanter.
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    - Unique, safra 2011. Já havia provado o Sauvignon blanc deles e adorado. Com esse pinot não foi diferente. Brilhante, com uma delicadeza impressionante. Aromas de frutas silvestres e até um pouco floral. Na boca, sustentou até o bacon sem se perder. Custa em torno de R$100,00 também na Decanter.
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    Gostaram?? Fica a dica para quem quer conhecer um pouco mais do Vale do Loire com rótulos de bom custo benefício ou simplesmente repetir a harmonização com batata e queijos em casa.
    Um beijo e até semana que vem!
    Keli

  • Vol-au-vent

    Semana passada iniciei o Curso de Culinária Gourmet do Cucina com Cacau com duas turmas. O curso é composto de 9 aulas, sendo cada uma referente a uma especialidade da cozinha. Assim, temos as seguintes aulas: entradas, saladas, molhos e caldos, massas, risotos, carnes vermelhas, aves, peixes e sobremesas.
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    No menu da aula de entradas incluí a receitinha de hoje que é uma delicadeza tanto de apresentação como de sabor. O preparo, como sempre, é simples e o resultado, uma junção de sabores incríveis. Aprendi o preparo da mousseline com o Chef Laurent Grolleau então, como podem imaginar, é coisa fina!

    Vol-au-vent com mousseline de mascarpone e salmão defumado

    Ingredientes
    Massa folhada
    100 gs. de salmão defumado
    ½ limão siciliano
    Dill (endro)
    Pimenta do reino
    Pimenta rosa
    160 gs. de cream cheese
    80 gs. de mascarpone
    1 limão verde para raspas

    Modo de preparar
    Corte círculos de massa folhada e arrume em pequenas forminhas formando cestinhas. Leve ao fogo para assar. Reserve.
    Cortar o salmão em brunoise (pequenos quadradinhos de 1 cm x 1cm) e o dill bem fino. Misturar os ingredientes e temperar com pimenta do reino. Reservar na geladeira.

    Bater o cream cheese e o mascarpone (batedeira ou a mão) e após conseguir a cremosidade, adicionar as raspas de limão. Reservar na geladeira.
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    Para montar, pingue um pouco da mousseline nas cestinhas de massa, colocando no centro um pouco da brunoise de salmão. Finalizar com uma pimenta rosa. 

    Baci
    Cacau

  • Tortilla Espanhola

    Uma das coisas que mais me agrada no Curso de Chef de Cuisine é aprender a preparar os clássicos das cozinhas. Ontem tive uma aula só de ovos e, confesso, superou minhas expectativas! Tudo tão simples e complexo ao mesmo tempo.
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    Explico. Coisas simples como fritar um ovo, cozinha-los ou mesmo preparar omeletes exigem técnica para que o resultado seja bem melhor do que aquele do nosso dia-a-dia. Enfim, estou ainda in love com os preparos de ovos.

    Para nossa receitinha de hoje eu escolhi a Tortilla Espanhola que entre tantas receitas de ovos, é uma ds mais fáceis de preparar e fica uma delícia!!!!! Uma dica: vai bem como prato único para o jantar!

    Tortilla Espanhola
    Ingredientes:
    400g de batatas
    100g de cebolas
    4 ovos
    240 ml de óleo ou azeite
    Cebolinha
    Sal e pimenta à gosto

    Modo de preparar:
    Descasque as batatas e corte-as em rodelas bem finas. Corte a cebola também em rodelas, porém, um pouco mais grossas. Esquente o óleo em uma frigideira e frite as batatas. Quando estiverem macias, adicione a cebola. Enquanto fritar as batatas e a cebola, bata os ovos em uma tigela até que fiquem volumosos. Acrescente a cebolinha, sal e pimenta. Misture bem. Adicione na frigideira e cozinhe em fogo brando até que a parte inferior fique dourada. Depois disso, ou vire a massa para que doure do outro lado ou, coloque a frigideira no forno para terminar de dourar. Pode ser servida quente ou fria!
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    Baci
    Cacau.

  • Os vinhos de Israel

    Lembram que na última semana comentei sobre como montar uma degustação em casa?? Então... naquele evento optamos por provarmos vinhos de Israel.
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    Nunca havia provado nenhum rótulo de Israel até passar uma temporada nos Estados Unidos com um supermercado kosher (especializado em produtos destinados ao consumo dos judeus e certificados por um rabino como puros segundo a legislação judaica) em frente a meu hotel e onde a oferta desses vinhos era enorme. A experiência foi muito interessante e por isso resolvi repetir com amigas por aqui.

    Pouca gente sabe, mas a produção de vinhos Israel reporta à Antiguidade, embora um mercado estável só passou a surgir no final do século XIX.

    Em meados de 1.980 os produtores passaram a produzir uvas “clássicas” como a cabernet sauvignon, merlot e chardonnay e essa época marcou o início da produção de vinhos secos e espumantes de qualidade a concorrer internacionalmente. 

    Aqui no Brasil os rótulos não são muito acessíveis como nos Estados Unidos (provei excepcionais exemplares por U$20), mas escolhi os dois mais baratos que encontrei  pra indicar a vocês:

    - Yarden Mount Hermon White, Galiléia, safra 2012, feito com chardonnay, semillon, sauvignon blanc e viognier. Amarelo claro, perfumado com toque de frutas cítricas, bem refrescante e equilibrado. Persistente, não se intimidou com o prato escolhido para harmonizar com o tinto ( um carneiro de sucot), embora tenha harmonizado melhor com as entradas (queijos e pães). Custa em torno de R$80,00 na Século.

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    - Yarden Mount Hermon Red, Galiléia, safra 2012, feito com cabernet sauvignon, cabernet franc, malbec, merlot e petit verdot. Vermelho profundo, com nariz de frutas vermelhas e um toque de especiarias. Casou perfeitamente com o carneiro (essa receita leva tomates, tomilho, alecrim e azeitonas). Prontíssimo para ser degustado, custa em torno de R$100,00 na Século.

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    Resumindo: excelentes opções para sair do comum e ainda impressionar os amigos.
    Gostaram das dicas? Semana que vem tem mais! 
    Um beijo!
    Keli

  • Pão de queijo: o autêntico!

    Ando totalmente envolvida com o curso de boulangerie, que faz parte da minha formação como Chef de Cuisine. Estou tendo o prazer de desfrutar das lições do Chef Boulanger Tibiriçá Lagos, um exímio Chef de formação italiana. Há pouco mais de dois anos no Brasil, o Chef  trouxe o melhor da panificação italiana para nós.
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    As receitas são bárbaras e os pães tem o seguem a linha da panificação italiana, ou seja, são pães mais firmes e de sabor mais intenso. Uma loucura! 
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    O pão de queijo, na verdade, é uma construção brasileira, mas é imprescindível, num curso de panificação, uma boa receita. A de hoje é fantástica: um pãozinho com sabor realmente de queijo e com uma textura que eu amo: casquinha crocante e recheio bem cremoso. Nada parecido como aqueles pãezinhos que comemos por aí e lembram um biscoitão de polvilho. Vale a pena preparar essa receita! 
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    Pão de queijo
    Ingredientes:
    250 g de polvilho doce
    250 g de polvilho azedo
    120 ml de água
    120 ml de leite
    120 ml de óleo
    3 ovos
    2,5 g de sal
    150 g de queijo mussarela ralado
    150 g de parmesão ralado
    (*importante usar queijos de boa qualidade que vão realçar o sabor)

    Modo de preparar:
    Em um bowl (ou outro recipiente) misture os polvilhos e reserve. Em uma panela ferva a água, o leite, o óleo e despeje sobre a mistura de polvilhos. Mexa e acrescente os ovos um a um e por último os queijos. Amasse com as mãos. A massa fica bem grudenta. Unte as mãos com óleo para modelas as bolinhas e asse em forno pré-aquecido a 200graus até que estejam assados (com a casquinha bem crocante)
    (*rendimento 1 kg de pãezinhos)
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    Voilà! Olhem que delícia!!!

    Baci
    Cacau

  • Como fazer uma degustação em casa.

    Esses dias vi uma entrevista com Marcelo Tas onde ele contava sobre sua paixão por vinhos e uma frase em especial me marcou:  "O vinho é uma bebida que tem uma marca clara: o encontro". Concordo plenamente com essa ideia e por isso mesmo quase todas as reuniõezinhas que faço com os amigos são acompanhadas por bons vinhos.

    Em algumas vezes, aproveito pra fazer uma degustação mesmo, comparando rótulos, falando um pouco sobre o assunto... Nada muito cansativo, apenas para dar um ar diferente ao bate papo.

    Mas como fazer uma degustação em casa??? É sobre isso que vamos falar hoje!

    Primeiramente é necessário reunir os amigos que apreciam vinhos. Quem não gosta acha tudo muuuuuuuuito chato.

    O segundo passo é estabelecer o tema, como vinhos de uma determinada região, estilo, uva, forma de envelhecimento, entre outros.
     
    Vale elaborar um materialzinho com dados sobre os vinhos, nem que seja apenas a ficha técnica, possibilitando aos participantes algumas informações sobre o que está sendo provado.

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    O terceiro passo é pensar num prato que harmonize com os vinhos, valorize-os,e torne a noite ainda mais proveitosa. Caso não queira harmonizar com os vinhos da degustação, providencie pães e azeites para acompanhá-los e isso já será suficiente. Depois escolha um vinho para acompanhar o jantar propriamente dito.

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    Além disso, algumas outras dicas são preciosas para que a degustação seja um sucesso:
    - Fique atento à temperatura dos vinhos, pesquise qual a adequada para cada rótulo, prepare baldes de gelos, o que for necessário para tirar o melhor proveito de cada rótulo;
    - Escolha toalhas de fundo branco, que facilitam a análise da cor dos vinhos. Se não for possível, deixe guardanapos brancos (de papel mesmo)a mão e eles servirão de fundo;
    - Prefira taças de cristal, mas, não sendo possível, busque as mais finas;
    - Tenha um bom abridor em mãos, evitando constrangimentos com rolhas enroscadas ou quebradas.
    - Não se esqueça de acompanhar os vinhos com água – com ou sem gás.
    Para ilustrar como fazemos e também como forma de homenagear minhas amigas e maiores incentivadoras Alessandra, Amanda e Miriana, as fotos de hoje são de nosso último encontro, onde provamos vinhos israelenses e sobre os quais falarei na próxima semana.

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    Gostaram da ideia?  Que tal tentarem em casa e contarem pra gente? Postem fotos e usem a #cucinaconcacau pra gente ver.

    Beijos e até a semana que vem!
    Keli

  • Programa Vitrine Revista 2

    Confesso que estou amando estes convites para compartilhar meu amor pela cozinha nos programas de TV aqui em Londrina-PR!
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    A experiência do dia: Fui novamente ao Programa Vitrine Revista com a queridíssima apresentadora Lu Oliveira e produção de Fernanda Charif, apresentar 2 receitas fantásticas para receber os amigos em casa! São entradas fáceis e práticas, mas que agradam os mais delicados paladares.

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    E a primeira receita foi: Figo com Gorgonzola e Mel
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    Não tem nenhum segredo: Corte os figos em metades, cubra cada uma com queijo gorgonzola e mel, leve ao forno e voilà! Repare que a gorgonzola é "esfarelada" com a mão mesmo!

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    Em seguida, na minha opinião e na da Lu também, a mais perfeita entrada (além da super apresentação que ela nos oferece!) foi a de Catupiry ao Mix de Castanha e Damasco:

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    Mix de castanha e damasco:
    Uma porção de castanha de caju, amêndoas e nozes pecã (ou qualquer outro tipo de castanhas); uma porção de damasco seco ; alho. Quebre as castanhas em pedaços pequenos e corte o damasco em pequenos cubos. Junte-os e reserve. Aqueça azeite e frite o alho em lâminas ou em pedaços, como preferir. Reserve.
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    Catupiry:
    Retire o catupiry da caixinha e embale em um saco plástico para dar forma ou, como eu faço, coloque esse saquinho dentro de uma forma dessas que soltam a base. Deixe gelar um pouco e quando estiver com uma consistência firme, tire do plástico e coloque sobre o recipiente onde vai servir. Se desejar pode cortar o catupiry ao meio para rechear (é mais difícil) ou, despeje diretamente o mix de castanhas e damasco diretamente sobre ele, salpicando com o alho frito. 
    Acompanhe com torradas para servir.
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    PS: O que acharam da minha doma personalizada? hahahaha eu amei!
    PS 2: Quando eu disse "estes convites dos Programas de TVs" quero dizer que: Amanhã tem mais! Gravo pela 2ª vez o Programa Versão Mulher. Aguarde a próxima receita!!!

    Baci
    Cacau.
  • Delícias do Rhône

    Há alguns dias estive na Grand Cru para degustar alguns rótulos do Vale do Rhône, região francesa conhecida por seus incríveis vinhos feito com a uva syrah.
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    O evento foi conduzido pelo Sr. Hervé Robert, diretor de exportação da vinícola Delas Freves, que conseguiu trazer ao seleto grupo a exata dimensão do que é esta vinícola respeitadíssima no mundo todo.
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    Provamos diversos vinhos, todos especiais e em diferentes faixas de preço, o que pode ser bem interessante para quem quer conhecer um pouco mais sobre a região.
    Em todos os exemplares fica clara a política da vinícola de se extrair o máximo do terroir, respeitando as características do solo, da uva e proporcionando sempre um padrão de qualidade, sejam nos seus exemplares mais baratos, seja em seus carros chefes.
    Foram diversos rótulos – de rosés a vinhos de sobremesa – mas hoje apresentarei três deles a você:

    - Domaine Des Tourette, safra 2010: Um Hermitage (sub região do Rhone). Vermelho produndo, 100% Syrah, aroma defumado, com especiarias e um toque salgado que remete a azeitonas. No paladar achei um pouco fechado, mesmo tendo sido decantado por mais de duas horas antes de servido. Segundo o Sr. Hervé, 2.010 foi uma as melhores na região, pelo que o vinho compensa o investimento. Já vem recebendo ótimas pontuações e custa em torno de R$490,00.
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    - Domaine Des Grands Chemins, safra 2010: Um Crozes-Hermitage 100% Syraz, totalmente pronto para ser consumido. Um vinhaço que não chega a R$200,00 e que é um grande achado tratando-se de um ícone dessa região.
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    - Ventoux, safra 2012, 80% grenache e 20% syrah:. Aromas de frutas vermelhas silvestres. Muita delicadeza e corpo mais leve. Custa em torno de R$50,00. Uma delicinha, que harmonizou muito bem com o cassoulet que foi servido pelos anfitriões.
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    Gostaram? Aqui em Londrina quem representa os vinhos da Grand Cru é a Vinhos & Cia. 
    Um beijo e até semana que vem!
    Keli

  • Panna Cotta

    A panna cotta (em italiano significa literalmente "nata cozida") é uma sobremesa típica da região italiana, especificamente do Piemonte. É uma sobremesa extremamente fresca e de sabor delicado.
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    A dificuldade dessa sobremesa é o ponto, porque muitas vezes comemos panna cotta muito firme em razão da gelatina que se utiliza na receita. Essa receita de hoje aprendi no Curso de Chef de Cuisine e, se executada ao pé da letra resulta numa sobremesa extremamente cremosa e que agrada a todos os paladares.

    Mãos a obra, então!

    PANNA COTTA
    Ingredientes
    Panna:
    500 ml de creme de leite (fresco)
    100 ml de leite
    125 g de açúcar 
    3 folhas de gelatina
    1 fava de baunilha

    Modo de preparo:
    1. Hidratar a gelatina em água gelada por 5 minutos.
    2. Ferver o leite, o creme de leite, o açúcar e a baunilha.
    3. Desligar o fogo e acrescentar a gelatina (apertar com as mãos para tirar o excesso de água da hidratação)
    4. Colocar a mistura em um bowl e esfriá-la em banho maria invertido (um recipiente com água e gelo embaixo do bowl com a mistura. Só esfriar, não resfriar)
    5. Enformar da maneira que preferir e levar a geladeira para descansar por no mínimo 4 horas.

    CALDA
    Ingredientes:
    200 g de morango
    200 g de framboesa 
    200 g de açúcar

    Modo de preparo:
    Misturar todos os ingredientes e deixar no fogo até reduzir ao ponto desejado. Depois de fria adicionar sobre a panna e enfeitar com frutas vermelhas frescas.
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    Voilà!!!! Não é de comer rezando?
    A apresentação depende da criatividade de cada um! Preparamos em duas versões que ficaram bem bonitas não acham?

    Baci
    Cacau

  • Curso de Culinária Gourmet!

    Atendendo a inúmeros e carinhosos pedidos resolvi voltar a ensinar. Fui professora universitária e de pós-graduação por quase 10 anos e sempre amei ensinar. Nos últimos anos tenho andado “in love” com a culinária e por essa razão, procuro a cada dia aprender e me aperfeiçoar mais e, nada mais justo que dividir isso com outras pessoas que tem o mesmo interesse pela culinária.
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    Formatei um curso prático para pessoas com qualquer nível de cozinha, isto é, para aqueles que já cozinham ou nunca cozinharam. O segredo é ter boas receitas, orientação e por a mão-na-massa literalmente!

    O Curso de Culinária Gourmet da Cacau será composto de 9 aulas, sendo em cada uma executados preparos específicos sobre o tema proposto. Assim, teremos, na ordem, as seguintes temáticas:
    1. Entradas
    2. Saladas
    3.Molhos
    4. Massas
    5. Risotos
    6. Carnes vermelhas
    7. Aves
    8. Peixes
    9. Sobremesas

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    As aulas serão práticas e assim, em cada aula, os participantes prepararão uma média de 3 a 5 pratos em duplas que serão formadas.  Os preparos serão precedidos da explicação acerca da receita para nortear a execução que será supervisionada. Ao final dos preparos, haverá a degustação dos mesmos. 
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    Os participantes também serão orientados acerca da harmonização dos pratos, ou seja, das combinações para formação de um menu utilizando os preparos executados durante o curso. O número máximo por turma é de 6 participantes e as aulas serão semanais, acontecendo às segundas ou quartas, dependendo da opção do participantes.
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    As aulas terão início às 19h30 com previsão de término entre 21h30/22h, dependendo da complexidade dos preparos. Será fornecido aos participantes material didático e uniformes para uso durante as aulas.

    Mais informações pelo e-mail: contato@cucinaconcacau.com.br

    Baci
    Cacau

  • Patisserie... a parte doce da gastronomia!

    Como vocês devem estar acompanhando, estou fazendo o curso de pâtisserie referente ao módulo 4 do meu Curso de Chef de Cuisine e também, aproveitando a imensa oportunidade de estudar com o renomado Chef Patissier francês Laurent Grolleau, uma especialização.
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    São aproximadamente 7 horas diárias na cozinha aprendendo receitas fantásticas de doces. Muitas dessas receitas, entretanto, exigem para a sua execução um arsenal de equipamentos que não usamos na cozinha do dia-a-dia, então, não fiquem tristes de ficarem sem as receitas!
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    Mas o melhor é que de todas essas receitas, dá pra extrair algumas técnicas executáveis no cotidiano e criar novas receitas para prepararmos no nosso dia-a-dia. Tenham paciência que logo mais começo esse processo de criação e aí, com certeza, passo todas as receitinhas.
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    Abaixo seguem alguns preparos que fizemos nos cursos para deixar vocês com água na boca!
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    Fantastic, não é?
    Baci 
    Cacau
  • Croque Monsieur

    Eu sou absolutamente alucinada por esse sanduíche tipicamente francês. Em Paris, em qualquer lugar que se vá, o croque monsieur sempre está presente nos cardápios. Eu já preparava esse sanduíche meio a olho, mas agora, no Curso de Chef de Cuisine eu aprendi a receita fiel a do preparo francês.
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    Geralmente esse sanduíche é preparado com duas fatias de pão de forma e os recheios, mas na aula, para dar um charme, montamos mini torres de croque monsieur. Ficou uma graça e entrou para o cardápio de entradas do nosso menu.

    Ao croque monsieur pode ser acrescentado um ovo e aí temos a versão chamada de croque madame que eu, particularmente, amo! Segue a receita:


    Ingredientes: 
    8 fatias de pão de forma sem casca 
    200g de presunto fatiado grosso 
    100g de gruyère ralado
    250ml de leite 
    80g de manteiga 
    30g de farinha de trigo 
    80g de cebola 
    1 folha de louro 
    1 cravo-da-índia 
    2 gemas 
    1 pitada de noz-moscada
    Sal e pimenta-do-reino a gosto

    Preparo:
    Derreta a manteiga em uma pequena panela. Pincele as fatias de pão com um pouco de manteiga e leve ao forno pré-aquecido para que dourem levemente. Reserve. Acrescente a farinha de trigo à manteiga restante na panela (cerca de 3 colheres) e leve ao fogo baixo, misturando. Cozinhe a farinha na manteiga por 1 minuto e acrescente leite aos poucos, mexendo sem parar para que o creme não crie grumos. Leve novamente à fervura em fogo baixo, acrescentando a cebola cortada ao meio, a folha de louro e o cravo-da-índia. Cozinhe o molho por 15 minutos. Retire do fogo e descarte o pedaço de cebola, a folha de louro e o cravo, e acrescente as gemas. Misture rapidamente e deixe esfriar. Acrescente o queijo ao molho e tempere com sal, pimenta-do-reino e noz-moscada. Grelhe rapidamente as fatias de presunto. Monte os sanduíches colocando no fundo de um refratário um pouco do creme, coloque metade das fatias de pão sobre o creme e cubra cada uma com um pouco de presunto. Cubra com as fatias restantes e regue os sanduíches com o molho. Salpique com noz-moscada e leve ao forno bem quente para gratinar os sanduíches. Sirva acompanhados de fatias de tomate e de pepino em conserva.
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    Voilà...de comer rezando!!!!

    Baci
    Cacau

  • Bolinho de Bacalhau com Ricota e Aveia

    Vocês sabem que sempre que possível eu gosto de deixar as receitinhas mais magrinhas, por razões que vocês também já conhecem (controle da glicemia e colesterol).
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    Essa receita de hoje foi totalmente adaptada para essa finalidade, ou seja, é uma versão do bolinho de bacalhau bem fit, afinal, além de não levar batata e ovos, é assada.

    Eu gosto muito do seu sabor delicado...claro que não podem comparar com o autêntico bolinho de bacalhau que tem um sabor bem acentuado, afinal a proposta é outra. Mas vale a pena prepará-lo para uma happy hour ou mesmo um aperitivo em casa com o marido, namorado ou a família!

    Segue a receitinha:

    Ingredientes:
    2 xícaras de bacalhau dessalgado e desfiado (pode ser aqueles que compramos em mercado já em lascas/desfiado)
    1 ricota (+-200 a 250 gs.)
    2 a 3 cs de aveia (veja o ponto da liga)
    cebola ralada
    sal e pimenta a gosto

    Preparo:
    Misture todos os ingredientes em um recipiente. Acerte o tempero. Molde os bolinhos ou faça bolinhas e achate. Leve ao forno para assar, forrando a assadeira com papel manteiga. 
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    Simples assim!!!
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    Baci
    Cacau
  • Spaghetti ao Molho Mornay

    Preparar um molho branco não é tão simples como algumas pessoas pensam e preparam, misturando leite com maisena ou farinha...hehehe! Na verdade não há complexidade no preparo, mas sim, o preparo correto cujo resultado é um sabor bastante diferente do mingau de farinha e leite.
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    A receita que vou passar é a clássica francesa que aprendi no Curso de Chef de Cuisine, mas não se assustem, pois depois que prepararem a primeira vez, nunca mais prepararão de outra forma. Na verdade, hoje a receita é de molho mornay, mas a base desse molho é o molho béchamel, conhecido vulgarmente como molho branco. 

    O molho mornay tem a base do béchamel e é complementado por queijo gruyère, o queridinho dos franceses. Fica extremamente gostoso, mas um pouco gordinho e, ainda, nesse dia, coloquei uns crispes de bacon que meu marido pediu!

    Seguem as receitas, primeiro do béchamel, que pode ser servido sempre como protagonista, sem nenhum acréscimo de ingrediente e, depois, do mornay!

    Molho Béchamel
    Ingredientes:
    75 g. de manteiga
    75 g. de farinha
    1 litro de leite em temperatura ambiente
    Sal, pimenta e noz moscada a gosto

    Preparo:
    Derreta a manteiga e, fogo baixo, acrescentando aos poucos a farinha de trigo e mexa até que tudo esteja misturado, durante pelo menos 2 minutos (cuidado para não queimar!). Assim, se obtém um roux claro (é a mistura da farinha e da manteiga que tem vários pontos: claro, ruivo, escuro, cada um deles destinado a preparos determinados).
    Após essa etapa acrescente o leite frio (temperatura ambiente, atenção!) de uma só vez, mexendo sempre até conseguir um molho cremoso, mas não muito denso (aconselha-se mexer com um fouet/batedor de claras). Cozinhe por cerca de 20 minutos para eliminar o gosto da farinha. Acerte o sal, pimenta e coloque um pouco de noz moscada. O rendimento é de 1 litro.
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    Para o molho mornay
    Ingredientes:
    1 litro de molho bechamel
    100gs. de queijo gruère
    Sal, pimenta, noz moscada a gosto.

    Preparo:
    Preparar o molho bechamel. Retirar do fogo e adicionar o queijo gruyère ralado até ficar homogêneo. Temperar com sal, pimenta e noz moscada.
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    Voilà!!!! Aprenda a preparar o clássico bechamel e surpreenda-se com o resultado!

    Baci
    Cacau
  • Terrine de Chocolate com Frutas Secas

    Eu não sou a pessoa que mais gosta de doce, sempre repito isso. Mas surpreendentemente me apaixonei por essa sobremesa, cuja receita aprendi no meu Curso de Chef. É uma terrine de chocolate com frutas secas e cobertura de coulis de frutas vermelhas. 
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    Terrines e mousses são preparações muito similares, diferindo, basicamente, no fato de a terrine ter cocção e a mousse não. A forma de servir fica a critério ou conveniência da ocasião. Preparamos em uma forma geralmente utilizada para terrines, mas nada obsta – e até acho bem simpático – utilizar forminhas para servir individualmente. 

    O preparo dessa sobremesa é muito simples, mas o resultado é incrivelmente delicado e agradabilíssimo!  Depois dessa receitinha, não tem mais desculpa para não preparar uma deliciosa sobremesa!

    Terrine de Chocolate com Frutas Secas
    Ingredientes
    300 g de chocolate meio amargo
    50 g de damascos picados
    50 g de nozes picadas 
    50 g de uvas-passas pretas e brancas
    400 g de creme de leite
    15 ml de vinho do Porto 
    25 g de açúcar 
    100 ml de coulis de frutas vermelhas

    Preparo
    Derreta o chocolate em banho-maria ou no micro-ondas. Acrescente o creme de leite em ponto de chantilly e as nozes, damascos e uvas passas. Misture bem, coloque nas forminhas forradas com filme e leve à geladeira até ficar firme. Corte e sirva com coulis de frutas vermelhas.
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    Coulis de Frutas Vermelhas
    Ingredientes
    35 g de açúcar refinado
    Aproximadamente 50 ml de água fervente 
    500 g frutas vermelhas maduras, como morangos, framboesas ou groselhas 
    15 ml de suco de limão.

    Preparo
    Coloque o açúcar numa vasilha pequena e complete até 50 ml com água fervente. Misture até o açúcar se dissolver e deixe esfriar. Se utilizar groselhas, deslize os talos entre os dentes de um garfo para debulhar a fruta. Coloque todas as frutas no multiprocessador ou liquidificador e bata até obter um purê liso, raspando a mistura das laterais do copo, se necessário. Junte a calda de açúcar. Passe tudo pela peneira e despeje numa tigela. Pressione o purê com as costas de uma colher grande de metal para aproveitar tudo. Adicione suco de limão suficiente para dar um leve sabor cítrico e ponha numa molheira.
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    Voilà!

    Baci
    Cacau

  • Cucina com Cacau no Versão Mulher

    Hoje estaremos estreando nossa cozinha no Programa Versão Mulher, na UniTV, sob a batuta de TOP apresentadora Sarah Priscila, produção de Gabriela Pereira e direção do competentíssimo Angelo Nery.
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    E para nossa estréia a escolha foi uma das nossas receitinhas fit preparada com batata doce. Na verdade, aproveitamos e fizemos duas versões com os mesmos ingredientes: batata doce com frango cremoso e escondinho de batata doce com recheio de frango cremoso.
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    Essa receitinha já foi objeto de post no início do blog, mas não custa repetir, afinal, além de magra é mega saborosa! Segue a receitinha:


    Ingredientes:

    Para a batata doce recheada:
    4 batatas doce

    Para o purê do escondidinho:
    600 g. de batata doce
    1 cs manteiga
    ½ xícara de leite

    Para o recheio
    200 g. peito de frango cozido desfiado ( Já mostrei para vocês que uso o da COPACOL que já vem preparado para esse uso)
    1 alho poró em fatias
    250 gs. de creme de ricota (ou requeijão ou creme de queijo minas, sempre preferindo as versões magras)
    Noz moscada
    azeite
    sal q/n
    tomilho (opcional)
    Parmesão para gratinar
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    Modo de fazer:
    Batata recheada:
    Lave as batatas e leve-as ao forno para assar por aproximadamente uns 50 minutos (veja o ponto, pois deve ficar com a textura para ser consumida). Enquanto isso corte o alho poró em fatias finas (lembrem-se de higienizá-lo antes) e refogue-o em azeite. Acrescente o frango e deixe refogar por mais uns minutinhos. Retire do fogo e acrescente o creme de ricota, misture e acerte o sal. Reserve. Retire as batatas do forno e corte-as na metade (horizontal). Retire a polpa, deixando-as como uma canoa. Há a opção de misturar ou não essa polpa no refogado de frango, dependendo do gosto de cada um. Ontem eu não misturei. Coloque o creme de frango nas batatas e salpique com parmesão. Leve ao forno para gratinar.
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    Escondidinho:
    Prepare o purê com as batatas cozidas (ou assadas) e amassadas, adicionando a manteiga e o leite em fogo até homogenizar. Se preferir bem cremoso, bata no liquidificador e, após, corrija o tempero.
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    Com o mesmo recheio da batata, coloque em um refratário uma camada do purê, o recheio e cubra com outra camada de purê com o parmesão e leve ao forno para gratinar.

    Voilà!!! Mais uma receitinha do #CucinaconCacau na TV! Delicious!
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    Baci
    Cacau

  • Costelinha de Porco ao Cointreau

    Todos sabem que eu adoro carne de porco. Além de deliciosa, a carne suína é um alimento rico em várias vitaminas (B1, C e B2) que trazem muitos benefícios ao organismo dos seres humanos. Fonte de proteínas, vitaminas, minerais, apresenta  um baixo teor de gordura.
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    Ontem preparei uma receitinha nova de costelinha suína, cuja base do assado foi uma marinada com cointreau, um licor (de laranja) que eu curto muito. Ficou bem leve e não precisou mais que um arroz quentinho e uma salada de alface para completar a refeição. É um receita bem prática e demanda só o tempo da marinada (+ou-1h) e do assado (+ou-1h).
     
    Segue a receitinha:
     
    Costelinha de Porco ao Cointreau
    Ingredientes:
    1 kg de costelinhas de porco cortadas uma a uma
    1 cs de limão
    1 ½ dose de Cointreau
    ½ xícara de passata de tomate (molho feito com tomates batidos e peneirados, pode ser encontrado pronto em supermercados)
    2 cs de ketchup
    1 cs de mostarda
    1 cs de azeite
    Sal e pimenta do reino a gosto

    Modo de fazer:
    Tempere as costelinhas com sal e pimenta do reino. Misture todos os demais ingredientes em uma vasilha. Passe a mistura nas costelinhas e deixe marinando por cerca de 1 hora. Despeje 1 xícara de água em um refratário/travessa e em seguida acomode as costelinhas e leve ao forno pré-aquecido a 180º por cerca de 1 hora (a água auxilia para que a costelinha não queime ou fique seca devido ao tempo de forno).
    Se preferir, você pode assar as costelinhas na grelha da churrasqueira (parte alta)
     
    Baci
    Cacau
  • Bolo de alfarroba

    Estou numa vibe de preparar bolos, isso vocês já notaram, né? Aí fico procurando ou criando receitas de bolos simples porque não gosto de bolos recheados. Preferencialmente, opto por receitas de bolos magrinhos, onde não há o uso de muitos ovos, farinha de trigo e óleo.
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    Essa receita de hoje é bem fit e extremamente nutritiva, pois leva pouquíssimo açúcar, nenhum ovo e o protagonista dos ingredientes é a alfarroba! Sim, nossa queridinha alfarroba.
     
    O pó ou farinha de alfarroba derivado da polpa da vagem torrada e moída é utilizado para substituir o cacau. Esse pó, contudo, possui expressiva diferença em relação ao cacau no conteúdo de açúcar e de gordura. Enquanto o cacau possui até 23% de gordura e 5% de açúcar, a alfarroba possui 0,7% de gordura e um alto teor de açúcares naturais (sacarose, glicose e frutose), em torno de 38 a 45%.
     
    A alfarroba é um alimento saudável e de elevado valor nutritivo. Contém vitamina B1- colaboradora para o bom funcionamento do sistema nervoso, músculos, coração e melhora na atitude mental e o raciocínio - tanto quanto o aspargo ou morango, a mesma quantidade de niacina (mantém a boa condição da pele) do feijão fava, lentilha e ervilha, e mais vitamina A, que é essencial para o crescimento dos ossos e dentes, vitalidade da pele e saúde da visão, do que a berinjela, o aspargo e a beterraba. Possui ainda alto teor de vitamina B2 (responsável por extrair energia de gorduras, proteínas e carboidratos no nosso corpo), cálcio, magnésio e ferro, bem como um correto balanceamento de potássio e sódio. (fonte: http://mundodaalfarroba.blogspot.com.br/)
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    Enfim, a receita:
    Ingredientes:
    1 xícara de farinha de trigo integral
    ½ xícara de farinha de trigo branca
    1/3 ou 2 cs de alfarroba em pó
    ½ xícara de açúcar (usei o demerara, na próximo experimento o mascavo)
    ½ xícara de óleo (usei o de girassol)
    1 xícara de café coado
    2 cs essência de baunilha
    2 cs de vinagre (usei o de vinho que eu tinha)
    ½ cc de sal
    1 cc de bicarbonato de sódio ou fermento em pó

    Modo de fazer:
    Em uma vasilha misture a farinha, a alfarroba em pó, o sal e o açúcar. Acrescente o óleo, o café e a essência de baunilha. Misture bem até ficar homogêneo. Adicione o vinagre e mexa bem. Em seguida o fermento em pó (vai formar uma pequena espuma devido à reação do vinagre e fermento ou bicarbonato). Unte uma forma ou se usar a de silicone não é necessário. Leve ao forno pré-aquecido a 180graus por aproximadamente 40 minutos, dependendo do tamanho da forma e do forno. Fique de olho e faça o teste de furar com o palito, se não grudar está assado.
    Adicionei uma calda feita apenas com água, alfarroba e uma cs de leite condensado, só para enfeitar, pois a idéia é que o bolo seja fit!!!
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    É só saborear! Fiz em duas versões porque gosto de brincar com as formas!

    Baci
    Cacau
     
  • Tapenade Vegetariana

    E a nossa vibe de receitas de aperitivo para a Copa do Mundo continua...Essa semana provei a receitinha de tapenade vegetariana da Rita Lobo e inclui, com certeza, na minha lista de receitas de antepasto fáceis e práticas.
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    Em apenas poucos minutos a tapenade está pronta e a imaginação fica a mil para usá-la, pois são tantas as possibilidades...Em um único dia utilizei-a para canapés e também preparei um sanduiche gourmet fantástico com a seguinte combinação: ciabatta integral, queijo estepe, tapenade, mortadela italiana e rúcula...pensa num sanduíche saboroso e de fino paladar (é mesmo usando a mortadela, mas estamos falando da italiana, cortada em fatias bem finas e com pistache).
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    Enfim, dê asas a sua imaginação e prepare essa receita e faça aperitivos incríveis para saborear nos dias de jogos ou quando for receber amigos. O sucesso é garantido!

    TAPENADE VEGETARIANA

    Ingredientes:
    1 xícara de azeitonas verdes sem caroço
    1 cs de alcaparras]6 nozes
    1 dente de alho
    4 cs (colher de sopa) de azeite
    1 cs de caldo de 1 limão (usei siciliano que é mais delicado)
    1 cc (colher de chá) de shoyo
    Folhas de manjericão a gosto.

    Modo de fazer:
    Coloque todos os ingredientes no processador e pulse apenas para misturar, sem, entretanto, exagerar para não ficar uma pasta.
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    Voilá...simples assim!

    Baci,
    Cacau

  • Farofa de pimenta dedo de moça

    Churrasco é uma coisa bem normal para se preparar nos fins de semana e ocasiões especiais, como, por exemplo, no dia de jogos da Copa. E para isso, acompanhamentos são essenciais. Uma boa farofa e saladas são imprescindíveis não é?
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    Essa receita é de uma das minhas farofas preferidas...tem sabor delicado, embora picante! O diferencial dela é a farinha utilizada, a panko, aquela farinha que os japoneses usam para preparar os empanados. Depois que conheci essa farinha também só a utilizo para preparar meus empanados. Geralmente é encontrada para compra em casas que vendem produtos japoneses ou mesmo peixarias.
     
    O preparo é muito simples e não demanda tempo. Então, que tal preparar para acompanhar aquele churrasquinho para o próximo Jogo do Brasil?
     
    Farofa de pimenta dedo de moça 
    Ingredientes
    500 g de bacon
    100 ml de azeite
    1 cebola pequena picada
    ½ pacote de sopa de cebola
    3 pimentas dedo de moça sem semente
    3 xícaras de farinha panko
    100 g de salsa picada
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    Modo de fazer:
    Frite o bacon em cubos pequenos ou, como faço, frito as fatias e depois esfarelo, pois aí ficam os crispis, mas depende do gosto de cada um. Na mesma frigideira acrescente a sopa de cebola e a cebola para refogar. Junte a pimenta que deve ser cortada em pequenos cubinhos e em seguida a farinha. Corrija o sal se necessário, lembrando que a sopa de cebola já é salgada. Misture bem e desligue o fogo. Salpique a salsinha e sirva ou, se estiver sem tempo e quiser preparar com antecedência, pode guardar para servir no dia seguinte, sem problemas!
     
    Baci
    Cacau
  • Bolinho de mortadela para a Copa do Mundo

    E como estamos totalmente envolvidos com a Copa do Mundo, especialmente com os jogos da nossa seleção, estamos dedicando esse período a receitas de petiscos que podem – e devem – ser preparados para serem saboreados durante os jogos.
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    Essa receitinha é do Chef Darcio e esse bolinho é de comer rezando...sério!  O sabor é delicado e é impossível comer um só, vocês podem testar e comprovar!

    Mais uma receita fácil e deliciosa que merece ser prestigiada não só durante a Copa do Mundo, mas sempre que pintar aquele encontro informal entre amigos! Segue a receitinha:

    Bolinho de Mortadela da Confraria do Darcio
    (p/ 8 pessoas)

    Ingredientes:
    360 g de mortadela ligth moída (no processador)
    1 colher (sopa) de azeite de oliva
    1 cebola pequena picada
    2 colheres (sopa) de mostarda
    2 colheres (sopa) de salsinha picada
    3 colheres (sopa) de farinha de trigo
    1 colher (café) de pimenta do reino

    Para empanar:
    1 ovo
    farinha de rosca q/n
    farinha de trigo q/n

    Modo de Fazer:
    Em uma frigideira aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho. Acrescente a mortadela, a mostarda, a salsinha e a pimenta. Junte a farinha de trigo. Mexa até obter uma massa homogênea e firme, e cozinhe até desgrudar do fundo da frigideira. Deixar esfriar e levar à geladeira. Depois de frio fazer os bolinhos, empanar e fritar. Servir.
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    Voilà!!!!

    Baci
    Cacau
  • Petiscos!

    Numa época festiva como a que estamos vivendo, nada melhor que petiscos para serem saboreados durante os jogos da Copa. Selecionei alguns mega fáceis de preparar e muito gostosos...
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    O primeiro deles é figo com gorgonzola. Não tem nenhum segredo: corte os figos em metades e cubra cada uma com queijo gorgonzola. Leve ao forno e voilà!!! O sabor picante do queijo derretido com o doce do figo levará você às alturas!
     
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    Outro petisco show de bola e que também explora o mesmo contraste do acima citado é a tâmara recheada de gorgonzola e envolta em presunto Parma. Fácil, fácil: retire as sementes das tâmaras e recheie com o gorgonzola (ou outro queijo de sua preferência!). Enrole a tâmara em fatia de presunto Parma e leve ao fogo até caramelizar. De comer rezando!

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    E que tal preparar Tapas? Um prato típico espanhol: Tomatade. Para fazer a pasta, coloquei tomate seco, anchova, alho, alcaparra e azeite no processador. Espalhei e cobri com presunto serrano! Show!!!

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    Mussarela de búfala também não pode faltar na geladeira de casa, porque é sempre um curinga. Nessa versão ela é aromatizada com uma mistura de hortelã picada, alho frito granulado, pimenta calabresa e azeite. Delicious!

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    Por fim, a sempre presente azeitona numa versão bem interessante: azeitonas recheadas com anchova, hortelã picada, alho frito granulado, lâminas de amêndoas, raspas de limão siciliano (aqui está o segredo) e azeite. O sabor das raspas de limão explode na boca!
     
    E aí, pronto para o próximo jogo? O arsenal de petiscos está aí...é só preparar e arrasar!!!!
     
    Baci, 
    Cacau
  • Paçoca de colher

    Eu que não sou a pessoa mais fanática por doces, ando com essa mania de prepará-los!! Vez ou outra me deparo com alguma receita que considero interessante e não resisto em testá-la! Essa receita foi amor à primeira vista... E o resultado não podia ser melhor: de comer rezando!
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    E o mais legal é que combinou muito com a ocasião: degustar durante o primeiro jogo do Brasil. Como preparei porções individuais ficou um charme e aumentou a vontade de "devorar" essa delícia! Segue a receitinha:

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    Ingredientes:
    500grs amendoim sem pele tostado
    1 lata de leite condensado
    1 1/2 xícara de leite
    1 cs de manteiga
    1 lata de creme de leite sem soro
    amendoim moído para decorar.

    Modo de fazer:
    Pique grosseiramente ou passe no processador o amendoim. Reserve. Em uma panela coloque o leite condensado, o leite e a manteiga. Coloque em fogo brando, mexendo sem parar até desgrudar do fundo da panela. Retire do fogo, misture o creme de leite e o amendoim. Voilà!!!
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    Pode ser armazenado, como fiz, em porções individuais para serem degustadas durante o jogo. Sucesso na certa!!!!

    Baci
    Cacau


  • Como catalogar os vinhos degustados?

    Hoje não vou indicar nenhum vinho em específico, mas falarei para vocês sobre as melhores formas para não esquecer jamais um vinho degustado.
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    Como já contei antes, eu adoro provar coisas novas e por isso mesmo é muito difícil repetir um mesmo vinho....Isso me levou a um número enorme de rótulos degustados (parei de contar por volta dos 3.000) e a um excesso de informações.
    E como não confundir, não esquecer detalhes sobre um vinho provado??

    Bem, por volta de 2007 resolvi começar a anotar tudo que provava e criei um critério de avaliação próprio, levando em conta não só as características de aroma, cor e sabor, mas também seu custo benefício. 
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    Naquela época fiz meu primeiro caderninho, esse ai da foto, que não saiu de minha bolsa (a gente nunca sabe quando degustará uma tacinha) até chegar ao final. Depois foi substituído por mais dois, que guardo com muito carinho em casa.

    Paralelamente, colecionava alguns rótulos de vinhos que foram degustados em momentos especiais, num livro próprio, com espaço para anotações diversas.
    Abaixo, um exemplo de um dos rótulos do meu livro.

    Mas com a chegada dos smartphones tudo ficou bem mais simples e ágil.

    Eu faço uso de quatro aplicativos (a louca), mas o mais fácil, famoso e acessado é o Vivino, esse ai da foto abaixo, disponível para IOS e Android.
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    Com ele basta fotografar o rótulo, que é buscado junto ao banco de dados do aplicativo e então dar suas notas, acrescentar comentários, etc. Assim como em redes sociais, você pode seguir e ser seguido pelos amigos, além de curtir e comentar sobre os vinhos degustados.

    A maior vantagem de tudo isso é não esquecer mais de um vinho degustado e nem mesmo quais foram suas impressões sobre ele naquela oportunidade.
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    Apenas recomendo que não se confie piamente nos dados postados, pois os valores – como levam em consideração uma média dos dados – podem ser bem diferentes dos reais e a classificação é alcançada conforme o gosto pessoal de cada um que degustou o rótulo.

    E vocês? Como fazem para não esquecer os vinhos provados??
    Um beijo e até semana que vem!
    Keli

  • Costeletas de Porco na Crosta de Castanhas de Caju

    Não é novidade que eu amo carne de porco ou suína! Particularmente acho uma carne bem saborosa e ainda conta com a vantagem de não ser uma carne “gorda”. Além de ser saudável é macia  e possui adequado teor de proteínas (19 a 20% na carne magra) com boa combinação de aminoácidos essenciais, apresentados em forma biologicamente disponível. Também é uma excelente fonte de vitaminas do complexo B, principalmente de Tiamina (B1), Riboflavina (B2) e Cobalamina (B12).
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    Claro que em algumas receitas ela pode tornar-se mais “ofensiva” se acompanhada, por exemplo, com molhos com alto teor de gorduras. A receita de hoje coloca esse preparo no grupo intermediário entre o magro e o gordo, afinal é preparada com uma deliciosa crosta de castanhas de caju, oleoginosa do bem, sendo o pecado, aqui, a quantidade! Mas vocês vão amar essa receitinha de sabor peculiar que aprendi nos encontros da Confraria do Darcio, com o Chef Darcio!
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    Costeletas de Porco na Crosta de Castanhas de Caju (p/ 6 pessoas)

    Ingredientes:
    1 peça de costeletas
    sal e pimenta do reino q/n
    5 ramos de alecrim
    geleia amarela(damasco,laranja,etc...)
    1 xícara de castanhas de caju triturada
    4 maçãs cortadas em quartos
    4 cebolas cortadas em quartos
    8 dentes de alho inteiros e descascados
    150 ml de vinho branco seco

    Modo de Fazer:
    1- Temperar as costeletas com o sal e a pimenta do reino;
    2- Levar para uma assadeira com os ossos para baixo colocando os ramos de alecrim por baixo; 
    3- Passar por cima da peça de costeletas a geléia e esparramar as castanhas de caju;
    4- Levar ao forno a 200 graus, sem cobrir por  no máximo 20 minutos;
    5- Retirar colocar na assadeira as cebolas, as maçãs e os dentes de alho;
    6- Salgar as cebolas e regar com azeite de oliva todo o assado;
    7- Por último colocar o vinho branco, cobrir com papel alumínio e voltar ao forno por mais uma hora até uma hora e meia;
    8- Quando estiver com mais ou menos 40 min de forno começar observar o ponto de cozimento do assado, para não deixar passar;
    9- Depois de pronto retirar descobrir e servir.
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    Voilá!!!!
    Baci,
    Cacau

  • Filé Mignon Recheado com Ervas Frescas e Presunto

    Atire a primeira pedra que não gosta de um filé mignon preparado de forma especial! A maioria das pessoas gosta muito de filé, mas não se aventura a preparar versões variadas possibilitadas por esse tipo de carne. Geralmente, o que falta são receitas para propiciar as variações. 
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    No Cucina com Cacau o que não falta são essas receitinhas. A de hoje – está na minha lista das minhas preferidas - é de comer rezando e embora possa parecer um pouco complica, é fácil de executar. Vale a pena se aventurar porque o resultado é fantástico. Segue a receitinha:


    Filé Mignon Recheado com Ervas Frescas e Presunto Royale com Queijo Suiço
    ( p/ 6 pessoas)

    Ingredientes:
    1 k de filé
    sal da confraria ou sal comum q/n
    2 xícaras de  ervas frescas do seu gosto
    200 g de queijo tipo suíço ralado grosso
    200 g de presunto royale picado
    barbante culinário
    azeite de oliva q/n
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    Modo de fazer:
    1- Abrir o filé ao meio sem cortar uma das laterais;
    2- Colocar o presunto e o queijo em uma das bandas e na outra colocar as ervas;
    3- Fechar, amarrar com o barbante, passar o azeite e o sal por fora. Após, levar para uma panela bem quente e selar;
    4- Retirar e levar ao forno a 240 graus por 40 minutos até ficar rosado por dentro. Quem preferir mais passado deixar assar mais 10 minutos;
    5- Retirar, fatiar e servir

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    Pode ser acompanhado de um tapenade de azeitonas pretas e amêndoas e batatas rústicas assadas, fica a sugestão!

    Voilà!!!  Amazing né?

    Baci,
    Cacau

  • Os vinhos da Copa do Mundo

    Polêmicas a parte, na próxima semana começa a Copa do Mundo no Brasil e estamos muitíssimo bem representados pelos vinhos elaborados especialmente para o evento.
    A vinícola escolhida para elaborar os rótulos oficiais foi a Lídio Carraro, do Vale dos Vinhedos, conhecida pelos excelentes vinhos e por tirar de cada uva o máximo de seu potencial com o mínimo de intervenção (em breve falaremos sobre o meu rótulo favorito de lá).
    Os vinhos oficiais da Copa levam o nome de Faces e podem ser encontrados em três versões: branco, rosé e tinto. Como não provei o rosé, vou falar um pouquinho dos outros dois.
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    O Faces branco foi inspirado na alegria e vibração dos brasileiros e homenageia o Rio Grande do Sul, num assemblage delicioso com as 3 uvas mais representativas do estado: Chardonnay, Moscato e Riesling itálico. É fresco, com toques florais e de frutas tropicais. Acompanha bem aperitivos e peixes. Já provei com bacalhau assado e harmonizou perfeitamente. Vale a pena provar e guardar para o próximo verão.
    O tinto é um grande esquema tático! São 11 uvas (sim, 11!!!) que, em equipe, tornam o vinho deliciosamente aveludado e pronto para ser apreciado. São elas: terodelgo, malbec, nebbiolo, cabernet sauvignon, tannat, touriga nacional, allicante, pinot noir, merlot, ancellota e tempranillo.
    Cai super bem com um churrasquinho.
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    Comporta uns poucos anos de guarda. Que tal comprar mais de uma garrafa e guardar até 2018 para sentir a evolução?
    O preço de cada um gira em torno de R$40,00. Em Londrina tem na Século Bebidas e no Angeloni.
    Favoráveis ou não ao evento, saindo o Brasil vencedor ou não, nossos vinhos estão arrasando! Corram para provar, pois a edição é limitadíssima.
    Um beijo e até semana que vem e boa Copa para todos!

    Keli
  • Massa Integral à Pizzaiola

    Atire a primeira pedra quem não gostar de uma boa massa! Aqui no Brasil temos muitas pessoas descendentes de italianos e quase todos tem uma lembrança da nona preparando o macarrão de domingo! 
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    Mas essa realidade da fartura do macarrão da nona passou por transformações na área alimentar, seja em razão das novas opções gourmets, seja em razão da necessidade de diminuição dos carboidratos na alimentação. O jeito então é se adaptar, diminuindo a quantidade consumida e os ingredientes utilizados.

    A farinha de trigo, todos sabemos, é uma grande vilã para nossa saúde e, aí, o jeito é tentar tornar a massa menos ofensiva. Uma das alternativas é consumí-la na versão integral ou, como faço de vez em quando, consumindo massa de riso (de arroz). Acredito que o melhor é equilibrar e consumí-las com moderação e alternância, até porque aprendi a preparar a melhor massa no meu Curso de Chef! Hahahaha...

    Essa versão de hoje foi feita com uma massa integral e com um molho que não é dos mais perigosos e ficou simplesmente deliciosa! 
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    Massa integral à pizzaiola
    Ingredientes:
    1 cs (colher de sopa) de azeite de oliva
    4 bifes finos (contra-filé é o ideal, mas é uma carne gorda, então troco por filé)  ou aproximadamente 350g cortados em cubos
    4 filés de anchovas
    1 dente de alho (às vezes coloco 2 porque gosto muito)
    1 cc (colher de chá) de orégano seco
    250 g de tomates cereja cortados ao meio
    60g de azeitonas pretas sem caroço
    2 cs de alcaparras escorridas
    1 cs de salsa fresca picada

    Modo de preparar
    Aqueça o azeite em uma frigideira e dissolva a anchova nesse azeite junto com um pouquinho de alho picadinho. Frite a carne cortada em cubos e após estar no ponto, acrescente os tomates, o orégano, as azeitonas e alcaparras. Se necessário adicione um pouco de água para ficar menos denso (eu gosto do molho bem denso). 
    Cozinhe a massa e misture a esse molho. Salpique com a salsinha e sirva quentinho!
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    Baci,
    Cacau.
  • Carmenére, a sobrevivente.

    Ao falar de vinhos chilenos logo nos vem a cabeça os feitos com carmenére, mas poucas pessoas sabem que essa uva era considerada extinta até pouco atrás...
    A carmenére é a cara do Chile, sua uva mais emblemática ,mas até 1.994, ela era confundida como merlot pelos produtores.

    A filoxera, uma praga que atingiu as parreiras de quase todo o planeta no final do século XIX provocou a maior crise na produção e comércio de vinhos, dizimando diversas cepas, dentre elas, acreditava-se até então, a carmenére.

    Em 1994 um produtor chileno resolveu analisar mais de perto essa “merlot um pouco diferente, que amadurecia duas semanas após as outras” e que crescia dentre suas parreiras. Constatou-se então que sim, era a carmenére, a sobrevivente! Os chilenos passaram a tratá-la com um carinho maior, produzindo exemplares de todos os patamares visando suprir o mercado mundial que estava curioso para rever essa preciosidade.2.png
    A produção ainda é pequena, cerca de 7% das uvas plantadas no Chile são carmenére, mas seu papel continua importantíssimo para a indústria de vinho do país.
    A carmenére dá origem a vinhos de sabor profundo, com gosto de frutas silvestres, chocolate, aromas de pimentão e pimenta negra....São inconfundíveis!
    Separei dois rótulos bem legais e de preços diferentes, que mostram que existem carmenéres para todos os bolsos e gostos!
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    O primeiro é o Purple Angel, da Vinícola Montes, um carmenére com um toque de petit verdot redondíssimo. Pra mim um dos melhores dessa uva. É importado pela Mistral e custa em torno de R$290,00 e, assim como os demais vinhos dessa vinícola, tem um rótulo lindo!

    O segundo exemplar tem um custo benefício excelente: Secreto Carmenére, da vinícola Viu Manent. O nome Secreto não é a toa. Todos os vinhos desta linha possuem uma uva predominante (no caso 85% de carmenére) e as demais são um segredo do enólogo. Esse foi trazido do Chile, mas por aqui custa em torno de R$60,00 e é um dos mais redondos e aveludados nessa faixa de preço.
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    Ambos caem bem com carnes, pratos com cogumelos e aperitivos.

    Gostaram?? Têm algum carmenére de coração? Contem pra gente!
    Um beijo e até semana que vem!
    Keli
     

  • Tomatinhos assados recheados

    Quando preparei despretensiosamente esses tomatinhos não esperava a repercussão que a receite teve! A receita, pra variar, surgiu em um daqueles momentos de "precisamos comer algo leve e sem gordura" e aí o resultado foram esses fofíssimos e deliciosos tomatinhos.
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    Claro que a receita tem um segredinho para que os tomates fiquem tenros e, é claro também, que vou contar para vocês! Aqui também o recheio pode sofrer variações, mas esse recheio que preparei é bem magrinho e gostoso, cumprindo a finalidade de ser um prato "fit"!!! Vale muito a pena preparar essa delícia!

    Tomatinhos recheados assados:
    tomates (usei os mini)
    creme de cottage
    tomilho
    alho granulado
    sal e pimenta q/n

    Modo de fazer:
    Retire a "tampa" do tomate e as sementes, deixando seu interior limpo para receber o recheio. Coloque os tomates no forno por 5 minutos e retire. Aqueça um pouco (pouco mesmo) de azeite numa frigideira e coloque o tomate com a abertura para baixo, deixando por uns 3 minutos até ficar macio e um pouco dourado. Retire e reserve por uns 3 minutos para esfriar um pouco. Coloque o recheio, no caso, o creme de de cottage e slapique com tomilho e alho granulado. Volte ao forno por mais uns 10 minutos ou o tempo necessário para seu gosto!

    Absurdamente fácil, não é?

    Baci
    Cacau

  • Programa Vitrine Revista

    Hoje a tarde foi bem legal! O Cucina com Cacau protagonizou o quadro culinário do Programa Vitrine Revista, na TV Tarobá, capitaneado pela querida e talentosa Lu Oliveira. E nos bastidores, na produção, não podia faltar a competente Fernanda Charif. Thanks girls pelo convite!
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    O Cucina com Cacau já esteve em outra oportunidade no Programa, mas dessa vez a proposta eram receitinhas magrinhas, com valor nutricional bem legal. Escolhi uma entradinha que é uma das minhas receitas favoritas – a castanha picante ( com efeito termogênico) – e outra, a torta de abobrinha, que segura bem como prato principal de uma refeição, especialmente um jantar magro. Mas atenção, cuidado sempre com as porções, especialmente da castanha que é quase impossível de parar de comer!!!!
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    O melhor de tudo, é que o amor pela cozinha e pela alimentação é tanto que sempre me divirto muito participando desses desafios, além de ficar super satisfeita em poder difundir minhas receitinhas para muita gente. Seguem as receitinhas de hoje e, prestem atenção, nada de preguiça ou justificativas para não prepara-las, afinal são receitinhas vapt-vupt!
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    Torta de abobrinha
    2 abobrinhas raladas (*uso geralmente a italiana)
    ½ cebola
    2 colheres de sopa de aveia
    3 ovos
    150 gramas de queijo branco picado em cubinhos
    Sal (*lembrando que o queijo já é salgadinho)
    Misturar tudo, untar um refratário ou assadeira e levar ao forno aquecido em 200ºC por aproximadamente 40 minutos ou até dourar.
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    Castanha de caju picante
    50 gramas de manteiga
    1 colher de água
    6 colheres de mel (*usei agave)
    1 colher de sopa de páprica picante (*acrescente aos poucos devido à tolerância pelo picante)
    Levar ao fogo e inserir 500 gramas de castanha de caju e mexer bem. Salpicar com sal moído na hora.
    Voilà!!!!
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    Baci,
    Cacau

  • O Julgamento de Paris

    Na última segunda tive a oportunidade de conduzir na Confraria Feminina do Vinho de Londrina junto com a também confreira Patrícia uma degustação em homenagem ao Julgamento de Paris. A Cacau foi prestigiar o evento e registrou tudo por lá!

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    Já ouviram falar desse episódio que marcou os vinhos para sempre? Vou contar um pouquinho pra vocês...

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    Em 1.976 Steven Spurrier, um britânico que era proprietário de uma loja de vinhos em Paris, resolveu organizar uma degustação totalmente às cegas de grandes vinhos franceses e vinhos californianos.

    Até então, os vinhos californianos eram totalmente desconhecidos mundo afora e não muito respeitados....Seu objetivo era trazer algo novo para sua loja e também provar que havia vida além dos vinhos franceses.

    O próprio evento não foi levado tão a sério (jurados renomadíssimos compareceram apenas em respeito ao amigo que o organizava) e apenas um jornalista cobriu a degustação (e relata que só compareceu porque não tinha nada melhor a fazer no dia).

    Mal sabiam que o Julgamento de Paris se tornaria um dos maiores marcos para o vinho do Novo Mundo!!

    A vitória dentre os brancos e tintos foi dos californianos, o que voltou os olhos do mundo para a região de Nappa Valley e a fez despontar como uma das maiores (e de maior qualidade) produtoras de vinhos do mundo.

    Em 1976 os vencedores foram o Chateau Montelena Chardonnay 1973 entre os brancos e o Stag’s Leap  Wine Cellars Cabernet Sauvignon 1973 entre os tintos.

    Em nossa degustação, optamos por duelar apenas dois exemplares brancos, o campeão Chateau Montelena, (safra 2010) e o Puligny-Montrachet Le Château (safra 2009), ambos 100% Chardonnay.

    O Chateau Montelena se mostrou vivo, denso, muita fruta,com toques florais e uma leve defumação e madeira elegante. Redondíssimo!

    Já o Puligny Montrachet me pareceu mais fresco de início, com menos fruta e mineralidade gritante, tornando-se mais equilibrado após um tempinho na taça. 

    Assim como em 1.976, nossa degustação também aconteceu totalmente às cegas (inclusive para mim e Patrícia, que não conhecíamos a ordem em que seriam servidos) e o resultado se repetiu: Chateau Montelena foi eleito o melhor da noite!

    Os dois vinhos são excepcionais, a fina flor da chardonnay e valem o investimento: cada um custa mais ou menos R$400,00. O californiano pode ser encontrado na Smart Buy Wines e o francês na Mistral.

    Ambos harmonizaram perfeitamente com um delicioso caldo de frutos do mar que foi servido de entrada.

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    Após, degustamos um Cabernet Sauvignon californiano premiado no Julgamento, o Clos Du Val, safra 2010, elegantérrimo, mas que sumiu um pouquinho com o filé servido, talvez pelos temperos utilizados.  Também pode ser encontrado na Smart Buy Wines.

    Para comemorar o final da degustação, e assim como foi feito em 1.976 em Paris, brindamos com um champagne. O escolhido foi um Moutard Brut, de excelente custo benefício.

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    Gostaram? Quem quiser mais detalhes sobre o Julgamento de Paris pode ler o livro que leva tal nome ou assistir ao filme, cujo nome em inglês é Bottle Shock.

    Um beijo e até semana que vem!
    Keli

  • Pão com Ovo Gourmet

    Simplesmente me apaixonei pela minha invenção de uma noite de preguiça para preparar o jantar! Como acontece às vezes, abri a geladeira e vi o que tinha e pensei em preparar algo bem, mas bem simples pois estava muito cansada. Juntando tudo, o resultado foi esse belo e gostoso sanduiche. Na verdade é um sanduiche comum, mas o que rouba a cena é a apresentação!
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    O sanduiche foi preparado com queijo coalho, presunto parma, ovo e tomilho...só isso! A foto abaixo demonstra as etapas de preparo que são bem elementares. Que tal testar essa receitinha e de acordo com os ingredientes que você tem na sua geladeira? O imprescindível é o pão de hámburguer (em razão do formato) e o ovo, o resto é só usar a criatividade!

    Ingredientes:
    Pão com ovo gourmet
    Pão de hambúguer
    Queijo coalho em fatias
    Presunto parma
    Ovo
    Tomilho
    Sal e pimenta q/n

    Modo de fazer:
    Com um aro (tenho de todos os tamanhos e custa baratinho... vale a pena o investimento, pois podem ser usados em inúmeros preparos para deixar o prato mais bonito) retire o miolo do pão, sem deixar rasgar o fundo, pois é necessário mantê-lo para não " escorrer" o recheio. Depois disso, adicione o queijo, o presunto e quebre um ovo. Adicione tomilho (se tiver, mas o sabor fica incrível!), sal e pimenta e leve ao forno pelo tempo que desejar o ponto do ovo! Simples assim!!!!
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    Baci 
    Cacau

  • Arroz com curry e castanhas

    Acho bem interessante preparar receitas de arroz variados para acompanhar os mais diversos tipos de carne. O arroz pode sim tornar-se um prato gourmet, não exigindo sempre o risoto como o prato nobre. Tenho muitas receitas de arroz, com diversos tipos de arroz, mas essa preparada com o arroz basmati, curry e castanhas é simplesmente demais! Vocês vão observar que a receita ainda recebe como ingrediente sementes de girassol e é daí que vem a crocância do prato. Fica simplesmente delicioso e pode ser acompanhado de um bom filé! É preparar e se apaixonar!

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    Arroz com Curry e castanhas
      
                              
    Ingredientes:

      1 xícara de arroz basmati 
      1 dente de alho picado
      ½ cebola picada
      1 colher (sopa) de manteiga
      1 colher (chá) de curry
      2 colheres (sopa) de semente de girassol
      100 gr de nozes picada grosseiramente
      2 colheres (sopa) de uva passas
      2  xícaras de água
      sal a gosto 
     

    Modo de fazer:

    Colocar em uma panela a manteiga, o alho, a cebola, o arroz e deixar refogar. Acrescentar o curry, a semente de girassol, as nozes e refogar mais um pouco, mexendo bem. Juntar a água e quando levantar fervura, abaixar o fogo e cozinhar com a panela semi tampada, até que o arroz esteja sequinho e macio. 
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    Voilà!!!! É só servir!!!!


    Baci,
    Cacau.


  • Crémant, o primo pobre do champagne?


    Eu adoro espumantes, estou sempre em busca de novidades e, principalmente, de bons custos benefícios. Eu nunca havia tomado um crémant até uns 4 anos atrás e confesso que por puro  preconceito. Alguém um dia me disse que os crémants eram os primos pobres dos champagnes e eu – tolinha – acreditei. Mas a verdade não é bem assim...


    Bem, além dos champagnes, a França produz outros dois tipos de espumante: o Vin Moussex (espumantes feitos pelo método charmat, aquele da segunda fermentação em cubas de inox e não necessariamente com uvas da região) e os crémants (espumantes feitos fora da região de champagne pelo método tradicional – champenoise – e  com uvas de sua própria região).


    A denominação dos crémants é recente, ocorreu no final da década de 80 e serviu também para organizar melhor a produção. Hoje são produzidos cremants na Alsácia (Aoc Cremant d’Alsace), na Borgonha (Aoc Cremant de Bourgogne), no Vale do Rhonê (Aoc Cremant de Die), Limoux (Aoc Cremant de Limoux), Loire (Aoc Cremant de Loire) e em Bourdeaux (Aoc Cremant de Boudeaux). Meus favoritos são os da Borgonha, mas provei um de Bourdeaux rosé que muito me agradou e inspirou esse post. O Milady Cremant de Bourdeaux Rosé, é um exemplar 100% cabernet sauvignon (em Bordeaux os cremants podem ser feitos com cabernet, merlot,  cabernet franc, pinot noir, malbec e carmenere).



    De cor rosa bem viva e um nariz poderoso, se mostrou equilibradíssimo, fresco, e com potência suficiente para acompanhar um prato com carne vermelha ou mais apimentado, o que não se vê em todo tipo de espumante. Degustamos acompanhando alguns aperitivos e embutidos e ficou delicioso. A garrafa também é maravilhosa. De pobre não tem nada!!! Esse crémant eu comprei na importadora Merco Vino (dá pra pedir pelo site deles), mas aqui em Londrina encontramos bons exemplares também.



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    Que tal provarem essa novidade, quem sabe até num churrasquinho, e deixar todo mundo impressionado?!



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    Um beijo e até semana que vem!

    Keli

  • Filé mignon na cachaça...

    Como eu já disse no post anterior, as receitas do Chef Darcio ainda surpreendem, mesmo que tenha se passado 4 anos do nosso primeiro encontro gourmet! Preparamos esse filé na cachaça que é ridiculamente fácil de fazer e arrasa no sabor. Não tem desculpa que justifique você não correr para a cozinha e prepará-lo! Vamos à receita:




    Filé Mignon na Cachaça


    Ingredientes:
     

    1 kg de filé mignon em escalopes
    1 cebola picada
    ½  de xícara de shoyu
    6 grãos de pimenta da Jamaica esmagados
    1 colher(sopa) de suco e limão
    ½ xícara de cachaça
    creme de leite q/n
    1 colher(sopa) e suco de gengibre
    azeite de oliva q/n



    Modo de fazer:


    Temperar os escalopes com sal e grelhar na frigideira com azeite, reservar em um lugar quente. Na mesma frigideira, colocar mais azeite e refogar a cebola. Acrescentar a cachaça para fazer um deglassê e deixar evaporar o álcool. Colocar o shoyu, o sumo de gengibre, a pimenta da Jamaica e o limão, deixar ferver por um minuto. Acrescentar o creme de leite, esperar engrossar, derramar sobre os escalopes. Servir



    Acompanhar com arroz à brasileira (arroz, açafrão e ervilhas frescas)



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    Demais né?


    Baci

    Cacau
  • Casquinha de siri gourmet...

    As segundas feiras de Confraria do Darcio são sempre surpreendentes. Mesmo já passados 4 anos que frequento - sim, são 147 aulas com média de 2 receitas por aula - o Chef Darcio ainda surpreende com suas receitas. 


    Ontem preparamos essa casquinha de siri gourmet...nominei de gourmet porque seu sabor é suave e uma entrada muito leve. Não tem aquela "pegada" da casquinha de siri clássica que leva farinhas, coentro e um monte de temperos fortes. É realmente uma surpresa seu paladar delicado...AMEI!!!! Então, nada melhor que irmos ao ponto: a receita!




    Casquinhas de Siri


    Ingredientes:


      500 g de carne de siri
      1 vidro de leite de coco
      1 cebola picada
      3 dentes de alho picados 
      1 vidro de palmito picado
      azeite de oliva q/n
      sal  e pimenta do reino q/n
      1 colher(sobremesa) de curry diluído
      farinha de rosca e parmesão ( ½ de cada) q/n



    Modo de Fazer:


    Em uma frigideira esquentar o azeite. Dourar a cebola e o alho. Juntar a carne de siri e o palmito. Adicionar o leite de coco e o curry e deixar secar ao ponto de úmido, temperar com o sal e a pimenta. Rechear as casquinhas e cobrir com a farofa de farinha de rosca e parmesão. 


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    Gratinar e servir.



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    E para dar mais charme à apresentação, colocamos as casquinhas sobre uma bandeja com sal grosso.  No caso de não terem a "casquinha" pode ser servido em outros recipientes em porções, sejam cocottes, colheres e até mesmo no estilo do cuscuz em copinhos de café para desenformar, pois sua consistência permite.



    Super!!!!

    Baci

    Cacau
  • Mousse de gorgonzola...

     

    Confesso para vocês que tenho um fraco por entradas e por isso sempre estou à procura de novas receitas. Claro que isso tem uma razão e a minha é que adoro receber e receber bem...sou muito detalhista e gosto muito de cuidar e preparar tudo sozinha. Já publiquei um post de entradas ( http://www.cucinaconcacau.com.br/post/13/entradinhas) e lá tem algumas das minhas preferidas. Mas esse mousse de gorgonzola não fica fora dessa lista, até porque a ratinha aqui é louca por tudo que vai queijo!

     

     

    O legal dessa receita é que dá pra deixar preparada com antecedência e assim facilita no dia da recepção. Já fiz em várias ocasiões e as fotinhas aí demonstram isso. Vale a pena testar e a apresentação pode ser de várias formas...eu sempre prefiro coisinhas petites, mas também pode ser preparado em forma grande, como a de pudim, por exemplo. Segue a receitinha!

     

     


    Mousse de Gorgonzola
    ( p/ 10 pessoas)

     


    Ingredientes:

     250 ml de água quente
     1 pacote de gelatina sem sabor
     350 g de queijo gorgonzola
     ½ envelope de caldo de legumes
     1 lata de creme de leite s/ soro


     

    Modo de fazer:

    Dissolver a gelatina na água quente. Colocar todos os ingredientes no liquidificador e bater bem. Colocar em um recipiente untado com manteiga e levar para gelar. Desenformar e servir com torradas.

     

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    Não é demais?

     

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    Baci

    Cacau

  • O casamento entre alemães e capixabas...


    Eu sou fã de uma bela moqueca e tenho um amigo querido que é especialista no prato. O Camilo é capixaba (da super metrópole Colatina hahahaha) e essa foi a segunda vez que nos presenteou com sua deliciosa moqueca, e agora em duas versões, uma de badejo e outra de siri. Ele não toma vinho (harmonizou com cervejas artesanais), mas a gente fez questão de testar uma harmonização pra sugerir a vocês.

     

     

    Bem, a moqueca é um prato rico em sabores, texturas e temperos e não é dos mais simples para harmonizar. Já provei com espumantes bruts e alguns brancos (já provei com um verdicchio italiano e com sauvignon blanc chileno), mas, pra mim, nada supera a dobradinha com um belo riesling alemão.

     

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    Resolvemos, no entanto, testar a harmonização com um rótulo também alemão, mas da uva silvaner, até então minha desconhecida. Os rótulos escolhidos foram o Keller Riesling Trocken (trocken quer dizer seco, lembrando que os vinhos dessa uva podem ser extremamente doces), safra 2010 e o Escherndorfer Lump Silvaner, safra 2009.

     

     

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    Estão se sentindo familiarizados com a uva riesling e  a garrafinha arredondada do silvaner??? Pois é...Impossível não lembrar de que quando o mercado brasileiro se abriu aos vinhos importados, diversos rótulos de qualidade duvidosa deram o ar da graça e nossos supermercados e o rei maior à época era o famoso vinho da garrafa azul, Liebfraumilch, feito com a uva riesling. Outro que todo mundo já deve ter provado, ou pelo menos visto por ai, é o Calamares, com essa mesma garrafa gordinha, um português da região dos vinhos verdes que também vendia como água.

     

     

    Mas a semelhança entre esses ícones dos anos 80/90 e nossos rótulos harmonizados com a moqueca param por ai. Tanto o Keller Riesling quanto o Escherndorfer Lump Silvaner são rótulos de extrema qualidade e casaram super bem com as moquecas. Em minha opinião, o riesling se mostrou menos rico de início, porém mais vivo com o prato do que o Silvaner, que tem um nariz deliciosamente envolvente, mas na boca não se mostrou firme o suficiente para sustentar as moquecas. Os dois vinhos são da Importadora Decanter.

     

     

    Em resumo, foi uma deliciosa experiência que vale ser repetida. Na próxima moqueca (fica a dica, Camilo), vou testar uma harmonização com rosés da Provence e conto para vocês. Ah! Vale sempre lembrar que as regras de harmonizações não são absolutas, mas, no caso da moqueca (assim como outros pratos a base de peixes e frutos do mar), tintos devem ser evitados, em especial se forem muito tânicos como malbec e cabernet.

     

    Gostaram?? Quem já testou harmonizações diferentes com a moqueca? Contem pra gente suas experiências!

     

    Um beijo e até semana que vem!

    Keli

  • Bolo de maçã, aveia e passas...

    Vez ou outra postamos fotos despretensiosas de algum prato e aí a surpresa: todo mundo quer a receita!!! Hoje aconteceu isso! Ando numa fase muito "boleira", sinto vontade de preparar bolos constantemente e, aqui, também a surpresa: nem como bolo...hahaha!!!! Não sei explicar, mas acho que a tal da cozinha vicia mesmo!!!!

     


    Sem delongas, vamos à receitinha que é de um bolo que entra na categoria de alimentação funcional, já que leva apenas frutas e aveia. E vocês sabem, não gosto de usar farinha, sempre opto por alguma substituição mais saudável e, essa receita, ainda, conta com a ausência total de açúcar!

     

     

    Bolo de maçã com aveia e passas


    Ingredientes:

     

    1 banana nanica

    4 maçãs

    3 ovos (uso sempre o caipira)

    2 xícaras de aveia em flocos

    1 colher de sopa de fermento em pó.


     

    Modo de fazer:

     

    Bata no liquidificador a banana, as maçãs e os ovos. Coloque em um recepiente e misture com carinho a aveia e depois de bem misturado acrescente o fermento em pó. Forrar o fundo da forma com fatias finas de maça e em seguida a massa. Levar ao forno previamente aquecido e asse em 180 graus por aproximadamente 40 minutos ou quanto necessário (coloque o palito de dente e quando sair limpinho sem massa está assado). Desenforme e salpique com canela e açúcar mascavo. Nessa versão da foto fiz uma arte e coloquei uma leve cobertura misturando um pouco de leite desnatado com doce de leite diet e acrescentei um pouquinho de contreau, levando ao fogo para aquecer...ficou show!!!!

     

    Voilá!!!!!

     

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    Baci

    Cacau

  • Salmão na tequila...

    Um peixinho sempre vai bem não é? Gosto muito de peixe e o salmão está entre os preferidos. Fácil de preparar e "cheio" de valores nutricionais, não tem como deixá-lo de fora da cozinha cotidiana.

     

     

     

    Essa receita vai agradar os paladares mais apurados e, em contrapartida, faz parte do time das receitas práticas e fáceis. Para acompanhar preparei latkes de batatas que também tem preparo bem simples.

     

     

    Salmão na tequila

     


    Ingredientes:

     

    6 postas de salmão
    2 colheres de sopa de suco de limão
    3/4 de xícara de suco de laranja
    1 dose de tequila
    1 colher de chá de raspas de limão (prefiro sempre o siciliano!)
    1 dente de alho picado
    2 colheres de sopa de manteiga
    200 g de creme de leite
    sal

     

     


    Modo de fazer:


    Em uma vasilha misture os sucos de limão, laranja, a tequila e as raspas de limão. Colocar o salmão nessa marinada por aproximadamente 2 a 3 horas, virando de todos os lados. Retirar as postas da marinada, enxugar e temperar com o sal, reservando a marinada. Colocar a manteiga em uma frigideira em fogo médio e fritar as postas por uns 4 a 5 minutos de cada lado (o ponto para virar é sempre a cor ficar rosada até o meio da posta). Retirar as postas fritas e colocar a marinada nessa frigideira e deixar evaporar o álccol da tequila, acrescentando o creme de leite até reduzir ao ponto desejado.  Servir as postas com o molho.

     

     

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    Latkes de batatas:

     

    Ingredientes:

     

    6 batatas médias cozidas ao ponto duro e sem casca
    1 cebola picada
    1/2 xícara de cheiro verde
    1 ovo
    sal e pimenta


     

    Modo de fazer:

     

    Ralar as batatas no ralo grosso e misturar com a cebola, o cheiro verde, o ovo batido e temperar com o sal e a pimenta. Fazer bolinhas achatadas em forma de hambúrguer e fritar.

     

     

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    Que tal preparar essa refeição para fim de semana?

     

     

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    Baci

    Cacau

  • Bolo de café com especiarias...

    Cozinhar é um vício, tenho certeza disso! Ontem preparei o almoço (salmão na tequila com latks de batatas - depois posto a receita) e não sosseguei até preparar um bolo. Queria muito preparar um bolo já há alguns dias - mas é por prazer porque não comemos bolo em casa - e já tinha separado algumas receitas para testar. Na verdade, queria muito preparar o famoso bolo de Coca-Cola da década de 50, pois consegui a receita original e, aqui, também, só por prazer porque nem de coca-cola eu gosto...hahaha!

     


    Mas estava sem batedeira - não tenho, acreditam? - e um pouco cansada para bater as claras em neve à mão (aula de Chef no sábado e de-lhe braço em alguns preparos), então optei por essa receita que leva café, coisa que amo!!!!! Dei uma encrementanda na receita e acrescentei nozes pecã e castanhas...ficou divino!!!! Tão fácil de preparar e com um sabor impressionante resultado da combinação das especiarias com o café!

     


    Bolo de café com especiarias

     

    Ingredientes:

     

    1/3 de xícara (chá) de manteiga em temperatura ambiente
    1/2 xícara (chá) de açúcar
    1/2 xícara (chá) de açúcar mascavo
    2 ovos
    2 colheres (sopa) de chocolate em pó (usei cacau)
    1/2 colher (chá) de canela em pó
    1/2 colher (chá) de cravo em pó
    1/2 colher (chá) de gengibre em pó
    1/2 xícara (chá) de café coado
    1/2 xícara de farinha de trigo
    1 colher (chá) de fermento em pó
    margarina e farinha para untar (usei forma de silicone e não precisa untar)


     

    Cobertura:
    (não fiz essa, usei apenas doce de leite diet no bolinho para enfeitar e no maior deixei sem para fica mais magro)

     

    1 lata de leite condensado
    1 colher (chá) de manteiga com sal
    2 cravos-da-índia
    1 canela em pau
    1/2 lata de creme de leite


     

    Preparo:

     

    Em uma vasilha, bata a manteiga com uma colher ou batedor de arame até ficar fofa. Acrescente os açúcares e misture. Adicione os ovos, um a um, mexendo a cada adição. Dissolva o chocolate e as especiarias no café. Despeje na massa e misture com uma colher. Acrescente a farinha e o fermento peneirados e misture até incorporar. Despeje em uma forma untada e enfarinhada e leve ao forno médio (180 graus), preaquecido, por 30 minutos ou até que ao enfiar o palito, ele saia limpo. Deixe amornar e desenforme (formas de silicone dispensam untar e desenformam perfeitamente depois de morno).

     

     

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    Para a cobertura, em uma panela, misture o leite condensado, a manteiga e as especiarias. Leve ao fogo baixo, mexendo por 5 minutos. Deixe esfriar e retire as especiarias. Misture o creme de leite e cubra o bolo. Decore como desejar.

     

     

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    Delicious!!!!!

     

    Baci

    Cacau

  • Merlot...você merece uma chance!

    A merlot é a uva mais controversa do reino dos vinhos. Isso porque, dependendo de como é cultivada, pode dar origem a vinhaços ou a exemplares de sofrível qualidade e expressão. Podemos encontrar merlots de R$10,00 até seu ícone, o Petrus, que parte dos R$11.000,00 a garrafa... Mas não é preciso provar um merlot ruim e muito menos gastar tanto pra se tomar um vinho que efetivamente demonstre o potencial dessa uva.

     

     

    De origem francesa, a merlot é plantada em praticamente todos os países vitivinicultores do mundo, e encontrou no Brasil, em especial do Vale dos Vinhedos, um lugar pra chamar de seu. Eu confesso que não é uma das minhas uvas preferidas, prefiro degustá-la em assemblages (vinhos feitos com duas ou mais uvas), mas tenho me surpreendido muito com o que tenho provado em varietais.

     

     

    Um desses casos de amor foi o vinho abaixo, Dom Cândido Documento, 100% Merlot e Safra 2009. Ele é um dos merlots do Vale dos Vinhedos que conta com o selo de Denominação de Origem da região, o que atesta sua qualidade e enquadramento em todas as normas de vinificação honestas que o Vale possui. O Dom Cândido Documento é macio, aveludado e com um toque de baunilha que o torna aconchegante (fica a dica pra esse tempinho fresco). Traz aromas de frutas vermelhas maduras e corpo na medida. 

     

     

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    As recomendações de harmonização vão desde queijos duros, embutidos até carnes assadas e massas com molho bem temperados. Harmonizamos com uma massa à arrabiata e ele se portou muito bem! Outra boa opção é o prato preparado pela Cacau, um belo tagliatele al capone (sugo com linguiça e filé).

     

     

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    Notaram a versatilidade de harmonização? É o tipo de vinho perfeito para almoços de família, onde sempre tem um montão de comidas e a harmonização com todas fica praticamente impossível. Que tal tentar para o almoço de domingo em família ou para o Dia das Mães? Depois quero saber o que acharam!

     

     

    Um beijo e até semana que vem!
    Keli

     

  • Creme de zucchini com gorgonzola

     

    Ebaaaaaa...a temperatura começou a cair e o frio promete chegar!!! Amo frio, mas amo muuuito frio mesmo!!!! E como gosto também de sopas e caldos, pra mim dias como o de hoje pedem sopinhas quentinhas e deliciosas.

     


    Essa receita, mais uma vez, surgiu da típica abertura de geladeira para uma checagem de ingredientes. Abobrinha, gorgonzola, anchova...huuumm..consegui sentir o sabor imediatamente! Super simples de fazer, vamos testar?

     

     

    Creme de zucchini com gorgonzola

     


    Ingredientes:


    200 gs. de abobrinha
    1 caldo de legumes
    3 colheres de sopa de queijo cottage
    100 gs. de queijo gorgonzola
    2 batatas médias
    3 filezinhos de anchova


     

    Modo de fazer:

     

    Dissolva o caldo de legumes em água quente e coloque a batata e a abobrinha para cozinhar. Depois de cozidas, bata no liquidificador com o caldo do cozimento e adicione os filés de anchova, batendo bem até formar um creme. Retorne para a panela, adicione o cottage e o gorgonzola, mexendo para manter o creme aveludado. Acerte o sal e a pimenta.


     

    Voilà!!! Para acompanhar preparei umas torradas com gorgonzola e anchovassss...huuuuum!!!!!

     

     

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    Baci

    Cacau

  • Risoto de malbec e pinhão...

    Risoto é um prato bom de se comer em qualquer época do ano, mas tem aqueles que parecem harmonizar-se melhor com determinadas estações, até mesmo porque alguns ingredientes são sazionais, como ocorre com o pinhão.

     


    Aqui no Paraná temos o pinhão como fruto típico e sua safra coincide com o início do outono, ou seja, quando o tempinho começa a esfriar. Risoto de pinhão é um daqueles preparos "confort food" que nos remete, com certeza, a dias mais frios, com aquela carinha de inverno. A primeira vez que preparei não utilizei o vinho tinto e, confesso, faltou " alguma coisa". Daí pra frente eu comecei a inserir o malbec nas receitas e o prato ganhou outra robustez e sabor. Então, vamos a receita que merece ser testada e servida para ilustres convidados!


     

    Risoto de malbec e pinhão

     


    Ingredientes:

     

    2 xícaras de arroz arbóreo (ou o que preferir para risoto)

    4 xícaras de caldo de legumes

    2 xícaras de caldo do pinhão

    2 colheres de sopa de manteiga

    2 colheres de sopa de azeite de oliva extra-virgem

    1/2 cebola picada

    1/4 de xícara de vinho tinto seco (malbec preferencialmente)

    400 gs de pinhão cozido e fatiado

    4 colheres de sopa de parmesão ralado


     

    Modo de fazer:.


    Cozinhar o pinhão em água e sal grosso (aproximadamente 1 colher de sopa) e reservar a água do cozimento. Em um recepiente colocar a água para esquentar (4 xícaras) e dissolver o caldo de legumes. Colocar em uma panela a manteiga e o azeite extra-virgem e fritar a cebola e o alho. Quando dourar adicionar o arroz e em seguida o vinho tinto. Esperar o vinho evaporar e adicionar o caldo de legumes e a água de pinhão aos poucos, mexendo sempre.

    Cortar o pinhão em pedaços e adicionar na metado do cozimento do arroz, sempre mexendo bem. Se necessário adione um pouco mais de malbec. Ao final do cozimento, desligar e colocar o parmesão e uma colher de manteiga. Tampar e após 2 minutos servir.

     

     

    Voilá!!!!

     

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    Baci

     

    Cacau

  • Martinis de frutas...

    Continuando nosso aprendizado pelo mundo dos martinis, hoje vamos ensinar duas receitinhas mais doces e muito leves, perfeitas para quem gosta de coquetéis coloridos e saborosos. O primeiro virou febre há algum tempo: Appletini – Martini de Maçã Verde. Como os martinis tradicionais, esse também é servido na taça dry, que deve estar previamente gelada (preencha-a com uns cubos de gelo e descarte-os antes de colocar o líquido).

     

     

    A receitinha é super simples: Gelo, Suco de meio limão, 1 dose (lembrem-se que se não tiver o dosador, basta contar até 3 enquanto vira o líquido) de vodka natural (mas você pode usar a cítrica, de maçã verde ou frutas vermelhas também) e uma dose eu chorinho de xarope de maçã verde Monin (e depois você pode utilizá-lo para uma refrescante soda italiana).

     

     

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    Misture tudo na coqueteleira e coloque na taça, finalizando com uma casquinha de limão tahiti ao final. Fica perfumadíssimo e perfeito para quem não abre mão de coquetéis mais docinhos.

     

     

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    O segundo, e esse é criação da Isadora também, é o Martini de Melancia com Lichia. Esse coquetel é perfeito para a beira da piscina, não só por sua cor, mas pela delicadeza de seus sabores e aromas. Ah! Ao contrário dos outros esse martini é batido. Gele a taça e, numa coqueteleira, coloque um pedaço de melancia (de uns 5 cm), uma colher de (chá) açúcar dando uma leve macerada nela, algumas gotinhas de limão siciliano, uma dose de calda de lichia (aquela em lata) ou de suco de lichia de caixinha, uma dose de vodka.

     

     

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    Finalize com um teco de Martini extra dry. Viram que não falei de gelo? Como estamos lidando com frutas muito aquosas, ele entra só agora, para não deixar o coquetel excessivamente aguado. Dê uma bela agitada na coqueteleira (o limite é quando ela está tão gelada que já incomoda ao segurar) e sirva, decorando com um twist de limão também.

     

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    Delicinhas essas versões né??!Quem fizer conte pra gente!!

     

    Um beijo e até semana que vem!

    Keli
     

  • Escondidinho de cabotiá e camarão...


    Vocês já devem ter percebido que eu adoro um escondidinho...invento uma nova receita a toda hora e de acordo com os ingredientes disponíveis. Os ingredientes da vez foram a abóbora cabotiá (que eu amo) e mini camarões pré-cozidos.

     


    A minha predileção por esse tipo de prato é porque é fácil de fazer e dá pra armazenar em porções individuais e aí, gratino de acordo com a necessidade. Importante lembrar que as abóboras são ricas em fitoestrógeno, substância funcional que pode auxiliar na redução dos sintomas da menopausa e TPM, além dos níveis de colesterol. O óleo feito dessa semente possui efeitos antioxidantes, que previnem o envelhecimento celular devido à concentração de vitamina E. São boas fontes de zinco e gorduras insaturadas.

     


    Então, mãos a obra e vamos consumir bastante abóbora para sermos mais saudáveis!!!

     

     


    Escondidinho de cabotiá com camarão

     


    Purê:

     

    abóbora cabotiá
    manteiga
    sal

     

    Recheio:

     

    Frite o alho e a cebola picadinhos em azeite. Como os camarões já eram pré-cozidos só adicionei nesse azeite e dei uma passadinha rápida para dar uma douradinha. Adicione um pouco de tomate pelati para ficar molhadinho. Corrija o sal e reserva. Se desejar, adicione pimenta também. Eu sempre coloco umas folhinhas de manjericão com camarão porque adoro, mas é um gosto particular...

     

     

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    Preparo:

     

    Faça o purê com a abóbora cozida e amassada e a manteiga (só um pouco, o suficiente para deixar mais aveludado). Corriga o sal. Inicie a montagem com a camada de purê e após o recheio do camarão. Antes da cobertura do purê adicione creme de ricota ou catupiry (acreditem, o catupiry tem menos gordura que o creme de ricota!) para deixar molhadinho depois de pronto.

     

     

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    Com um pincel passe o azeite e leve ao forno antes de polvilhar com o queijo. Após uns 10 minutos de forno polvilhe com parmesão ou gruyère e gratine. Voilà!!!!

     

     

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    Fácil demais né? E proporcionalmente delicioso!!!

     

     

    Baci

     

    Cacau

  • Chocolate e vinho...

    Um ovo de páscoa e uma taça de vinho...Sou católica e pra mim a Semana Santa e a Páscoa têm um significado pra lá de especial.Mas não é por isso que não me renderei aos prazeres que a data proporciona, não é?!! Impossível não comer um chocolatinho no domingo.E que tal aproveitar e harmonizá-lo com um belo vinho?

     

     

    As harmonizações podem ser feitas por semelhança ou por contraste. Assim, se sua pretensão for um vinho semelhante, mais doce, boas opções são os portos. A foto abaixo mostra uma degustação feita na Confraria há algum tempo onde casamos chocolate nacional ao leite, ao leite branco e amargo belga e chocolates com castanhas com Portos: um branco, um ruby e um LBV (envelhecido).  O resultado?? Exceto com o chocolate branco, que tem um índice mais alto de gordura, com todos os outros os vinhos harmonizaram perfeitamente, valorizando cada nuance dos dois alimentos.

     

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    Uma boa indicação de um porto que pode ser apreciado com chocolates e também como um belo aperitivo é o Quinta do Vallardo Tawny da foto abaixo, um dos melhores que provei nessa triste vida de degustações.

     

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    Outra dica para harmonização com chocolates é o Banylus, um vinho típico do sul da França, mas um pouquinho mais difícil de ser encontrado. Agora, se você pretende comer seu chocolate com um vinho, mas não gosta dos doces e licorosos, que tal arriscar um belo syrah australiano?  Eu provei e ameeeeeeeeei!!

     

     

    Se o negócio for contrastar meeeeeeeesmo, agarre sua tacinha de espumante brut ainda no aperitivo do almoço e só solte quando terminar seu último pedacinho de chocolate! E se alguém te criticar, você pode se basear cientificamente para defender suas mãos ocupadas com chocolate e vinho. Isso porque a Northumbria University, da Inglaterra, concluiu que vinho e chocolates juntos – ambos ricos em prolifenóis - ajudam a dilatar as veias e aumentam a oxigenação do cérebro, o que faz um bem danado à mente.

     

     

    Gostaram das dicas?? Feliz páscoa a todos, com muito amor, muito aconchego familiar, muito chocolate e muitos vinhos.

     

     

    Um beijo e até semana que vem!

     

    Keli

  • Bacalhau Gomes de Sá...

    Páscoa chegando e as receitinhas não poderiam ser outras, senão à base de bacalhau. Essa semana vamos apostar nos clássicos da cozinha portuguesa e passar receitinhas fáceis e saborosas.

     

     

    A receita de hoje eu preparei no meu curso de Chef de Cuisine (Espaço Gourmet Escola de Gastronomia - Londrina). É simples, porém muito saborosa e cai bem nesses dias de Semana Santa. Segue a receitinha:

     

     


    Bacalhau Gomes de Sá

     


    Ingredientes

    500 g de bacalhau em lascas dessalgado
    3 tomates fatiados
    500 g de batata cozidas
    1 1/2 xícara (chá) de azeite extra virgem
    1 cabeça de alho
    2 cebolas grandes
    2 ovos cozidos
    azeitonas portuguesas
    salsinha picada
    farinha de trigo
    sal e pimenta do reino moída na hora

     


    Preparo

     

    Passe as lascas de bacalhau na farinha de trigo e, em seguida, usando uma frigideira, grelhe o bacalhau em azeite de oliva e reserve. No azeite que ficou na frigideira frite os dentes de alho com casca e em seguida as cebolas em fatias. Acerte o sal. Fatie e grelhe rapidamente as batatas cozidas. Monte em um refratário, seguindo a ordem: primeiro uma camada de cebolas, depois o bacalhau, as batatas, o tomate fatiado, as azeitonas, a salsinha e os dentes de alho. Leve ao forno a 160 graus por 20 minutos, até que fique bem quente. Acrescente os ovos fatiados, regue com azeite e leve ao forno por mais um minuto, apenas para esquentar os ovos.

     

     

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    Voilà

     

     

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    E para harmonizar, nossa expert Keli Bergamo recomenda:

     

     

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    Delicious!!!!!

     

    Baci

     

    Cacau

  • Antipasti...pimentões com menta!

    Essa receita de antipasti (antipasto para nós brasileiros) é da minha querida e talentosa professora de italiano Dorothy Silva. É uma receita tipicamente italiana e foi trazida da Itália por ela quando retornou ao Brasil para firmar sua moradia em terras tupiniquins. A primeira vez que comi foi em 1997 e o sabor foi tão marcante para mim que jamais esqueci. No nosso encontro da semana passada (uma vez por semana nos encontramos para eu praticar conversação) lembrei-se da receita e pedi que ela me passasse.

     

     

    É tão fácil de preparar e tão elegante e delicada de paladar que merece ser compartilhada e quiçá praticada!!!! É uma ótima opção de antipasti tanto para acompanhar uma torrada ou preparar uma bruschetta (já imaginei colocar um queijo brie sob o antipasti...huuum) ou pode até se transformar em um sugo para uma boa pasta se misturado a um molho de tomate. Prático de ter sempre pronto na geladeira e, uma dica, depois de uns dois dias de preparado, o tempero fica ainda melhor! Segue a receita.

     

     

    Antipasti de pimentão com menta:


     

    Ingredientes:


    pimentões amarelos (não substitua o tipo de pimentão pois só o amarelo harmoniza com a hortelã!)
    azeite
    alho
    hortelã

     


    Modo de fazer:


    Higienize os pimentões, seque e leve ao forno para assar. Quando estiverem corados, tire do forno e retire a pele - que vai sair facilmente em razão de ter sido assado - e as sementes. Corte em julienne (tiras finas) e reserve. Corte igualmente o alho em fatias bem finas e faça uma moagem (pique bem picadinho) com a hortelã, reservando algumas folhas inteiras. Em um refratário disponha camadas do pimentão, regue com azeite fartamente, alho e hortelã. Prepare quantas camadas os ingredientes permitam e sempre regue com bastante azeite. Eu utilizei 2 pimentões grandes e 4 dentes de alho também grandes e rendeu o refratário pequeno da foto. Não é necessário colocar sal! Alterne também com algumas follhas inteiras de hortelã.

     

     

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    Voilà!!!! Très facil e com um pãozinho italiano fica delicious!!!

     

     

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    Baci

    Cacau

  • Da série coquetéis: Pink Spider

     

    Tirei uns dias de férias com a família e tive a oportunidade de passar alguns momentos com minha sobrinha Isadora, sommelier e que manda muito bem na coquetelaria. Ela já criou diversos drinques (me proibiu de falar drinque: É COQUETEL) para hotéis e bares de São Paulo e Campinas e criou releituras especiais para o nosso blog.

     

    Foi assim... Num final de tarde resolvemos explorar o bar da casa do meu irmão e tivemos a ideia de passar as receitinhas. Saímos à compra dos ingredientes que faltavam e daí elaboramos nove coquetéis, os quais vou ensinar em vários posts para vocês. Com a participação do meu irmão e da minha cunhada, a Isadora nos ensinou tudo sobre os coquetéis e, claro, degustamos todos ao final!

     

    O primeiro que vamos ensinar – e aproveitando que ainda temos muito verão pela frente – é um dos que a Isadora criou para o bar de um hotel palistano. Como ela não pode usar o nome lá utilizado, como o nome tem a ver com soco e como sou fã de mma... Nasceu o Pink Spider! Nada a ver né? Hahahahahhah. Mas o negócio é uma delícia! Vamos à receita:

     

     


    O Pink Spider é um drink montado (não passa pela coqueteleira, é feito direto no copo) e pra ele vamos precisar de um copo ou taça longa, uns 4 morangos, 1 colher (de chá) de açúcar (só pra facilitar a maceração dos morangos), gelo, hortelã picadinha (2 ou 3 folhinhas, só para refrescar), 1 dose de vodka (se não tiver dosador, vire o líquido e conte até três), 1 dose de um vinho branco fresco e honesto ( sauvignon blanc, chardonnay sem madeira, torrontés). Complete com água com gás e dê uma leve agitada, sem misturar.

     

     

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    Os ingredientes devem seguir a ordem acima. Fica lindo e levinho. É um coquetel perfeito para acompanhar canapés ou até ser bebido sozinho em substituição a nossa manjada caipirinha.

     

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    Gostaram? Que tal preparar para uma happy hour com os amigos?

     

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    Um beijo e até semana que vem!

    Keli
     

  • Lasanha de repolho roxo...

    E como eu prometi ontem, a semana vai ser fit!!!!! Acredito que o jantar de ontem foi uma grande sacada e acertei "inventei" essa lasanha de repolho roxo!!!! Gente, é uma refeição que dispensa acompanhamentos e é magrinha! Tem coisa melhor? Sei tem sim, um bom torresmo...kkkkk

     

     

    Mas como eu sempre digo, tudo na vida é equilíbrio...podemos sim comer torresmo, mas com muita moderação. Uma estratégia que dá muito certo é alimentar-se saudavelmente no dia-a-dia para podermos de vez em quando, abusarmos pouco (eu sei que é pleonasmo, mas a expressão era necessária) de algumas guloseimas consideradas perigosas para nosso "corpinho".

     


    Aqui é mais uma receita que não precisa de receita, mas, vamos tentar colocar no papel! Aliás, o recheio você pode modificar, inventando outro ou outros de acordo com seu paladar e disponibilidade de ingredientes!

     

     

    Lasanha de repolho roxo com carne moída à moda árabe e creme de ricota

     


    Ingredientes:


    Repolho roxo (ou o verde mesmo, é que o roxo fica mais bonito...hehehe)
    carne moída
    pimenta síria
    sal
    alho/cebola
    molho de tomate (preparei com o tomate pelati, alho e cebola, mas utilize o que quiser)
    creme de ricota
    queijo mussarela light

     


    Modo de fazer:


    Cozinhe o repolho inteiro em água fervendo por uns 15 minutos. Retire, escorra a água e solte as folhas. Prepare a carne moída refogada com alho, cebola e tempere com pimenta síria ou tempero árabe (é a mesma coisa, mas dependendo do fornecedor mudam o nome) e sal. Coloque uma camada de molho de tomate cobrindo o fundo do refratário e vá intercalando camadas de repolho, carne moída e creme de ricota.

     

     

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    Por último, preferencialmente, a camada de molho de tomate. Salpique com queijo mussarela light ralado para gratinar.

     

     

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    Voilà!!!! E vamos manter o propósito da semana fit!

     

     

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    Baci

     

    Cacau

  • Gewüstraminer. Ãh??

     

    Além de participar de duas confrarias, promovo degustações para os amigos e não há nada mais comum do que a cara de espanto das pessoas quando se fala em um vinho feito com Gewustraminer (Pronuncia-se: 'ga-Vertz-trah-Mee-ner'). O nome assusta né?! Mas prometo que vocês vão amar conhecer essa uva mais de perto.

     

    Bom, sempre ouvi falar que a Gewus (só para os íntimos) era originária da Alsácia, informação que confirmei em diversas publicações sobre vinhos... Mas há pouco tempo soube que, na verdade, ela é originária da comuna de Tramin (Termeno), no Alto Adige, próximo a Trentino - Norte da Itália.  Lá, inclusive, nessa região conhecida como Tirol, acontece uma vez por ano (no mês de julho) o Simpósio da Gewürztraminer com mais de 200 expositores, além de eventos gastronômicos" em torno dessa uva.

     

    Mas e esse nome com cara de alemão??? Bem...Gewürz quer dizer muito aromática (alguns dizem temperada). Em alguns lugares a tradução literal para a palavra é especiaria (já deu água na boca??). E os Gewus são exatamente isso: um desbunde no nariz e uma riqueza na boca. Embora os aromas envolventes sejam sutis e equilibrados, na boca o vinho se transforma numa potência e sustenta queijos amarelos com fungos e pratos condimentados como da culinária indiana ou asiática. Os mais adocicados também podem acompanhar sobremesas a base de frutas e leite sem erro.

     

    Já provei vários exemplares e selecionei dois bem interessantes e diferentes para vocês:

     

    - O primeiro foi um nacional (sim, enólogos brasileiros vêm mostrando belos exemplares com essa casta), da minha querida Angheben. Safra 2.012, fresco, amarelo claro, levemente picante, nariz de fruta fresca, flores, parecia perfeito para ser apreciado sozinho. Quando provado com o prato, no entanto, se mostrou prontíssimo a acompanhá-lo, refrescando as especiarias e tornando tudo delicado e harmonioso. O Eduardo, enólogo da Angheben me disse que o seu Gewus foi pensado para ser tomado desde a piscina até acompanhando pratos bem elaborados. Confirmamos essa impressão. Esse eu trouxe da própria vinícola, mas eles vendem pelo site e vale a pena.

     

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    - O segundo foi um clássico alsaciano, Ruhlmann, safra 2010, oriundo de vinhas velhas, mais encorpado, mais doce também, douradíssimo, com aromas absurdamente florais, de camomila e mel e extremamente persistente. Quem provou gostou mais com o prato do que sozinho. Pode ser encontrado na Adega do Angeloni. Harmonizamos com um camarão salteado no alho, pimenta e curry acompanhado de arroz jasmim e como contei acima, harmonizou super bem com os dois rótulos.

     

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    Prontos para provar o Gewustraminer? Corram lá comprar uma garrafa e me contem!!

     

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    Um beijo e até semana que vem!
    Keli

  • Guisado de moela com vinho e gengibre...


    Não sei se já falei, mas não gosto de pedir comida (delivery)...sou do tipo que prefere sempre estar à beira do fogão! Na emergências, o máximo é a amada pizza e só mesmo nas emergências (eu comeria pizza todos os dias se pudesse...hehehe). Mesmo ontem sendo domingo e eu tendo trabalhado mais de 10 horas, ainda assim, preparei o jantar a quatro mãos com o marido.

     


    Na geladeira tinha moela, batata, gengibre...aí então surgiu a idéia do guisado (sempre quando é preparado em panela com molho) de moela com purê de batatas para acompanhar. O marido assumiu a moela e eu o purê e o resultado foi surpreendente! Eu sei que algumas pessoas não gostam de moela (miúdos em geral), mas para quem gosta vale muita a pena preparar essa receita!

     

     

    Ingredientes:

    1/2 k de moela
    1 cebola
    5 dentes de alho
    1 tomate rasteiro
    1 copo de vinho tinto seco
    1 colher de sopa de shoyo
    gengibre a gosto


     

    Modo de fazer:

     

    Tempere a moela com alho, cebola e sal e deixe descansar por meia hora. Colocar em uma panela de pressão cebola em rodelas, os alhos inteiros, o gengibre, o tomate picado, o vinho e o shoyo. Fechar a panela e contar 25 minutos de cozimento após abrir fervura. Pasado esse tempo, abra a panela, retire o líquido e reserve. Acrescente azeite e doure a moela. Adicione novamente o líquido e deixe no fogo por mais uns 5 minutos com a panela destampada. Desligue o fogo e sirva!


     

    Purê de batatas:

     

    O tradiconal: batata, manteiga, sal  e para dar uma cremosidade maior adicionei um pouco do líquido no qual a moela foi cozida. Ficou show!!!

     

     

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    Voilà! Quem disse que um prato preparado com moela não tem glamour?

     

     


    Baci
    Cacau

  • Negroni...


    Eu não passo um dia sem ler e acompanhar pelo Instagram os blogueiros de vinho e gastronomia e de tanto ouvir falar nele, o tal do Negroni vinha me intrigando. Alguns desses críticos são fieis a esse coquetel e eu resolvi provar também. Eles criaram até a Squadra Negroni, cuja única regra é postar o negroni bebido e o local, tamanha fidelidade a ele.

     

     

    Fui entender de onde ele veio antes de degustar e vou dividir com vocês. Encontrei várias histórias e descobri que o Negroni é muito popular, mas foi no livro “Quem colocou o filé no Wellington?”, indicado pela Cacau, que soube que o coquetel não tem nem 100 anos e nasceu de um outro coquetel.

     

     

     

    Por volta de 1919, em Florença, na Itália, o bartender Fosco Scarselli, atendendo a um pedido do conde Camillo Negroni, que queria algo mais alcoólico do que o tradicional Milano-Torino que sempre bebia (Campari, Martini e club soda), retirou a soda e adicionou gim e um pedaço de casca de laranja, dando origem ao drinque.  Ele também inovou ao colocar laranja ao invés do limão e daí em diante foi só sucesso.

     

     

     

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    A recetinha - ensinada pela Isadora em nossa degustação - é bem simples: Num copo baixo com gelo, coloque uma dose de gim, uma dose de Campari e uma dose de vermute. Ao final, uma casquinha de laranja. Se preferir deixá-lo menos amargo, vale colocar uma fatia de laranja fatiada ou ainda, como é servido no DOM, com um gelo de suco de laranja, que vai derretendo e deixa o sabor mais adocicado.

     

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    Eu testei todas as versões e preferi com a fatia de laranja.

     

     

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    O Negroni é um aperitivo, perfeito para um final de tarde ou para abrir o apetite antes de uma refeição.

     

    Ficaram curiosos também? Provem e me contem!

     

    Um beijo e até semana que vem!

    Keli
     

  • Mignon na cerveja preta com risoto milanês...

     

    Como cozinhar para mim é um vício (mas vício bom né?) e por isso retornei às aulinhas de culinária às segundas-feiras na Confraria do Darcio! O Chef Darcio nos passa receitas muito práticas para o dia-a-dia, sem perder o glamour de um prato gourmet preparado de forma simples e rápida. Para vocês terem idéia, ontem foi minha aula no. 142!!! Sim,  frequento a Confraria desde a primeira aula, então vocês fazem idéia de quantos pratos eu aprendi a preparar, levando em conta que são em média duas receitas por enocntro?

     

     

    Ontem o encontro não fugiu desse padrão e preparamos um filé na cerveja preta e para acompanhar um risoto milanês...bem simples, mas delicious!!!!! Seguem as receitinhas:

     


    Filé mignon na cerveja preta


    Ingredientes:

    1 k de filé mignon
    1 lata de cerveja preta (350 ml)
    3 tomates grandes
    2 colheres de sopa de tomilho fresco
    1 cebola
    sal e pimenta q/n
    água q/n

     


    Modo de fazer:

     

    Colocar os ingredientes em um mix e processar (exceto a água). Acomodar o filé em uma travessa e despejar o líquido processado. Se o líquido não cobrir a carne, completar com água. Deixar marinar por 4 horas (mínimo de 2hs), levar ao forno a 200 graus e assar por aproximadamente 40 minutos. Fatiar e servir!

     


    Risoto milanês


    Ingredientes
    (p/ 6 pessoas)

    (obs: a medida é sempre 3 pessoas por xícara de arroz)

     

    2 xícaras de arroz para risoto (o de sua preferência)
    4 colheres de sopa rasa de manteiga
    1 colher de sopa de azeite de oliva
    1 1/2 de caldo de galinha
    100 ml de vinho branco seco
    100 gr de parmesão ralado
    1 colher café de açafrão diluído no caldo


     

    Modo de fazer:

     

    Em uma panela colocar as 3 colheres da manteiga e o azeite e refogar a cebola. Colocar o arroz e em seguida acrescentar o vinho branco, esperando-o evaporar. Adicionar o caldo de legumes aos poucos, na quantidade necessária para deixar o arroz úmido. Quando o arroz estiver " al dente", acrescentar o açafrão. Desligar o fogo e colocar a manteiga restante e metade do parmesão, misturando até derreter. Servir com o restante do parmesão por cima.

     

    Voilà!

     

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    Baci

    Cacau

  • Salada de grão de bico e bacalhau

    Pessoal, hoje a receita é simplérrima mas cheia de substância! Essa salada é capaz de segurar sozinha um jantarzinho despretensioso. Eu já preparei diversas vezes e foi prato único no meu jantar e do marido.

     

     

    Além de mega fácil tem um valor nutricional bem legal, afinal utiliza como base o grão de bico e o bacalhau. O grão de bico é um alimento rico em triptofano, uma substância precursora da serotonina, responsável pela sensação de bem estar. Além disso, é um excelente alimento do ponto de vista nutricional por ser rico em proteínas, ferro, fibras, ácido fólico, cálcio e magnésio. Já o bacalhau é um peixe de água salgada, fonte de proteína, como todo peixe, e pobre em gorduras e calorias. Só tome cuidado se você tiver um histórico de ácido úrico preocupante, pois ambos são alimentos que não devem ser utilizados para esse público.

     


    Segue a receita:

     

    Ingredientes:

     

    300g de bacalhau dessalgado e em lascas
    1 xícara de grão de bico cozido e escorrido (hoje encontramos os da marca QUERO e FUNGINI já prontos para o uso)
    1 xícara de cheiro verde
    1 tomate sem sementes cortado em cubos
    1 cenoura passada no ralo grosso
    azeite q/n (quanto necessário)
    suco de 1/2 limão siciliano
    sal e pimenta do reino q/n

     

     

    Modo de fazer:

     

    Misturar o bacalhau com o grão de bico (não é preciso "refogar" o bacalhau). Acrescentar o cheiro verde, a cenoura, o tomate e o limão. Temperar com sal, pimenta e o azeite. Servir!

     


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    Fácil demais né!

     

    Baci

    Cacau

  • Brigadeiro de colher...delicious!

    Olá Pessoal,

     

    Muitas são as opções em lembrancinhas para eventos, mas confesso que as minhas favoritas são sempre as que vêm com um docinho, biscoito ou coisa parecida. Os brigadeiros são sempre um sucesso, seja qual for a sua apresentação. Servidos nas panelinhas, ficam um charme... E são tão fáceis de fazer!!!

     

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    Brigadeiro de Colher

    (rendimento 12 panelinhas)

    1 lata ou caixa de leite condensado(395g)*

    80g de chocolate meio amargo picado

    1 caixinha de creme de leite UHT(200g)**

     

    Leve ao fogo baixo em uma panela com fundo grosso por cerca de 6 minutos, ou até você perceber o doce desgrudando do fundo da panela.  Evite utilizar panelas de teflon, as de alumínio são melhores. Desligue o fogo e adicione o creme de leite e pronto. Deixe esfriar e disponha nas panelinhas ou de outro modo.

     

    Você pode utilizar copinhos, vidrinhos com tampa, decorar com confeitos de chocolate ou coloridos. Frutas ficam uma delícia também.  Use a imaginação.

     

     

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    Voilá, agora é só saborear...

    Beijos

     

    * use sempre produtos de boa procedência, não caia no conto do mais barato, nem sempre sua receita sairá como você gostaria.

    ** não pode ser o de lata, pois tem soro.

     

     

  • Muqueca de robalo e camarão

     

    Nossa última aula do primeiro módulo do Curso de Chef de Cuisine teve um cardápio bem brasileiro: muqueca de robalo e camarão, camarão na moranga e salmão com molho de funcho! Cada uma dessas receitas eu vou publicar aqui no blog porque as duas primeiras são clássicas da cozinha brasileira e a de salmão agrada muito devido à delicadeza e perfume do molho de funcho (erva doce)!

     

     

    Existem basicamente dois tipos de muqueca: a baiana e a capixaba! A diferença está no acréscimo de azeite de dendê e leite de coco na primeira, o que a torna um prato mais substancioso! Ah, se não encontrar robalo para prepará-la (nem sempre encontramos por aqui) pode substituir por cação, ok! Segue a receitinha!

     

     

    Muqueca de robalo e camarão


     

    Ingredientes:

    6 postas de robalo (ou cação)
    1 kg. de camarão limpo
    3 cebolas cortadas em rodelas
    1 pimentão verde
    1 pimentão vermelho
    1 kg de tomate concassé
    4 dentes de alho socados
    azeite de dendê
    azeite de oliva
    1 maço de coentro (ou salsinha para quem preferir)
    1 pimenta malagueta em rodelas
    1 vidro de leite de coco
    sal


     

    Mode de fazer:

    Lavar o peixe e o camarão e temperar. Com a cebola, os pimentões, o tomate e o coentro, fazer uma mistura em panela de barro e refogar com metade do azeite de oliva e o dendê. Colocar as postas de robalo e o camarão.

     

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    Cobrir com o restante da mistura, juntamente com a pimenta, o leite de coco e o sal. Deixar levantar fervura, experimentar o sal e a pimenta, retificar se necessário. Terminar de cozinhar com a panela tampada.

     

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    Voilá!

     

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    Baci

    Cacau

  • Naked cake...

    Olá Pessoal
     
     No último final de semana, resolvi me arriscar e fazer o tal falado Naked Cake, ou bolo pelado, se traduzirmos ao pe da letra. O Naked Cake tem uma aparência rústica, com recheio aparente, sem cobertura de glacê ou pasta americana. Seu encanto está justamente no aspecto desconstruiío, deixando a mostra as frutas e também as flores da decoração e recheio.
     

    Hoje em dia o Naked Cake  é usado para todos os tipos de eventos, inclusive casamentos, o que dá um toque despojado a mesa de doces. A base do Naked são discos de pão-de-lo, que pode ser branco ou de chocolate. O recheio podemos utilizar ganache, doce de leite, buttercream, brigadeiro, etc. Para decorar frutas vermelhas e flores são bem-vindas.
     

     

    Vamos lá para o passo a passo:
     
     

    Escolha uma forma redonda de fundo falso. Eu usei uma com 20cm de diâmetro. Forre somente o fundo com papel manteiga. Isso deixará o nosso bolo com a superfície lisa, pois ficará aparente.

     

     

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    Bata o pão-de-lo com:


      3 ovos (bata as claras em neve para deixar o bolo mais leve)
      3 colheres(sopa) de açúcar
      3 colheres (sopa) de farinha de trigo
      1 colher(cafe) de fermento em pó
     

    Asse em forno pre-aquecido em 180 graus por aproximadamente 25 minutos.
     
     

    Desenforme o bolo ainda morno e com cuidado e reserve.

     

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    Repita esse passo 3 vezes e assim terá 3 discos de pão de lo.
     
     

    Montagem:
     
     Sobre o primeiro disco, umedeça o bolo com uma calda de açúcar, água e o licor de sua preferência. Eu usei o Grand Marnier, de laranja, que deixou um sabor bem delicado. Lembrando, apenas misture 01 parte de açúcar para 02 partes de água e acrescente gotas do licor. Não há necessidade de ir ao fogo. Com o bolo úmido, faca uma camada do recheio escolhido. Eu sei o doce de leite.
    Feito isso, coloque frutas vermelhas sortidas picadas de modo que quase cubram o recheio, sem a preocupação de ficar aparente, esse e o propósito. Utilize as frutas de sua preferência. No meu bolo foram framboesas, mirtilos, amoras e morangos. Repita esse passo ate o terceiro disco.
     

     

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    Cubra com as frutas vermelhas, decore as laterais do prato. Essa é a parte mais legal....use a imaginação para criar. Por fim, na hora de servir, polvilhe açúcar de confeiteiro.

     

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    Fica lindo e delicioso.
     
    Beijos
    Re

  • Lasanha integral à bolonhesa com brócolis e ricota

     

    Depois do blog ter ficado "fora do ar" por alguns dias em razão de problemas operacionais (e aí só os programadores conseguem resolver!), voltamos!!!!!

     


    Dos pratos preparados com massa, a lasanha é o que preparo com menor frequência, aliás, quase nunca preparo. Mas hoje vi no mercado uma massa integral e achei que era um bom prato para o almoço de hoje. Sim, almoço! Cinco dias com a Esmalteria fechada em razão do carnaval possibilitam incursões na cozinha também no almoço!

     


    É um prato bem básico e os recheios eu combinei na hora de preparar. Fiz uma carne moída com molho de tomate, um creme de ricota e brócolis e intercalei. Bem fácil né!!!! Segue a receitinha:

     


    Lasanha integral à bolonhesa com brócolis e ricota

     

    Ingredientes:

     

    Massa de lasanha integral (comprei uma que não precisa ser cozida antes de ir ao forno)
    molho de tomate (preparei o meu de forma simples: alho e tomates)
    carne moída
    buquês de brócolis
    creme de ricota (Tirolez, aquele comprado no mercado...light)
    sal q/n
    parmesão


     

    Modo de fazer:


    Separe os buquês de brócolis dos talos e recorte-os bem pequenos. Nunca, jamais, jogue fora os talos. Corte-os em fatias finas e depois utilize para preparar um gostoso arroz, inclusive, cozido com a água em que foi cozido o próprio brócolis.

     

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    Coloque água para ferver e quando estiver fervendo (exceto a batata, todos os demais vegetais só devem ser colocados para cozinhar quando a água já estiver fervendo), branqueie os buquês de brócolis (3 minutinhos de cozimento e após jogá-los em água fria, inclusive com gelo, pois só assim é possível parar o cozimento). Reserve. Em uma frigideira coloque o azeite o alho, a cebola e após a carne moída. Deixe cozinhar, nas não deixe ficar seca. Acerte o sal. Acrescente o molho de tomate. Reserve.

     

     


    Montagem:


    Forre um refratário com o molho de tomate. Coloque uma camada de massa e sobre ela o molho à bolonhesa. Uma outra camada de massa, molho de tomate e o creme de ricota com os buquês de brócolis sobre essa camada. Repita o procedimento de intercalar os recheios o quanto achar necessário. Por último, o molho de tomate e parmesão. Leve para gratinar!

     

     

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    Voilá!!!! Só isso!

     

     

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    Baci

    Cacau

  • Batata doce com creme de frango e alho poró...

    Ontem para o jantar preparei essa receitinha que foi inventada na hora. Foi um daqueles dias em que você abre a geladeira, vê o que tem e inventa a receita. O resultado foi muito bom!!!!  Preparei duas versões: uma com batata inglesa e outra com batata doce. Vocês sabem que no cotidiano utilizo basicamente batata doce ou mandioquinha salsa (batata baroa) ou mesmo abóbora cabotiá e quase nunca a batata inglesa. E a razão está no índice glicêmico.

     

    Alimentos que digerem rápido, como os sem fibras, viram rapidamente açúcar. Eles aumentam a insulina (hormônio que faz o transporte da glicose sanguínea para dentro da célula) no corpo e isso faz com que se depositem na forma de gordura. Quanto mais rápida for a conversão do carboidrato em glicose, maior será o seu índice glicêmico. Isso gera um estímulo para o cérebro, que responde com a fome. O resultado é que você come mais.

     

    A principal diferença entre a batata doce e a inglesa (além do sabor, é claro), está no índice glicêmico. Este valor representa a velocidade com que os carboidratos entram na nossa corrente sanguínea: quanto mais alto, mais insulina o pâncreas libera para tentar equilibrar os níveis de açúcar no sangue. A batata inglesa apresenta alto índice glicêmico (IG = 70), ou seja, eleva rapidamente o açúcar no sangue. Já a batata doce apresenta um índice glicêmico bem menor (IG = 48), o que contribui para a saciedade e evita a elevação rápida e exacerbada da insulina.

     


    Por essas razões é que prefiro consumir batata doce. Ontem preparei as duas versões - com a batata inglesa e a doce - porque o marido que até então dizia não gostar de batata doce, ontem abandonou a batata inglesa e se lambuzou de comer essa batata doce com recheio cremoso de frango e alho poró!

     


    Segue a receitinha:


     

    Ingredientes

     

    batata doce (ou inglesa)
    peito de frango ralado (ou desfiado. Já mostrei para vocês que uso o ralado da COPACOL)
    alho poró
    creme de ricota (ou requeijão ou creme de queijo minas, sempre preferindo as versões magras)
    azeite
    sal q/n
    tomilho (opcional)

    salsinha picada


     

    Modo de fazer

     

    Lave as batatas e leve-as ao forno para assar por aproximadamente uns 50 minutos (veja o ponto, pois deve ficar com a textura para ser consumida). Enquanto isso corte o alho poró em fatias finas (lembrem-se de higienizá-lo antes) e refogue-o em azeite. Acrescente o frango e deixe refogar por mais uns minutinhos. Retire do fogo e acrescente o creme de ricota, a salsinha e o tomilho e acerte o sal. Reserve.

     

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    Retire as batatas do forno e corte-as na metade (horizontal). Retire a polpa, deixando-as como uma canoa. Há a opção de misturar ou não essa polpa no refogado de frango, dependendo do gosto de cada um. Ontem eu não misturei. Coloque o creme de frango nas batatas e salpique com parmesão. Leve ao forno para gratinar.

     

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    O tempo de forno é o necessário para gratinar. Voilà o resultado!!!!

     

     

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    A combinação desse recheio com a batata doce fica mais saborosa do que com a batata inglesa. Fica a dica, alé, obviamente, do valor nutricional!

     

     

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    Que tal testarem essa versão? Depois me contem...

     

    Baci

    Cacau

     

     

  • Barrinha de cereais...

    Vocês pediram e aí vai: receitinha da barrinha de cereais!

     

    Fiz apenas duas vezes mas já virei fã dessa receita porque além de saborosa é bem fresquinha...alimento sem conservante é tudo né? Além do mais eu acho as barrinhas de cereais compradas muito doces! O legal é que dá pra brincar com os sabores e minha imaginação não pára. A legião de fãs dessa receita cresce e, por incrível que pareça, até adolescente tem amado essa receitinha!

     

    Com essa receita você prepara um lanchinho super saudável e garante uma alimentação regrada comendo-as nos horários dos lanchinhos entre refeições.

     

    Vamos à receita que trouxe em duas versões: a primeira com damasco, nozes e ameixa e a segunda com cramberry e castanhas.

     

    Ingredientes básicos:

     

    2 colheres de sopa rasas de linhaça dourada (usei a farinha)
    1 banana média
    1/2 xícara de chá quinoa em flocos (usei aquela de duas cores)
    1/2 xícara de chá de aveia em flocos
    2 colheres de sopa de gergelim torrado
    1 colher de sopa rasa de óleo (usei o de girassol)
    4 colheres de sopa de agave


     

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    Sabores:

    1a. versão: (tudo picadinho)
    5 colheres de sopa de nozes
    5 ameixas pretas sem caroço
    9 damascos secos

     

    2a. versão: (tudo picadinho)
    5 colheres de cramberry seco
    5 colheres de castanha de cajú


     

    Modo de fazer:

     

    Cubra a linhaça com água e deixe de molho por 15 minutos. Amasse uma banana com o garfo e coloque em uma panela junto com os ingredientes dos sabores e os demais ingredientes. Mexa tudo e leve ao fogo por 5 minutos, apenas para dar liga.

     

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     Coloque a massa em uma forma e alise com as costas de uma colher, pressionando levemente para que fique firme. Com a ponta de uma faca risque a superfície da massa demarcando o tamanho das barrinhas ou corte com um cortador (uso cortador em forma de cubo).

     

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    Leve para assar por aproximadamente 20 minutos (depende do forno)

     

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    Fácil né?


    Baci
    Cacau

  • Escondidinho de bacalhau...


    Sem dúvidas escondidinho de bacalhau preparado com mandioquinha salsa (batata baroa) é um dos meus pratos TOP 10! Vocês já sabem que quase nunca utilizo batata normal em meus pratos e procuro, sempre, substituí-la por mandioquinha salsa (batata baroa) ou batata doce, por conterem estas um índice glicêmico muito mais recomendável.

     

    Preparo muitas variedades de escondidinho tanto com relação ao purê como em relação aos recheios que variam entre camarão, carne moída, frango e até carne seca, mas o meu preferido, sem dúvidas, é o de bacalhau. Compro no mercado aquele bacalhau que já vem desfiado e custa baratinho e sempre armazeno em pequenas porções já dessalgadas no freezer, assim, quando preciso utilizar, descongela em poucos minutos. É um curinga para se ter em casa e com um custo baixíssimo!

     

     

    A receita - na verdade nem é receita e sim sugestão de preparo - é bem simples e cabe a cada um usar a imaginação e adaptar ao paladar. Uma coisa eu digo: é muito bom, fácil e rápido de preparar.

     

     

    Escondidinho de bacalhau


     

    Purê

    mandioquinha salsa (ou batata ou batata doce)
    manteiga
    creme de leite (opcional)


     

    Recheio (sugestão)

    Bacalhau em lascas ou desfiado dessalgado
    tomate seco
    azeitonas pretas em fatias
    azeite
    alho/cebola
    sal e pimenta q/n
    tomilho (opcional)

     


    Modo de fazer:

    Refogue o bacalhau no azeite com alho e cebola. Acrescente o tomate seco, a azeitona e o tomilho e deixe por mais alguns minutos no fogo. Acerte o sal e a pimenta (não uso a pimenta) Reserve.

     

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    Em outra panela prepare o purê colocando a mandioquinha já cozida e amassada. Adicione a manteiga (o necessário para dar cremosidade à mandioquinha). Ajuste o sal. Se desejar maior cremosidade acrescente umas 2 colheres de creme de leite (de preferência o fresco e observe a quantidade de mandioquinha). Também há a opção de adicionar no purê queijo parmesão ralado, mas prefiro só polvilhá-lo para gratinar.

     

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    Monte as camadas de purê, recheio e purê, pincele com azeite e leve ao forno por uns 15 minutos. Após esse tempo, retirar do forno e salpicar com parmesão ralado e retornar ao forno pelo tempo necessário para gratinar.

     

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    Voilà!!!

     

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    Delicious!!!! Basta mangiare!!!!

     

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    Baci
    Cacau

  • MEATZZA ou pizza de carne moída...


    A primeira vez que vi essa receita foi em um programa da Nigela! Imediatamente fui preparar...vocês sabem como funciono: vejo o programa e se tem os ingredientes em casa eu corro para o fogão testar a receita.

     

     

    Eu amo carne moída e esse prato, em especial, é muito magrinho, funcional e perfeito para o jantar, já que dispensa acompanhamentos. É até estranho ser receita da Nigela porque ela ama uma comida "gordinha"! Rápido e fácil de preparar, a cobertura depende do gosto e criatividade de cada um. A minha preferida é essa de tomates, mozzarela de búfala e manjericão!

     


    Segue a receita que já foi publicada no meu instagram (@cacaurodrigues) e na fan page do blog, mas, ainda não havia sido publicada aqui!

     

     

    Ingredientes


    1/2 kilo de carne moída (usei a light e não recomendo, deve ser utilizada a normal para ficar mais molhadinha)
    1 ovo
    2 colheres (sopa) de aveia
    parmesão (opcional, a Nigela obviamente coloca, mas eu elimino para ficar magrinha)
    sal e pimenta q/n
    tomilho (opcional)

     

    Modo de fazer

     

    Misturar todos os ingredientes e forrar uma assadeira (bom pincelar com óleo) ou forma de silicone com essa massa.

     

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    Cobri com tomate pelado amassado (usando como um molho, mas em pequena quantidade), tomatinhos e mozzarela de búfala, com um fio de azeite para "cobrir". Após assar (o tempo depende do forno, mas aproximadamente uns 25 minutos. É só olhar o ponto desejado da carne). Retirar do fogo e colocar folhinhas de manjericão.

     

     

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    Não é realmente fácil ? E muito, mas muito delicious!!!! O único problema é que não vai ter mais desculpas para não preparar o jantar!

     

    Bon appetit!

     

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    Baci

    Cacau

  • Açougue Del Toro: deliciosa surpresa!

     


    O post de hoje não tem receita, mas tem uma dica super quente e deliciosa para quem estiver passando por Balneário Camboriú: o Açougue Del Toro!

     

    Gente, eu simplesente pirei com o conceito do negócio desses jovens Chefs! Trata-se de um açougue gourmet onde você facilmente perde a cabeça diante de tantas opções descoladas e saborosas de carne (e olha que não sou carnívora!). Descobri o açougue por acaso, mas no momento que entrei e conheci fiquei encantada e saí com carninhas para comer por muito tempo, muito embora eu tenha voltado no dia seguinte para dar um "up" nas aquisições e trazer para Londrina, já que aqui não temos esse serviço TOP. Os proprietários do açougue, todos são chefs e já trabalharam em países diversos, sendo os principais Argentina e Itália. Foi nesses dois países que se apaixonaram por carnes e tiveram a idéia.

     

     

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    (Prime rib de Hereford, com 16 meses, maturado por 85 dias. Perfume, sabor e maciez inigualáveis)

     

     

    O que mais me chamou a atenção foram os hambúrguers! Huuumm...uma variedade incrível e com sabores muito peculiares. Os temperos são perfeitos - inclusive " importei" o tempero preparado por eles para experimentar - e a diversidade de carnes agrada. Na viagem preparei hamburguers de Angus e de Cordeiro...ambos saborosíssimos!!!!

     

     

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    Os hamburguers lá preparados já ganharam fama e tem até um concurso onde há interação das receitas dos Chefs e dos clientes! Pena que não pude participar do evento que será amanhã!!! Olhem o hamburguer de javali!!! Demais né!

     

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    Outra opção bem legal são os pães que preparam já recheados com carnes, como esse que preparei: pão recheado com picanha de porco e embrulhado em presunto parma...de comer rezando!!!!

     

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    Enfim, são tantas opções que vale a pena conferir na fan page deles, até mesmo para se ter idéias para variar os preparos de carnes: https://www.facebook.com/AcougueDelToro

     

     

    Os hambúguers, com certeza, são minha próxima missão e quem sabe com jeitinho não consigo fazer um estágio com eles né?

     

    Ah, e para harmonizar nossa expert Keli Bergamo dá as seguintes dicas: um Bordeaux ou Shiraz australiano. Mas o importante é saber o acompanhamento, pois se tiver molhos com gordura uma boa opção é um Cabernet encorpado e, se for só uma saladinha como eu fiz, até um Tempranillo vai bem!

     

    Baci

    Cacau

  • Simplesmente Pavê...o doce de gerações!

    Olá Pessoal!


    Vamos falar hoje sobre uma sobremesa que está presente nas mesas por ai afora. Durante algum tempo ficou marginalizado, sendo inclusive ligado a hábitos gastronômicos pouco sofisticados. Entretanto me diz quem não gosta de um Pavê?

     

    Nos acostumamos com ele nos almoços de domingo na casa da vovó e coringa como ele só, pode ser preparado de várias formas, com a fruta ou biscoito que você tiver em casa. As primeiras receitas  deste doce delicioso vieram da França, e algumas especulações acerca do nome, pavê,  fazem uma relação com a palavra pavimento ou piso, a explicação seria de que o referido doce é montado a partir de camadas, do mesmo modo que as construções. Feitos em camadas alternadas de biscoito e creme e assim sucessivamente, ele tem uma simplicidade na sua preparação, mas nem por isso ele perde o seu maravilhoso sabor, além de se tornar uma receita atrativa pela sua praticidade.

     

    A minha receita hoje é um pouquinho diferente. Feita também em camadas, porém com pão de ló no lugar dos biscoitos. Garanto a vocês, fica maravilhoso. Voilá:

     

    Pavê de Coco

     

     

    Pão de Ló
    5 ovos
    5 colheres (sopa) de açúcar
    5 colheres (sopa) de farinha de trigo
    1 colher (chá) fermento em pó

     

    Creme
    1 litro de leite
    1 lata de leite condensado
    2 colheres (sopa) de amido de milho
    1 lata de creme de leite

     

    Cocada
    1 lata de leite condensado
    1 colher margarina
    100g de coco fresco

     

    Modo de fazer:

    Prepare o pão de ló de maneira tradicional, leve ao forno preferencialmente em uma forma retangular, forrada de papel manteiga. Vai certamente facilitar no momento de desenformar. Reserve. Prepare o creme levando os ingredientes ao fogo baixo, mexendo sempre até dar ponto de mingau. Prepare a cocada da mesma maneira, tomando cuidado para que ela não fique muito espessa, para que no final da preparação você possa espalha-la com facilidade. Corte o pão de ló em retângulos de aproximadamente 5x10 cm. Caso seu bolo tenha ficado um pouco mais alto, é possível cortá-lo ao meio também.

    Monte o pavê da seguinte maneira:
    1ª camada bolo
    2ª camada creme
    3ª camada bolo
    4ª creme
    5ª cocada para finalizar

     

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    Sirva bem gelado. O ideal é o preparo de véspera.

     

    Bon Appétit

    Renata

  • Férias...praia...camarão ao parmesão!

     

    Enfim, férias!!!!! São poucos dias - apenas uma semaninha - mas já é suficiente para recarregar as baterias. Eu amo praia, não tanto pelo sol, mas pela falta de compromisso que ela proporciona. Acorda-se quando se quer - mas eu continuo madrugando! - não se tem telefonemas, nem obrigação nenhuma, senão " fare niente".

     

     

    Eu e o marido adoramos sentir a brisa do mar, beber um bom espumante ou drink enquanto ficamos vendo o vai e vem do mar e, principalmente, cozinhar! Sim, cozinhar nas férias e em especial na praia! Para nos hospedarmos é imprescindível que o apartamento ou apart-hotel tenha cozinha disponível! E olha que na praia a briga pela cozinha é grande e, geralmente, ele acaba tomando-a para si...hehehehe!

     

     

    E hoje não foi diferente! E a meu pedido, o jantar tem um dos pratos que mais gosto de petiscar: camarão ao parmesão! Inclusive essa receita tem origem aqui mesmo em Balneário Camboriú (SC). Certa ocasião comemos esse camarão em um restaurante e, como sempre, se eu não consigo tirar a receita pela degustação, pergunto logo ao Chef! E é tão simples...Na verdade nem é uma receita, mas sim uma ótima dica para empanar. E mesmo hoje sendo o aniversário do marido, ele teve que assumir o fogão!!!! Aproveitando: parabéns meu amor!!!!


    Segue a receitinha:

     


    Ingredientes:

     

    camarão
    ovo
    parmesão ralado
    farinha de trigo
    farinha de rosca (PANKO é a melhor farinha para empanar e não é difícil de encontrar para comprar. É uma farinha japonesa mais granulada e, por isso, o empanado fica mais crocante, mas se não tiver, a de rosca normal faz as vezes tranquilamente!)
    alho, cebola, sal e saquê culinário (opcional)

     


    Modo de fazer:

     

    Tempere o camarão com o sal, alho e cebola e se desejar, adicione o saquê culinário (o marido sempre usa e eu gosto bastante). Deixe descansar por uns 30 minutos e enquanto isso prepare os ingredientes para empanar. Conforme a foto abaixo, o empanamento é feito primeiro na farinha de trigo, depois no ovo com o parmesão e por fim na farinha de rosca. Simples assim!

     

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    Após empanar, é só fritar em imersão, comer e rezar!!!!!!

     


     

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    Delicious!!!!!

     

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    Baci

    Cacau

  • Tortinha de tomatinhos e mel...

    Estava assistindo um dos milhares de programas de culinária que gravo - porque o marido não aguenta mais assistir, então gravo e assisto quando estou sozinha - e vendo um dos episódios do programa da Lorraine Pasquale ela preparou uma atraente tortinha de tomates sweet grape com mel para aperitivo.

     

    Como eu tinha todos os ingredientes na geladeira, não exitei em imediatamente preparar a minha versão para experimentar. Ficou simplesmente demais...saborosíssima além de linda. Só me arrependi de ter feito uma porção tão pequena! Com certeza vou repetir essa receita muitas vezes, especialmente como entrada em jantares!


    Segue a receitinha mega fácil de preparar:

     

     


    Tortinha de tomatinhos e mel:

     

    Ingredientes:

    tomatinhos sweet grape
    sal grosso ou flor de sal
    mel
    azeite
    massa folhada
    manjericão

     


    Modo de fazer:

     

    Forre o fundo de uma frigideira com os tomatinhos. Polvilhe o sal e regue com aproximadamente 1 1/2 colher de azeite e a mesma medida de mel. Deixe no fogo por 2 minutos para o tomatinho incorporar os temperos e ficar tenro. Retire do fogo e deixe esfriar por alguns minutos. Corte um disco de massa folhada (compre no mercado já pronta, porque fazer é muito difícil) do tamanho da frigideira e cubra-a apertando as bordas. Pincele com ovo.

     

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    Leve ao forno até a massa ficar dourada. Retire e deixe esfriar.

     

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    Com um prato, vire a torta. A massa folhada fica embaixo e os tomates em cima. Coloque folhas de manjericão (ou não, depende da preferência, mas o contraste da erva com o mel é fantástico)

     

     

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    Voilà!!!!! E para completar, harmonizei com meu espumante preferido - indicação da nossa expert Keli Bergamo - o Décima Rosè! De comer rezando!!!!

     

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    Baci

     

    Cacau

  • Charuto em camadas...

     

    Existem algumas simplificações que fazem sentido! Essa receita é uma delas. Eu amo comida árabe e o charuto está entre os meus pratos preferidos dessa cozinha. Mas confesso que dá um certo trabalho enrolar os charutos e, por isso, eu não preparava com a frequência desejada. Até que em um dos nossos encontros da Confraria do Darcio, o Chef Darcio Scarpelli veio com essa receita maravilhosa!!!

     

     

    É o charuto em camadas!!! Preparado com os mesmos ingredientes e, portanto, com o mesmo sabor que lhe é peculiar, sua roupagem facilita a vida de quem quer preparar essa gostosura, não deixando nada a desejar para o charuto enrolado! Agora vocês já podem preparar com mais frequência esse prato delicioso em pouco tempo, preservando sua essência e sabores! Basta preparar o charuto em camadas em uma panela...não é demais? Segue a receitinha.

     

     

    Charuto em camadas

     

    Ingredientes:

     

    500 gs. de carne moída

    3 tomates picados

    2,5 xícaras de arroz (eu coloco apenas 2 porque gosto com mais carne)

    2 cebolas ( 1 picada e outra em rodelas)

    sal e pimenta síria a gosto

    suco de 1 limão

    1/2 maço de hortelã picada

    1/2 maço de cheiro verde picado (opcional)

    3 colheres de sopa de azeite de oliva

    5 xícaras de água quente (ou um pouco mais se necessário)

    1 tablete de caldo de legumes

    1/2 repolho

    alho q/n

     

     

    Modo de fazer:

     

    1 - Em uma tigela misturar os 9 primeiros ingredientes

    2 - Cortar o repolho em quadrados

    3 - Em uma panela colocar as camadas de repolho e da mistura de carne alternativamente com rodelas de cebolha e alho

     

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    4 - Dissolver o caldo na água e despejar na panela sobre o charuto já montado em camadas

    5 - Levar ao fogo baixo por mais ou menos 30 minutos (acompanhe o cozimento do arroz).

     

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    6 - Servir!

     

    Voilà!!!!! Très facile!!!!!!

     

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    Baci

    Cacau

  • Polpettones da Confraria do Darcio...


    Vocês sabem que meus pratos são preparados sempre para o jantar. Por isso procuro receitas mais magras e que não exigem complexidade para preparar, afinal, depois de um dia de trabalho a disposição não é lá muito grande! Não sei se já disse, mas eu amo carne moída e utilizo no preparo de muitos pratos. Para mim é a melhor forma de comer carne vermelha!

     


    A cozinha italiana, muito mais rústica que a francesa, me agrada muito também e confesso que massa é meu fraco, embora eu evite consumir por causa do trigo. Mas quem dispensa uma bela massa? E para acompanhar um delicioso espaguetti ou pappardelli, nada melhor que um polpettone! Huuumm...amo polpettone!!!! Mas logicamente que dou um jeitinho de deixá-lo mais magro e, no caso, faço sempre assado e não empanado (a receita original é empanado).

     

     

    Polpettone da Confraria do Darcio
    (rendimento 2 polpettones grandes)

     

     

    Ingredientes:

     

    400g de carne moída
    1 ovo
    1 a 2 colheres de sopa de farinha de rosca (eu gosto com menos farinha e troquei por aveia)
    1 colher de sopa de orégano
    cheiro verde
    alho picado a gosto
    1 colher de sopa de mostarda
    molho de tomate
    mussarela, presunto e parmesão ralados (cerca de 200gs de cada)
    sal e pimenta q/n

     


    Modo de fazer:

     

    1. Misturar a carne, o ovo, a farinha de rosca, alho, mostarda e cheiro verde. Corrigir o sal e adicionar a pimenta (opcional).
    2. Para fazer o polpettone usar de molde uma travessa pequena e colocar cerca de 100gs de carne, no formato da palma da mão (eu fiz menor e rendeu 3 polpettones).

    3. Colocar a mussarela e o presunto ralados para rechear.

     

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    4. Cobrir com a mesma quantidade de carne e apertar as bordas para não escorrer o recheio.
    5. Forrar uma assadeira com papel alumínio, deixando um pedaço grande para cobrir os polpettones para assar.
    6. Quando estiverem quase no ponto (com o papel alumínio de ambos os lados, a carne vai cozinhar de forma uniforme), retire o papel e pincele com azeite para dourar.

     

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    7. Depois de assados (mas não muito porque irão novamente ao forno para gratinar e também podem ficar secos), coloque em um refratário/pirex forrado com molho de tomate. Adicione mais um pouco do molho em cima dos polpettones, salpique-os com o queijo parmesão e coloque para gratinar.

     

     

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    Simplérrimo não é? E rende uma jantinha delícia!!!!

     

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    Preparei esse polpettone e para acompanhar escolhi um arroz branco preparado pelo marido no azeite e alho (ele prepara o melhor arroz branco do mundo), porque estava com vontade de comer esse arroz. Combinação simples e perfeita. A receita eu aprendi em um dos nossos encontros da Confraria do Darcio e é assinada pelo Chef Darcio Scarpelli.

     

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    Baci
    Cacau

  • Batata duchesse...

     

    Na última aula do curso de Chef de Cuisine preparamos muitos pratos à base de batatas. Nosso grupo ficou com o preparo da minha queridinha batata duchesse. A batata duchesse tem sua origem na cozinha francesa. É uma receita tradicional e antiga. Foi criada para homenagear a rainha francesa Maria Antonieta e o formato da batata é uma alusão ao penteado alto e ondeado da rainha.

     

    A batata duchesse é uma excelente opção para acompanhar carnes assadas e grelhados. É um acompanhamento que dá um aspeto requintado ao seu jantar, sem demandar complexidade no preparo.

     


    Segue a receitinha:

     

     

    Batata Duchesse

     


    Ingredientes:

     

    800 grs. de batata cozida (a asterix é melhor)
    120 grs. de parmesão ralado
    3 gemas de ovos
    sal e pimenta do reino moída na hora à gosto

     

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    Preparo:

     

    Bater a batata no processador juntamente com 2 gemas. Temperar com sal e pimenta. Há opção de colocar parmesão nessa massa como fizemos, mas não é necessário. Moldar no saco de confeitar, formando pequenos merengues. Pincelar com gema de ovo. Salpicar parmesão e gratinar.

     

     

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    Super fácil, gostoso e decorativo, vale a pena preparar!

     

     

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    (Euzinha no Curso com minhas batatas duchesse)

     

     

    Baci
    Cacau

  • O delicioso Bellini...

     Bellini é um drink feito com uma medida de suco de pêssegos brancos, duas medidas de prosecco e algumas gotas de framboesa, sem nenhum açúcar. Nasceu nos arredores de Veneza num dos verões entre as décadas de 1930 e 1940, quando o dono do Harry’s Bar, Giuseppe Cipriani, resolveu testar a mistura e, com a cor obtida, homenagear o pintor renascentista Giovanni Bellini, já que é semelhante às tintas que usava em seus quadros do estilo veneziano.

     


    Naquela época, os clientes — entre os quais se incluíam Charles Chaplin e Ernest Hemingway — tinham de esperar acabar o inverno para pedir o Bellini. Quando se tornou possível conservar a polpa da fruta, por congelamento, o coquetel passou a ser bebido o ano todo. Em todos esses anos a receita se mantém inalterada.

     

     

    Desde 1.988, no entanto, a Vinícola Canella(que também produz espumantes) industrializa a bebida, que é exportada para o mundo todo. E foi esse Bellini que degustei essa semana, trazido ao Brasil pela Expand. Confesso que drinks coloridos me causam uma certa desconfiança (deve ser trauma por ter provado Keep Cooler na adolescência... hahahahahaha), mas estava curiosérrima para saber qual era a dessa garrafinha... E que agradável surpresa!!  Além de lindo, é bem agradável no nariz e na boca, doce como todo coquetel, mas não enjoativo.

     

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    Perfeito para um final de dia, como aperitivo ou para a beira da piscina. Deve ser servido bem gelado, de 2 a 5 graus mais ou menos, para não ficar tão cansativo. Não foi feito para ser harmonizado com nenhum prato específico, mas apenas para ser apreciado num bate papo e com algumas entradinhas, de modo despretensioso.

     

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    E tem uma enorme vantagem: É considerado o aperitivo menos calórico do mundo: apenas 55 calorias por taça! Perfeito não é??

     

    Em Londrina está a venda na Século Bebidas.

    Quem provar o industrializado ou improvisar um em casa conte pra gente.

     

    Beijos e até semana que vem!

    Keli

  • Medalhões de filé mignon envoltos em massa folhada

     

    A receita de hoje foi inspirada em uma preparada no programa Que Marravilha do queridíssimo Claude Troigros. Claro que fiz minhas adaptações e deixei o prato menos complexo para ficar bem operacional e o resultado foi ótimo!

     

     

    Trata-se de um filé mignon recheado com ervas finas e envolto em massa folhada, acompanhado por abobrinhas salteadas no azeite e alecrim. Essa é a receita do Claude. A minha, um pouco diferente, mas nem tanto. A primeira modificação foi que preparei medalhões bem pequenos que me agradam mais. Outra é que não preparei o molho de ervas por duas razões: a primeira porque o copo do meu liquidificador quebrou bem no dia e a segunda, porque também não achei necessário! Inclusive, achei dispensável o recheio do filé por ser o medalhão pequeno, talvez apenas colocar a manteiga de ervas sobre o medalhão fosse suficiente. Bem, vamos a receita!

     

     

     

    Medalhões filé mignon recheado com manteiga de ervas envolto em massa folhada


     

    Ingredientes:

    1 peça de filé
    manteiga
    ervas (tomilho, alecrim, manjericão, hortelã, a combinação fica por conta de cada um)
    massa folhada
    sal e pimenta q/n
    abobrinhas
    azeite


     

    Modo de fazer:

     

    Limpe bem o filé e enrole-o em plástico filme para que fiquei bem redondinho e possam ser cortados medalhões. Coloque no freezer para gelar bem e quando tiver bem gelado corte os medalhões ainda com o plástico filme. Retire o plástico, corte em " fatias" de 2cm (medalhões tem essa medida, do contrário será tornedo (3cm) ou escalope (1 cm)). Tempere com sal e pimenta. Com um tirador de miolo (vejam na foto o utensílio) retire o miolo do medalhão e recheie com a manteiga de ervas (manteiga de ervas:deixe um tablete de manteiga em temperatura ambiente e pique algumas ervas. Misture as ervas e a manteiga).

     

     

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    Corte fatias da massa folhada na altura do medalhão, passe gema de ovo e enrole no medalhão para envolvê-lo. Passe a gema também do lado e fora da massa folhada para ficar com aspecto dourado ao assar. Unte uma assadeira com manteiga e acomode os medalhões.

     

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    Ligue o forno em temperatura alta por uns 10 minutos. Coloque os medalhões para assar por aproximadamente 20 minutos (observem o tamanho do medalhão e o ponto desejado da carne. Esse tempo foi suficiente para o meu preparo). Enquanto o filé assa, salteie fatias de abobrinha com azeite e mais ervas, se desejar (eu salteei com a própria manteiga de ervas). Disponha as abobrinhas em um prato e após assado, o medalhão por cima. Salpiquei o filé com um pouco de castanhas...

     

     

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    Voilá! Um prato com uma apresentação linda e delicioso...perfeito para servir seus convidados!!!!

     

     


    Vamos preparar para o fim de semana?

     


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    Baci

    Cacau

  • Inteligência vem do prato!

     

    Todos os dias vejo as publicações nas redes sociais do meu amigo Dr. Alexandre Ferreira, endocrinologista em São Paulo. Essa amizade surgiu via instagram e me faz muito bem, não fosse só pelas dicas de saúde que ele diariamente tem a preocução de veicular para democratizar a informação e possibilitar uma melhor qualidade de vida para as pessoas, mas também e especialmente, pela pessoa excepcional que ele é!

     

    Hoje me deparei com um artigo de sua autoria que não tinha como não trazer para o conhecimento de vocês. O título por si já é um convite para aqueles que, como eu, preocupam-se diariamente com a saúde e o bem estar, não só pessoal, mas daqueles que fazem parte de nossas vidas. Obviamente pedi permissão a ele para transcrever e abaixo asism o faço:

     

     

     

    Inteligência vem do prato

     

    Nossos hábitos, principalmente os alimentares, mudaram muito no último século: a tecnologia tornou-nos mais sedentários. De maneira que as preferências que o cérebro foi elegendo ao longo de milhares de anos de evolução já não são as mais adequadas para nossa realidade. A falta de tempo impacta na qualidade e na quantidade de vezes que nos alimentamos no dia. A expectativa de vida mundial praticamente dobrou desde o século 18, quando para a maioria das pessoas obterem comida suficiente ainda era mais importante que selecionar o que comer. Se os pesquisadores daquela época lidavam com vírus e bactérias que dizimavam populações, os de hoje têm como desafio tratar e compreender complexas patologias cerebrais associadas ao envelhecimento, como Parkinson e Alzheimer. O cérebro está se adaptando a um novo estilo de vida, que exige mais informação e consciência no momento de decidir o que colocar no prato. E os cientistas estão descobrindo que os hábitos alimentares saudáveis podem ser decisivos para manter nossas engrenagens cerebrais mais resistentes aos efeitos do estresse e do envelhecimento.
     


    Desta forma, maneiras inteligentes de se alimentar, de manter o corpo ativo e de reagir ao estresse compõem uma cartilha importante de preservação da saúde e da mente. Veja a seguir:
     

    Sem carne na dieta
     
    Quando a carne é levada ao fogo, suas proteínas e creatina (composto de aminoácidos presente nas fibras musculares) reagem ao calor e formam aminas heterocíclicas (HCA), substâncias que danificam o DNA mitocondrial das células, explica Cícero Galli Coimbra, neurologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A mitocôndria é uma organela que funciona como uma usina, pois metaboliza nutrientes, como gordura e açúcar, e libera energia para a célula. Se os motores dessa usina são adulterados pelas HCA, eles passam a poluir mais e a liberar maiores quantidades de radicais livres (moléculas que danificam as células). A liberação de oxidantes causa o envelhecimento da célula, o que a predispõe a doenças, como o câncer. Como é o cérebro consome muita energia para o seu funcionamento sentirá os danos desta queda na geração de energia.
     

    A carne grelhada, como a de churrasco, segundo o neurologista, é a que apresenta maiores quantidades de HCA. Ao contrário do que se poderia imaginar, o tipo que mais produz a substância é a ave, seguida da carne vermelha. Segundo o estudo, quanto menos carne, melhor para a preservação da saúde do cérebro. A dieta vegetariana, que elimina carne, mas permite outros produtos de origem animal, como o ovo e queijo, supre a necessidade de proteína e vitamina B12. Em relação às outras carnes, os peixes liberam muito menos HCA, portanto são opção mais saudável. Mas é importante saber sua procedência: são preferíveis de alto mar ou criados em cativeiro, pois o rio e os da costa marinha têm mais risco de estar contaminados com metais como mercúrio, causa comprovada de dano cerebral.
     

    Omega-3
     
    Ácidos graxos do tipo ômega-3, em especial o ácido docosa-hexaenoico (DHA), têm propriedades anti-inflamatórias. Estudos mostram que o consumo desse nutriente, presente em maiores quantidades no óleo de peixe, óleos de linhaça e peixes marinhos de águas frias e profundas como sardinha, atum e salmão, ajuda a proteger os neurônios contra processos inflamatórios, como as doenças de Parkinson e Alzheimer. No caso do DHA, ele é incorporado pelas membranas celulares desde o nosso desenvolvimento intrauterino. Este ácido tem funções importantes: ajuda a construir a bainha de mielina, uma fina camada que reveste o corpo dos neurônios, o axônio. Uma bainha mais integra significa que a velocidade de condução do impulso nervoso é maior, o que fortalece as sinapses (comunicação neuronal). O DHA também é usado na metabolização de neurotransmissores (substâncias que atuam como mensageiros químicos entre os neurônios). Consequentemente tem influência sobre o humor, o desenvolvimento cognitivo e a memória.
     

    Ovo
     
    A gema é rica em colina, nutriente importante para construção e reparação da membrana celular. É produzida apenas em pequenas quantidades pelo organismo, por isso deve ser adquirida por meio da alimentação. A colina, também é precursora da acetilcolina, neurotransmissor envolvido em funções cognitivas como memória e aprendizagem.
     

    Alimento que vem do Sol
     
    A exposição à luz solar estimula a pele a produzir vitamina D. Seu produto metabólico, o calcitrol, tem mais 4.500 sítios de ligação em cada uma das células do genoma e controla mais de 200 funções das células cerebrais. Ela está envolvida na biossíntese de fatores neurotróficos, que são proteínas endógenas que favorecem a sobrevivência dos neurônios e a plasticidade sináptica do sistema nervoso periférico e do central.
     
    Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que quase 80% dos habitantes da cidade de São Paulo têm carência da substância no inverno. A exposição ao sol é necessária, pois a quantidade de vitamina D presente nos alimentos é irrisória. Somente a exposição solar proporciona quantidade suficiente da vitamina para atravessar a barreira hematoencefálica (a membrana que protege o sistema nervoso de agentes químicos presentes no sangue) e chegar até o cérebro. Bastam cerca de 20 minutos diários de sol, com braços e pernas expostos. Um estudo da Universidade da Califórnia, publicado em fevereiro no Joumal of Alzheimer’s Disease, sugere inclusive que a combinação de vitamina D e ômega-3 torna o sistema imunológico mais apto para “limpar” placas amiloides, acumulação de proteínas alteradas, do cérebro com Alzheimer.
     

    Vinho
     
    A casca das uvas pretas, suas sementes, o suco integral da fruta e o vinho tinto contêm resveratrol, molécula com efeitos antioxidantes que ajuda a melhorar a vascularização e a prevenir problemas cardiovasculares e cerebrovasculares, associados ao envelhecimento. Por ser uma bebida alcoólica o vinho deve ser consumido com moderação. As uvas também contêm maiores quantidades de flavonoides, potentes antioxidantes e anti-inflamatórios presentes em todas as frutas (principalmente na casca), com destaque para o mirtilo. O consumo regular da substância ajuda a prevenir o declínio cognitivo relacionado ao envelhecimento e também a aprimorar a função cognitiva em idosos em estágio inicial de doença neurodegenerativa. Os flavonoides parecem ter várias funções fisiológicas, como capacidade de modular o sistema imune cerebral. A melhora no desempenho cognitivo pode estar relacionada aos seus efeitos sobre o sistema vascular, isto é, ao aumento do fluxo sanguíneo cerebral. Outros alimentos ricos na substância são o chocolate amargo (com mais de 70% de cacau), o chá-verde e o chá-preto. Outro antioxidante poderoso é o licopeno, responsável pela coloração avermelhada dos tomates.
     

    Emoções saudáveis
     
    Segundo estudo do psiquiatra George Vaillant, da Universidade Harvard, a tranquilidade no dia a dia é o passaporte para manter as funções cognitivas íntegras. O estudo mostrou que pessoas que vivem em tumulto emocional ao longo dos anos têm alto prognóstico de Alzeheimer. Nutrição adequada, atividade física e toda espécie de terapias e cuidados praticamente perdem o sentido sem mudar atitudes emocionais negativas ou sem continuar a exercitar as funções cognitivas.
     

     

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    Dr. Alexandre Ferreira

    http://www.endocrinonews.com

     

    Vocês sabem que eu tenho uma preocupação constante com a saúde e a qualidade de vida e na maioria das vezes procuro preparar uma comida funcional, então fica a dica para vocês diariamente se orientarem por um profissional expert no assunto!

     

    Baci

    Cacau

     

    Sigam, assim como eu:

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  • Pacotinhos de mignon e bacon

    Nessas andanças por sites e livros de receitas, certa vez vi (não me lembro onde) medalhões de filé encapados com bacon. Confesso que amo bacon e por mim comeria todos os dias essa delícia! Mas, como já sabem, é um alimento super proibido na minha eterna dieta contra o colesterol!!!! Mas ontem não resisti e como tinha um lindo filé já preparado para cortar os medalhões, chamei o marido na cozinha e expliquei para ele o que eu pretendia fazer com os medalhões...ele abraçou a idéia na hora e, lógico, ficou encarregado de fazer os "pacotinhos"! Ele é meu sous chef preferido!!! Hahahahaha...ele fica bravo quando digo isso, mas não me abandona nunca na cozinha!

     

     

    Fiquei pensando em algo para acompanhar o filé e tinha que ser um prato com sabor bem suave, pois o bacon roubaria a cena e eu não queria que fosse diferente! Pensei então numa massa alho e óleo. Sim, era isso. Mas quando abri a geladeira para pegar os ingredientes deparei-me com alguns talos de aspargos que tinham sobrado do preparo de um risoto de aspargo que tinha feito no jantar da sexta. Não poderia deixá-los ali esquecidos, então decidi incorporá-los ao alho.

     

     

    Mas ainda encontrei outro ingrediente que precisava ser utilizado para evitar que estragasse: o pimentão amarelo. Cortei a moda julienne (fatias bem finas) e, voilà, esse seria o "molho" da massa. Ah, usei também uma manteiga de ervas que tinha no freezer, cuja receita também passarei abaixo. No fim o resultado foi ótimo, pois os ingredientes harmonizaram bem e consegui o resultado neutro que queria.

     

     

    Foi uma boa receita inventada e que em pouco tempo estava pronta para degustar, além de ter ficado com uma "cara" ótima! Abusem da imaginação na cozinha...não há regra senão o paladar de cada um para definir o rumo das aventuras gastronômicas!


     

     

    Pacotinhos de filé mignon

     

    Ingredientes:

     

    1 filé inteiro
    sal e pimenta q/n
    bacon

     


    Para a massa:

     

    alho
    azeite
    manteiga de ervas (pode ser só manteiga normal)
    talos de aspargos
    pimentão amarelo
    sal

     

     

     

    Manteiga de ervas:

     

     

    Deixe um tablete de manteiga em temperatura ambiente e pique algumas ervas (eu tinha a manteiga preparada com hortelã e manjericão) de seu gosto. Acrescente, se desejar, um pouco de pimenta calabresa (cuidado porque ela é forte e eu mesma abusei um pouco nessa remessa). Misture as ervas e a pimenta na manteiga e faça pacotinhos da manteiga enrolado no papel alumínio. Leve ao freezer e mantenha congelada. Quando necessário é só adicionar uma fatia dessa manteiga, por exemplo, sobre um bife ou outro alimento para dar um sabor delicioso!

     

     


    Modo de fazer:


    Limpe bem o filé e enrole-o em plástico filme para que fique bem redondinho e possa ser cortado em medalhões. Coloque no freezer para gelar bem e quando tiver bem gelado corte os medalhões ainda com o plástico filme. Retire o plástico, corte em "fatias" de 2cm (medalhões tem essa medida, do contrário será tornedo (3cm) ou escalope (1 cm)). Tempere com sal e pimenta. Cubra cada um dos medalhões com fatias de bacon (2 são sufientes para serem colocadas em sentidos contrários como mostra a foto).

     

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    Leve ao forno quente para assar por aproximadamente 30 minutos, retire, regue com azeite e deixe no forno por mais uns 10 minutos aproximadamente para dourar, retirando a água que for eliminada da carne durante o cozimento.

     

     

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    Para preparar o molho da massa, primeiro branqueie o aspargo (corte os talos em fatias bem finas e coloque em água fervente por uns 2 minutos. Retire e jogue em um recipiente com água e gelo para interromper o cozimento e ficar crocante). Retire da água gelada e reserve. Em uma frigideira/panela, aqueça a manteiga de ervas com um pouco de azeite e doure o alho cortado em fatias bem finas. Quando o alho já estiver no ponto (cuidado para não queimar) misture oS aspargos já branqueados e o pimentão. Mexa até ficar tenro e misture à massa.

     

     

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    Para servir, os pacotinhos de mignom podem ser acomodados sobre a massa para ficarem bem atraentes ou distribuídos em travessas separadas. Aí depende do gosto de cada um!

     

     

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    Tudo muito simples...sempre!!!!

     

    Bom apetite!!!

     

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    Utilizei pappardelli  fabricado pelo Empório Gastronômico (Mercado Shangri-la)

     


    Baci!
    Cacau

  • Sanduiche gourmet...guisado com queijo coalho


    Lugar de homem é sim na cozinha! Pelo menos do meu marido é...hahahaha! É que ele manda muito bem na cozinha e o mais interessante é que cada um de nós tem uma tendência culinária e, assim, o que ele cozinha eu não cozinho e vice-versa. Eu estava com uma vontade imensa de comer um guisado (carne de panela) que ele prepara à base de vinho que eu adoro, mas estava pensando que queria combinar com algo diferente que não arroz. Aí tive a idéia de fazer um sanduiche gourmet com o guisado e só faltava decidir os demais ingredientes. Não sou uma pessoa que gosta muito de sanduiche e quase nunca como.

     


    Mas esse que eu fiquei idealizando eu queria muito comer...e ficou muito, mas muito bom!!!! O primeiro passo foi escolher o pão, pois queria um pão mais leve e com algum valor nutricional. Escolhi então o de centeio que além de ter seu valor nutricional, tinha o formato que eu queria (redondo como o de hambúrguer). Depois do pão faltava selecionar os demais ingredientes que harmonizariam com o guisado que leva no seu preparo vinho, azeitonas, alcaparras e pimentão.

     

     

    Óbvio que precisaria combinar um queijo (devo confessar que meu ponto fraco é queijo...deve ser porque não posso comer em razão da gordura animal!). Pensei muito e quando vi no mercado o queijo coalho em fatias achei que a combinação seria espetacular!!!! E foi! Ah, claro que não podia faltar folhas verdes, afinal, sou viciada em verdes, especialmente em alface. Gosto muito da romana pois é mais amarguinha e foi a que usei no sanduiche.

     

     

    Ingredientes comprados, era hora do marido ir para a cozinha. A primeira coisa que ele sempre fala é não vai falar para as pessoas que fui eu quem fiz...hahahaha...ingenuidade a dele né! Eu logo propago aos quatro cantos por meio das redes sociais seus feitos culinários!!!!

     


    A receita do guisado é bem simples e preparei fotos do passo-a-passo. Então, vamos ao que interessa!

     

     

    Guisado de acém com vinho


    Ingredientes:

     

    1 quilo de acém (a carne deve ser essa mesmo, pois é necessário que desmanche ao ser cozida para ficar desfiada e a alta concentração de colágeno dela possibilita isso)
    cebola e alho
    água
    1/2 xícara de azeitonas (preta ou verde...eu prefiro a preta)
    1/2 xícara de alcaparras
    1 colher de sopa de molho inglês
    1 xícara de vinho tinto
    louro
    pimentões cortados em tiras (julliene)
    sal e pimenta q/n

     


    Modo de fazer:

     

    Corte a carne em cubos. Tempere com pouco sal e pimenta. Observe que a azeitona soltará bastante sal, então, é melhor deixar o sal para corrigir no final, depois que a azeitona já estiver incorporada à carne. Aqueça a panela de pressão com azeite (ou óleo) e quando estiver quente refogue o alho e a cebola (corto tudo bem miudinho, faço moagem, mas cada um corta como preferir). Adicione a carne para selar (brasear na linguagem dos Chefs) e após selada adicione as azeitonas, as alcaparras, o louro e após o vinho.

     

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    Tampe a panela e deixe por uns 30 após abrir fervura. Abra a panela e veja se a carne está cozida e então adicione os pimentões em tiras (usei o amarelo que é meu preferido). Também a panela e deixe mais uns 15 minutos aproximadamente. Retire e veja o ponto do cozimento. A intenção é que a carne desmanche ao toque do garfo, para ficar aquele desfiado. É isso!

     

     

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    Para montar o sanduiche cortei o pão de centeio ao meio, coloquei uma fatia de queijo coalho (derretido anteriormente no forno), uma camada generosa de guisado, maionese e alface romana! De comer rezando, pois a mistura do vinho, azeitonas e alcaparras deixa um sabor delicioso!

     

     


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    Essa carne é muito prática para sanduiches ou para acompanhar um arroz ou mesmo rechear uma batata. Basta tê-la na geladeira e esquentar na hora do aperto ou da preguiça e no dia seguinte sempre fica mais saborosa!

     

     

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    Delicious!!!!

     

    Baci

    Cacau

     

  • Filé mignon caramelizado na cerveja preta

     


    Eu sei que sempre repito que a receita é uma delícia e hoje não vai ser diferente...kkkk...essa receita é delicious!!!! Preparei uma única vez, mas o marido disse que já entrou para o TOP 10 dele...

     


    O preparo é mega simples, não exigindo nenhuma técnica e os ingredientes são também bem básicos! Hoje, sem muita conversa, vamos à receita que fala por si!!!!

     


    Mignon e mandioquinha caramelizados na cerveja preta

     


    Ingredientes:

     

    1 peça de filé mignom limpo
    6 mandioquinhas descascadas e cortadas em rodela (veja a proporcionalidade ao tamanho do filé e das mandioquinhas)
    7 dentes de alho inteiros, descascados
    3 colheres de sopa de azeite extra virgem
    3 ramos de alecrim, separados
    sal e pimenta q/n
    2 colheres de óleo vegetal para selar a carne (uso azeite pra tudo, até pra selar)


     

    Modo de fazer:

     

    Tempere a carne com o azeite, sal e pimenta. Faça 7 cortes profundos ao longo da peça da carne com a ponta da faca bem afiada e coloque um dente de alho dentro de cada um deles. Observe se os 7 são suficientes para seu gosto, podendo fazer mais proporcionalmente ao tamanho do filé. Separe os ramos de alecrim em pequenos raminhos e insira um raminho dentro de cada furo recheado com o alho. Deixe descansar por 10 minutos coberto com um pano ou papel alumínio. Aqueça bem uma panela com o óleo e quando estiver bem quente coloque a peça inteira da carne para selar de todos os lados (Selar significa corar todos os lados e serve para não deixar os sucos da carne vazarem quando está assando). Assim que a carne estiver marronzinha por fora, desligue, retire a carne e acomode-a no recipiente que irá ao forno.

     

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    Pode ser uma assadeira anti-aderente, um refratário ou pirex. Disponha as rodelas de mandioquinha em torno do filé e regue com a cerveja preta (temperatura ambiente). Coloque no forno coberto com papel alumínio por aproximadamente 40 minutos (observe o quanto é necessário para assar, pois de forno para forno o tempo varia).

     

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    Retire o papel alumínio e deixe assar por mais uns 20/30 minutos, observando o ponto desejado que, geralmente será quando a carne estiver com uma pequena crosta caramelizada e as mandioquinhas estiverem cozidas. Fatie o filé, regue-o com o molho e sirva com as mandioquinhas. Para acompanhar um bom arrozinho!!!!

     

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    Delicious!!!!!!

     

     

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    Baci
    Cacau

  • Coccotes para servir...


    As cocottes são uma tradição francesa. Chiques e descoladas as panelinhas coloridas servem uma pessoa só e são boas para jantares diferentes com porções individuais ou para os que vivem sozinhos e não querem muitas sobras na geladeira. Mas, mais do que fofas ela têm uma vantagem: vão do forno direto para a mesa!

     


    As pequenas caçarolas (casseroles em francês) de ferro fundido ou cerâmicas são bem resitentes.

     

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    (Nhoque de cabotiá com aveia e shitake ao molho de iogurte)

     

     

    As cocottes me encantam não só pelos tamanhos, formatos e cores, mas pela bossa que dão na mesa! Le Creuset e Staub são as marcas mais famosas e caras, mas hoje são encontradas outras marcas até em supermercados e com preços acessíveis! Eu tenho várias e uso com muita frequência, especialemnte porque, além da comida ficar com uma apresentação super fofa, possibilitam o preparo e consumo de porções individuais o que em casa, para mim e o marido que comemos pouco, é muito viável e prático.

     

     

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    (Escondidinho de cabotiá com carne seca)

     

     

    Geralmente preparo mais de uma variedade de prato às segundas feiras e deixo na geladeira para ser consumida nos próximos dias e só utilizo o que consumimos no dia. Quando o prato é um gratinado levamos ao forno só a porção que será consumida, o que evita aquele "esquenta, esquenta" de sobras.

     

     

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    (Brandade de bacalhau com batata doce)


     

    Tal é o sucesso das coccotes que outras "versões" vão surgindo para encantar o servir. Vejam, por exemplo, as frigideirinhas: super fofas e roubam a cena quando a intenção é servir um amuse-bouche (aquelas comidinhas que você devora em uma única bocada, também conhecido como finger food).

     

     

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    (Mini rondele de abobrinha com carne moída e nozes)

     

     

    Que tal investir nas coccotes? Vá comprando aos poucos e logo, logo você terá sua coleção e poderá servir com mais charme...como eu sempre digo, servir com capricho e sem dá o mesmo trabalho, então, porque não deixar sua mesa sempre bonita e suas refeições mais agradáveis?

     

     

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    (Mousseline de grão-de-bico com shitake)

     

    Obs: todas as fotos são de pratos preparados por mim...hihihihi...se interessar alguma receita peçam!

     

    Baci

    Cacau

     

  • Galinha descabelada...ou fricassê de frango!

     


    Geralmente as lembranças da infância trazem uma sensação de conforto e na seara da alimentação não é diferente. É o que conehcemos por confort foods, a lembrança que nos trazem determinados pratos quando os saboreamos.

     

     

    A receita de hoje, embora eu tenha modificado e já explico, é uma daquelas que fazem parte da infância! O que eu mais gosto é o nome: galinha descabelada. Vocês imaginam o que é? Acho que a maioria das pessoas conhece pelo nome de fricassê de frango!!!!! kkkkkkk...O nome engraçado vem do fato do prato ser preparado à base de frango e a cobertura ser feita com batata palha, que seria o "cabelo descabelado" da galinha! Desculpem, mas realmente eu acho engraçado esse nome e prefiro à fricassê!

     

     

    Então vamos à receitinha que sofreu adaptações porque, na verdade, não gostava tanto da receita original (será que deveria ter confessado?). Mas essa versão me agradou muitíssimo! É mais um prato facílimo de preparar e super prático, ocupando na escala de dificuldades a classificação de "fácil".

     

     

    Acho que vocês já notaram que minhas receitas são bem propícias para serem preparadas no jantar e eu explico porque: exatamente porque nunca preparo o almoço, exceto ocasionalmente nos fins de semana! Então sempre penso em comidinhas fáceis para o jantar.

     

     

    Galinha Descabelada (fricassê de frango)
    (p/4 pessoas)

     


    Ingredientes:

    300 gs. de frango cozido, desfiado ou em cubos (no meu freezer não falta o desfiado já cozido da COPACOL por ser extremamente prático)
    1 lata de milho verde
    4 colheres de sopa de creme de ricota (coloquei o potinho todo) ou requeijão (com o creme de ricota a textura fica melhor; o requeijão deixa mais líquido)
    cebola
    1 alho poró
    1 pitada de noz moscada
    sal e pimenta q/n
    parmesão ralado
    batata palha

     


    Modo de fazer:

    Refogue a cebola e o alho poró (cortado em fatias finas) no azeite até ficarem macios. Adicione o frango e dê uma boa fritada até ficar corado. Junte o milho verde escorrido e o creme de ricota (requeijão) e mexa para incorporar. Tempere com a noz moscada, pimenta e ajuste o sal.

     

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    Coloque a mistura em um refratário, salpique o parmesão para gratinar e leve ao forno, já aquecido por aproximadamente 15 minutos. Retire o frango do forno e cubra com a batata palha, retornando ao forno por mais uns 3 a 5 minutos, apenas para dourar a batata.

     

     

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    Voilà!!!!! Uma boa opção para ser preparado em porções individuais!

     

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    Baci

    Cacau

     

     

  • Frango ao parmesão...


    Preparar pratos com frango não é tarefa fácil, especialmente quando falamos em carne branca, uma vez que o frango exige muita atenção quanto ao tempo de cozimento e ingredientes que compõem a receita, já que para "ressecar" não custa nada. A receita de hoje eu posso dizer que é uma das minhas preferidas quando a base é frango e, exatamente porque o frango fica "molhadinho" e macio. É uma versão do conhecido chicken parmesan dos gringos, mas para mim, muito melhor porque essa é bem aromática.

     


    É ideal para acompanhar massas menos elaboradas, mais suaves ou mesmo um arroz bem feitinho ou até uma salada verde ou de grãos. Ontem mesmo preparei o franguinho e para acompanhar preparei uma massa integral com tomates, brócolis e azeitonas pretas....hummm, ficou muito bom e não sobrou nadinha!!! Hahahahaha.


     

    Frango ao parmesão

    (rende 8 filés)

     


    Ingredientes

    8 filés pequenos de peito de frango
    2 colheres de sopa de maionesa light
    100 gs. de queijo parmesão ralado
    2 dentes de alho cortadinhos
    1 colher de gengibre ralado na hora
    suco de 1 limão tahiti
    1 pitada generosa de lemon pepper
    2 colheres de sopa de azeite
    sal q/n
    tomilho fresco (opcional mas fica muito mais aromático quando utilizado)


     

    Modo de fazer

    Tempere os filés com o azeite, lemon pepper, o alho, gengibre, tomilho e regue com o suco de limão. Adicione a maionese e o parmesão ralado e misture bem para os filés ficarem besuntados.

     

     

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    Tampe com papel alumínio e deixe marinando por 30 minutos. Enquanto isso aqueça o forno em 200graus por 10 minutos. Polvilhe todos os filés com sal e em uma assadeira untada com óleo ajeite-os sobre ela. Leve para assar por 30/40 minutos, utilizando metade do tempo para cada lado do filé, observando sempre o ponto da carne para não secar mas suficiente para corar.

     

     

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    Preparem a receita e me digam se não é demais!!!!

     


     

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    Baci
    Cacau

     

  • Torta de arroz...

     


    Há tempos que eu queria preparar uma torta de arroz com as sobras desse cereal. Em casa nunca jogamos comida fora e tudo é reformado, pois achamos um crime que o alimento que não consumimos vire lixo, uma vez que tantas pessoas necessitam de alimento e não têm. Então, tanto eu como o marido - ele em especial - somos criativos em fazer reformas de qualquer comida que sobre de uma refeição, muito embora tentamos sempre preparar só o necessário para o consumo imediato. Ontem me aventurei em criar uma receita com a sobra de arroz e o resultado não poderia ter sido melhor!!! Ficou exatamente como eu queria...tanto que o marido simplesmente comeu tudinho!

     

     

    A "massa" eu preparei com o arroz que estava lá na geladeira e a cobertura com o garimpo também do que tinha disponível e a combinação ficou perfeita: palmito, brócolis e bacon, huuummm!!!! Mas a cobertura pode ser feita com várias outras combinações partindo do disponível na geladeira e dispensa de cada um. Pode-se combinar, por exemplo, o básico e indispensável queijo com presunto e orégano; mussarela de búfala e tomate; espinafre com cogumelos; frango com milho verde e requeijão e por aí vai a imaginação e gosto de cada um. Então, na verdade, a receitinha restirnge-se a "massa" e modo de preparo da torta.

     

     

    Eu aconselho vocês a testarem essa receita porque é muito gostosa mesmo! Servi acompanhada de uma salada verde e foi um jantar delicioso!

     

     

    Torta de arroz

    (p/ 2 pessoas)

     


    2 xícaras de arroz
    1 ovo (uso sempre caipira)
    50 grs. de parmesão
    1 colher chá de açafrão (opcional, mas a massa fica com uma corzinha mais legal)
    tomilho (opcional)
    sal q/n

     


    Modo de fazer:


    Misture o arroz, o ovo, o parmesão, o açafrão e o tomilho em um recepiente. Acerte o sal. Depois de bem misturado, unte um refratário ou assadeira e coloque a massa apertando bem para formar um camada firme e um pouco alta no recipiente. Adicione a cobertura, salpique parmesão e leve ao fogo coberto com papel alumínio por 15 minutos.

     

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    Após esse tempo retire o papel alumínio e deixe por mais ou menos outros 15 minutos, verificando o ponto do gratinado.

     


    Cobertura:


    Piquei palmito e misturei aos buquês de brócolis previamente escaldados por 1 minutos em água quente. Salpiquei parmesão. Fiz crispis de bacon no microondas (coloque sobre o papel toalha as fatias de bacon e cubra-as com outra folha de papel toalha. Programe o microondas por 3 minutos. Retire o papel toalha de cima e veja se estão crocantes. Se não estiverem - as potências dos fornos variam e daí o tempo também, vá colocando por mais 30 segundos até que fique crocante). Quebre em pedacinhos com a própria mão e adicione somente quando tirar a torta do forno.

     

     

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    Voilà!!!!

     


    Fácil fácil não é? Bobo de quem não experimentar essa receitinha, além, é claro, de estar evitando o desperdício!

     

     

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    Baci

    Cacau

  • Brandade de bacalhau...

     


    Como vocês já sabem amo bacalhau! Em casa é muito comum o preparo de pratos a base desse "peixinho"! Meu marido é o melhor "preparador" de bacalhau e não cansa de satisfazer meus desejos de me deliciar  com pratos feitos com bacalhau. Esse prato de hoje foi uma invenção minha que, posteriormente, descobri ser uma espécie de brandade de bacalhau. A receita surgiu na primeira vez que fui preparar bolinho de bacalhau e feita a massa achei um desperdício imergí-la em óleo para fritar (hoje faço o bolinho de bacalhau gratinado ou assado).

     

    Enfim, pensei que aquela "massa" poderia assar e ficar bem mais saborosa quando gratinada. E foi assim, comecei a preparar as famosas panelinhas de bacalhau. Esse é o nome que usamos em casa, pois sempre coloco em panelinhas para servir porções individuais. Hoje fiz diferente e coloquei numa travessa para que vocês pudessem ver mellhor a textura quando cortada. Faço as panelinhas e só coloco para gratinar as porções que serão consumidas. É uma boa opção de comidinha para deixar na geladeira e salvar um jantar como prato único.

     

    A receita é um pouco intuitiva quanto a quantidade dos ingredientes, uma vez que depende do gosto de cada um mais ou menos bacalhau ou batata, bem como os condimentos. Mas basicamente o preparo fica perfeito com a receitinha abaixo:

     

     

    Brandade de bacalhau
    (p/ 4 pes
    soas)

     


    Ingredientes

     

    1 quilo de batatas
    600 gramas de bacalhau desfiado e dessalgado (aquele que já compramos no mercado desfiado ou em lascas)
    100 grs. de parmesão ralado (metade para a massa e o resto para gratinar)
    1 ovo
    tomilho q/n

    salsinha picada

    sal

     

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    Modo de fazer

     

    Dessalgue o bacalhau nos dias anteriores (geralmente deixo uns 3 dias de molho trocando a água de duas a 3 vezes ao dia) e reserve. Cozinhe as batatas e após, espremá-as num recipiente, acrescentando o bacalhau desfiado, o ovo, o parmesão, o tomilho. Misture bem e acerte o sal. Unte panelinhas ou travessa com manteiga e coloque a massa. Regue com azeite e leve ao forno.

     

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    Após uns 15 minutos, retire do forno e polvilhe com parmesão, voltando ao forno para gratinar. O tempo é o necessário para que o gratinado fique douradinho. Pronto, é só servir!!!!

     

     

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    Fácil e prático demais né?

     


    Baci

    Cacau

     

  • Pizza de polenta...


    Mensalmente compro uma revista de culinária italiana que se chama Sale & Pepe (Sal & Pimenta). É uma revista que traz receitas super legais e bem saborosas, embora traga um pouco de dificuldade no vocabulário, afinal os textos são em italiano. Para quem me conhece sabe que sou louca por línguas e a italiana, assim como a francesa, são minhas preferidas. Comecei a estudá-las há pouco mais de 15 anos e, confesso, que se pudesse só falaria nessas duas línguas.

     

     

    Mas as fotos da revista são quase suficientes para decifrar as receitas e o resto, nada que o bom e velho Google não ajude! A receita de capa dessa última edição me deixou com água na boca e no mesmo dia preparei a receita: pizza de polenta!

     

    Ah, eu amo polenta! Preparo de diversas formas, mantendo a base e acrescentando alguns ingredientes para o fim proposto. Alguém se lembra do post onde coloquei a receitinha de polenta com ragu de linguiça e panceta e servi como entradinha em porções individuais? Então, vamos dar uma lembradinha porque vale a pena preparar essa receita de polenta (http://www.cucinaconcacau.com.br/post/13/entradinhas):

     

     

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    Para preparar a pizza de polenta utilizei a polenta básica: fubá e água, sem acrescentar nenhum outro ingrediente, pois a base tem que ficar firminha e acrescentar queijos, creme e outros derivados impossibilitaria esse "ponto".

     

     

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    Os recheios eu escolhi de acordo com a disponibilidade da "geladeira"...hehehe... Preparei uma versão com tomate, mussarela de búfala, linguiça defumada e manjerição e fiz também uma de escarola com gorgonzola. É uma variação bem interessante para servir polenta não acham?

     

     

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    A receita da polenta não tem segredos né, basta comprar o pacotinho de polenta e ler o rótulo onde indica a proporção da mistura do fubá com a água (geralmente 750 ml de água para 1 xícara de fubá, mas vá acrescentando aos poucos para ver a consistência). Após o preparo deixe esfriar um pouco e faça os discos (eu usei um aro modelador para ficarem do mesmo tamanho). Como podem observar, preparei pequenos discos como base, porque achei mais interessante servir em porções individuais, além de ficar mais charmoso! Sobre os discos adicione a cobertura desejada.

     

     

    Forre a assadeira com papel manteiga antes de colocar os discos, pois ele impede que queime e absorve um pouco da gordura da cobertura. Leve ao forno até que a cobertura esteja à gosto. Simples assim! Ah, uma dica: as ervas nunca vão ao forno, são colocas sempre após o cozimento ou assado!

     

     

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    É uma ótima e criativa opção de entrada para receber convidados e arrasar!!!

     

     

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    Baci

    Cacau

  • Leitura de férias...

     

    Bom, eu sou daquelas que defendem que vinho se aprende é bebendo, mas entendo ser muito importante as teorias acerca dessa bebida querida, facilitando assim nossa compreensão sobre a mesma. Eu sou uma voraz consumidora de livros sobre vinhos. Na foto abaixo vocês podem ver uma parte da minha coleção.

     

     

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    Também acompanho revistas nacionais e internacionais sobre o assunto, além dos blogs e grupos de discussão na internet. Sempre tem algo novo a aprender, uma visão diferente sobre o mesmo assunto.... Mas agora, passada as festas de final do ano, vem as férias, e por isso resolvi recomendar alguns dos meus livros favoritos a vocês, ótimas leituras para a praia ou beira da piscina.

     

    Escolhi três títulos: dois mais técnicos, mas com linguagem muito simples e um sobre história.

     

     

     

    - Conheça Vinhos, da Editora Senac: Adoro a linguagem dos autores, simples, direta, voltada a quem não tem conhecimento profissional sobre o assunto. Do jeitinho que a gente gosta. Explica desde a produção do vinho até sua degustação. Vale a pena principalmente para quem quer se ambientar mais com alguns termos técnicos que usamos para nos referir aos vinhos.

     

     

    - Comida e Vinho. Harmonização Essencial, da Editora Senac: Um livro voltado a harmonização dos vinhos com alimentos. Dos meus títulos sobre o tema, é meu favorito. Não expõe verdades absolutas, mas explica o porque de cada vinho harmonizar melhor com determinados pratos, o que facilita muito a quem quer utilizá-lo como consulta no dia a dia.

     

     

    - A Viúva Clicquot, Editora Rocco: Escrito por uma  historiadora americana, conta a história de  Barbe-Nicole Clicquot Ponsardin, que foi uma das primeiras mulheres a liderar um império comercial internacional, os séculos XVIII e XIX, sob a marca Veuve Clicquot. Sem medo de arriscar a própria independência financeira, ela fez do produto que vendia um sinônimo de luxo e tornou-se uma lenda na França.

     

     

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    Gostaram das dicas?

     

    Boa leitura, um beijo e até semana que vem!
    Keli

  • Mais um ano começou...

     

    2014 chegou...

     

    Mais de 365 novas páginas. Chegou a hora de fazer tudo de novo, tudo melhor. De fazer esse ano valer a pena. Que os próximos dias tragam mais amor e menos ilusão. Mais sorrisos e menos choros, se for pra chorar que seja de alegria.

     

    Que esse ano traga mais paciência e menos grosseria. Mais amizades e menos falsidade. Que nesse novo ano as coisas ruins voem para longe e que as boas venham depressa ao nosso encontro.

     

    Que nesse novo ano haja mais amor ao próximo e menos guerra entre si. Que haja famílias unidas e felizes. Ria, se divirta, cante, dance, ame, se emocione, viva...Tudo de ruim já ficou para trás. Deus te deu uma nova chance de ser feliz. Esqueça o passado e que a partir de hoje você olhe só para o futuro.

     

    Agora você tem 365 novas páginas, não as desperdice. Faça valer a pena!!!!

    (autor desconhecido)

     

     

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    Juntos vamos preencher algumas dessas páginas com muitas delícias!!!!

    Obrigado pelo 2013!!!!

     

    Baci

    Cacau

  • Uma boa pasta à moda italiana

     

    Eu simplesmente amo uma boa pasta! Infelizmente trigo é um alimento que restrinjo em minha alimentação e, consequentemente, não como muito macarrão! Por essa razão procuro preparar receitas mais leves quando decido comer essa delícia! A receita de hoje é bem leve, saborosa e deita raízes na boa e simples cozinha italiana utilizando como ingredientes básicos tomates, abobrinha e cogumelos. É uma ótima opção para um almoço depois daquela fartura da Ceia de Ano Novo!

     

     

    Pasta ao Molho de Tomates Cerejas, Abobrinha e Cogumelos Frescos

     

    Ingredientes:

     

      500 g de massa de grano duro
      1 bandeja de tomates cerejas
      6 abobrinhas fatiadas de comprido
      3 bandejas de cogumelos frescos de sua preferência
      azeite de oliva q/n
      6 dentes de alho assado
      3 colheres de queijo da cabra esmagado
      1 colher (café) de noz-moscada
      ½ xícara de folhas de manjericão
      raspas de limão siciliano q/n


     

    Modo de Fazer:

     

    1- Cozinhar a massa;
    2- Refogar separadamente no azeite os tomates, as abobrinhas e os cogumelos;
    3- Em uma panela, em fogo baixo, juntar os legumes, os cogumelos, o alho assado, a massa, o queijo e misturar;

     

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    4- Transferir para a travessa que for servir, finalizar com a noz-moscada, as raspas de limão e o manjericão, cobrir com o parmesão;

     

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    5- Servir.

     

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    Simples assim...

     

    Baci

    Cacau

  • Depois da gula de natal...salada crocante italiana

     

     

    Natal é sempre regrado a muita fartura...come-se muito e as comidas são extremamente calóricas!!!! Acho que assim como eu, depois da ceia e o almoço de natal todos ficam rezando por uma comidinha leve para contrabalancear os excessos cometidos.

     

    Pensando nisso, escolhi a dedo essa salada super refrescante e saborosa, a salada crocante italiana. Ela é preparada com os legumes crus e cortada de forma rústica, surgindo daí sua crocância. O tempero é o protagonista, pois seus ingredientes proporcionam um gostinho bm peculiar e que agrada muito o paladar! É uma salada simplérrima e super gostosa. Em casa é um dos pratos preferidos do marido que não se cansa de pedir para eu prepará-la. Serve até de prato único para o jantar, com fazemos em casa, pois ela é bem substanciosa. Ontem foi o nosso jantar...

     

    A receita aprendi a prepará-la na Confraria do Darcio, em um dos nossos muitos encontros. Segue:

     


    Salada Crocante Italiana
    ( p/ 8 pessoas)

     

    Ingredientes:


       1 colher (sopa) alcaparra
       ½ pimentão amarelo
      1 xícara de salsão ou erva-doce em pedaços
      ½ xícara cebolinha
      ½ xícara salsinha
      1 alho poro
      1 xícara de rabanetes
      1 xícara de tomates picados
      1 xícara de palmito em pedaços
      1 pepino
      1 cenoura
      ½ xícara de azeitonas


     

    Para temperar

      3 colheres (sopa) de azeite de oliva
      ½ colher (sopa) de aji-no-moto
      ½ colher (sopa) de limão peper
      ½ colher (sopa) de chimi-churri
      sal a gosto

     

     

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    Modo de fazer:

    Em uma tigela grande colocar os ingredientes da salada. Em uma tigela pequena misturar os ingredientes do tempero, batendo bem com um garfo. Colocar os temperos sobre a salada, misturar bem e servir.

     

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    Fácil demais né? E o sabor só experimentando...preparem e depois me contem!

     

     

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    Baci

    Cacau

  • Hohoho...

     

    Para hoje apenas receitinhas infalíveis para a Ceia de Natal!!!!!

     

     

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    Baci

    Cacau!

  • Risoto de mini penne...

     

    Há poucos dias publiquei no instagram e no facebook uma foto desse prato que gosto demais, o risoto de mini penne! Causou surpresa para algumas pessoas tratar-se de um risoto não preparado com arroz, o que foge completamente da regra, afinal, risoto é de arroz!

     

    Entretanto, criatividade é um bom ingrediente na cozinha e, assim, sempre há novas criações. Esse prato é denominado risto exatamente porque é preparado da mesma forma que o risoto de arroz, como vocês poderão ver na receita. De tudo isso, o certo é que esse prato é fantástico e agrada a todos. Super fácil de preparar e se necessário, pode vir acompanhado de um bom filé! É uma boa opção para compor as refeições natalinas e de final de ano!

     


    Risoto de Mini Penne
    ( p/ 8 pessoas)

     

    Ingredientes:

      1 litro de água
      2 cubos de caldo de galinha (ou caldo de legumes preparado em casa)
      100 g de manteiga
      2 colheres de azeite de oliva
      1 ½ cebola picada
      2 taças de vinho branco seco
      500 g de mini penne (da Barila, mas pode ser feita com outro tipo de massa, embora seja recomendado o formato mini)
      400 g de cogumelo fresco fatiado
      ½ xícara de nozes picada
      200 g de creme de leite
      200 g de queijo parmesão ralado
      cheiro verde a gosto
      sal e pimenta do reino a gosto


     

    Modo de fazer:

     

    1- Em um recipiente colocar 1litro de água para esquentar e dissolver 2 cubos de caldo de galinha e deixar ao lado, mantendo sempre quente;
    2- Em uma frigideira colocar metade da manteiga e o azeite de oliva e em seguida colocar a cebola e fritar até ficar transparente;
    3- Acrescentar o vinho branco e deixar apurar por uns 5 minutos e em seguida colocar o penne, tampando a panela e cozinhando por alguns minutos;
    4- Ir molhando aos poucos com o caldo de galinha bem quente, até o penne ficar ao dente;
    5- Em seguida colocar os cogumelos, as nozes e o creme de leite, e manter no fogo baixo por mais um minuto;

     

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    6- Desligar o fogo e adicionar o restante da manteiga, o queijo parmesão e o cheiro verde;


     

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    7- Misturar e corrigir o sal, se necessário. Servir em seguida.

     

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    Muito fácil não é?


    Baci

    Cacau!

  • Brownie...delicious!

     

    Olá!!!

     

    O Natal está chegando, as férias também...porque não inovar nas sobremesas ou quem sabe também presentear. Hoje vamos falar do Brownie.

     

    O Brownie é um bolo de chocolate típico da culinária dos EUA, que tem um leve gosto de chocolate meio amargo e geralmente é acompanhado por sorvetes e geléais. Há várias versões para sua história, mas a mais popular é de que o Brownie foi criado por descuido de um cozinheiro que se esqueceu de adicionar fermento ao preparo de um bolo de chocolate. Para não admitir o erro, ele cortou a massa em quadrados pequenos e os serviu, anunciando a todos que havia preparado alguns "Brownies" e todos adoraram. A notícia se espalhou e rapidamente sua " invenção" tornou-se popular.

     

    Sua textura está entre o bolo e uma espécie de cookie - casquinha crocante, durinho por fora e macio e úmido por dentro. Com o tempo, as pessoas começaram a dar um toque mais sofisticado a preparação acrescentando castanhas, pedaços de chocolate, marshmallows, doce de leite, frutas...Não importa como surgiu, seja acidental ou propositalmente, o Brownie caiu no gosto do povo e hoje é uma das sobremesas mais apreciadas em todo o mundo.

    Eu aprendi a fazer brownie com uma das melhores confeiteiras do Brasil e a receita que eu compartilho hoje com você vem da Patricia Schidmit, cujos bolos fazem sucesso de montão.

     

    Brownie

     

    Ingredientes

    4 ovos

    2 x. de açúcar

    1 e ½ x de farinha de trigo

    ½ x de manteiga

    ½ x de óleo

    1 pitada de sal

    10 colheres (sopa) de chocolate em pó

    1 colher (chá) de baunilha

    1 colher(café) de fermento em pó

    1 x. de nozes picadas

     

     Bata bem todas os ingredientes e por fim acrescente as nozes. Leve para assar em forno pré-aquecido 180º por cerca de 50-60 min. Retire do forno, polvilhe açúcar de confeiteiro ou sirva com a calda de sua preferência. Com Sorvete fica divino!!!

     

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     Beijo e feliz natal para todos!

    Renata

  • Comida de Ceia...carré de porco!


    Fim de ano é sempre uma "comilança" não é mesmo? Temos a tendência de abusar nas festas de Natal e Ano Novo, permitindo-nos comer de "um tudo"!!! As comidas geralmente são mais gordurosas e pesadas, mas a tradição persiste e preparar pratos típicos é imprescindível!


    Como o Natal já está bantendo à porta, decidi passar umas receitinhas para inspirar o preparo para as ceias!!! A receita de hoje não é tão simples em relação ao corte da carne, então, se preferirem, o carré pode ser substituído por lombo ou outra carne utilizando-se o recheio incrível dessa receita! Maçã verde, ameixa e nozes formam um mix muito saboroso para recheio de carnes!

     

    Essa receita preparamos em uma das nossas ceias de Natal da Confraria do Darcio que, aliás, retorna os encontros em janeiro...se alguém se interessar podem solicitar informações pelo e-mail: cucinaconcacau@gmail.com!

     

    Carré de Porco
    (p/ 8 pessoas)

     


    Ingredientes:

     

      Carré de porco (peça de lombo com o osso)
      Pimenta do reino branca moída q/n (opcional);
      sal q/n.
      2 maçãs verdes
      2 alho-poró
      6 ameixas secas sem caroço picadas
      30 g de nozes picadas
      manteiga q/n

     


    Modo de fazer:

     

    1- Abrir fazendo um corte em um ângulo de 45 graus ou mais ou menos 4 cm e na mesma abertura inclinar 45 graus ao contrário, abrindo até perto do osso sem deixar perfurar;

     

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    2- Em uma frigideira colocar a manteiga e refogar as maçãs. Em seguida colocar os alhos poros previamente fervidos por 20 minutos. Colocar as amexias e as nozes.

    3- Deixar esfriar e rechear o carré.

     

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    4- Amarrar bem com um barbante;
    5- Temperar com o sal e pimenta, cobrir com papel alumínio e levar ao forno a 200 graus;

     

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    6- Após 1 ½ hora retirar o papel, deixar dourar;
    7- Retirar do osso o lombo, fatiar e servir.

     

     

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    É um bonito e saboroso prato para as ceias não é?

     

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    Baci

    Cacau

  • Mesa de Natal...


    Já percebemos que nossos seguidores do blog são aqueles que adoram receber em casa e fazem questão que tudo seja bem apresentado e feito com muito carinho, não é mesmo? Pois bem, pensando nisso, não devemos nunca esquecer dos detalhes que fazem a diferença em uma mesa. Sendo assim, hoje resolvemos trazer para vocês algumas dicas de utensílios para a composição da sua mesa de Natal !

     

    Cada detalhe da mesa de Natal precisa ser pensado com muito cuidado para que o resultado final seja magnífico. Diferentes elementos podem ser valorizados na composição natalina, como é o caso das frutas típicas, velas, flores e utensílios temáticos. A forma como o banquete da ceia é montado deve ser atraente para os convidados e ainda por cima valorizar as características da atmosfera natalina.

     


     A louça usada para servir as delícias de Natal não pode ser a mesma de todos os dias. É necessário escolher peças elegantes, bonitas e que transforme o momento da ceia em algo ainda mais especial.

     


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    Travessas brancas com desenho de coroa em alto relevo, deixarão seus pratos ainda mais bonitos e saborosos, combinando sabor e beleza, além proporcionar um ar romântico aos seus jantares de final de ano! Travessas brancas com desenho de coroa em alto relevo, deixarão seus pratos ainda mais bonitos e saborosos, combinando sabor e beleza, além de proporcionar um ar romântico aos seus jantares de final de ano!

     

     

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    A linha Ibiza de taças, copos, pratos para sobremesa e jarra, é feita em vidro e possui lindos detalhes de arabesco em alto relevo que lembram uma delicada renda.

     

     

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    Diferentes itens podem ser usados para enfeitar o centro da mesa de Natal e valorizar a atmosfera da data comemorativa. Uma taça ornamental, um cesto do bosque (com velas, castanhas, nozes, avelãs e bolotas), uma fruteira fabulosa ou um arranjo floral são algumas opções interessantes. Detalhes como laços dourados e pinhas também fazem toda a diferença.Diferentes itens podem ser usados para enfeitar o centro da mesa de Natal e valorizar a atmosfera da data comemorativa. Uma taça ornamental, um cesto do bosque (com velas, castanhas, nozes, avelãs e bolotas), uma fruteira fabulosa ou um arranjo floral são algumas opções interessantes. Detalhes como laços dourados e pinhas também fazem toda a diferença.

     

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    Enfim, podemos criar muitas propostas para a mesa de Natal, mas a clássica mesa composta d vermelho, dourado e verde ainda é a que nos remete a esse noite tão especial...

     

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    Um beijo grande e até a próxima terça-feira!

     

    Luciano

    Laço Presentes - Shopping Com Tur - Loja 1D

    @laçopresentes       facebook/laçopresentes

  • Quibe assado de quinua

     

    Gosto muito de comida árabe, embora não seja minha especialidade na cozinha. Às vezes me aventuro a preparar alguns pratos dessa etnia, mas sempre com um toque aqui e outro ali para utilizar ingredientes funcionais. Numa dessas aventuras criei esse quibe assado de quinua e o resultado foi muito bom!!!! É uma receitinha para fazer um lanche no início da noite e substituir o jantar. Para mim, prato típico de "jantar de segunda-feira", quando prefiro uma comida bem leve para compensar o fim de semana!

     


    A quinua é um cereal que contém várias propriedades benéficas à nossa saúde.  Além das proteínas são encontradas: vitaminas A (importante para a saúde dos olhos), B1, B2 e B3 (relacionados ao bom funcionamento do sistema nervoso central), B6 (ligada aos processos inflamatórios), E e C (antioxidantes, ou seja, previnem danos as nossas células) e os minerais, ferro (previne anemia); fósforo e potássio (ligado ao bom funcionamento dos músculos), magnésio (relacionados aos processos antiinflamatórios), zinco (constituinte do sistema imune) e o cálcio (contribui para boa formação dos ossos e dentes).
     

     

    O grão é considerado ainda, boa fonte de fibras o que contribui para o bom funcionamento do intestino, colabora na absorção do colesterol e da glicose. Possui ainda alto valor energético e rico em ômega 3 e 6. Rico em fitoestrógenos, substâncias naturais que imitam a ação de certos hormônios, ajudando a amenizar os sintomas da TPM e da menopausa (fonte: Flávia Palombini - Nutrição e Saúde).


    Só é necessário um cuidado com a quinua: é um alimento calórico, portanto, moderação no uso. Segue a receitinha:

     

     


    Quibe de quinua:

    500 gr. de carne moída
    300 gr. de quinua
    hortelã
    sal q/n
    pimenta síria q/n
    creme de ricota
    nozes pecã


     

    Modo de fazer:

     

    Cozinhe a quinua em água conforme as instruções da embalagem. Deixe esfriar. Misture a quinua e a carne moída e acrescente a hortelã bem picadinha, a pimenta síria e o sal (nem usei sal, pois dei sabor com a hortelã e pimenta). A proporção de quinua e carne varia de acordo com o gosto de cada um. Eu prefiro sempre mais carne moída. Após misturar, unte um refratário com azeite e coloque uma camada da mistura. Em seguida coloque o recheio (só misturar o creme de ricota, as nozes pecã trituradas e a hortelã, ou, o recheio fica também a gosto. Coalhada também fica bem interessante).

     

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     Cubra com outra camada da massa do quibe e regue com azeite.

     

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     Leve ao forno para assar. O tempo depende de cada forno, mas aproximadamente uns 25 minutos.

     


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    Simples e saboroso!

     

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    Baci
    Cacau

  • Filé mignon ao Chimichurri...

     


    Sábado é um dia onde os homens parecem mais inspirados para a cozinha...e o que eles realmente gostam de preparar é uma boa "carne"!!! Escolhi para hoje uma receitinha bem com carinha de "homem na cozinha", o que de certa forma beneficia nós mulheres, afinal ficamos como protagnistas não do fogão/churrasqueira, mas da mesa bem servida! hahahahaha!!!

     

     

    Preparei essa receita na Confraria do Darcio e, para acompanhamento, servimos um couscous marroquino!!!

     

     

    Segue a receitinha que, espero, nos seja servida nesse fim de semana por eles, os "caras"!!!!

     

     


    Filé Mignon ao Chimichurri
             ( p/ 4 pessoas)


     

    Ingredientes:


      1 kg de filé mignon
      ¼  de pimentão amarelo
      5 grãos de pimenta da jamaica
      2 dentes de alho
      1 colher (sopa) de páprica doce
      100 ml  de azeite de oliva
      1 cebola pequena
      salvia q/n
      salsa q/n
      tomilho q/n
      alecrim q/n
      1 pimenta vermelha (opcional)
      50 ml de vinagre
      ½ colher (sopa) de mostarda em grãos
      sal e pimenta do reino q/n

     


    Modo de Fazer:

     

    1- Em um processador colocar todos os ingredientes e bater até obter uma pasta homogênea;
    2- Em pirex marinar o filé com o chimichurri e salgar;

     

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    3- Esquentar uma frigideira e selar o filé (por todos os lados);
    4- Levar ao forno até o ponto de seu gosto de cozimento (tempo para rosbife é de 30 min);
    5- Deixar descansar por 10 min para fatiar. Servir.

     

     

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    Eu tinha razão ou não que esse filé tem cara de " homem na cozinha"?

     


    Baci

    Cacau!

  • Salmão mediterrâneo...

     


    Eu acredito que os brasileiros comem menos peixe do que deveriam. Não sei bem o porquê mas acho que basicamente é falta de hábito mesmo. Eu amo peixe...todos sem exceções. No dia a dia os filés de peixe magro como o linguado e a pescada são bem fáceis de preparar, especialmente quando assados.

     

    O salmão, certamente, é o queridinho de muitos, não só pelo sabor peculiar mas em razão de seus benefícios.O salmão é um peixe de águas frias que funciona como protetor do coração, pois é rico em ácidos graxos ômega-3, que evitam a formação das placas que obstruem as artérias, reduzem o colesterol e combatem os triglicerídeos. De acordo com diversos estudos científicos, comer salmão de duas a três vezes por semana garante benefícios para a saúde de crianças, adultos e idosos. Pode ser consumido: assado, grelhado e também em forma de sashimi.

     

     O salmão é rico em proteínas de alto valor nutritivo, superior ao de carnes vermelhas (como as de boi e porco). Além disso, as proteínas dos peixes são de alta digestibilidade, favorecendo o processo de digestão. O ômega-3 está presente em maior quantidade nos peixes de águas salgadas e frias, como atum, arenque, bacalhau, sardinha e salmão. Os de águas doces também apresentam ômega-3, mas em quantidade muito inferior quando comparados aos primeiros.


     

    Essa semana eu já preparei um prato com salmão, o fagottini, mas como peixe entra nas minhas refeições mais de uma vez por semana, acabei preparando ontem esse salmão, que é uma das minhas receitas favoritas. É facílimo de preparar e não exige nenhum esforço de elaboração, além de ser de rápido o preparo. Preparei o molho de limão siciliano para acompanhar, mas não comi, afinal, creme de leite não está cabendo na minha alimentação atual para baixar a taxa de colesterol!

     

    Segue a receitinha:

     

     

    Salmão Mediterrâneo
    (p/ 6 a 8 pessoas)


    Ingredientes:


      1 filé de salmão (banda)
      sal e pimenta do reino q/n
      3 limões siciliano cortados em rodelas finas
      170 g de azeitonas pretas sem caroço
      folhas de endro q/n (erva-doce)
      azeite de oliva extra virgem q/n
     

    Modo de Fazer:


    1-Colocar em uma assadeira o salmão, com a pele para baixo;
    2-Por sal e pimenta e em seguida cobrir o salmão com as rodelas de limão;
    3-Espalhar as azeitonas pretas e o endro por cima;

     

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    4-Regar com bastante azeite e levar ao forno a 180 graus até que asse;

     

     

    Molho de limão siciliano

     

    Colocar uma colher de manteiga na panela e após aquecida adicionar creme de leite fresco e mexer por um minuto. Adicionar parmesão ralado para engrossar até o ponto desejado. Adicionar o suco de meio limão siciliano (observe o tamanho do limão e vá acrescentando aos poucos para não ficar azedinho demais!) e mexer fora do fogo.

     

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    Prato by Laço Presentes

     

     

    Fácil né? Além de ter uma bela apresentação!

     

     

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    Baci

    Cacau

     

     

  • Vinhos para quem diz não gostar de vinhos...

     

     

    O vinho é um negócio apaixonante. Quanto mais se prova mais se quer conhecer e eu adoro lançar as pessoas nesse caminho.Tenho por hábito servir vinhos nas reuniões em casa e já passei por situações delicadas com quem não aprecia a bebida (como gente misturando o vinho com coca cola), o que me ensinou a não pensar somente na harmonização com os pratos, mas também com os convidados.

     

    Mas vamos lá.... Você organiza um evento, uma reuniãozinha entre amigos e pensa com um enorme carinho nos vinhos que irá servir. Ai sempre tem aquele amigo que diz: Eu não gosto de vinho seco, mas vou experimentar esse... Acaba não gostando, deixando na taça... E dá-lhe desperdício.

     

    Como evitar isso? Usando os vinhos que gosto de chamar de “transição”. Vinhos que não são doces, mas de tão leves, agradáveis e com “sensações doces”, fazem as pessoas perceberem que existe um mundo melhor (sempre há!) e as incitam a provar novos rótulos. Tenho algumas sugestões – usadas e comprovadas em casa – e que certamente agradarão a todos:

     

    Espumantes Demi Sec: O demi sec é um espumante ”intermediário”, não tem a extrema doçura do moscatel e nem a “pegada” de um brut, que costuma desagradar quem não está acostumado. Faz bem essa transição. O rótulo sugerido é o Guatambu Poesia do Pampa, da Guatambu Estancia do Vinho, uma vinícola nova e com uma proposta bem diferente. Feito com Gewustraminer e Chardonnay, é persistente, intenso e cremoso, com perlage constante e doçura na medida. Vai bem com aperitivos e também sustenta uma sobremesa leve. Ainda não está a venda em Londrina, mas as compras podem ser feitas diretamente no site da vinícola.

     

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    Brancos: - Luiz Argenta Sauvignon Blanc e Gewustraminer: Além das garrafas luxuosas, os vinhos são delicados, perfumados, deliciosos. Mas na boca apresentam uma doçura que dará ao degustador a impressão de serem vinhos “suaves”.  Podem não agradar quem prefere Sauvignon Blancs ou Gewustraminer mais típicos, mas certamente despertará a curiosidade dos novos consumidores. O Sauvignon Blanc vai bem com aperitivos, culinária japonesa e peixes brancos. Já o Gewustraminer segura bem pratos condimentados, como os de origem tailandesa, por exemplo. Podem ser encontrados na Século Bebidas.

     


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    Tintos: Woodbrige by Robert Mondavi, Pinot Noir, California, USA. A Pinot Noir é, sem dúvida, a mais delicada das uvas tintas e sua sutileza ajuda a “amaciar” o paladar de quem não está acostumado com tintos mais potentes. De cor rubi claro, brilhante, tem aromas de cereja e toques de tostado e cacau provenientes da madeira, causando essa sensação doce no olfato e paladar. Harmoniza com aperitivos, bruschettas, salmão, carne de porco... É importado pela Decanter. Quanto aos tintos, vale apostar também em vinhos da uva garnacha (ou grenache), sucesso na certa!

     

     

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    Gostaram das dicas? Quem fizer experiências desse tipo conta pra gente!

     

    Um beijo e até semana que vem!

    Keli

  • Coluna do leitor: Praticando Cucina con Cacau!

     

    Pessoal,

     

    Em breve teremos a coluna "Praticando Cucina con Cacau", por isso, peço que tirem fotos das receitas preparadas para enviarem (cucinaconcacau@gmail.com)  e serem postadas no blog!!!!

     

    Adorei a motivação de vocês em testar as receitas...já até recebi algumas fotinhas que serão publicadas, por enquanto, na fan page!!!!

     

    Baci

    Cacau

  • Fagotini de salmão para a quarta feira!

     

    Esse prato é muito fofo e bem gostosinho também. Pode ser servido como prato principal ou como uma entrada ao jantar (e não aperitivo) servido em uma única unidade. Acho um encanto serví-lo como entrada do jantar...sempre agrada os convidados!

     

    O recheio pode variar e aí entra a criatividade e gosto pessoal de cada um. Essa versão com salmão é a minha preferida pela leveza e sabor suave, mesmo utilizando o salmão defumado (não precisa ser o defumado).

     

    Fagotini de salmão

    Massa para crepe

     6 ovos

    3 xícaras de leite

    3 colheres (café) de sal

    3 colheres (sopa) de queijo ralado

    12 colheres (sopa) de farinha de trigo

    Bater todos os ingredientes no liquidificar; deixar descansar ½ hora, preparar o crepe na frigideira (como a panqueca)

     

    Recheio

    (P/ 1 receita de massa para crepe)

    240 g de salmão

    400 g de queijo cremoso (cream cheese, requeijão)

    Salsinha picada a gosto

    Sal, pimenta e azeite a gosto

    Raspas de casca de limão a gosto

    1 maço de cebolinha

     

    Preparar os crepes e reservar. Cortar o salmão em cubos, temperar com sal e pimenta e levar ao fogo por alguns minutos. Retirar do fogo, separar os pedações com um garfo e esperar esfriar. Em uma tigela, misturar o salmão com o queijo cremoso, a salsinha e corrigir o sal e pimenta. Colocar sobre os crepes e fechar os “pacotinhos” amarrando com a cebolinha que deve ter sido previamente escaldada em água fervendo. Colocar um fio de azeite no prato ou, como fiz, o molho " Alfredo", arrumar sobre ele o fagotini, pulverizar com raspas do limão e servir.

     

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    Molho para acompanhar:

    Colocar uma colher de manteiga na panela e após aquecida adicionar creme de leite fresco e mexer por um minuto. Adicionar parmesão ralado para engrossar até o ponto desejado.

     

     

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    Que tal surpreenderem seus convidados com esse prato?

     

    Baci

    Cacau

  • Vem chegando o Natal...

     

    Falta pouco mais de 15 dias para o Natal, a comemoração mais gostosa do ano. Família reunida, comidinhas deliciosas e a casa cheia de magia. Se você está preparando o ambiente para receber as pessoas que ama, não pode esquecer dos detalhes que fazem a diferença na hora de servir ou receber.

     

    As cores alegóricas de Natal estão em vermelho e verde. O Vermelho simboliza o sacrifício do Salvador da humanidade. Verde é a cor do pinheiro, que com suas pontas voltadas para o céu, representa a luz e a vida eterna.

     

     

    Hoje preparei um post especial para essa data tão gostosa com peças pequenas, pois sei que tem muita gente, assim como eu, tem verdadeira paixão por potinhos, canecas e demais peças pequenas. Espalhar essas peças pela casa resgata este clima gostoso de Natal e na hora de servir aquelas delícias que esta data nos permite saborear, os detalhes tornam tudo mais prazeroso.

     

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    Luciano

    Venha nos fazer uma visita e nos acompanhe nas redes sociais ;

    Laço Presentes - Shopping Com Tour  - loja 1D

    @lacopresentes  facebook/laçopresentes

  • Leque de beringela...delicious!

     

    Semana passada fui surpreendida com minha taxa de colesterol acima do limite tolerável. Tenho consciência da minha propensão a ter colesterol alto e, por isso, estou sempre cuidando da alimentação para controlar a taxa. Mas, muitas vezes, a genética, como ocorre no meu caso, não ajuda. Então vou dar mais uma mãozinha na alimentação pra ver se tudo volta ao tolerável.

     

    A beringela é um alimento rico em vitaminas A, C, B1, B2 e B3 e também uma importante fonte de betacaroteno. Possui também uma boa quantidade de sais minerais, tais como, potássio, cálcio, ferro cobre e magnésio.

     

    É pouco calórica, sendo que cada 100 gramas possui apenas 20 calorias. Estudos apontam que a berinjela é um ótimo alimento, cujo consumo ajuda a reduzir o colesterol.  e importante fonte de proteína. Possui também propriedades laxantes e digestivas.

     

    Essa receitinha é mega fácil de preparar e não fica devendo nadinha em sabor, além de ser glamourosa na apresentação. Uma ótima opção para um jantarzinho leve.

     

    Leque de beringela:

     

    Higienize a beringela e faça cortes de aproximadamente 1 cm, sem chegar ao final da casca, para não separá-la em fatias. Pincele as partes cortadas levemente com azeite e acrescente em cada um dos cortes uma fatia de tomate e outra de queijo (usei o branco magro por razões óbvias!).

     

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     Salpique sal e leve ao forno coberta com papel alumínio por uns 15 minutos. Após esse tempo, retire o papel alumínio e deixe chegar ao ponto de maciez exigido para o consumo (+ ou - uns 15 minutos). Retire do forno e acrescente folhas de manjerição para dar o saborzinho italiano do recheio napolitano.

     

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    Também pode ser preparada com carne moída ou presunto parma ou qualquer outro recheio que sua imaginação permitir e agradar seu paladar!

     

    Essa receita só não prepara quem não gosta de beringela!

     

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    Baci

    Cacau

     

     

     

  • Gingerbread...

     

    Na semana passada me aventurei em mais uma incursão culinária: fiz um curso para aprender a preparar a tão famosa e desejada " Gingerbread House"! Ah, eu amo o Natal e tudo que se refere a essa data me fascina.

     

    O curso foi ministrado na Julie Patisseria, pela proprietária Juliana Jabur com o auxílio de sua fiel escudeira Paula. A loja está totalmente decorada para receber o natal e, por isso os famosos biscoitinhos Gingerbread e suas casinhas saltam aos olhos! 

     

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    Vocês conhecem a história desse biscoitinho de gengibre? É muito interessante e vale a pena perder dois minutinhos para conhecer...

     

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    A primeira impressão feita da História do GENGIBREAD MAN foi em de maio de 1875. Certa vez uma mulher estava se queixando para o marido que queria ter um filho, porém sabia que eram ambos já velhos para terem um filho. EM certa ocasião, o casal de idosos estava com fome e a velhinha decidiu então fazer um filho de biscoito de gengibre (GENGIBREAD), em formato de boneco e colocou no forno, para assar. Quando ela abriu o forno, para tirar o biscoito, ele pulou da forma e saiu correndo pela janela aberta da cozinha.

     

    O casal correu atrás dele na esperança de comê-lo para saciarem sua fome...“Corram! Corram! Corram o mais rápido que puderem! Vocês não podem me pegar! Eu sou o GENGIBREAD MAN!!! Enquanto corria, o GENGIBREAD MAN encontrou um porco, uma vaca faminta e também um cavalo que queriam devorá-lo... GENGIBREAD MAN falou mais uma vez: “Corram! Corram! Corram o mais rápido que puderem! Vocês não podem me pegar! Eu sou o GENGIBREAD MAN!”


     
    Então o BISCOITO DE GENGIBRE percebeu que estava correndo em direção ao rio. “Oh, não! O rio! Agora eles vão conseguir me pegar! Como eu vou conseguir atravessar o rio?” Foi nesta hora que uma esperta raposa saiu de trás da árvore e se dispôs a ajudar o GENGIBREAD MAN a atravessar o rio. O biscoito de gengibre pulou em seu rabo e lá se foram eles atravessando o rio. Quando estavam quase chegando a outra margem a raposa pediu para o GENGIBREAD MAN pular no seu focinho para não afundar... Apesar do medo de ser comido pela raposa ele pulou no focinho dela, então ela o jogou para o alto, com a intenção de agarrá-lo com a boca para matar a sua fome... e isso aconteceu.

     

    Hahahaha...tadinho do Gingerbread!!!!! A Gingerbread House é feita com a massa do biscoito gingerbread e decorada com glacê e outras guloseimas. E, claro, não podia faltar um Gingerbread guardião à sua porta!

     

     

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    (Essa é a minha Gingerbread House)

     

    Ainda serão ministrados outros cursos antes do Natal, então quem se interessar em aprender a confeccionar as "casinhas" podem contactar a Julie Patisserie e obter maiores informações (3025-2111) e só posso dizer uma coisinha para finalizar: estou encantada com essa arte e minha Gingerbread House é um sucesso!!!!!

     

     

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    Ah, e na Julie Patisseria você pode comprar seus Gingerbreads ou encomendar sua GIngerbread House. Corre lá conferir! É uma boa sugestão de presente de Natal!

     

    Agora é esperar o Natal para devorá-la!!!!

     

     

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    Baci

    Cacau

  • Bacalhau com batata doce...

     

     

    Como eu já disse em outras oportunidades AMO bacalhau! Por isso, sempre tenho à minha disposição pelo menos uma porção dessalgada guardadinha para a hora em que bate vontade ou estou precisando preparar algo fácil e delicious!!!! Uma das receitas mais fáceis que gosto de preparar é o bacalhau com batata doce. Sim, batata doce combina com bacalhau e ainda traz o benefício de ser um carboidrato funcional! Já preparei essa receitinha inúmeras vezes e, dessa vez, como não tinha bacalhau em postas, fiz com ele em lascas que era o que estava à minha disposição e ficou igualmente delicioso!

     

    A receita é tão simples que nem exigiria uma "receita", então fica mais como uma dica de ingredientes que harmonizam com o bacalhau.

     

     


    Bacalhau com batata doce:

     

    Tempere o bacalhau desalgado com alho e cebola e um pouco de sal, deixando-o descansar por umas duas horas, se possível. Descasque a batata doce e corte fatias de aproximadamente 1 cm. Coloque azeite o fundo de um refratário e cubra com uma camada das batatas doces fatiadas. Em seguida adicione o bacalhau sobre a cama de batatas e cubra-o com outra camada de batata doce.

     

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    Após essa nova camada da batata, adicionar tomates em fatias e azeitonas pretas fatiadas (uso essa preparada com endro/dill e alho pelo Chef Darcio). Regue sempre as camadas com azeite e corrija o sal sempre sobre as camadas, especialmente sobre a batata doce!

     

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    Leve ao forno por aproximadamente 1 hora ou até que as batatas estejam "cozidas".

     

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    Voilà...simples assim!!!!

     

    Baci e bom sábado!

    Cacau

  • Cupcakes...

     

    Olá amigos!!!

     

    A contar dos meus dois primeiros posts acho que já perceberam que eu adoro história da gastronomia. Confesso que sou uma eterna curiosa sobre a origem dos pratos e ingredientes e como no passar do tempo eles se tornam parte do dia a dia de cada parte da vida das pessoas.

     

    Hoje não poderia ser diferente. Vou contar pra vocês um pouquinho do que descobri sobre os cupcakes, que além de lindos são deliciosos. Na verdade, o termo cupcake apareceu pela primeira vez no livro de receitas de Eliza Leslie, em 1828. No século XIX, estes pequenos bolos eram cozidos em recipientes individuais, ao contrário dos tabuleiros que hoje se usam para levar os muffins ao forno, especialmente nos Estados Unidos. Existe ainda outra teoria que defende que o nome "cup" não advém apenas das formas em que eram assados, mas também da maneira de medir os ingredientes: por xícaras (cups).

     

    As receitas que nessa altura foram descritas são, em grande maioria, as que ainda hoje se usam. A base do cupcake é composta por quatro ingredientes básicos - manteiga, açúcar, ovos e farinha - mas a parte superior fica a cargo de cada confeiteiro e da sua criatividade.  Normalmente usa-se pasta americana, ganache de chocolate ou mesmo o buttercream, famoso glacê norte-americano à base de manteiga e hoje já utilizado em terras tupiniquins.

     

     

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    Os cupcakes sofreram nos últimos tempos um revivalismo e são muitas as páginas na internet que nos tentam ensinar a fazer o doce ou nos apontam onde podemos comprar um destes pequenos requintes da confeitaria. Vou compartilhar com vocês a receitinha que eu faço e que é sucesso garantido.

     

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    Cupcakes de Baunilha com gotas de chocolate

    Pré-aqueça o forno em 180º.
    Bata 02 ovos inteiros com 125g de margarina até obter um creme esbranquiçado.
    Acrescente 125g de açúcar e continue batendo delicadamente.
    Adicione 2 colheres de leite e gotas de essência de baunilha.
    Por último junte 125g de farinha de trigo, preferencialmente peneirada, e 1 colher(chá) de fermento de pó.
    Bata até que todos os ingredientes estejam incorporados e desligue a batedeira.
    Coloque então 1x. de gotas de chocolate.


    Distribua em forminhas de papel apropriadas para cupcakes, sem esquecer de utilizar uma assadeira com cavidades para dar suporte. Assim as forminhas não perderam o formato durante o cozimento.
    Leve ao forno por cerca de 20 minutos, ou até ficarem dourados.
    Deixe esfriar e sirva com a cobertura de sua preferência.
    Calda de chocolate, ganache, glacês ou geleia são excelentes opções.

     

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    Contem-me depois se gostaram.

     

     

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    Beijos e um final de semana bem doce.....

  • Vinhos verdes...

     

    Os vinhos verdes são verdes??

    Eu adoro vinhos frescos e sempre que comento com alguém que provei um vinho verde ouço a fatídica pergunta: Os vinhos verdes são mesmo verdes? Como degustei um belo exemplar nos últimos dias, resolvi falar sobre o tema com vocês.

     

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    Bem, uma característica comum a todos os vinhos brancos é que nenhum deles é branco. O vinho verde, por sua vez, não é verde, rs. O “verde” não diz respeito à cor e sim ao frescor e à juventude com que deve ser consumido. É verde em oposição a maduro. Os verdes são vinhos leves, pouco alcoólicos e ácidos e podem ser consumidos sozinhos ou acompanhando entradas e pratos a base de sardinha ou bacalhau sem molhos. Há quem diga até que são os vinhos perfeitos para comida chinesa. Confesso que nunca provei, mas se alguém já fez a experiência comente com a gente aqui no Blog.

     

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    (receita amanhã no Blog: bacalhau com batata doce)

     

     

    São produzidos exclusivamente na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, que é uma DOC (Denominação de Origem Controlada), no norte de Portugal. Podem ser feitos com as uvas Alvarinho, Loureiro, Trajadura, Pademã, Avesso e Azal, tanto em cortes quanto varietais. Existem também os vinhos verdes tintos (mais consumidos em Portugal), que são ásperos e cheios de taninos e casam muito bem com frutos do mar. Já tive a oportunidade de provar alguns rótulos, mas não são meus favoritos.

     

    No Brasil existem rótulos de qualidade duvidosa, mas uma boa dica para quem gostaria de provar um vinho verde muito leve, com acidez equilibrada, fresco e levemente frutado é o rótulo abaixo:

     

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    Muros Antigos, 100% loureiro, feito pelo enólogo Anselmo Mendes, considerado um dos responsáveis pelos melhores verdes da atualidade e cheio de boas pontuações por Robert Parken, Jancis Robinson e outros críticos. De coloração palha dourada, aromas cítricos, frutas como pêra e maçã verde, tem um corpo bem estruturado, ótima persistência e uma acidez acentuada que não chegou a incomodar quando provado sozinho, e se comportou muito bem com o Bacalhau à Gomes de Sá que o acompanhou. Ele é importado pela Decanter.

     

    E vocês ? Já provaram vinhos verdes? Que tal conhecer mais essa delícia para o verão?

     

     

    Um beijo e até semana que vem!

    Keli

  • Maminha caprese...de comer rezando!

     


    A receitinha de hoje, sem exageros, é de comer rezando! Não tem um preparo complexo e o resultado é maravilhoso. Preparamos essa maminha na Confraria do Darcio e depois disso, em muitas outras oportunidades lancei mão dessa receita, especialmente para um almoço de domingo.

     

    Então, vamos ao que interessa, a receita!

     


    Maminha Caprese
    (p/ 6 pessoas)

     

    Ingredientes:

      1 maminha limpa
      sal q/n
      palitos q/n
      200 g de mussarela de búfala
      manjericão a gosto
      1 tomate picado sem semente
      azeite de oliva q/n
      2 fatias de bacon (opcional)

     

    Modo de fazer:

     

    1- Picar o manjericão, a mussarela e o bacon, misturar com o tomate e temperar com o sal;
    2- Abrir a maminha pela parte grossa, fazendo um corte paralelo à mesa de trabalho, sem deixar que a faca perfure a carne externamente;
    3- Rechear a maminha com os ingredientes e fechar com os palitos;

     

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    4- Em uma panela bem quente colocar o azeite e dourar a maminha;
    5- Retirar e colocar em uma travessa e levar ao forno a 200 graus por 20 a 30 minutos, o tempo vai depender de quanto queiram que asse;

     

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    6- Retirar, fatiar e servir.

     

     

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    Para acompanhar basta um arroz. Gosto sempre de colocar alguma "coisinha" no arroz e nesse caso, acrescentei castanhas que harmonizaram bem.

     

     

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    Então, que tal preparar no fim de semana?

     

    Baci

     

    Cacau

     

  • Mini pimentões recheados...prático e delicious!

     


    A receitinha de hoje foi meu jantar de ontem. Gosto muito de pimentão e carne moída e, sempre que possível estou preparando pratos com esses dois ingredientes. Encontrei para comprar esses mini pimentões e foi amor à primeira vista...hahaha...além de minúsculos eles são pimentões laranjas!!!! Geralmente utilizo só o pimentão amarelo, pois acho mais doce e menos ácido, mas aí o gosto é de cada um!!! Esses mini pimentões laranjas são bem suaves e combinaram muito bem com a carne moída com castanhas que usei para o recheio.

     

    Basicamente o prato é preparado da seguinte maneira:

     


    Escolha os pimentões, higienize-os e remova a tampa e as sementes. Coloque em uma assadeira e pincele com um pouquinho (pouco mesmo) de azeite e coloque no forno para "assar" até que fique tenro.

     

     

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     Retire do forno e preencha com o recheio a seu gosto. Ontem recheei com carne moída e castanhas que preparei da forma convencional, mas também já fiz recheado com um refogado de bacalhau desfiado e ficou bárbaro!

     

     

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    Após recheado coloque novamente no forno (fiz uma cama de molho de tomate para colocá-los em cima e deixar o prato mais apresentável) com queijo polvilhado para gratinar. Como estou em uma dieta restritiva de proteína animal (nada de gordura!) finalizei com cottage e garanti, assim, uma comida bem magrida e dentro da prescrição médica!

     

     

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    Simples né? E garanto que é um prato que agrada ao paladar...

     

    Baci

    Cacau

  • Comida de boteco para a segunda-feira

     


    Aperitivo, petisco, entrada, acepipe ou tira-gosto são preparações culinárias ligeiras, simples ou elaboradas, frias ou quentes, que se servem antes do prato principal de uma refeição, normalmente acompanhado por uma bebida. A sua função é abrir o apetite, manter os comensais ocupados enquanto esperam pelo prato principal ou, no caso de um restaurante, impressionar favoravelmente o cliente. Hoje optei pelo boa e saborosa comida de boteco e escolhi dois acepipes nessa linha que me agradam muito.

     

     

    Quando vou a algum restaurante, boteco ou coisa do gênero e como algo que gosto muito, tento recriá-lo em minha mente enquanto degusto e, se tenho alguma dificuldade em reconhecer os ingredientes ou o modo de preparo não exito e peço a receita....hehehe!

     

     

    A linguiça cuja receita segue abaixo foi um desses casos e quando comi pela primeira vez não exitei em pedir a receita, mas nesse caso, foi porque achei tão saborosa e simples que até fiquei em dúvida. Essa receita é do Baro Bistrô e foi o Chef Olinto que sempre prestativo me ensinou a prepará-la. Já o bolinho de mortadela eu vi em um livro de receitas italianas e como gosto muito desse embutido pedi ao Chef Darcio para desenvolver a receita do bolinho em um dos nossos encontros da Confraria do Darcio. Esse bolinho é de comer rezando!!! É uma das raras ocasiões em que abro exceção para uma fritura...mas vale muito a pena!

     

     


    Seguem as receitinhas:

     


    Linguiça Baro

     

    Ingredientes

    linguiça de porco
    tomate seco
    azeitonas pretas em fatias
    salsinha


    Modo de fazer:

    Frite a linguiça em um pouco do óleo do tomate seco. Qaundo estiver no ponto, acrescente mais óleo do tomate, o tomate seco picado e a azeitona. Aqueça e após uns 3 minutos desligue o fogo, adicione a salsinha e sirva.

     

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    Bolinho de mortadela

     

    Ingredientes:

      360 g de mortadela ligth moída
      1 colher (sopa) de azeite de oliva
      1 cebola pequena picada
      2 colheres (sopa) de mostarda
      2 colheres (sopa) de salsinha picada
      3 colheres (sopa) de farinha de trigo
      1 colher (café) de pimenta do reino

     

    Para empanar:

      1 ovo
      farinha de rosca q/n
      farinha de trigo q/n

     

    Modo de Fazer:

    1- Em uma frigideira aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho;
    2- Acrescente a mortadela, a mostarda, a salsinha e a pimenta;
    3- Junte a farinha de trigo;
    4- Mexa até obter uma massa homogênea e firme e cozinhe até desgrudar do fundo da frigideira;
    5- Deixar esfriar e leve à geladeira;
    6- Depois de frio fazer os bolinhos, empanar e fritar. Servir.

     

     

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    Delicious!!!!!

     

    Boa semana amici!!!

     

    Baci

    Cacau

     

  • Menu completo!


    Hoje nosso post trará um menu completo. A pedido de amigos, uma vez ao mês, elaboraremos um menu que abrange desde as entradas até a sobremesa, inclusive com o vinho para harmonizar. Sem muitas palavras, hoje é dia de muitas receitinhas juntas. Mãos à obra e esteja pronto para receber os amigos!

     


    Entradas:

     


    Lichia recheada com cream chesse:

     

    1 lata de lichia em conserva (já vem sem o caroço)
    1 pote de cream cheese
    lascas de amêndoas ou castanhas moídas.

    Retire as lichias da lata e preencha o seu interior (de onde o caroço foi extraído) com cream cheese. Passe pelas amêndoas ou castanhas e está pronta para servir!

     

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    Endívias com carpaccio:


    Cubra as folhas de endívia com uma fatia de carpaccio e acrescente o molho preparado com alcaparras, azeite, mostarda sobre elas, salpicando parmesão para finalizar.

     

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    Salada de figos
    ( p/ 6 pessoas)


    Ingredientes:

      Folhas verdes (rúcula, alface americana ou a minha preferida: alface romana)
      6 figos
      150 g de presunto parma
      300 g de mussarela de búfala ou gorgonzola
      azeite de oliva q/n
      sal q/n
      vinagre balsâmico reduzido (compre já pronto o creme de balsâmico no mercado)
      pimenta do reino q/n

     

    Modo de fazer:

    1- Lavar bem a verdura e abrir em uma travessa;
    2- Cortar os figos em fatias com a casca (higienizar) e distribuir sobre a verdura;
    3-Fazer o mesmo com a mussarela e o presunto (prefiro o gorgonzola);
    4- Temperar com sal, azeite e a pimenta;
    5-Regar com o vinagre e servir.

     

     

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    Risoto de Limão Siciliano

    (p/8 pessoas)

     

    Ingredientes:

     

      2 ½ xícaras de arroz arbóreo
      azeite de oliva  q/n
      sal q/n
      100 g de manteiga
      ½  cebola picada ou ralada
      120 ml de vinho branco ou rose seco
      2  litros de água
      2  caldo de legumes
      2  talos de salsão
      2 cenouras
      3 limões siciliano ( caldo)
      raspas da casca dos limões siciliano
      200 g de parmesão ralado

     


    Modo de Fazer:

    1- Em uma panela refogue a cebola, com ½ da manteiga, e o azeite;
    2- Acrescente o arbóreo e refogue;
    3- Em seguida por o vinho e deixar evaporar o álcool;
    4- Colocar o caldo aos poucos, mexendo sempre, até dar o cozimento ideal;
    5- Despejar o suco dos limões;
    5- Quando estiver ao ponto, desligar o fogo e acrescentar o restante da manteiga, do parmesão e as raspas de limão para finalizar;
    6- Mexer bem, esperar descansar alguns minutos e servir.


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    Filé Mignon na Crosta de Manteiga e Ervas
    (p/ 8 pessoas)

     

    Ingredientes:

      1 peça de filé mignon
      sal e pimenta do reino q/n
      azeite de oliva q/n
      4 dentes de alho inteiros descascados
      4 ramos de tomilho
      2 folhas de louro
      ½ colher(sopa) de vinagre balsâmico
      150 ml de vinho do porto
      1 creme de leite fresco
      1 colher(sopa) de manteiga


     

    Ingredientes para a crosta:
     

    200 gr de manteiga
      200 gr de queijo suíço ralado
      3 dentes de alho picado
      3 colheres(sopa) de mostarda
      pão de forma sem casca ralado q/n
      1 colher(sopa) de pimenta verde q/n
      1 colher(sopa) de alecrim picado
      ¾ de xícara de chá de salsinha bem picada
      sal q/n
     100 gr de amêndoas picadas 

     

    Modo de Fazer:

    1- Temperar o filé com o sal e a pimenta do reino;
    2- Levar para uma panela com o azeite e selar por todos os lados;
    3- Enquanto dourar o filé colocar na mesma panela o alho, o tomilho e o loro;
    4-Depois de selado, retirar o filé e acomodar em uma assadeira, colocando também os ingredientes que estavam com o filé;
    5-Cobrir com papel alumínio e levar ao forno a 140 graus por 30 minutos;
    6-Colocar em uma tigela todos os ingredientes da crosta, misturando bem, e por último por o pão ralado até formar uma pasta;
    7-Retirar o filé do forno, descobrir e colocar a crosta e as amêndoas por cima, voltando ao forno bem forte por mais 10 minutos, sem cobrir, retirar e reservar;
    8- A assadeira em que foi assado o filé, levar ao fogo, por para reduzir até começar caramelizar;
    9- Acrescentar o vinagre balsâmico, pimenta do reino o vinho do porto, e deixar flambar esperar reduzir e caramelizar um pouco;
    10- Em seguida, adicionar o creme de leite, apagar o fogo e por a manteiga, mexendo bem;
    11- Fatiar o filé servir com o molho por cima.

     

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    Sorvete com calda moca

    Ingredientes:


    300 ml de café
    1 pau de canela
    1 cravo
    50 g de chocolate (ralado ou em pó)
    1 lata de leite condensado
    casca de laranja ralada
    sorvete de creme

     

    Modo de fazer:


    1- Colocar o café em uma panela;
    2- Acrescentar a canela, o cravo e deixar reduzir em fogo baixo;
    3- Incorporar o chocolate e o creme de leite;
    4- Finalizar a calda com as raspas de laranja;
    5- Servir o sorvete com a calda e enfeitar com folhas de hortelã

     

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    Para harmonizar, nossa expert Keli Bergamo sugere um cabernet californiano, a exemplo do J. Lohrs que garimpamos na Decanter Londrina.

     

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    Ufaaaaa, esse foi um post e tanto...espero que gostem! As receitas da salada, filé e risoto são do Chef Darcio Scarpelli

     

    Baci

    Cacau

  • Sexta simples...filé a tailandesa

     

    Hoje a receitinha é bem simples e prática. Eu gosto muito de comidas tailandesa, japonesa, chinesa, enfim, todas as "esas"! Esse filé que escolhi para hoje é extremamente rápido para preparar e cai bem para uma ocasião informal, especialmente para uma jantinha em família.

     


    Um prato simples para a sexta-feira porque amanhã tem cardápio completo. Algumas pessoas me pediram para apresentar um menu completo - desde a entrada até a sobremesa - e resolvi, então, fazer esse post uma vez por semana, inclusive com o vinho harmonizando. Amanhã, então, tem menu completo!

     


    Segue nossa receitinha de hoje:

     

     

    Filé a Tailandesa
      (p/6 pessoas)

     

    Ingredientes:

     

     3 colheres (sopa) de óleo de soja
     1 cebola cortada em pedaços grandes
     ½ kg de Filé Mignon
     1 maço de aspargos ou vagem
     1 manga média cortada em cubos
     1 colher (sopa) glutamato de sódio
     1 colher (sopa) de açúcar
     100 ml de molho de ostras
     50 ml de shoyo
     300 ml de caldo de frango
     sal q/n
     pimenta-do-reino q/n (opcional)

     

     

    Modo de Fazer:

     

    1- Refogue a cebola cortada em pedaços grandes;
    2- Junte a carne e refogue;
    3- Adicione o aspargo;

     

     

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    4- Misture o açúcar, o glutamato de sódio e o molho de ostra e o shoyo em um recipiente e, coloque na carne;
    5- Mexer bem corrigir o sal e a pimenta, adicionar o caldo de frango, e deixar reduzir ate engrossar;
    6-Servir com arroz de sua preferência.

     

     

     

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    Bem básiquinho né?

     

     

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    Baci

    Cacau

     

  • Como cuidar dos seus vinhos...

     

    A receptividade do Blog tem sido incrível e vários leitores sugeriram temas (estou anotando tudo e aos poucos vou postando) e uma das sugestões foi falar sobre o armazenamento correto dos vinhos, inclusive após abertos. Então vamos lá...

     

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    Seja sua intenção conservar apenas algumas garrafas para consumo diário, seja tornar-se um colecionador, os cuidados são os mesmos, evitando perda de dinheiro e apreciação de todo potencial de seus vinhos. Para armazenar seus vinhos em casa o ideal é uma adega climatizada, que controla a variação de temperatura (grande vilã na deterioração dos vinhos), mas se isso não for possível, ai vão algumas dicas:

     

    - Se houver um local pouco utilizado em sua casa, utilize-o como sua adega. Pode ser uma sala pequena, um armário. Eu tenho, além da adega climatizada, um “quarto de vinho”. Não sou uma grande acumuladora, mas quando as garrafas aumentam mais que o esperado, vão pra lá, um quarto de hóspedes, dentro de um baú e onde a temperatura não varia muito e o sol não incide diretamente.

     

    - Jamais armazene na cozinha ou perto de fornos, fogões ou até equipamentos que gere calor ou vibrações (geladeiras, máquinas de lavar roupas, etc). As variações de temperatura são violentas e seus vinhos fatalmente pagarão um preço alto.  O armazenamento do vinho é de extrema importância, pois afeta seu desenvolvimento na garrafa, tanto em relação à época em que está pronto para ser bebido quanto à maneira como os componentes do vinho (acidez, tanino,fruta...) evoluem e se integram.

     

    Seis fatores são de extrema importância:

     

    - Temperatura: de 10 a 15 graus. Dificilmente conseguimos a manutenção dessas temperaturas sem climatização, por isso manter longe da luz e de variações já vai ajudar bastante;


    - Umidade: 60% a 80%. Também alcançada só com climatização;


    - Luz : melhor evitar sua incidência direta sobre as garrafas, mas os vinhos não precisam ficar na absoluta escuridão;


    - Ventilação: evite armazenar suas garrafas perto de emissores de cheiros, como produtos de limpeza.


    - Estabilidade: como já dito, evite perturbações por movimentos ou vibrações;

     

    - Posição: conserve-os na horizontal. Se for um vinho mais velho, com borra, lembre-se de deixar a posição na vertical por algumas horas antes de servir.

     

     

    E os champagnes e espumantes?? Bem, eles são um caso a parte. Há evidências cada vez maiores de que eles podem ser guardados na vertical sem que haja dano, desde que sua temperatura seja controlada. Eu guardo os meus assim e recomendo.

     

    E quando a garrafa não é totalmente consumida? Bem, é claro que a guarda de um vinho já aberto poderá provocar sua deterioração ou pelo menos a perda de parte de suas características, mas isso não impede seu consumo nos dias seguintes. Um jeito fácil, prático e barato para conservação do vinho aberto é a utilização de um fechador a vácuo como o da foto abaixo. O meu foi adquirido há muitos anos, mas pesquisei em algumas lojas de vinhos e um kit com duas rolhas de borracha custa em torno de R$30,00. Fechando com essa rolhinha e sem ar o vinho aguenta mais uns dias e pode ser tomado sem problemas. Quando o vinho vai ser utilizado para um risoto, por exemplo, deixo até por mais tempo na geladeira.

     

     

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    Já os espumantes e champagnes perdem muito mais em menos tempo, pelo que recomendo a guarda por, no máximo, 24 horas e pra eles usamos o fechador abaixo, próprio para esse tipo de garrafa.

     

     

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    Gostaram das dicas?

     

    Um beijo e até semana que vem!

    Keli

  • Cuscuz de vegetais

     

    Hoje vou passar uma receitinha que eu amo e sempre lanço mão dela, especialmente quando tenho que preparar uma entradinha ou preparar um brunch. É o cuscuz de vegetais. Encontrei uma forma bem simpática de tornar essa comida tão simples glamourosa. Ao invés de preparar aquela forma grande como nossas avós faziam, faço para servir individualmente. É sucesso garantido! Também já adicionei a essa receita frango desfiado e numa outra versão preparei com carne de siri, mas aí usei a farinha de mandioca branca. Mas confesso que ele só de legumes é o meu preferido!

     

     

    Para mostrar a receita fiz duas versões de apresentação: enformado em uma única unidade para servir em fatias e enformado em copinhos plásticos de café...é isso mesmo, aqueles copinhos descartáveis de café! Fica super fofo e cada um se serve de quanto baste, geralmente 1 unidade. Segue a receitinha:

     

     

    Cuscuz de vegatais


    1 xícara de cenoura picada ou ralada
    1/2 xícara de ervilha
    1/2 xícara de palmito (opcional, mas sempre uso)
    5 folhas de sálvia (opcional mas dá sabor)
    1 colher de alcaparras picadas
    2 colheres de azeitonas picadas (uso a verde)
    1 lata de tomate pelati (ou o correspondente de molho de tomate preparado com tomates puros, mas o pelati é melhor para esse fim)
    cebola
    3 colheres de azeite
    250 ml de caldo de legumes
    1 1/2 a 2 xícaras de farinha de mandioca Deusa

     


    Modo de fazer:

     

    1- Refogue a cebola e a sálvia no azeite e junte a cenoura, a ervilha e o palmito;
    2- Acrescente a alcaparra e a azeitona e mexa a mistura.
    3- Em seguida acrescente o tomate pelati e deixe cozinhando por cerca de 3 minutos;
    4- Aos poucos vá adicionando o caldo e a farinha e mexendo até tomar consistência.
    5- Gerlamente uso 1 1/2 xícara de farinha para dar o ponto para ficar mais molhadinho (mas não mole)
    6- Deixe esfriar e desenforme.
    7- Leve a geladeira por 1 hora e está pronto para desenformar (já desenformei antes também)

     

     

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    Não é demais?  Corre lá preparar...

     

    Baci

    Cacau

     

  • Filé em camadas

     


    Vocês não imaginam como essa receitinha agrada, especialmente os homens!!!!! Ela é tão simples mas tão robusta que dá vontade de sair correndo e preparar! Sabe aquela coisa de " comer com os olhos"? Então, com essa receita é assim.

    Seu único pecado é o queijo, porque de resto ela seria bem light. Nada obsta que o queijo amarelo seja substituído por um menos gorduroso como um queijo branco de boa qualidade, especialmente se for o de búfala que derrete bem!


    Então, não se assustem com a facilidade e simplicidade da receita que segue:


     

     

    Filé em camadas


    Ingredientes:


    Escalopes ou bifes de filé mignon (ou outra carne que acharem apropriada)
    Rúcula
    Tomate seco
    Presunto parma
    Queijo gruyere ou suíço, masdam, búfala ou de sua preferência
    sal e pimenta q/n
    alho

     

     


    Modo de fazer:

     

    1- Tempere os filés com sal e pimenta;
    2- Grelhe em uma panela ou frigideira com um fio de azeite. Reserve até terminar o processo com todos.
    3- Em uma tábua para carnes coloque um filé e em seguida acrescente uma cama de rúcula, presunto parma e tomate seco.
    4- Sobre esse filé coloque outro e faça uma camada generosa com o queijo e finalize com outro filé (temos então 3 camadas de filé).

     

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    5- Coloque os palitos em filas, pensando que os cortes serão feitos entre os palitos, formando cubos grandes.

     

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    6 - Finalize salteando o alho frito em lascas

    7- Corte entre os palitos e sirva esses cubos com o palito!

     

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    Voilà!!!!!

     

     

    Fácil não é?

    Agora é correr no mercado comprar os ingredientes e preparar!


     

    Baci

    Cacau

  • Descanso de talheres para refeições informais...

     

     

    A posição dos talheres à mesa sempre gera muitas dúvidas e em algumas ocasiões até constrangimento, especialmente quando se tratae de almoços ou jantares formais. As regras básicas para seu manuseio são as seguintes:

     


    Os talheres devem levar a comida à boca, nunca é a boca que se dirige à comida. Quando estiver comendo, o garfo fica na mão direita e a faca descansa sobre a parte superior do prato com a lâmina voltada para dentro. A posição de descanso dos talheres é a faca na borda direita do prato e o garfo na esquerda. Se o prato servido for massa, por exemplo, esta deve ser enrrolada usando-se o garfo na mão direita e uma colher na esquerda para ajudar. A colher deve ser utilizada ligeiramente inclinada, retirando o líquido aos poucos e sem fazer barulho.

     

     

    Ao terminar a refeição, os talheres nunca ficam cruzados dentro do prato. O correto é colocá-los em posição perpendicular ao prato, sentido norte-sul; garfo do lado esquerdo, faca do lado direito com a serra virada para o garfo. Vale lembrar que, uma vez tirados da mesa, os talheres nunca devem voltar para ela.

     

    Geralmente, os garçons profissionais, interpretam sinais através da disposição dos talheres, ou seja, quando estes estão dispostos abertos no prato, como se formassem um ângulo de 45 graus, com a faca do lado direito e o garfo do lado esquerdo do prato indica que a pessoa ainda vai comer ou está comendo a refeição. Já para demonstrar que a refeição foi finalizada a pessoa deve colocar os dois talheres juntos e paralelos em cima do prato. Esse é o sinal de que já está satisfeito.

     

     

    Uma boa opção para evitar complicações e que também auxiliam no decor das mesas são os desncasos de talheres. Eles são utilizados para apoiar os talheres em uso em almoços e jantares com mesa posta, onde o convidado se serve. Ao repetir o prato, o convidado, ao invés de apoiar os talheres usados na toalha da mesa ou no jogo americano, utiliza o descansa talher evitando assim sujar s toalha ou o jogo americano.

     

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    É preciso prestar atenção na ocasião antes de colocá-los na mesa, pois este item só deve ser usado em jantares ou almoços informais e deve sempre ser colocado ao lado direito do prato.

     

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    Até a próxima terça!

     

    Luciano

  • Gateau de batatas para a segunda-feira!

     

     

    Segunda-feira é dia de praticar cozinha fácil!!!! Por essa razão escolhi uma receitinha que não faço há tempos, mas que é uma gostosura!!!! Explico porque não preparo há tempos: é um gateau de batatas e em casa não temos o hábito de comer batata. Toda a utilização de batata foi substituída por abóbora cabotiá e batata doce, em razão da funcionalidade desses alimentos. Ambas tem um baixo índice glicêmico e, por isso, a energia  é liberada gradualmente no organismo, aumentando a sensação de saciedade, especialmente em relação à batata doce. Essa, ainda, tem maior teor de vitamina A e de cálcio do que a batata normal, além de ser fonte de vitamina C, fósforo e potássio, o que garante mais energia para o metabolismo.

     

    Tudo é uma questão de hábito alimentar e posso garantir que a batata não faz falta em nossas vidas! É como eu sempre digo: se dá para substituir por outro alimento mais saudável, então vamos substituir. Mas não é pecado nenhum comer batata de vez em quando. Como diz um amigo meu endocrinologista Dr. Alexandre Ferreira (@endocrino_news), "restringir determinados alimentos sim, abolir da alimentação não"!

     

    Bem, o fato é que numa jantinha de segunda-feira essa receitinha cai muito bem.

     

     

    Gateau de batatas

    (p/ 6 pessoas)

     

    Ingredientes

     

    6 batatas
    1 litro de leite
    1 colher de sopa bem cheia de manteiga
    1 pitada de noz moscada
    sal q/n
    1 dente de alho picado
    1 alho poró
    1 colher de sopa de azeite de oliva
    150 g. de parmesão ralado

     

    Modo de fazer

     

    1- Descascar as batatas, cortar em lâminas (0,5cm) e reservar;
    2- Em uma panela colocar o leite, a manteiga, a noz moscada, o sal e o alho;
    3- Aquecer e colocar as batatas e deixar ferver por 10 minutos;

     

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    4- Cortar o alho poró bem fininho e refogar com azeite até murchar;
    5- Montar em uma travessa intercalando camadas de batata e alho poró;

     

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    6- Terminar cobrindo com o creme do cozimento e o parmesão;
    7- Levar ao forno pré aquecido a 180 graus por aproximadamente 25 minutos ou até dourar. Servir.

     

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    Buon Appetito!!!!

     

    Baci

     

    Cacau

  • Domingo é dia de bacalhau!

     

     

    Quem me conhece sabe que eu amo bacalhau....de todas as espécies e qualquer que seja o preparo! Meu marido que o diga, afinal, atualmente ele é o "preparador" oficial de bacalhau em casa. Mas uma espécie de bacalhau que gosto muito - e aí não é a praia dele - é o fresco! O bacalhau fresco se assemelha bem a um peixe branco com um sabor que lembra o bacalhau tradicional.

     


    A receita de hoje é deliciosa e eu não me canso de repetir seu preparo ( o peixe pode ser qualquer um branco e não necessariamente o bacalhau), especialmente porque gosto muito de empanar o bacalhau (qualquer deles) para preparar os pratos. Já fizeram bacalhau empanado? Vale a pena experimentar...

     

     

    Bacalhau fresco ao molho alfredo e curry suave de camarão

     

    Ingredientes


    1 k de bacalhau fresco (ou outro peixe branco)
    200 g de frinha de grano duro
    sal q/n
    molho "alfredo" q/n
    500 ml de creme de leite fresco
    500g de camarão limpo
    azeite de oliva q/n
    1 colher sobremesa de curry suave

     

     

    Molho "alfredo"

     

    100 g de manteiga
    80 g de farinha de trigo
    1 litro de leite
    300 ml de creme de leite fresco
    1 xícara de parmesão ralado.
    sal a gosto
    1 colher café de noz moscada
    Derreter a manteiga em uma panela, incorporar a farinha de trigo mexendo bem até dourar. Acrescentar o leite que foi previamente fervido ao poucos. Mexer até dissolver todos os ingredientes. Acrescentar o sal e a noz moscada, o creme de leite e o parmesão ralado e mexer até incorporar.

     

     

    Modo de fazer o bacalhau

     

     

    1 - Temperar os filés do bacalhau (como é fresco não tem sal) com sal;
    2 - Empanar os filés do bacalhau em farinha de grano duro e fritar em óleo por imersão e reservar;

     

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    3 - Fazer o molho " alfredo" e adicionar o creme de leite até o ponto de cremosidade de seu gosto e o curry;
    4 - Selar os camarões;

     

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    5 - Colocar o molho branco junto dos camarões e misturar. Corrigir o sal e despejar sobre o bacalhau

     

     

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    Ah, uma informação importante: em todos os pratos que preparo eu uso o Sal da Confraria do Darcio que é um sal preparado pelo Chef Darcio e composto de sal marinho, alecrim e alho tostado. Esse sal dá um sabor especial sem comprometer o paladar de qualquer prato. Se alguém se interessar em adquirir é só ligar para 3324-9191!

     

     

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    Bom domingo!!!

     

    Baci


    Cacau

  • Escalope de tender: fim de ano chegando...

     

     

    Na última segunda-feira foi dia de Confraria do Darcio. Para aqueles que não conhecem, a Confraria surgiu de um pedido meu para o Chef Darcio Sacarpelli para fazer aulas de culinária. A Confraria do Darcio nasceu há mais de 3 anos e sagradamente nos reunimos todas as segundas-feiras (tem também uma turma às terças-feiras), no Espaço Gourmet da Casa da Cachaça para aprender com o Mestre o preparo de receitas deliciosas. Já foram 139 aulas e imaginem que a cada aula temos uma média de 2 receitas: uma entrada e um prato principal...será que eu tenho muitas receitas?

     

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    No último encontro aprendemos a preparar escalope de tender acompanhado por uma farofa fantástica. É uma boa variação do bom e velho tender sempre presente nas mesas do natal.  O prato fica mais delicado e bonito e inova na forma de servir seu tender de natal.

     

     

    Segue a receita do tender e da farofa:

     


    Tender ao molho de geléia de cupuaçú

     

    Ingredientes:

     

    1 peça de tender cortado em escalopes
    1 1/2 colheres de sopa de manteiga
    azeite de oliva q/n
    sal e pimenta q/n
    150 ml de vinho branco
    300 ml de creme de leite fresco
    2 1/2 colheres de opa de geléia de cupuaçú (o sabor da geléia é opcional, depende do gosto e da disponibilidade de compra de cada um. A de cupuaçú, por exemplo, veio direto do Nordeste!)

     

    Modo de fazer:

     

    1 - Colocar em uma panela bem quente a manteiga e um fio de azeite e, em seguida, os escalopes de tender para grelhar;
    2- Depois de grelhados retirar e reservar em uma travessa quente;
    3 - Na mesma panela fazer um deglacê com o vinho e acrescentar o creme de leite e a geléia;
    4 - Mexer bem, corrigir o sal e a pimenta e derramar por cima dos escalopes para servir.

     

     

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    Farofa de banana e bacon

     

    Ingredientes:

     

    4 bananas em rodelas(não muito maduras)
    1 cebola fatiada em plumas
    2 colheres de sopa de manteiga
    1/2 colher de chá de azeite de oliva
    120 g de bacon picado
    1/2 xícara de cheiro verde
    farinha de mandioca q/b (aproximadamente 1 xícara)
    sal q/n

     

    Modo de fazer

     

    1 - Em uma frigideira colocar a manteiga, o azeite e a cebola;
    2 - Depois que a cebola fritar acrescentar o bacon;
    3 - Juntar a banana e ir colocando a farinha de mandioca até dar a quantidade que queira de farofa, corrigir o sal e colocar o cheiro verde. Há também a opção de colocar metade da quantidade de farinha de mandioca branca e metade de farinha de castanha, combinação que fica perfeita! Misturar e servir.

     

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    Quem quiser mais informações da Confraria do Darcio o fone é 3324-9191 ou pelo facebook Confraria do Darcio.

     

    E aí, se animaram para vestir o tender de natal de forma diferente? Na minha mesa de natal ele já tem um lugarzinho garantido!

     

    Baci

     

    Cacau

     


  • Cheesecake para uma doce sexta-feira!

     

     

    Olá Pessoal,

     

    Uma das minhas sobremesas favoritas é o Cheesecake, famosa torta a base de queijo muito conhecida nos Estados Unidos. Como sou frequentadora assídua da Terra do Tio Sam, afinal parte da minha família mora por lá, acabei por conhecer essa delícia há tempos. Adoro todas as combinações possíveis, mas a minha favorita ainda é a com calda de frutas vermelhas.

     


    O Cheesecake já era conhecido dos antigos gregos. Os norte-americanos o criaram no século XX. Desde então, tornou-se uma espécie de bolo nacional,  mas segundo os profissionais, existem "mais teorias sobre o bolo de queijo, do que pessoas que saibam prepará-lo". O Cheesecake americano é normalmente constituído por uma base de bolacha, um recheio à base de queijo, creme, ovos e uma cobertura de fruta. Este cheesecake é cozido no forno, no entanto existem inúmeras variações da receita, entre as quais as que são compostas por natas, queijo e gelatina e não necessitam de forno.

     


    Apesar de ter nascido na Grécia há muito tempo, o cheesecake só se popularizou nos anos 70, quando era uma das sobremesas mais populares dos Estados Unidos, e principalmente em New York City.  Após muito pesquisar e testar receitas, essa praticamente me encontrou há uns 15 anos atrás e desde então não deixei de prepará-la. Agora compartilho com vocês.

     

     

    Cheesecake

    Pré-aqueça o forno em 300º antes de iniciar o preparo.
    Bata na batedeira em velocidade média 600g de cream cheese com 1x e ½ de açúcar até obter uma textura cremosa.
    Acrescente 06 ovos inteiros, um a um batendo sempre.
    Adicione algumas gotas de baunilha a gosto.
    Desligue a batedeira e junte 500 ml de creme de leite fresco.
    Misture delicadamente e pronto.
    Unte uma forma de fundo falso com manteiga e polvilhe com farinha de rosca, isso mesmo, farinha de rosca, para que de um efeito crocante.

    Antes de levar ao forno, coloque no fundo do mesmo, uma assadeira com água.
    O cozimento não será em banho maria, a água serve para umidificar o ar do forno e evitar que a torta tenha rachaduras.
    Asse por 15 minutos no forno alto 300º e então altere a temperatura para 180º e deixe mais 60 minutos.
    Desligue o forno e só retire a torta após o resfriamento, por isso o Cheesecake deve descansar no forno mais alguns minutos. Cerca de 30 minutos é suficiente.
    Leve para a geladeira e desenforme depois de gelado.

     

     

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    Sirva com a calda de sua preferência. As geleias são uma excelente opção.

     

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    Fica divina!!!

    Beijos


     

  • Sopa de cebola à francesa

     

    Com a chuvinha de hoje nada melhor que uma saborosa sopa de cebola à francesa. Na verdade preparei a sopa ontem e nem imaginei que hoje o clima estaria mais ameno e propício para digerir essa delícia de sopa que - pasmem - embora eu não goste de cebola sou louca por ela! Ir a Paris e não comer sopa de cebola é um pecado! Lá realmente se come a melhor sopa de cebola do mundo!!!! Na minha última viagem para lá certamente comi a melhor! Só cometi a gafe de não guardar o nome do restaurante que entramos sem querer na ocasião, mais para se esconder da chuva e do frio do que por saber que refeição divina nos aguardaria. Abaixo a deliciosa sopa parisiense:

     

     

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    Devemos levar em consideração a diferença dos ingredientes utilizados lá e em terras tupiniquins, mas, pra matar uma vontadinha, fazemos o mais próximo que conseguimos da receita original.

     

     

    Eu preparei essa sopa em duas ocasiões: uma na Confraria do Darcio e ontem em casa. Embora a receita fosse exatamente a mesma, o resultado foi diferente, por várias razões. Na Confraria foi utilizada cebola normal, a dourada. Ontem eu usei a cebola branca para experimentar e, confesso que, embora tenha ficado com uma cor mais clara, o resultado me agradou muito, porque eu acho o sabor da cebola branca mais leve e adocicado, sem aquele "ardido" da cebola dourada.

     

    Também na Confraria o Chef Darcio Scarpelli revisitou a receita e ao invés de cobrir com a torrada ou acomodá-la no fundo do bol, cobriu-o com massa folhada e o resultado também foi delicioso!

     

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    De todas as formas que se apresente, basicamente, a receita é essa:

     


    Sopa de Cebola à Francesa


    Ingredientes:

      1 ½ colher (sopa) de manteiga
      400 g de cebola fatiada
      1 colher (sopa) de farinha de trigo
      1 litro de caldo de carne
      1 xícara de creme de leite fresco
      sal e pimenta do reino q/n
      6 fatias de pão torrado
      100 g de parmesão ralado ou gruyere (eu prefiro este)

     

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    Modo de Fazer:

    1- Dourar as cebolas na manteiga. Juntar a farinha de trigo e mexer até dissolver;
    2- Colocar o caldo de carne aos poucos e continuar mexendo;
    3- Quando ferver desligar o fogo e acrescentar o creme de leite;
    4- Distribuir em tigelas, colocar as fatias de pão (eu usei o italiano) e cobrir com o queijo;
    5- Levar ao forno para gratinar e servir.

     

     

    Ah, como eu disse no início, a textura da cebola me incomoda muito, então para mim sempre preparo a versão " batida", ou seja, depois de ferver retiro e bato no liquidificador e, após, volto para a panela para finalizar. A versão sem bater é para o marido...hehehe.

     

     

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    O que sinto mais falta no preparo desse prato e de tantos outros é do verdadeiro queijo gruyere francês....huuuummm!!!!

     

    Que tal se aventurarem e experimentarem essa receitinha mara?

     

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    Baci

     

    Cacau

  • Um pouco sobre os queridos vinhos nacionais...

     

    Na última semana tive o prazer de visitar o Vale dos Vinhedos, no RS, maior região produtora de vinhos do Brasil e nossa única “Denominação de Origem”. E quando digo que tive o prazer, o faço do fundo do coração, pois voltei encantada com o lugar, o qual já havia visitado há alguns anos.

     

    Desta vez o foco foram exclusivamente as vinícolas e além das grandes como Miolo, Valduga e Salton, segui as dicas de um enólogo amigo e visitei vários pequenas casas que foram agradáveis surpresas. Com propostas absolutamente diferentes, encontramos famílias que produzem e vinificam uvas há anos e o fazem com enorme paixão, o que torna seus vinhos ainda mais especiais.

     

    Hoje vou dividir com vocês um pouquinho das minhas favoritas:

     

    Angheben: Ao chegar, fomos recebidas pelo Sr. Idalencio Angheben, que num delicioso papo (e enquanto provávamos seus vinhos) nos contou que foi professor de viticultura por mais de 30 anos no curso de enologia (em conversas com outros enólogos soubemos o quão respeitado e querido ele é pelos profissionais da área)  e o primeiro brasileiro a assumir a área técnica da Chandon no Brasil, ou seja: o homem de confiança dos franceses no braço nacional da poderosa Moët & Chandon.

     

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    Depois de ajudar a transformar a postura dos enólogos brasileiros – saindo dos limites da vinícola e buscando a qualidade direto nas videiras – em 1.999 ele e seu filho Eduardo – que também foi seu aluno e herdou, além de sua competência também sua simpatia – fundaram a casa. Juntos produzem vinhos com uvas pouco comuns aqui no Brasil como a Teroldego (que virou meu xodó dentre os vinhos da vinícola), a Barbera, a Touriga Nacional e outras mais conhecidas, mas também pouco cultivadas por aqui, como a Gewurztraminer e a Pinot Noir. Produzem lotes limitados e sempre com um perfil gastronômico, buscando uma identidade própria.

     

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    Na foto eu, minhas amigas e confreiras Alessandra e Ilonka e o Anghebinho e Anghebão (como são carinhosamente chamados por lá) depois de horas de bate papo e vinhaços.

     

    Alma Única: Sem dúvida, além dos vinhos, arquitetonicamente foi a vinícola que mais nos encantou. Fomos recebidos por uma das proprietárias, Magda, que junto com seu irmão gêmeo Marcio, fundou a casa há poucos anos.  Tradicionais na produção de bons vinhos – eles são da família Brandelli, da conhecida e também especial Don Laurindo - trabalham apenas com dois funcionários, tocando toda a produção de perto. Seus vinhos fizeram sucesso desde a primeira safra.

     

     

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    Minha maior curiosidade era em provar o Syraz da casa, o qual não decepcionou. Para finalizar ai